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Sábado, 04 Agosto 2018 09:16

Primeira etapa do Terra Produtiva mostra compromisso com as famílias Destaque

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Prefeita e secretários participaram do fechamento da primeira etapa do Terra Produtiva nas aldeias Prefeita e secretários participaram do fechamento da primeira etapa do Terra Produtiva nas aldeias Assessoria/A.Frota

A Prefeitura de Dourados encerrou nesta sexta-feira (3), por meio da Semaf (Secretaria municipal de Agricultura Familiar), a etapa do programa ‘Comunidade em Ação’ que está sendo desenvolvido na Reserva Indígena com o projeto Terra Produtiva. A prefeita Délia Razuk voltou ao Cras (Centro de Referência em Assistência Social) da Aldeia Bororó, onde ocorreu o encerramento da primeira fase do projeto, iniciado no mês de julho.

Após o mapeamento das famílias em situação de vulnerabilidade social e com disposição ao plantio de diversas culturas, a equipe da Semaf deu início ao mutirão de preparação do solo, visando ao incentivo da agricultura sustentável, com impacto na melhoria da alimentação e possibilidade até mesmo de aumento na renda. Ao todo, 500 famílias estão sendo contempladas com a ação, que conta com maquinários da Secretaria e dos parceiros.

A próxima etapa do projeto fornecerá, para posterior plantio, ramas de mandioca, sementes de milho, abóbora, melancia, maxixe, entre outras cultivares. Para o preparo do solo, a Agricultura Familiar contou com parceria de associações do município, tratoristas voluntários e integrantes da 4ª Brigada.

A prefeita Délia Razuk celebrou o término da primeira fase do projeto e anunciou que, atendendo pedidos da comunidade indígena, os maquinários prestarão serviços na reserva indígena por mais dois dias. Ela aproveitou para ressaltar conquistas na área da agricultura familiar e disse que incentivar o cultivo junto às famílias é um grande passo para maior segurança alimentar e o retorno da cultura de troca de alimentos e de mudas e sementes.

“Estou emocionada com a felicidade das famílias com o Terra Produtiva. Estou há um ano e meio na gestão, quando cheguei havia apenas um trator na Semaf para ações como esta; lutei e busquei com nossos representantes em Brasília melhorar isso e hoje temos 20 máquinas”, contou a prefeita. “Hoje só tenho gratidão por tudo isso que está acontecendo. Vemos que todas as famílias têm uma ligação muito grande com a terra; faltava um incentivo e a Prefeitura, em conjunto com outros órgãos, trouxe este respaldo. Precisamos combater a desnutrição. Tínhamos casos vistos nacionalmente e a forma de trabalhar isso é com a rede familiar”, destacou.

O secretário de Agricultura Familiar, Marcos Roberto Soares, disse que a intenção é fortalecer os pequenos produtores indígenas para que futuramente se integrem em associações e se fortaleçam como acontece com a Associação do Guassuzinho, a Apraf, entre outras.

Ele destacou ainda a ação como um grande diferencial para a mesa dos indígenas e possibilidade de aumento na renda. “O alimento estará na porta de casa, vai ter mais alimento na mesa e o que exceder a família vai poder comercializar. Foi muito vantajoso o projeto. Essa iniciativa seguirá para atender essas famílias, um objetivo da prefeita para combater a situação de vulnerabilidade social”, citou.

Mais alimentos

Agentes de saúde e a Secretaria de Assistência Social apoiaram na identificação das famílias em vulnerabilidade social. As lideranças indígenas também ‘abraçaram’ as ações. Para o secretário de Assistência Social, Landmark Ferreira Rios, a ação é “um grande passo visando à segurança alimentar, um trabalho para evitar a desnutrição indígena”. Segundo ele, outras ações vão seguir continuamente com esse foco.

O indígena Rominho Arce, de 40 anos, disse que ficou surpreso com o projeto na Reserva. Ele trabalha como pequeno produtor rural na aldeia Bororó e disse que as famílias necessitavam com urgência do trabalho realizado, enfatizando ainda que aumentará o cultivo. “Eu estava desesperado, o trator nunca chegava para nós. Essa ação da prefeitura foi um alívio, nossas terras precisavam. Eu tenho meu cultivo com mandioca, abacaxi, batata e agora vou aumentar a produção, vai ter mais alimento na mesa para mim, para meus filhos e esposa e o que sobra a gente troca ou vende ou até doamos para outras famílias”, contou.

Para a agente de saúde Priscila Maciel Duarte, o Terra Produtiva vai ser de grande impacto para as famílias indígenas. “Eu visito muito as famílias diariamente e sei como vai ajudar para incrementar o alimento na mesa, vou plantar também na minha terra. Só temos a agradecer a prefeita, que tem possibilitado isso às famílias e sempre tem olhado para a aldeia”, comentou.

Gaudêncio Benites, liderança indígena, parabenizou o trabalho da Prefeitura de Dourados e dos parceiros. Pontuou que os líderes locais vão apoiar e ajudar a fiscalizar o andamento do plantio.

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