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Quarta, 09 Maio 2018 17:06

Exportações do Estado crescem quase 10%, puxadas pela celulose, soja e minério Destaque

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Alternativa de viabilidade econômica para o mercado externo, celulose ajuda a expandir exportações Alternativa de viabilidade econômica para o mercado externo, celulose ajuda a expandir exportações Divulgação

Celulose, soja, carnes, juntamente com o minério de ferro, foram os principais destaques das exportações de Mato Grosso do Sul no mês de abril e contribuíram para a o saldo positivo da balança comercial do Estado no primeiro quadrimestre deste ano. De janeiro a abril de 2017, as operações com o mercado externo fecharam em US$ 1.584.154, enquanto que em igual período deste ano subiram para US$ 1.728.328, alta de 9,16%. As informações estão na Carta de Conjuntura do Setor Externo, elaborada pela Semagro (Secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familar).

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semagro, “é importante destacarmos a questão do câmbio no período. O aumento da taxa de câmbio gera um aumento de receita em reais. Sob o ponto de vista da exportação, essa taxa é favorável, mas acompanhamos sempre a oscilação”.

Em abril, as cotações do dólar apresentaram valorização em relação a março deste ano. A taxa média de abril ficou em R$ 3,40, cerca de 3,98% acima da taxa média de março. Em relação a abril do ano passado, a moeda estrangeira acumulou uma valorização de cerca de 8,63%, quando analisada a taxa de câmbio média do mês.

Com relação aos principais produtos exportados, a celulose aparece como primeiro produto na pauta de exportações, com 32,5% do total exportado em termos do valor, e com aumento de 74,5% em relação ao mesmo período no ano passado. Em relação ao volume, houve um aumento de 61,54%. O segundo lugar foi ocupado pela soja em grão, com 32,19% de participação, com diminuição em termos de valor de 13,47% em relação ao quadrimestre do ano passado. Em termos de volume, houve queda de 14,11%, comparado com o mesmo período de 2017.

“Temos um posicionamento forte da celulose devido à abertura da terceira fábrica Três Lagoas e deveremos seguir nessa tendência ao longo de 2018, chegando a um patamar de estabilidade em 2019. Apesar de a celulose ser o terceiro produto em termos de volume na pauta de exportações, é o primeiro em rentabilidade, por ter um alto valor agregado. O recuo nas exportações de soja está ligado a questões de mercado. Estamos buscando outros canais de exportação logística, principalmente a hidrovia, para dar mais competitividade”, comentou o secretário.

O minério de ferro reverteu a queda nas exportações verificada em 2016, com aumentos expressivos em 2017 e 2018. Por sua vez, no período de janeiro a abril deste ano registrou um aumento de 103,8%, comparado com o mesmo período do ano passado, em termos de volume exportado houve aumento de 41,65%. “No minério de ferro, houve uma reabilitação do mercado internacional. O minério seguia até a Argentina e agora desembarca no Uruguai, para, a partir daí, seguir para outros destinos. Hoje, os portos da Argentina estão recebendo, cada vez mais, os desembarques de soja de Mato Grosso do Sul”, acrescentou o titular da Semagro.

Em termos de destino das exportações, há uma concentração para a China, representando cerca de 47,11% do valor total das exportações no quadrimestre. Os países com maior aumento na participação foram: Uruguai (1.814,73%) e Irã (143,09%). A maior queda foi registrada para os Estados Unidos, com baixa de 0,06% nas exportações em relação aos primeiros quatro meses de 2017. A concentração nos dez maiores destinos das exportações passou de 79,32% a 69,91% em 2018 se comparado ao mesmo período do ano passado.

Carnes

Nas exportações de carnes, o setor avícola já apresenta sinais de queda devido aos embargos internacionais a algumas plantas frigoríficas. “A queda registrada em abril ainda foi pequena, mas estamos observando o mercado e a tendência é que haja uma substituição das operações de exportação para unidades credenciadas que não foram impactadas pelas restrições. Uma boa notícia veio da suinocultura, que teve um crescimento de 54,79% nas exportações, em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado. É uma oportunidade de mercado que se abre, lembrando que as duas grandes indústrias do setor existentes no Estado estão ampliando as suas operações”, finalizou.

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