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Manoel Afonso

Manoel Afonso

CRISTOVAM BUARQUE: “Durante 26 anos a República brasileira teve 5 presidentes do mesmo bloco político...Não demos coesão nem rumo ao Brasil...deixamos nosso país com 12 milhões de adultos analfabetos e 100 milhões sem saneamento...Deixamos a economia em recessão alarmante e com desemprego em níveis dramáticos...o país ficou mais radicalizado,violento e corrupto...O Estado ficou mais ineficiente, aparelhado e endividado...Ficamos 26 anos consolidando a democracia, sem reorientar o país nos novos tempos que vivemos...”

E MAIS... “Eleitos para reformar ficamos contra as reformas...Aumentamos o número de carros oficiais e de privilégios da cúpula do poder: não reformamos a política, ao contrário, nadamos nela ...Nenhuma reforma fizemos no sistema financeiro/bancário; não reformamos o injusto, complicado e vulnerável sistema fiscal, mantivemos a maior carga fiscal, os piores serviços públicos da história, não tocamos no complicado e comprável sistema de justiça...

A OPINIÃO não é de um qualquer. Cristovam tem currículo invejável: engenheiro, economista, cursou a Sorbonne, ex-reitor da UNB, ex-ministro da educação, ex-governador do Distrito Federal e senador por 2 mandatos. Mas o que enseja essa abordagem é o fato dele só após a vida toda militando na esquerda chegar a essa conclusão. De nada valeram as graduações e cargos? Deveria ter rompido antes com o sistema e denunciado todas essas falhas que ‘descobre’ aos 75 anos de idade.

DESTACO o início das declarações do ex-senador: “Durante 26 anos, a república brasileira teve 5 presidentes de um mesmo bloco político. Apesar de partidos, ideologias e comportamentos diferentes, Itamar, Cardoso, Dilma e Temer vêm do mesmo grupo que lutou contra a ditadura e defendeu posições progressistas em graus diferentes na economia, na sociedade e nos costumes. Foi, portanto, ¼ de século e de república governado por democratas progressistas...” Conclusão: o preparo intelectual nem sempre é o bastante na vida pública partidária. Mas ele sempre foi opaco e nunca encantou. Em homenagem a Sourbonne que cursou – ‘Au revoir’.

INFELIZMENTE o ex-senador esqueceu de abordar o conteúdo utópico da nossa Constituição, onde esse ciclo penoso de erros começou. Na época, o ex-ministro Delfim Neto, tido como dinossauro pela esquerda por ter servido ao regime militar, ironizava a complexidade da Carta Magna ao tratar de matérias impensáveis no primeiro mundo. Ele alertou que a Constituição era generosa e paternalista demais ao só dar direitos e ignorar as obrigações do cidadão. Delfim insistia: “quem vai pagar essa conta de bondades”? Claro – o contribuinte!

RETROVISOR A Constituição foi alvo de críticas do ex-ministro Roberto Campos com frases inteligentes. Algumas delas: “Ela promete-nos seguridade social sueca com recursos moçambicanos”. Já tivemos 7 Constituições e os americanos só uma e os ingleses nenhuma. O problema nunca foi de Constituições e sim de instituições. Elencam-se 34 ‘direitos’ ao trabalhador, nenhum dever de trabalhar, pois é irrestrito o direito de greve. A palavra produtividade só aparece uma vez no texto, e ‘direitos’ 76 vezes – enquanto a palavra ‘deveres’ é mencionada apenas 4 vezes.

JOGO SUJO? Ex-presidente Dilma Roussef (PT) culpa a mídia venal e a elite política e econômica pelo seu afastamento ao se referir ao filme ‘Democracia em Vertigem’. Ora bolas! O impeachment foi fruto de sua incapacidade, arrogância, conivência com a corrupção através de empreiteiras (elites) que financiavam o PT e apoio de governadores políticos.. Detalhe: a diretora do filme é a comunista Ana Petra Costa, neta do fundador da Andrade Gutierrez – pega na corrupção pela Lava Jato. Tá explicado?

SUPERADO? Sobre a pretensão do ex-governador Zeca do PT em concorrer à prefeitura de Sidrolândia algumas questões devem ser analisadas. Nas eleições de 2016 o vencedor – dr. Marcelo Ascoli (PSL) - obteve 11.605 votos contra Ari Basso (PSDB) com 9.922 votos. O terceiro colocado foi Haroldo (PEN) com apenas 1.514 votos. Lá as lideranças são fortes, sem espaço para concorrentes eventuais. O PT só elegeu um vereador (Jean) e na sua candidatura ao senado em 2018 - Zeca do PT obteve só 7.393 votos em Sidrolândia. Acreditar na fidelidade dos assentados rurais é uma aposta perigosa.

ZECA DO PT tem um sítio naquele município. Mas será que isso basta como referencia convincente? No fundo, o seu currículo pode pesar pouco, principalmente agora com seu partido em baixa e desmoralizado pelos escândalos. Serve como alerta a terrível experiência de Marcelo Miranda (PR) ao disputar a prefeitura de Paranaíba. Em nada influenciou o fato dele ter sido prefeito de Campo Grande, senador governador e diretor do Dnit. Como sempre, muitos políticos evitam o espelho e o calendário. Até que um dia...

ESTIGMA Na política não se pode admitir fraqueza e medo. Claro! Sempre é preciso renovar o discurso para manter o grupo unido. Nas pesquisas de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas percebe-se os nomes do MDB em baixa, hoje sem chances de chegar ao poder. É preciso levar também em conta o fato de que as velhas lideranças do partido estão sem mandato. Paira no imaginário popular de que o MDB, sócio do PT no poder, tem culpa pela situação do país. Na maioria dos casos de corrupção – inclusive aqui – há políticos do MDB envolvidos. Estigma que pesa!

SUMIU? A última vez que o engenheiro Marcelo Miglioli frequentou a mídia foi em outubro último ao se filiar ao Solidariedade e anunciar sua candidatura a prefeito de Campo Grande. Depois sumiu! Ora! Candidato precisa aparecer, expor ideias e debater projetos com o público para mostrar seu potencial. Aquela sua votação ao Senado é passado, não conta! O ideal seria contratar uma assessoria de imprensa para profissionalizar o projeto e até frequentar sessões de fonoaudiologia para aprimorar a dicção e entonação de voz. É a dica.

DESAFIO Ao somar os votos obtidos pelo PC do B, PSOL, PCO e PDT nas últimas eleições de Campo Grande chega-se a conclusão que esses partidos ajudarão muito pouco o Partido dos Trabalhadores nas eleições deste ano. Dessas siglas apenas o PDT elegeu 2 vereadores e o PT só Ayrton Araújo. Anote-se que Ademir Santana e Odilon de Oliveira – do PDT – devem deixar a sigla em breve. Para os observadores, a radicalização do discurso esquerdista poderá funcionar como uma espécie de bumerangue, pois o eleitorado da nossa capital é conservador, tendo elegido inclusive Lúdio Coelho.

ALTERNATIVA? A Constituição no artigo 14 – parágrafo 3º - exige a filiação partidária para quem pretende disputar a presidência da república. Com isso valoriza os partidos e os políticos através de seus estatutos e programas. Agora comentam na possibilidade de mudanças com a adoção das chamadas candidaturas avulsas. Solução ou equívoco? Surgem questionamentos envolvendo o compromisso dos candidatos avulsos. Estariam eles vinculados a quem? Às igrejas, empresários e aos seus financiadores por exemplo? Aqui, sem chances.

A PROPÓSITO Hoje quase 40% dos países adotam as candidaturas avulsas para o legislativo e executivo como forma de abertura para toda a sociedade sem as amarras partidárias. Estados Unidos, Chile, França e a populosa Índia são alguns deles. Enquanto isso o Brasil, Argentina e África do Sul, por exemplo, estão no bloco que valorizam os partidos. Conclusão óbvia: corporativistas, nossos congressistas não chutariam a bola contra suas próprias redes, tirando-lhes direitos e privilégios que eles conquistaram ao longo da história. Pelo visto continuará do jeito que está!

‘PÉ DE BARRO’ O ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas ganhou esse apelido pelo seu estilo de visitar obras e locais alvos de ações urgentes. Ele tem a visibilidade da mídia apesar de ser discreto e pragmático ao responder perguntas. Formado pelo Instituto de Engenharia e Academia de Agulhas Negras é capitão do Exercito. Sua atuação no ministério vem arrancando elogios da opinião pública e de políticos até da oposição. Um bom nome num ministério cheio de atrativos para as empreiteiras corruptoras que gostam de fazer ‘bons negócios’.

NOTA 10 Outro nome que vem recebendo elogios da classe política e de empresários é Salim Mattar – responsável pela política de privatizações do Governo Federal. Aos 70 anos, o fundador da Localiza (maior empresa de locação de veículos da América Latina) é defensor intransigente do liberalismo e neste primeiro ano tem obtido grande sucesso. Nas entrevistas e palestras ele combate a presença do Estado em empresas ou setores que poderiam estar produzindo mais nas mãos da iniciativa privada. Para ele, o Estado representa apenas um cabide de emprego caro e inócuo.

“Eleitos para reformar o país e ficamos contra as reformas” (ex-senador Cristovam Buarque-PPS)

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VAMOS VER! Historicamente, por vários fatores, as eleições municipais despertam maior interesse do eleitor. Pessoas mais próximas e temas mais comuns à comunidade são os fatores motivacionais que levam o eleitor às urnas. Com a popularização da internet, do telefone celular e do aumento de candidaturas (prefeito e vereança) a tendência é que haja maior debate e divulgação das propostas, o que poderá em tese diminuir o número de eleitores que optem por anular o voto ou não comparecer. Logo abaixo para refrescar a memória do leitor estamos mostrando como foram as eleições de 2016 na capital, e em Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

CAPITAL Nada menos que 132.865 eleitores (22,32%) não foram votar; outros 36.776 cidadãos (7,95%) optaram em anular o voto e 13.995 (3,03%) decidiram simplesmente em votar em branco. O candidato vencedor Marcos Trad (PSD) obteve 241.876 votos (58,77%) enquanto Rose Modesto (PSDB) chegou a casa dos 169.660 votos, o equivalente a 41,23% dos chamados votos válidos. Somando aqueles que não foram votar e os que votaram em branco e anularam o voto, teremos um contingente expressivo de 33,30%. Convenhamos que é muita gente, o equivalente próximo a população de Dourados, de 221 mil habitantes.

