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Terça, 17 Outubro 2017 11:47

Entidades e empresários de MS estão otimistas com ferrovia

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Sidney Pitteri representou a Federação das Indústrias durante a Consulta Pública da Ferroeste na Aced Sidney Pitteri representou a Federação das Indústrias durante a Consulta Pública da Ferroeste na Aced Divulgação

O 2º vice-presidente regional da Fiems, Sidney Pitteri Camacho, destacou a importância da proposta, que deverá facilitar o escoamento da produção do Estado, ao participar da Consulta Pública realizada na noite desta segunda-feira (16) no auditório da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) para discutir o projeto de construção de uma ferrovia entre a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá, no Paraná.

“Já é sabido há algum tempo que precisamos modificar nossos meios de transporte ou melhorar o que temos para não ficarmos dependentes unicamente do transporte rodoviário. A iniciativa do Paraná é interessante, precisamos unir as entidades de Mato Grosso do Sul e do Estado vizinho para que esse projeto seja realizado da melhor forma”, afirmou Pitteri.

Poder público

O secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, reforçou a relevância da audiência pública para discutir o assunto com toda a sociedade. “Esse evento é de suma importância para que possamos ter uma integração de todos os entes que têm interesse nessa rodovia, ou seja, poder público, iniciativa privada, Fiems, associações comerciais, etc. Assim começamos a encorpar esse processo, que não é um projeto de governo, mas um projeto de Estado, que envolve toda a sociedade civil organizada e entes públicos”, declarou.

Segundo a prefeita de Dourados, Délia Razuk, a principal finalidade do evento é receber contribuições da sociedade civil sobre o modal ferroviário. Ela explicou que foram realizadas três consultas públicas no Paraná. “Esse é o encerramento do primeiro passo do processo para que esse projeto efetivamente se realize. Foram quatro audiências públicas para ouvir a sociedade e agora passaremos para outro patamar de negociações”, disse.

Para Délia, o novo modal ferroviário é fundamental para a região de Dourados. “Todo o transporte hoje é feito por rodovias e isso encarece os custos. Uma ferrovia como essa traz desenvolvimento, traz economia e novos investimentos”, reforçou. Presente ao evento, a vereadora de Amambai, Janete Córdoba, comentou sobre a torcida para que o projeto se concretize. “Eu estou aqui em Dourados participando da audiência pública a convite da prefeita. Gostaria de reforçar a importância desse modal ferroviário, que também vai passar por Amambai, beneficiando os nossos produtores rurais, toda a nossa sociedade”, disse.

Já o agricultor e empresário do ramo de grãos, Waldir Faleiros, apontou a redução de custos no transporte da produção como um dos principais benefícios da rodovia. “Quando se fala em ferrovia, pensamos em transporte de grãos, mas não é só isso. Esse projeto vai trazer uma redução de custos para o transporte da produção, garantindo mais desenvolvimento para a região. Se tivermos a felicidade de ter a rodovia, esse transporte ficará muito mais fácil e mais barato”, completou.

Sobre o modal

A Ferroeste, sociedade de economia mista ligada ao Governo do Paraná, iniciou uma série de consultas públicas, com o objetivo de debater a proposta com a sociedade civil e receber eventuais sugestões ao projeto de implantação de uma ferrovia que ligará o Porto de Paranaguá ao Mato Grosso do Sul. Em princípio, o projeto leva em conta dois trechos. O primeiro prevê a implantação de cerca de 400 quilômetros de linha férrea, entre o Porto de Paranaguá e Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná.

A proposta é de que haja um novo traçado, paralelo à rodovia BR-277. Com isso, a nova ferrovia não usaria o trecho da ferrovia histórica, que liga o litoral a Curitiba e que continuaria sendo explorado para fins turísticos. O segundo trecho contempla a construção de 350 quilômetros de trilhos, entre Cascavel (PR) e Dourados (MS), passando por Guaíra (PR). Com esse traçado, a Ferroeste espera absorver a demanda logística do Paraguai (via Guaíra) e do Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que o modal sirva para escoar não só a crescente safra de grãos, mas também da indústria pecuária.

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