DOURADOS As eleições de 2016 tinham ingrediente apimentado por vários fatores e que influenciaram nas abstenções (30.242 - 19,87%); nos 4.518 votos (3,7%) em branco e os 8.786 votos (7,21%) nulos. Nem todas aquelas candidaturas postas não motivaram o eleitorado como mostraram as urnas. Dourados - que sedia 3 universidades de grande porte, detendo números positivos na economia, ainda espera por melhor presença dos poderes públicos. Números finais: Délia Razuk (PR) 43.252 votos (39,82%); Geraldo Resende (PSDB) 40.149 votos; Renato Câmara (MDB) 20.708 votos (19,06%); Prof. Ênio 2.445 votos (PSOL) (2,25%); Wanderlei Carneiro (PP) 2.065 votos (1,90%).

CORUMBÁ A tradição mostra que lá as eleições e o carnaval se equivalem. No pleito passado o então prefeito Paulo Duarte (PDT), apesar de seu currículo e do cargo acabou perdendo para Ruiter Cunha (PSDB), Ruiter bateu nos 23.566 votos (46,41%) e Duarte chegou aos 21.027 votos (41,41%) e Elano (PPS) ficou nos 6.185 votos (12,18%). As abstenções chegaram a 16.940 – equivalente a 24% do eleitorado, com nulos somando 2.020 votos (3,77%) e votos em branco atingindo a casa dos 808 votos (1,51%). Pela rivalidade das forças concorrentes e discursos de campanha o pleito não atingiu o desempenho esperado.

TRÊS LAGOAS Lá o favoritismo da liderança de Ângelo Guerreiro (PSDB) se confirmou nas urnas com 30.033 votos(59,11%) contra 17.675 votos (34,79%) de Jorge Martinho (PSD) e Idevaldo Claudino (PTB) com 2.709 votos (5,33%). Compareceram 58.136 eleitores, dos quais 50.811 (87,40%) foram válidos, 4.754 (8,18%) nulos e 2.571 (4,42%) brancos. Dada a aceitação da administração do prefeito Ângelo Guerreiro como mostram as mais diferentes pesquisas na mídia, a tendência é que o fato possa ser uma motivação para que o eleitor participe mais do processo através do voto válido.

NA ANÁLISE da conjuntura política nacional vale lembrar que o pleito municipal de 2016 foi marcado pelo advento da ‘não política para dentro da política’, como ocorreu em muitas cidades e nas capitais São Paulo e Belo Horizonte. Acontece que poucos que se elegeram com essa bandeira estão tendo sucesso como gestores e isso resultará numa reação do eleitor. O pleito de 2016 foi marcado como aquele que registrou a taxa mais baixa de reeleição de prefeitos desde o ano de 2.000. Apenas 48% dos candidatos a prefeitos foram reconduzidos ao cargo. Daí a aceitação do ‘novo’. Mas apenas ser novo e honesto não basta. É preciso que o prefeito seja competente.

NOVIDADES O fim das coligações na proporcional será a primeira e irá beneficiar quem está no poder, principalmente onde teremos apenas um turno. Das 5.570 cidades pouco mais de 100 delas tem mais de 200 mil eleitores. A segunda inovação é o encurtamento do período de campanha, caindo de 90 para 45 dias - com a campanha esquentando só após o feriado de 7 de setembro.Esse ponto favorecerá os candidatos a vereança mais conhecidos. Se em 2016 tivemos 560 mil candidatos a vereador, neste ano deveremos ter mais de l milhão. Em 2016 tivemos mais de 13 mil candidatos a prefeito e vice prefeito e devido o fim das coligações esse número deve no mínimo quadruplicar.

ATENÇÃO! O eleitor está mais conectado e pelo celular troca mensagens diversas falando de política. Com tantos candidatos em todas as cidades o celular será o meio mais barato e eficiente para se chegar ao eleitor, que poderá até ficar estressado. Esse conjunto de fatores – incluindo ‘fake news’ - deve aquecer essas eleições. O maior número de postulantes ao legislativo municipal levará maior número de eleitores às urnas. Casos de amigos, parentes e colegas de igreja e entidades diversas que se sentirão no dever de votar. Tenho dito sempre que são os candidatos a vereador que dão vida as eleições.

LEMBRETES O jogo está começando. A filiação partidária será possível até 4 de abril. Só bem depois virão as convenções. Com isso haverá espaço suficiente para conversas e acertos nos bastidores. O que se prevê é a pulverização das candidaturas que decretará o fim da polarização - ao contrário do passado - podendo ter prefeitos eleitos com até menos de 30% dos votos. O bolo eleitoral será repartido em várias fatias de tamanhos diferentes que roubarão votos do candidato vencedor e de outros tidos como fortes. Aquele tempo de só fulano contra sicrano foi sepultado com o fim das coligações na proporcional.

TIRO NO PÉ Nossos congressistas não são tão sabidos assim. Só agora estão percebendo que ao aprovarem o fim da coligação proporcional podem ter criado uma cobra para mordê-los nas eleições de 2022. Se o modelo continuar eles enfrentarão as mesmas dificuldades que ocorrerão nas eleições deste ano. Outro problema para eles políticos foi o fim da doação das empresas para a campanha, criando em seu lugar o Fundo Eleitoral cuja distribuição dos recursos é algo complicado e obscuro por razões diversas. Com os escândalos revelados na ‘Lava Jato’ os empresários ficaram escaldados com a possibilidade de serem denunciados e terem problemas.

MUDANÇAS As projeções dos analistas indicam que nestas eleições será gasto de 30 a 40 por cento menos em relação as eleições anteriores, embora o valor do Fundo Eleitoral seja o mesmo e o número de candidatos infinitamente maior. A diferença é que não se fará mais o que se fazia antigamente: bandeiras nas ruas, contratação de gente e ostentação que deixa o eleitor desconfiado. O dinheiro será gasto na produção de televisão, pesquisas eleitorais e elaboração de ‘fake news’ para ser enviado pelo celular que será a grande vedete desta campanha – superando em muito a TV, antes a favorita. Aliás, serão as pesquisas os melhores indicativos do pensamento do eleitor. Elas já ocorrem por aí e não é por acaso. Certo?

BOLSONARO Não quer ser protagonista das eleições, mesmo porque historicamente presidente da república não decide eleição municipal. Se seu futuro partido não ficar pronto melhor pra ele. Não correrá riscos de críticas e nem comparações de desempenho ao final. Dever fazer o voo livre e só aparecer em alguns locais para polarizar ao PT, para inflar a sua base e estimular a polarização. Claro que se estiver bem lá frente irá tirar selfies com candidatos com os quais tem identificação. Lembro que quando deputado ele era parlamentar temático e nunca foi ligado a municípios e prefeitos. Sua vitória não contou com a ajuda de prefeitos. É mais esperto do que parece!

CAFÉ AMIGO com Sergio Longen – presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul. Falamos de tudo, dos desafios que seu segmento vem enfrentando, das novas leis trabalhista, dos juros, rota bioceânica, dos investimentos privados que acontecem em todo o Estado e arrematamos discorrendo sobre essa última batalha contra a ANEEL referente a desastrada tentativa de cobrança de impostos sobre a energia solar. A visão do dirigente é de empresário que pensa longe analisando vários aspectos. Senti muito otimismo de Longen também no que concerne às ações do Governo Estadual com quem sua entidade está em sintonia.

UTOPIA O ex-deputado João Grandão (PT) aprovou lei proibindo o serviço do Uber no MS. Piada: a matéria é de competência da União. Em 2000 a Câmara aprovou projeto do ex-deputado comunista Aldo Rebelo proibindo a adoção do sistema de autosserviço em postos de combustíveis para preservar os empregos. Ora! Nos ‘States’ o modelo deu certo desde 1950 e as lojas de ‘fast food’ e supermercados adotaram o sistema. Estamos atrasados, lembra a França do século XII. Lá os alfaiates e fabricantes de roupas proibiram a fabricação de botões sob a alegação de que quebraria a indústria do vestuário. A Câmara deve reexaminar logo esse monstrengo da esquerda utópica.

JANEIRO & REFLEXÃO “A vida passa rápido demais, você não precisa acelerar nada... nessa época do ano você vai dar uma pausa, certo? Vai passar o período de festas com quem gosta, desejando boas energias...mas vai fazer isso porque é isso que se diz ou porque é isso que você sente? Pense nas suas resoluções de 2020: elas falam de que? Mais de amor ou mais de sucesso? Mais de alegria ou mais de conquista? Mais de família ou mais de cargos de diretoria? Mais de vida ou mais de se matar de trabalhar? Você vai passar mais um ano achando que o importante é a disputa no emprego?... Você vai morrer, mas por favor não morra aos poucos. Ao contrário: viva aos poucos...” (Fábio Bernardi)

LER E PENSAR “Diz-se que, momentos antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás; cumes, montanhas, curvas, florestas, povoados e vê à sua frente o oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas. o rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Podemos só ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no mar. E somente ao entrar é que o medo desaparece. Porque então o rio compreende que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento”. (Gibran Khalil Gibran – “O Rio e o Oceano”)

LEMBRETE DE JANEIRO “Você vai morrer, mas é bom lembrar que os seus planos de longo prazo, os dividendos e bônus, as tarefas da casa que você nunca adia, as dívidas e os boletos que lhe dão angústia, o conserto da máquina de lavar, os ponteiros do relógio que não permitem atrasos, tudo isso também vai embora quando você for. Eles não ficam por aqui a contar como você era rígido com você mesmo. Você vai morrer e, naquele dia, a roupa vai continuar no varal e ninguém vai lavar os pratos na pia. Porque até todos os seus problemas vão morrer com você. E sendo assim, de que adianta morrer antes deles”. (Fábio Bernard, sócio-diretor de criação da Morya)

FILOSOFIA Neste início de ano, devido ao recesso da pauta política aproveito para lembrar o filósofo Mario Sergio Cortella. Segundo ele a posse de bens materiais, de fato, produz uma felicidade rasa, momentânea, episódica, veloz, e aí a pessoa entra num processo obsessivo de imaginar que a ‘consumolatria’ – a posse contínua das coisas – é que vai deixá-la feliz, e isso sim, leva a um estado de ansiedade constante. A filosofia, segundo Cortella, tem uma fórmula antiga que serve até de anedota: “Felicidade é igual realidade menos expectativas”.

 

“A felicidade compulsória é um mal que atinge o mundo inteiro” (Manuela Cantuária)

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SAMBA DO TRIPLEX Neguinho da Beija Flor gravou ‘Não é Nada Meu’, sucesso na internet ironizando o ex-presidente Lula (PT), seu padrinho de casamento. Curta a letra: “Não é nada meu, na verdade é meu Excelência. Não tenho nada/ Isso é tudo de amigo meu/ E o triplex da praia, me diga de quem é? É de amigo meu/ E o sítio de Atibaia, de quem é que é? É de amigo meu/ E aquela fundação que carrega seu nome? É de amigo meu/ E aquela ilha que o senhor descansa? É de amigo meu/ Quem paga as contas de sua mordomia? É de amigo meu/ E aquele jatinho que o senhor usa? É de amigo meu/ E aquele filho milionário? Excelência, esse não é meu”.

INTOCÁVEIS? Muitos que já ocuparam cargos eletivos se julgam acima do bem e do mal, como se protegidos eternamente por película inviolável. O recente caso em que o ex-presidente Lula (PT) levou uma cacetada da justiça em Santa Catarina no episódio da faixa com os dizeres: “Lula cachaceiro devolve meu dinheiro” mostra o contrário. A sentença é de uma sabedoria a toda prova: Ora! Quem exerce cargo público está sujeito a críticas de toda ordem e proibi-las seria exercitar a censura, a qual sempre foi condenada pela esquerda. As fotos mostram que Lula gosta de bebida alcoólica e sua condenação em 2ª. instância comprova sua conduta ilícita. Certo?

‘INESQUECÍVEIS’ Com o devido respeito que todo ser humano merece é inegável que o ex-deputado federal Edson Giroto (PR) jamais esquecerá o Natal de 2019 e o início de 2020 que passou atrás das grades após ver negado vários remédios judiciais interpostos pela sua defesa. Mesmo com a sua possível ida para a Colonia Penal as marcas desta experiência horrorosa permanecerão. Quando se toca no assunto por aí ouvimos colocações irônicas sobre a participação dele e de outros personagens (amigos?) também acusados que conseguiram a liberdade. Por uma série de fatos sabe-se que ele jamais cogitou em assumir uma delação. Por enquanto paga sozinho a conta.

BAIXA NO FRONT Em março de 2019 o deputado estadual Jamilson Name sonhava alto – disputar a prefeitura de Campo Grande – em declarações publicadas na mídia. Mas sua situação no PDT piorou e ele inteligentemente recorreu à justiça conseguindo do desembargador Divoncir S. Maran autorização para deixar o partido sem incorrer na perda do mandato. Mas, veio o inesperado: seu pai Jamil Name acabou preso junto com seu mano Jamil Name Filho (Jamilzinho) num caso policial amplamente divulgado, atingindo assim em cheio as pretensões do deputado estreante ainda sem partido.

SEM DESTINO Já que a coluna começou o ano falando do PDT, não há como ignorar a situação do vereador Odilon de Oliveira Junior e de seu pai Odilon de Oliveira no partido. Ambos estão analisando o cenário político da capital para definir qual caminho seguir neste pleito de 2020. Quanto ao vereador que foi eleito com 6.825 votos, presume-se que deva se reeleger mesmo porque obteve 19.198 votos no Estado para deputado federal, tendo assim seu nome bastante divulgado. Em relação ao ex-Juiz Federal, excluindo a candidatura a prefeito, ficaria amputado à espera do pleito de 2022.

DIFICULDADES Tenho sempre observado neste espaço de que todo político precisa ter seu grupo político onde devem pontificar vereadores, deputados, senadores e outras lideranças. Aliás, já antevi a eventual situação do ex-senador Delcídio do Amaral (PTB) que anuncia sua pretensão de tentar o governo estadual, mas que antes terá que agrupar gente de votos para ampará-lo. O mesmo raciocínio se aplica ao ex-Juiz Odilon com a agravante: ele é inexperiente na política e seu ex-cargo impediu-lhe deste exercício. E mais, seu discurso de ‘mudanças’ corre o risco de ficar ‘gagá’ em 2022.

FUMAÇAS De vez em quando o nome do ex-Juiz Odilon é citado por frequentadores do saguão da Assembleia Legislativa. Há elogios na mesma proporção das críticas. Ali naquele pedaço ninguém escapa ileso. Fala-se que as relações entre Odilon e o prefeito Marcos Trad (PSD) vem melhorando dia a dia – muito além do cafezinho servido com toalhas de renda portuguesa. Neste festival de gentilezas não se sabe por enquanto que papel estaria reservado ao ex-juiz que não parece satisfeito apenas com as lides da sua advocacia. Aposentado e com saúde, quer algo mais. Gosta da notoriedade. Enfim, pai e filho e o prefeito Marquinhos ‘vão bem – obrigado’.

ANONIMATO Nunca vi quem adotasse o anonimato como postura e conseguisse se eleger para algum cargo eletivo. Sem que seu nome tenha publicidade é impossível se tornar conhecido, memorizado junto a opinião pública. Mesmo o político que já tenha passado pelo poder, gosta de ver seu nome ou foto estampado na mídia. A simples citação de seu nome numa boa notícia já funciona como lenitivo ao seu ego. Políticos são mais vaidosos. Têm medo da sombra do anonimato, parente da solidão. Pior que a solidão do poder é a solidão fora dele. A propósito – com a palavra alguns políticos que surfaram durante anos no poder aqui no MS hoje curtem esse castigo. A conta chegou!

HABILIDADE Marcos Trad (PSD) chegando além do esperado. Com o passar do tempo o prefeito da capital que teve a coragem de romper com o MDB, vai alinhavando acertos e alianças. O que se deve levar em conta não é apenas seu prestigio crescente devido a sua gestão, mas sim também pelas incursões que desarmam ou ao menos enfraquecem eventuais ou pretensos adversários. Essa relação harmoniosa com certas lideranças de outros partidos é uma paquera com tendência a namoro e algo mais para 2020. Essa tática oxigena sua imagem e inibe concorrentes com a bandeira do ‘novo’.

USE - ABUSE Se no passado o político era fiel ao seu partido hoje ele troca de partido na mesma proporção que muda de roupa. É que o Tribunal Superior Eleitoral promoverá à partir de abril mais uma edição da ‘janela partidária’ que possibilitará (no período de 30 dias) aos atuais vereadores mudarem de agremiação partidária sem risco de inegibilidade ou perda de mandato. É a chamada lei da conveniência para acomodar ou atender aos interesses dos detentores de mandato antes das eleições deste ano. Cada vereador faz a análise do potencial de seu partido sabendo de que neste próximo pleito acabou a mamata de se eleger de carona nos votos de outros candidatos.

SOBREVIVÊNCIA No fundo o vereador tem consciência de seu valor no contexto político partidário. É ele que fica na linha de frente, no front da batalha em qualquer eleição. É ele que mantém o contato diário com eleitor – de quem recebe aquelas reivindicações estapafúrdias ou não. Deputados e senadores principalmente sabem da importância deles no frigir dos ovos e tentam manter boas relações na medida do possível. A propósito – aqui na capital alguns partidos correm o risco de ficar sem representantes. Seriam os casos do PDT, PTB, PSB...

DETALHES As coligações estarão assim proibidas para a vereança com os partidos concorrendo em listas separadas, sem alianças. Para determinar a composição das Câmaras será considerada apenas a votação obtida pela lista de cada partido nas eleições proporcionais. Cada partido poderá lançar até 150% do número de vagas existentes na Câmara, sendo que nos municípios com até 100 mil eleitores poderão ser registradas candidaturas no total de 200% do número de vagas a preencher.

LEMBRA? Já faz um ano que o Ministério do Trabalho foi extinto e ninguém se lembra dele ou sentiu falta. Falta agora extinguir a Justiça do Trabalho e mandar seus funcionários para a Justiça Federal e os processos para a Justiça comum - acabando com os gastos dessa máquina que atrapalha a produção de bens e serviços no país. Aliás, o pessoal da Justiça do Trabalho morre de medo de ter que trabalhar na Justiça Federal onde não falta serviço. Não se justifica tantos gastos com a Justiça do Trabalho aí no interior do Estado e do Brasil. Cada processo trabalhista custa uma nota preta para nós contribuintes. Só no Brasil mesmo!

IMAGINE! Se neste primeiro ano do Governo Bolsonaro tivesse havido escândalos de corrupção como os que ocorreram no Governo Dilma! Se a inflação tivesse disparado, a Bolsa de Valores despencada, o desemprego aumentasse e a balança comercial com resultado desastroso! Certamente que os arautos da esquerda intelectual e sindical (Globo & Folha & Cia) estariam babando para influenciar a opinião pública. Com esses resultados positivos a crítica ficou castrada, sem argumentos sólidos e para compensar a perda apela para fatos menores no contexto econômico. A aprovação do governo e do ministro Sergio Moro da Justiça mostra que estamos no rumo certo!

REPETINDO A classe média cansou de carregar o país e ser chamada de direita pela mídia. Chegou a hora em que essa classe resolveu assumir seu papel na defesa do Governo e na crítica ácida contra a corrupção através dos meios disponíveis, ou seja: as redes sociais. Sem espaço e acesso nos grandes veículos de comunicação (adversários desmamados pelo atual Governo) a classe média criou coragem, denuncia, rebate em alto bom som as argumentações da esquerda. Hoje a classe média reconhece até que pecou lá atrás quando apoiou FHC e se acovardou não indo para as ruas como tem feito. A classe média deixou de ser coadjuvante para ser protagonista. Ainda bem!

PARA REFLETIR:

“Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa, tudo sempre passará/A vida vem em ondas/Como um mar/Num indo e vindo infinito/Tudo que se vê não é/Igual ao que a gente viu há um segundo/Tudo muda o tempo todo no mundo...” (Lulu Santos - ‘Como uma Onda’)

“Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar/E sim sobre cada momento/ Sorriso a se compartilhar/Também não é sobre correr/Contra o tempo pra ter sempre mais/Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás/Segura teu filho no colo/Sorria e abraça teus pais enquanto estão aqui/Que a vida é trem-bala parceiro/ E a gente é só passageiro prestes a partir...” (Ana Vilela - ‘Trem Bala’)

BOLSONARO:“Se o pessoal do campo parar, o pessoal de paletó e gravata morre de fome”.

FACEBOOK: “Incêndio na Austrália e o Papa, ONGS, Gleta, Anita, Leonardo Di Caprio, Macrom se calam”.

LIMA DUARTE: “Lula faz a glamorização da ignorância”.

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LIVRE! E DAÍ? Não houve tsunami, a Bolsa de Valores melhorou, a confiança no país aumentou, o desempregou diminuiu e os protestos da ’petezada’ acabaram. Agora inelegível, Lula tenta se manter na mídia a qualquer custo. Não é mais o mesmo; perdeu o discurso da ética e da honestidade. O partido enfraquecido sem nomes de peso. O exemplo de Campo Grande é apenas mais um da decadência petista. É isso aí!

LUIZ PONDÉ: “O PT quer te dar um presente de Natal para o Brasil: caos social que ajude a derrubar a economia e com isso aumentar as chances de ele voltar ao poder. Seu Papai Noel Lula afirmou: o projeto do PT é retomar o poder em nome da democracia. Coitada, a democracia é a famosa casa da mãe Joana: todo mundo mete a mão... Para o partido o país é um galinheiro; de vez em quando ele vem e mata um frango...”

IGREJAS Estariam realmente preocupadas com a solução dos problemas que afligem a população brasileira ou simplesmente obcecadas em aumentar sua participação no atual contexto político? É a pergunta pessoal após observar o comportamento de lideranças políticas ligadas a vários segmentos religiosos. Só para os leitores da coluna: “há muita hipocrisia, lembra o PT de antigamente”.

CRUZ CREDO! Aproveito para questionar essa malandra Teoria da Prosperidade que ancora muitas das novas igrejas que brotaram em cada esquina – como as farmácias e as lojas que vendem colchões. As fachadas delas lembram empreendimentos comerciais para atrair novos clientes rumo ao paraíso. Algumas inclusive excedem-se na aparência, mas falta-lhes humildade.

VALE TUDO Há uma busca inebriante das pessoas pela felicidade e pelo sucesso. Todos os meios de comunicação falam disso dando receitas, inclusive. Uma barbaridade. Neste contexto entram essas igrejas que prometem o fundo e o mundo. Um estelionato oceânico onde muitos afogam pelo equívoco de postura. Dinheiro garante felicidade?

JUSTIFICATIVAS Como ficar rico rápido apesar, da intensa atividade política que não deixa tempo para outra ocupação profissional. João Alves disse que ganhou na loteria 221 vezes; Renan vendeu gado; Collor comprou e vendeu ouro e assim por diante. Milagres acontecem pra quem tem mandato como Geddel. Aqui no MS tem gente milionária. Parte ostenta, parte usa laranjas e vive falsamente de forma modesta.

CANDIDATOS Sem dinheiro para prosperar no comércio ou fundar uma igreja, não devem faltar candidatos para a vereança. Vocês não perdem por esperar. As surpresas devem ser maiores do que se possa imaginar. Figuras de tirar o chapéu. De vez em quando cruzo com alguns personagens no saguão da AL, à procura de deputados para serem seus padrinho$ ou fiadore$. É pra rir ou chorar.

FIM DE ANO Como dizia o saudoso locutor Fiori Gilioti: “O tempo passa...não adianta chorar...” Nesta época recomenda-se duas tarefas imprescindíveis: olhar para o espelho e olhar para o relógio. Esses dois elementos proporcionam oportunidades de ouro para a necessária reflexão sobre o nosso caminhar. Nossa imagem refletida no espelho é verdadeira; o relógio - assinala com precisão o seu tempo restante.

AVALIAÇÕES: Conversando com gente das diferentes classes e segmentos concluo: as opiniões pelas gestões de Marquinhos e Reinaldo são satisfatórias dentro do contexto econômico que o país vive. Salários em dia, obras de vulto e outros projetos importantes a curto e médio prazo compõem um cenário invejável perto daqueles vivenciados por outras Capitais e Estados. O melhor: as perspectivas para 2020 são ainda mais otimistas.

BOLSONARO Atravessa o sinal, fala muito e tem seus defeitos pessoais. Lula bebia muito em certas ocasiões. Certo? Mas no caso do presidente capitão há de se vergar: não houve um só caso de corrupção em seu Governo neste ano. A economia se recupera, obras são realizadas e o desemprego vai diminuindo ainda que lentamente. Não é por acaso que os economistas sérios do 1º Mundo estão acreditando no Brasil.

ACREDITAR no país é preciso. Não podemos entregar à futura geração um país despedaçado como se tivesse sucumbido e dividido após uma tenebrosa guerra. É preciso abrir as janelas dos nossos olhos para ver o país espetacular que temos e somos. Temos muito o que fazer – é claro – mas o potencial nosso é gigantesco.


FELIZ ANO NOVO – ACREDITAR É PRECISO!

Comentário

REFLEXÃO Como dizia o poeta, “O tempo engole a gente”. Mas na política nem todos tem essa percepção ou leitura. Acham que são eternos, que tem a fórmula da invencibilidade ou algo parecido. Por ocasião da morte do ex-senador Juvêncio Cesar da Fonseca (MDB) não se falou da sua derrota para deputado estadual no pleito de 2006 aos 71 anos de idade. Amargou o 44º lugar e com 8.267 votos. Seu cacife de 384.264 votos de 1998 ao Senado evaporou. E convenhamos; com a internet as mudanças são radicais e rápidas. O festival de surpresas só começou. Aguardem o que virá por aí!

O RELÓGIO não para, embora ignorado pelos políticos. Outros exemplos: O ex-governador Pedro Pedrossian tentou o senado e foi derrotado por Delcídio do Amaral (PTB); ex-senador Marcelo Miranda (PL) também foi derrotado nas tentativas de retornar, inclusive, disputando a prefeitura de Paranaíba; o ex-deputado estadual Benedito Leal (MDB) também não obteve sucesso como candidato a deputado estadual após um período sem mandato. Na análise, conclui-se que a tendência do eleitorado, que vai se renovando ano a ano, é pela natural oxigenação do quadro.

A MÍDIA A influência dela pesa muito na política. A imagens do candidato idem. Episódio interessante que ilustra a situação de políticos sem mandato e que após alguns anos tentam o retorno. Um amigo – eleitor roxo do ex-governador Pedro Pedrossian – tinha como certo de que seu filho iria estrear como eleitor votando nele na eleição de 1990 vencida por Zeca do PT (40 anos de idade). Mas no horário eleitoral o jovem decepcionou-se com a imagem e fala de Pedrossian – diferente das referências feitas pelo pai e votou segundo suas convicções pessoais. Nova geração, outra cabeça.

IMPRESSIONA o reflexo do estresse nos políticos ao longo do tempo. Um simples olhar na foto no palanque do MDB – por exemplo - em sua recente convenção permite-nos aferir essa verdade. Mas, como se diz; a sede de poder é muito mais forte que os limites de cada um, sobrepondo-se a outros valores dos simples mortais. O ano passa num piscar de olhos; quando menos se espera os filhos são pais, os netos cresceram sem o colo doce do avô; o mandato terminou e é hora de enfrentar uma nova eleição. A adrenalina motiva, mas também consome o político anestesiado pela vaidade ou raiva.

CARLOS MARUN No dia 16 de maio de 2020 vencerá o mandato do ex-deputado federal como Conselheiro da Administração de Itaipu. Embora fora da estrutura do MDB é notória sua ligação - mas sem declarações ou manifestações partidárias. Por exclusão dos nomes do MDB Marun pode ser apontado como aquele que reúne bons predicados como candidato a prefeito. Já ouvi no saguão da Assembleia Legislativa de que ele teria como candidato a missão de tentar provocar o 2º turno em 2020 onde faria aliança com a candidata Rose Modesto que não desistiu de suas pretensões.

A TESE é interessante. Marun tem tornado público em vários episódios de que tem na política seu projeto de vida. Encara com naturalidade situações que aos olhos da opinião pública provocam reações divergentes. Foi assim defendendo o ex presidente Temer (MDB) e na prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) em Curitiba. Enfim, sua passagem por Brasília deu-lhe maturidade e fez relacionamentos de peso, não teve o nome envolvido em escândalos. E tem postura ativa politicamente falando. Mas antes é bom consultar o eleitorado – cuja maioria acha que na política não há inocentes.

ECONOMIA É ela que decide as grandes eleições. O eleitor quer renda e estabilidade. Volto ao tema devido a insistência da Rede Globo em demonizar o presidente Donald Trump que tem folgada maioria no Senado para barrar o impeachment. Ora bolas! O país surfa uma onda de crescimento econômico e geração de empregos. Lá atrás Bill Clinton só derrotou George Bush (pai) pela crise econômica. Lá como aqui, Argentina e Chile, as pessoas comuns não estão interessadas em ideologia. Querem barriga e bolso cheios. Enfim, o eleitor é mais pragmático do que se imagina.

BAGAÇO Se você perguntar aí no seu trabalho ‘quem confia nos políticos ou nos partidos’ não ficará surpreso. Nessa última pesquisa ‘Datafolha’ só 4% dos brasileiros confiam nos partidos e 58% não confiam. Tá explicado porque o Congresso Nacional é a segunda instituição do país pior avaliada. O povo faz sua análise de conduta pelas matérias votadas pelos congressistas e tira então suas conclusões que influenciarão inclusive nas eleições de 2020. Duas das matérias votadas são emblemáticas e decepcionaram: o pacote anticrime e a reforma da previdência com suas exceções.

‘JUSTO VERÍSSIMO’ Chico Anísio já carimbou o passaporte para o andar de cima mas o seu personagem continua atual mesmo com o passar dos anos e após os sucessivos escândalos - tidos por nós como ‘normais’. Aquela expressão ‘eu quero é me arrumar e o resto que se exploda’ faz sentido. Apesar da renovação do Congresso Nacional que inicialmente trouxera esperança e até euforia, caiu na vala comum do descrédito. A presença de militares, policiais, autoridades e lideranças religiosas não contribuiu para a melhora de postura. Não há comprometimento com a Nação.

UTOPIA “A política deve ser movida pelo desejo de servir e construir coisas que verdadeiramente mudem para melhor a vida das pessoas. Dar significado a um mandato eletivo exige dedicação, estudo e, acima de tudo, amor ao próximo, preocupação com as pessoas, capacidade de sentir a dor dos mais humildes, a angústia dos desamparados...” Essa afirmação é do deputado federal amazonense Marcelo Ramos (DEM) em recente artigo. Sem a pretensão de discutir as qualidades do parlamentar é oportuno comparar o texto com o que vemos no Congresso. Como se diz em italiano: ‘parole...parole’.

VERGONHA Não há uma só semana sem denúncias de corrupção envolvendo políticos e agentes da administração pública. De norte a sul – de Uberlândia ao Rio de Janeiro. Casos comparáveis à violência rotineira que resiste ao longo do tempo. O cidadão liga a TV ou rádio; acessa um site e depara com notícias sobre investigações e prisões de gente de diferentes posições da vida pública. Até prisão de juízes e desembargadores não causa mais espanto. Neste quadro é difícil confiar nas lideranças políticas e autoridades. No fundo os números do “Datafolha’ também são frutos disso.

O FILME é antigo, só mudam os personagens. O sistema permite brechas para os corruptos se safarem. O caso do ex-governador Pezão (MDB) do Rio de Janeiro é apenas mais um que reúne esses ingredientes. O brasileiro fica questionando: será que esses gestores públicos seriam na verdade pobres vítimas da imaginação e perseguição das autoridades? Será que todos os fatos, documentos e as gravações comprometedoras seriam obras arquitetadas por ‘agentes do mal’? Mas no subconsciente da população pairam a desconfiança e a tendência pela culpabilidade.

BOMBACHAS VAZIAS Os governantes do PT também quebraram o Rio Grande do Sul. Pode? Lá existem 100 mil professores aposentados e, pasmem - apenas 50 mil em sala de aula; 35 mil militares na reserva e somente 16 mil na ativa. Com isso o déficit anual da previdência gaúcha chega aos astronômicos R$ 20 bilhões – numa dívida de 233% da receita líquida anual, salários atrasados e investimento ridículo de só 0,3% do PIB. A declaração do governador Eduardo Leite “Não existem soluções simpáticas para uma situação dramática como essa” precisa ser assimilada por todos os governadores.

TACADAS Os números econômicos colocam Sidrolândia como cidade efervescente e de futuro. A agroindústria é sua mola propulsora. O anúncio do Governo Estadual em levar até lá o ramal de gás natural romperá a última barreira para se consolidar como um polo. Estive conversando com o deputado Gerson Claro (PP) e o Secretário Jaime Verruch (Meio Ambiente, D. Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e seus argumentos são irrefutáveis. O outro ramal do gás para Ribas do Rio Pardo coincide com a vinda de outra gigante indústria de celulose que sacudirá a cidade e região. O Estado vai diversificando sua economia e ganha espaço no cenário nacional.

TELMA RENNER: “ ( )...A CLT foi criada em 1943...Ah! mas essa legislação visava proteger o empregado...assim nasceu o “coitadismo” tão prejudicial e enraizado na nossa cultura...mas hoje complemente obsoleto...o empresário evoluiu, mas a legislação piorou a cada dia, onerando e dificultando ao máximo o desempenho das empresas... cheia de norminhas e regrinhas, a toda hora mudada por políticos que sempre viveram às custas do contribuinte e para conquistar seu eleitorado, foram apertando o cerco cada vez mais e com isso dificultando a criação de mais empregos...o empresariado com medo da industria das causas trabalhistas, baixa a cabeça, aceita e não comenta...”

MEMÓRIA “No Brasil, em vez de se colocar o falsário na cadeia, obrigam-se todas as pessoas a provar sistematicamente, com documentos, que não são desonestos. Com isso, pune-se o honesto sem inibir o desonesto, que é especialista em falsificar documentos”. A afirmação é do ex-ministro Helio Beltrão – da Desburocratização – 40 anos atrás quando entrava em vigor uma lei para acabar com regras absurdas muito parecidas com a Lei 13.726/2018 que tem o objetivo de proibir os órgãos públicos de exigirem firma reconhecida em cópias de documentos. Tal qual a ingênua pretensão de Beltrão, essa lei de 2018 tende a ser ignorada. Esse é o país!

XORORÔ, reclamações por imprevistos ou qualquer outro insucesso é o que se ouve por aí. Aliás, hoje cobra-se demais por felicidade e sucesso pessoal. Ser feliz virou obrigação. A minha mensagem de final de ano é inspirada num vídeo onde um cidadão cego em Nova Veneza (Goiás) consegue preparar seu café, cuidar dos porcos, fazer a ordenha de 8 vacas e por incrível que pareça produzir seus próprios queijos. Ele caminha pela propriedade rural e cuida dos animais como qualquer cidadão. Entrevistado, ele se diz feliz e em momento algum reclamou da sorte. E pensar que as pessoas andam insatisfeitas e por motivos banais reclamam. Portanto, o momento é de agradecimento por tudo que somos e temos. E ponto final!


FELIZ NATAL E EXCELENTE 2020!

Comentário

DO LEITOR: “A classe política (alto clero) termina o ano desgastada com a postura dos congressistas que legislaram em causa própria e afrontaram os projetos do Palácio do Planalto que vinham de encontro aos anseios da maioria da opinião pública. Dois casos para exemplificar: a rejeição ao projeto original do ministro Moro no combate a criminalidade e dotação de recursos para os partidos políticos visando as eleições de 2020. Sobre esse último fato a pimenta na mídia ficou por conta da declaração do ministro Mandetta – de que esse dinheiro fará falta nas ações em prol da saúde”.

A PONDERAÇÃO acima tem procedência se levada em conta a postura passional do eleitorado que prioriza em seu raciocínio melhores condições para a saúde pública, que é considerada o maior problema nas pesquisas do Data Folha. Ao eleitor não interessa aspectos técnicos desta ou daquela lei. Ele é extremamente pragmático na análise, conclusão e eventuais caminhos na busca da solução. Ele é desapegado a detalhes. É neste mar revolto que os candidatos terão que remar desviando-se de todos os tipos de imprevistos e acidentes que podem provocar seu naufrágio eleitoral (nas urnas).

CONCLUSÃO: Manipulada ou não, essa pesquisa Datafolha coloca o ministro Sergio Moro da Justiça como o mais popular. Ora, presume-se que não se trata da popularidade igual de um artista por exemplo! No presente caso ela deve ser vista como sinônimo de credibilidade neste cenário de desmoralização da justiça – a começar pela postura dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisões recentes. Entre a postura do então Juiz Federal Moro no combate a corrupção e o que decidiu o STF - e o que pensa a classe política, a opinião pública apoia maçiçamente o atual ministro da justiça.

OS POLÍTICOS ouvem pouco as vozes das ruas. Parece que o exemplo da Revolução Francesa foi esquecido nos bancos escolares pelos nossos ilustres representantes. Aliás, eles colocam muita fé na falta de memória da população, que por razões diversas, não tem as eleições como prioridade decisiva no futuro seu e da família. As eleições, tem demonstrando raro comportamento racional do eleitor que acaba influenciado por uma série de fatores como família, grupo social, religião e a imagem artificial (falsa) do candidato na mídia. Compra-se gato por lebre, o vilão por honesto.

‘LAMA ASFÁLTICA’ Iniciada em 2015, o total dos rombos chega a R$ 432 milhões. Seu último capítulo: a Justiça Federal reconheceu indícios da remessa de dinheiro para o exterior por parte de André Luiz Cance, o todo poderoso ex-secretário adjunto da Secretaria Estadual da Fazenda, no Governo de André Puccinelli (MDB). Com isso, a investigação continuará na Justiça Federal e não na Justiça Estadual como pretendia Cance que formalizou em 2012 a separação conjugal para tentar talvez dissimular a origem e destino do invejável patrimônio com os bens de origem discutível.

‘PRESENTE NATALINO’ Figura forte nas gestões do ex-prefeito e ex-governador André Puccinelli (MDB), o atual Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Osmar Jerônimo caiu nas malhas da justiça. Pode perder o cargo e ter os seus direitos políticos suspensos por 7 anos e devolver R$ 508.180,63 corrigidos, mais a multa de R$ 750 mil se a sentença for mantida no Tribunal de Justiça. A acusação: em 2002 na prefeitura municipal Osmar autorizou serviço de pesquisas (que não foi feita) no valor R$ 500 mil. Wilson Cabral Tavares (sucessor de Osmar) também foi condenado no mesmo caso.

EFEITO DOMINÓ Um a um os homens de confiança do ex-governador Puccinelli caíram nas malhas da justiça. Basta verificar o cronograma do noticiário e a lista deles. No caso do ex-secretário Cance, notório seu prestígio no Governo. Tem um episódio interessante: em 2012 ele formalizou a separação conjugal (fictícia?) da mulher Ana Cristina P. da Silva embora vivendo no mesmo teto. Outro dado de arrepiar: em 2010 o patrimônio dela seria de R$ 1.178 milhão e saltou para R$ 16.285 milhões em 2014. Agora, Cance foge da Justiça Federal como o diabo foge da cruz. Até aqui levou pau!

O DITADO ‘a esperteza acaba comendo a mão do esperto’ é pertinente ao caso de André Cance. Sua eventual prática do crime de evasão de divisas ao exterior mantém a competência do processo para a Justiça Federal representada pelo juiz federal Bruno C. Teixeira – autor do despacho que negou a concessão de Habeas Corpus para trancar a investigação e remetê-la à Justiça Estadual. Anota-se que contra Cance pesa a acusação de cobrança de 1% da empresa Ice Cartões, responsável pela emissão de carteira de habilitação junto ao Detran. A opinião pública deve ficar atenta ao episódio escabroso.

O GANANCIOSO No seu livro “O Renascimento de Buda”, Ryuho Okawa (líder espiritual japonês) explica o significado de ganancioso: “É a mente que procura sempre pegar as coisas para si. É a cobiça para ter sempre mais e mais. No coração ganancioso há o desejo de se obter status social e fama...Quantas vezes, diante da expectativa de ganho extra, passamos por cima dos interesses dos que nos cercam? Quantas vezes em nome do lucro praticamos injustiças, fazemos negócios desonestos? Quantas vezes ficamos com o que não é nosso, como um objeto encontrado ou troco errado?”

DÚVIDA O que estariam pensando os vereadores? Perdendo horas de sono focados na solução dos problemas da saúde, educação e infraestrutura do município ou visando o sucesso pessoal nas urnas em 2020? Não tenho essa pesquisa em mãos, mas é possível que mais de 80% dos vereadores tenham na vereança a principal atividade laboral. Em confirmando essa previsão, é certo de que a prioridade deles seja a reeleição. Aliás no saguão da Assembleia Legislativa ouço costumeiramente a ladainha de vereadores sobre as ‘chateações’ do cargo, mas todos estão dispostos a continuar no ‘sacrifício’. Entendo.

O MANDATO Nem todos os seus detentores tem a real dimensão da responsabilidade deste cargo transitório. Por vaidade, falta de intimidade, de visão, cultura e mesmo de preparo, o primeiro ano está passando em brancas nuvens. Longe da tribuna, dos debates, suas proposições mais parecem matérias supérfluas que nada acrescentam à realidade do Estado. Seria oportuno que os eleitores tivessem acesso ao relatório da atuação de cada deputado estadual para aferir o seu trabalho em 2019. Afinal todos os gastos dos parlamentares são pagos com o dinheiro deles eleitores. De leve...

DESGASTES? O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) mostrou que está calejado e não apelou quando provocado por um cidadão (Fundo Partidário X verba da Saúde)) no saguão do aeroporto de Campo Grande. Estressante é – mas apelar seria pior! O deputado estadual Pedro Kemp (PT) não negou que tivesse tomado cerveja e com isso cortou a polêmica no episódio do bafômetro. Não é o fim do mundo. Mas ambos episódios mostram como todos nós estamos descobertos nas mais diferentes situações do dia a dia. Para quem é figura pública é ainda muito pior. É o preço!

PREVISÕES A tecnologia está à frente da justiça em todo o mundo. Aqui no Brasil nem se fala! A distância entre ambos é muito grande. Em que pese os esforços da Justiça editar leis para coibir os abusos no uso da comunicação digital nas eleições de 2020, será muito difícil. É de assustar os avanços tecnológicos nesta área. Quando você imagina ter visto a última inovação é surpreendido por outra mais recente e espetacular. Há quem já aposte de que as consequências eleitorais do ‘trabalho’ dos assessores digitais dos candidatos vão superar aquelas obtidas pelo candidato Bolsonaro em 2018.

PROMOÇÃO O deputado federal Loester Truts (PSL) anuncia no facebook o ‘Prêmio Heley de Abreu’ premiando professores da rede pública com R$ 5.000,00, verba de seu salário de dezembro e do 13º salário. Também premiará com notebooks e tablets alunos vencedores no concurso de redação, poesia e música cujas regras estão na sua página na internet. Truts resgata promessa eleitoral e a premiação será em 7 de março no Palácio Popular da Cultura. Heley de Abreu era professora em Minas Gerais e morreu salvando crianças do incêndio em sua escola, cujo episódio teve repercussão nacional.

CAFÉ AMIGO com o deputado José Carlos Barbosa (DEM). Disse estar preocupado com a perda da referência política e econômica de Dourados nos últimos tempos e que isso pode impactar negativamente na vida do município nos próximos anos. Para o parlamentar é inconcebível que Dourados - cidade sede da região econômica mais importante do Estado – com 3 universidades em funcionamento – esteja numa postura descendente. Ele insiste na sua pretensão de, como pré-candidato a prefeito, fazer um grande debate com a classe política, lideranças econômicas e culturais para recolocar a cidade no lugar de onde jamais poderia ter saído. Gostei da conversa equilibrada.

RELIGIÃO x POLÍTICA Repercutiu também na Assembleia Legislativa o filme “A Primeira Tentação de Cristo” que estreou na Netflix onde o retorno de Jesus após os 40 dias de jejum no deserto é satirizado. O deputado Antonio Vaz (Republicanos) foi a tribuna para denunciar como vilipêndio essa produção cinematográfica que já provoca reações contrárias em todos os segmentos cristãos do país. No filme, Jesus é interpretado por Gregório Duvivier e leva para casa um amigo de comportamento estranho interpretado pelo ator Fábio Porchat, com quem mantém um romance gay que causa espanto de José e Maria, os reis Magos e de Deus. Imagine se o filme mostrasse Maomé gay! Os muçulmanos reagiriam como foi no caso do jornal de Paris. Certo?

FACEBOOK-1 “Moro vende bens do tráfico e põe na saúde. Maia vem e tira da saúde e põe no bolso. E nem um pio da esquerda”

FACEBOOK-2 “Muita gente prometeu ir embora do Brasil se o Bolsonaro ganhasse, mas até agora foi só o Cesare Battisti e contra sua vontade”

FACEBOOK-3 “Cadê os sindicatos e alunos fazerem greve agora que o Fundão Eleitoral vai tirar dinheiro da saúde e educação?”

FACEBOOK-4 “Não é piada! Os deputados vão tirar dinheiro da Saúde e educação para fazer propaganda política prometendo saúde e educação”

Comentário

JOVENS & POLÍTICA Os casos de corrupção (Lava Jato e Cia) que estrelaram o noticiário nos últimos tempos não pode ser considerado o único motivo do afastamento alérgico dos nossos jovens em relação a política partidária. Não se pode ignorar que essa garotada nasceu ou é criada sob a influência do computador e por extensão arraigada a internet. A tecnologia chegou, o mundo evoluiu e esses jovens estão sendo educados com direcionamento aos nichos de mercado de trabalho e acabam recebendo influência diversas – sem descartar da própria família - em escala cada vez menor.

HÁBITOS Ficou na saudade aquele tempo em que toda a família se reunia em volta da televisão (na sala) para assistir ao noticiário. Hoje cada filho tem seu celular, assiste seus canais favoritos no Youtube e em raras ocasiões compartilha de momentos a frente da TV. As manchetes dos sites sobre episódios da política acabam funcionando como repelente - enojando a juventude que ironiza os personagens políticos. Teste o jovem deste círculo social sobre a conduta petista, do deputado Aécio Neves (PSDB) ou do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB). Você só ouvirá ironias e deboches.

QUESTÕES Como os dirigentes partidários veem o quadro de apatia dos jovens em relação as eleições de 2020? Tentam selecionar os jovens interessados para prepará-los ao exercício efetivo do poder ou simplesmente querem usá-los em benefício ‘deles coronéis’? Apenas atrair a juventude para a vida pública partidária não basta. É preciso dar-lhe condições, autonomia a fim de tentar colocar em pratica suas ideias. Os jovens não podem ficar reféns ou exercer o papel de marionetes manipuladas pelas velhas raposas que querem continuar dando as cartas para apenas negociar a seu favor.

OPINIÃO! “A certeza da punição é a principal responsável pela contenção da criminalidade, da violência difusa e da corrupção. Implica dizer que quanto maior a morosidade do Estado em punir aqueles que agridem a sociedade, maiores serão os índices de violência e desordem social. No Brasil os intermináveis recursos,cumprir pena só após o trânsito em julgado do último embargo cabível equivale a dar salvo conduto vitalício ao crime organizado e, em especial, aos gângster de colarinho-branco”. ( Ubiratan Anderson – deputado federal do PSL-RS)

BOM NEGÓCIO Além da economia anual de R$4 milhões na conservação, o Estado embolsará R$605,3 milhões na privatização da Rodovia MS 306, sendo 19% do valor a ser pago no 1º semestre de 2020. Esse o balanço da privatização destes 220 kms da rodovia que vai da divisa com Mato Grosso em Costa Rica, passa por Chapadão do Sul e finda em Cassilândia. Uma rodovia estratégica - o caminho mais curto entre Cuiabá e o Estado de São Paulo, numa rota facilitada pela ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná. O pedágio só será cobrado após um ano início dos investimentos pela empresa.

AVACALHAÇÃO No Brasil o comunismo não daria certo devido as exceções que seriam concedidas a chamada elite social e política. Por analogia a bem intencionada reforma previdenciária acabou depredada por isso. Aliás, o noticiário local mostra as barbaridades que também ocorrem aqui. Ilustres personagens da chamada elite do serviço público orquestram jogada para simplesmente escaparem dos efeitos da reforma. Então fica assim: os pobres mortais que se danem com o limite de R$5,8 mil de aposentadoria. Para os ‘imortais’ multiplica-se esse valor 6 vezes.

A PROPÓSITO Não houve explanação didática da situação da previdência quando o projeto foi levado ao Congresso. Há risco de repetirmos a crise da Grécia. Também no MS a população não está informada do real cenário. Com tantos funcionários perto da aposentadoria o sistema será deficitário: cada vez menos gente contribuindo. Aliás, Sergio Longen (Fiems) alertando: essa conta se aplica inclusive às prefeituras que precisam implementar a reforma da previdência o quanto antes. O diabo é que de olho nas urnas, prefeitos e vereadores temendo o desgaste - empurrem com a barriga.

CONFIRA o quadro mostrando o benefício médio da previdência por poderes em relação ao cidadão comum no Mato Grosso do Sul: Executivo - 4,7 vezes; Legislativo -7,8 vezes; Judiciário -7,9 vezes; TCE – 8,9 vezes; Defensoria – 17,5 vezes; MPE – 19,7 vezes. Coube ao economista Paulo Sergio B. Tafner, em palestra proferida quinta feira na Casa da Indústria (FIEMS), mostrar os aspectos que envolvem a previdência nacional e do Estado. Aliás, ele revelou a preocupação manifestada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) em relação a previdência da capital, cuja situação é grave.

VERDADES Impressionante como os políticos adoram cargos onde possam ter o poder da caneta. Como num passe de mágica esquecem as promessas de palanque e já lanejam outros voos rumo ao Poder Executivo. Poucos são aqueles que cumprem integralmente sua trajetória no legislativo e se dizem realizados. Exemplo raro que cito aqui é do ex-senador Pedro Simon (MDB) que começou em 1960 como vereador em Caxias do Sul (RS), depois deputado estadual sucessivamente até chegar ao Senado em 1978, onde encerrou a vida pública apenas em 2014.

O PREÇO A atividade política sacrifica os familiares. Quando se trata de mandato a cumprir em Brasília a situação se agrava ainda mais e o divórcio tem se tornado uma frequência no circulo do poder. Recorro novamente ao ex-senador gaucho para ilustrar a abordagem do tema. Em 1984 Simon trocou o prometido passeio com a família na praia para ficar de plantão visando registrar a chapa de Tancredo Neves à presidência. A mulher foi dirigindo, envolveu-se num acidente onde morreu um dos 3 filhos com 10 anos de idade. Sua mulher entrou em depressão e morreu 4 meses depois. Preço alto.

LEGISLAR exige uma série de predicados, destacando-se a formatação e a vocação. Às vezes a realidade do ambiente é decepcionante e desanimador até, fazendo com que muitos revejam o projeto justificando o ditado de que ‘Brasília é o cemitério dos sonhos políticos’. A abordagem do tema coincide com as notícias envolvendo o PSDB e a postura dos seus deputados Beto Pereira e Rose Modesto em relação as eleições de 2020 em Campo Grande. Claro que são democraticamente legítimas suas pretensões, mas ambos se encaixam no exemplo da atração provocado pelo Poder Executivo.

ARREMATE No Executivo a cadeira do poder é una. O poder tem o cunho da pessoalidade e independência. Lá na Câmara Federal são 513 figuras onde apenas os integrantes da mesa diretora usufruem de privilégios. Conseguir se destacar depende de vários fatores; do peso partidário aos atributos pessoais do deputado. Os espaços são disputadíssimos. Hoje, dos nossos 8 parlamentares o deputado Fabio Trad (PSD) é quem consegue se destacar em situações de interesse nacional. Foi escolhido agora para relatar a PEC da 2ª. Instância. Missão delicada, mas engrandecedora – sem dúvida!

DILMA & PÉROLAS: “Eu sempre escuto os prefeitos. Por que é que escuto? Porque é lá que está a população do país, ninguém mora na União”. “Eu quero adentrar a questão da inflação, e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses 10 últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”. “A mulher abre o negócio, tem seus filhos, cria os filhos e se sustenta, tudo isso abrindo o negócio” (Dia Internacional da Mulher) “O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sustentável” (Conferência do Clima)

GRANA & GRANA Uma coisa é certa; apesar do desemprego e da crise que se arrasta no país, as eleições municipais de 2020 prometem ser as mais caras da história. Serão 3,8 bilhões de reais que vão garantir o ‘banquete’ aos apaniguados municipais dos senadores e deputados federais. Essa notícia assanha o apetite dos milhares de pré-candidatos espalhados pelos campos e vales deste imenso rincão que esperam ansiosamente a virada do ano para entrar verdadeiramente no clima eleitoral. Repito aquele bordão: ‘as coisas mudam para ficar como estão’. Não há inocentes e patriotas.

BIFE & BLEFE Primeiro é preciso lembrar que no final dos anos 1970, cada brasileiro consumia 13 quilos por ano. Hoje as estatísticas do setor apontam que essa média chegou aos 40 quilos. Depois vale recordar também que nestas últimas décadas a evolução chegou ao campo com raças melhoradas, rações, medicamentos e pastagens aprovadas. Por anos seguidos o cartel dos frigoríficos (leia-se JBS) impôs a ditadura dos preços. Mas agora com as exportações para a China o empobrecido produtor é recompensado pelos seus prejuízos e investimentos. Que venham os chineses!

UMA FIGURA! No mínimo controvertido o governador Wilson Witzel (PSL) com suas posturas dentro e fora do Rio de Janeiro. No poder arranca críticas pelos atos e declarações de apoio ao combate impiedoso a criminalidade. Sai da zona do bom senso, equilíbrio e razoabilidade que o cargo exige. Fora do poder arrisca-se a atitudes curiosas que confundem popularidade com vulgaridade. Aquela cena, por exemplo, onde ele se ajoelha frente ao jogador Gabigol no estádio de Lima é simplesmente ridícula. Ficou ainda pior diante da indiferença demonstrada pelo atleta. Francamente.

CONFUSÃO Impressionante como a opinião pública brasileira tem facilidade de distorcer notícias e fatos. A recente liberação do canabidiol para ser usado no tratamento médico de pacientes com asma, dores intensas e ataques de epilepsia, entre outros males, não foi corretamente assimilada. Não estamos inovando nada. Apenas repetindo àquilo que foi feito em outros países. A Anvisa vem agindo com cuidado para cometer falhas e deixar brechas para que o uso do medicamento seja distorcido, acarrete facilitação ao tráfico ou algo parecido. Há muitos pacientes à espera dessa liberação.

1- FACEBOOK: O que a OAB diria se 8.500 advogados fossem trazidos de Cuba para atuar no Brasil sem passar pelo Exame de Ordem?
2-FACEBOOK: Eu votei no Bolsonaro pra ele exportar carne de vaca pra China mesmo. Se fosse pra mandar carne de graça para Cuba votaria no Haddad.

PALESTRA Recebi e agradeço convite para a palestra ‘Perspectivas econômicas para 2020’ com o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, no próximo dia 11 – 19,30 horas – na Casa da Indústria.

Comentário

DEPUTADO FABIO TRAD (PSD) “...O terreno está tão infértil para semear ideias construtivas que, nos últimos tempos, o único fenômeno capaz de unir os extremos foi o meteoro – já desmanchado pela atmosfera tóxica em que vivemos – chamado ‘Caneta Azul’. O triunfo da mediocridade na política habitual é um fato inquestionável. Não se trata de postular, em rasgo de elitismo arrogante, cultura e erudição dos que protagonizam o espaço público da representação popular nas posturas, posição, visão estratégica, compromisso visceral com um agenda corajosa de transformação do país...”

EXPECTATIVA Fiel às diretrizes ‘Bolsonarianas’ o deputado Capitão Contar aguarda a resposta de consulta que fez ao TSE . Ele quer saber se pelo fato de ter sido eleito com (78.390 votos) votação própria – sem votos emprestados de outros candidatos - acima do quociente exigido - estaria assim liberado a mudar de agremiação sem atentar às regras da lei. Os votos de Contar e do coronel David – também do PSL – ajudaram a eleger os deputados Lucas de Lima (Solidariedade), Gerson Claro (PP), Herculano Borges (Solidariedade) e Neno Razuk (PTB).

O EXCLUÍDO Na literatura política existem personagens dos mais variados naipes que de uma forma ou de outra marcaram presença e estão vivos na memória pública. No evento idealizado pelo deputado Marçal Filho (PSDB) dezenas de personalidades ligadas ao rádio foram homenageados na Assembleia Legislativa. Mas, o nome do ex-deputado e ex-prefeito radialista Alcides Bernal (PP) não constou da lista de homenageados. Ninguém reclamou da sua ausência; todos concordaram tacitamente de que Bernal conseguira ‘por méritos’ próprios ser esquecido. Plantou - colheu! É a vida.

PERGUNTA-SE: As agências reguladoras desempenham bom papel? O que os usuários dos planos de saúde, das telefônicas, das companhias de energia elétrica e de aviação estão pensando delas atualmente? Elas foram criadas em 1995 exatamente para fiscalizar e disciplinar a qualidade destes serviços públicos e privados, mas infelizmente só fazem gol contra os interesses da população. Vamos nos ater apenas ao episódio que envolve a Agência Nacional de Energia Elétrica no tocante a mudança das regras dos benefícios para quem produz energia solar. A insatisfação é geral.

NOVOS DIAS Ufa! Finalmente o Congresso Nacional começa a legislar, função que o STF vinha fazendo ao invés de se postar apenas como guardião da Constituição. Ou será que estou errado? Ora! Cabe ao Congresso efetuar mudanças na Carta Magna quando assim pedir o interesse da Nação. Pela comoção – raivosa até - ou ignorância de parte da população, confunde-se as bolas quando se clama por justiça e não se leva em conta autonomia dos 3 poderes. Quanto ao STF transformou os julgamentos em espetáculos de televisão. Só faltam contratar diretores de cena para melhorar a apresentação.

OUTROS TEMPOS Nem no Nordeste Lula conseguiu arrastar multidões como antes da prisão. Seu discurso foi desbotado pela Lava Jato. Nem nas redes sociais ele tem sido sucesso onde, aliás, os jovens não se deixam empolgar com as ideias políticas por várias razões. As tecnologias do mundo digital estão deixando para longe – bem lá atrás – aqueles que não se adequaram a nova realidade onde a confrontação está existindo. Enquanto o PT ainda curte a época de comícios a céu aberto, os adversários seus tem ocupado com competência o espaço virtual. É isso que hoje conta muito. Tô enganado?

PÁGINAS VIRADAS A tendência é que o eleitorado continue se desprendendo deste sentimento saudosista por tudo que os escândalos da Lava Jato mostraram. A libertação do ex-presidente Lula não interfere no mérito do processo. Aproveitou-se de um detalhe processual apenas... Outros personagens como os empresários e o ex-ministro Pallocci – tiveram a coragem de confessar praticas ilícitas do Governo. Por analogia é o mesmo raciocínio do eleitor local no que se refere aos escândalos que envolveram o ex-governador Puccinelli (MDB) e seus auxiliares que acabaram presos e processados.

CAFÉ & BOBAGEM Nas entrevistas e nos pronunciamentos de improviso é que se pode aferir o nível intelectual ou o preparo do político. Um vereador da capital – comerciante do ramo alimentício - entrevistado numa emissora de rádio – enveredou-se pela análise da alta do preço da carne bovina. A certa altura, sugeriu que o Governo do Estado simplesmente fizesse uma reserva de parte da nossa produção especialmente para o consumo interno a preços especiais mais acessíveis. Como se vê, as bobagens políticas não são exclusivas das câmaras das cidades do interior.

BOBAGENS à vista. Pelo que se percebe nas campanhas antecipadas à vereança em publicações nas redes sociais, as pérolas vão continuar e o nível da futura legislatura deve continuar na mesmice lamentável. Picados pela mosca da vaidade alguns personagens - sem a menor identidade ou conhecimento do assunto – misturam assistência social com atividade legislativa. Esses adesivos nos para-brisas de veículos circulando por aí com nomes de pretensos candidatos é uma sinalização do que nos espera. Pena que o voto continue obrigatório. De leve...

MEMÓRIA No seu discurso em homenagem aos radialistas, o deputado Marçal Filho mostrou-se excelente nas narrativas humanas. Revelou sua ligação com o rádio antes mesmo de nascer. Seus pais eram ouvintes da ‘Ave Maria’, apresentado por Jorge Antonio Salomão. Grávida de Marçal, a mãe pediu ao marido que a levasse até a radio para conhecer o radialista apresentador. No encontro ela convidou Jorge Salomão para ser o padrinho de batismo da criança– o que deve fato ocorreu, nascendo aí uma ligação entre as famílias. Anos mais tarde, Marçal começava sua carreira naquela emissora.

‘TRAGÉDIAS’ Acabei de ler: em 2019 foram 150 execuções na fronteira paraguaia. Como ponderou a escritora Marina Colasanti: “A gente se acostuma, eu sei, mas não devia”. Imagine a cabeça do morador com essa banalização da violência que equipara essa escabrosa estatística a uma simples contagem de melancias vendidas no final de feira. Imagine o diálogo familiar na hora da refeição. Não há apetite que resista ao macabro cardápio regado a sangue, lágrimas e dor. No subconsciente a pergunta: quem será a próxima vítima de pistoleiros cruéis de aluguel, sem alma, remorso e piedade?

IGNORAR a banalização da violência, no trânsito e no dia a dia urbano, é como fazer vistas grossas ao ‘espetáculo’ deprimente (drogados) que é possível assistir nas dependências da antiga rodoviária de Campo Grande. A propósito: não deviam os líderes religiosos de todas as igrejas levarem seus fieis para verem de perto aquele ‘Inferno de Dante’? Os professores não deveriam fazer o mesmo com a juventude que permanece indiferente àquele cenário? Quanta hipocrisia social e religiosa mesclada ao comodismo neste mundo de tantas diferenças e indiferenças gritantes!

SEM CHORO! A inviabilidade do sistema previdenciário se espalha por todo o país. Não é assim exclusividade da União. Aquela quebradeira que assistimos na Grécia e outros países europeus está chegando aqui. Não adianta socialistas, petistas, comunistas e sindicalistas reclamarem; essa conta cresce mais que erva daninha. Os governantes enfrentam a impopularidade política e críticas dos demagogos, ou num futuro próximo, vamos arrecadar só para pagar a previdência. O governador Reinaldo (PSDB) mostra que governar é também ter coragem. O caminho é esse; sem volta! Sem nhénhénhém!

DUODÉCIMO Vou voltar ao assunto. Ainda tem muita gordura com o dinheiro dos poderes. O Judiciário, Ministério Público, Legislativo por exemplo – continuam dando péssimos exemplos com gastanças incompatíveis com a realidade nacional. Preocupa essa insensibilidade gélida deste pessoal que nem tem a sensibilidade ou o cuidado de minorar as aparências. Lembra o contraste da Família Real da França com o padrão de vida miserável do seu povo. Aqui vale comparar os pobres morrendo nos corredores dos hospitais e os privilegiados do poder desfrutando do Sírio Libanês e Albert Einstein.

VERDADE? Atual gestor chefe da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, o advogado Esacheu Cipriano é apontado pelas lideranças do Partido Progressista como um filiado em condições de postular a candidatura a prefeito. Apesar do ânimo aparente, a notícia não convence por uma série de motivos. Na capital o partido mais parece quarto de estudante solteiro. Tudo fora de lugar. O ex-prefeito Alcides Bernal nem compareceu ao recente evento do partido, não mandou representante e nem justificou. O polpudo Fundo Partidário a que tem direito continua sendo a maior atração do partido.

PALIDEZ Mesmo olhando de longe percebo que o ex-senador Delcídio do Amaral (PTB) não é nem sombra daquele personagem vigoroso de outros tempos. Só a camisa é a mesma! Ele até que tenta passar uma imagem otimista em suas entrevistas por aí, mas no fundo parece não convencer. Será que é uma boa se juntar ao ex-governador Puccinelli (MDB) para disputar o Governo? O que a opinião pública acha disso? Só camisa não ganha jogo. E antes tem as eleições municipais de 2020. Precisa participar e formar time para disputar o Governo. Se não conseguir, abraço pro gaiteiro.

RESSURREIÇÃO? Depois de longo e tenebroso inverno eis que ressurge o Partido Verde por aqui através de postagens no facebok do amigo Marcelo Bluma, uma espécie de donatário da agremiação – mantida há vários anos sob sete chaves por um grupo seleto. Por incrível que possa parecer, o partido perdeu a representatividade e o ‘time’ num ambiente que não foi bem explorado. Tenho minhas dúvidas se o PV irá além das postagens das redes sociais. Eu diria que o Partido Verde simplesmente ficou opaco!

LEMBRETE: “Um traidor é um indivíduo que deixou nosso partido para ingressar em outro. Um convertido é um traidor que deixou seu partido para ingressar no nosso”. (George Clemenceau)

DOIDONA: “Primeiro, eu queria te dizer que eu tenho muito respeito pelo ET de Varginha. E eu sei que aqui, quem não viu conhece alguém que viu, ou tem alguém na família que viu, mas de qualquer jeito eu digo que o respeito pelo ET de Varginha está garantido”. (Dilma Roussef na Universidade Federal de Alfenas,MG)

RÁPIDAS...

Deputado Antonio Antonio Vaz (Republicanos): Presidente da Comissão de Saúde cobrou na tribuna medidas contra o atendimento deficiente do SUS reportando-se ao noticiário; homenageou o radialista Otavio Neto (CBN) em evento na Assembleia.
Deputado Evander Vendramini (PP): Visitou a APAE da capital destinando verba de emenda parlamentar; publicada lei pró remarcação de exame por grávidas em concurso público; vai a sanção seu projeto incluindo militares em campanha de vacinação.
Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Quer efetuar reposição de espécies nativas no entorno do prédio da Assembleia Legislativa através de canteiro sob comando do legislativo. Abordará a questão na Comissão de Meio Ambiente que preside.
Deputado Marçal Filho (PSDB): Viveu momentos especiais na sessão que propôs para homenagear radialistas da capital e interior. O deputado pode aferir o prestígio que desfruta na classe onde milita há vários anos. Muitos elogios pela feliz iniciativa.
Deputado Marcio Fernandes (MDB): Esteve com a ministra Tereza Cristina, da Agricultura na tratativa de vários temas de interesse do Estado; está ultimando os detalhes para iniciar a campanha de castração de animais na capital e interior.
Deputado José C. Barbosa(DEM): Comemora os investimentos de mais de R$ 200 milhões do Governo Estadual para Dourados e região; Festeja os primeiros resultados de sua atuação e campanha para redução da tarifa do pedágio na BR-163.
Deputado Capitão Contar (PSL) Eleito relator da CPI da Energisa reúne subsídios para embasar seus trabalhos na importante missão. Aguarda serenamente a decisão do TSE sobre sua consulta a respeito de liberdade de mudança partidária. Equilibrado.
Deputado Lídio Lopes (Patri) – Eleito vice presidente da UNALE ( União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) em pleito em Salvador nos dias 20/22 deste mês. A entidade congrega 1059 associados de todo o país.
Deputado Neno Razuk (PTB: Enaltece a inauguração da Coamo (R$ 750 milhões) em Dourados; a conclusão de 40% das obras da av. Hayel Faker e os investimentos estaduais de R$ 32 milhões na recuperação do quadrilátero central de Dourados.
Deputado Herculano Borges (Solidariedade). Acompanhou o Governador na visita à Dourados durante o ‘Governo Presente’, quando apadrinhou vários prefeitos daquela região em busca de recursos estaduais. Participou das sessões como membro da mesa.
Deputado Gerson Claro (PP). Anunciando o asfaltamento do trecho de 10 kms de asfalto na região do assentamento que beneficiará o entorno do Capão Seco. Iniciativa pioneira que já tem recursos do fundersul reservados pelo Governo Estadual.
Deputado Londres Machado (PSD). Prestigiou a visita do governador Reinaldo à Dourados reforçando as reivindicações de vários prefeitos da região; acompanhou vários vereadores e lideranças junto a órgãos públicos na capital.
Deputado João H. Catan (PR Participou ativamente das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa manifestando-se nas pautas diversas, sobretudo no projeto do Executivo que trata da Reforma da Previdência. Deputado presente.
Deputado Zé Teixeira (DEM) Acompanhou a visita do governador Reinaldo à Dourados e prestigiando vereadores e prefeitos de várias cidades da região em audiência reivindicatória no programa ‘Governo Presente’. Defensor vigilante do agronegócio.

Comentário

‘RENOVAÇÃO’ O MDB estadual repetindo a estratégia do MDB nacional: fala em renovação e escolhe personagens ligados aos velhos caciques. Amei a pérola dita pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), na sua eleição (chapa única) para presidente da sigla: “o partido não precisa de governo para sobreviver”, esquecendo que o MDB foi sócio do PSDB e PT no Planalto. Aqui o partido com a cara de passado com o ex-governador Puccinelli representado pelo ex-deputado Jr. Mochi no seu comando e o ex-senador Moka (MDB), ex-deputado federal Carlos Marum (MDB) também na retaguarda.

FOTOS IGUAIS Olhe quem estava na eleição do diretório nacional do MDB e nos últimos encontros do partido em Campo Grande. As mesmas caras. Lá, estiveram o ex-presidente Sarney (89 anos) e os ex-ministros Moreira Franco e Alexandre Padilha e outros derrotados nas urnas e alvos da Operação Lava Jato. A presença deste time constrangeu gente mais nova. O deputado gaucho Edson Brum desabafou: “Não me sinto à vontade. Vão sair fotos daqui que terei vergonha”. Aqui, a diferença apenas nas imagens desgastadas e envelhecidas pelo tempo de suas lideranças maiores.

TÁTICAS & PLANOS Há uma unanimidade no MDB de que seria suicídio enfrentar o prefeito Marcos Trad (PSD) no estilo ‘mano a mano’. Abre-se aí a discussão para tentar convencer lideres de outros partidos a lançarem candidatos a prefeito para provocar o 2º turno. Até o ex-governador Zeca do PT será convidado a integrar o que seria a reedição da famosa ‘Frente Ampla’ que no passado não saiu do papel contra o Governo Militar. O promotor Sergio Harfouche (PSC), Ricardo Ayache (PSB) e lideranças de partidos que estão longe dos holofotes também na lista de futuros contactos.

‘ARTE DA GUERRA’ Na conhecida obra do chinês Sun Tzu há dicas sobre a estratégia de vencer que se enquadram na situação do MDB que prioriza outra batalha (sucessão estadual) e que tem o pleito municipal como fase preparatória apenas. Mas enquanto isso o MDB tenta tirar o ex-governador Puccinelli do centro do debate para livrá-lo de possíveis medidas judiciais que recomendaram seu afastamento de cargos públicos. Mas André sabe que o político não pode tirar os olhos do calendário e do espelho – implacáveis, cruéis para todos os humanos na luta contra o tempo.

OUTRO ALVO Nos bastidores do MDB fica visível que a preocupação maior é tentar conter o crescimento do grupo político da Família Trad, levando-se a visibilidade que seus membros possuem hoje no cenário. Ao que parece, a lição na derrota para Alcides Bernal (PP) em 2012, sem grupo e estrutura partidária/financeira não foi assimilada como é recomendável no contexto da racionalidade. E olhe que depois disso o partido entrou numa rota descendente com escândalos diversos e até prisões mostradas na mídia nacional e nas redes sociais cada vez mais influentes no mundo da política.

‘O BODE NA SALA’ Como desassociar o ex-Secretário de Obras da Prefeitura de Campo Grande, ex-Secretário de Obras do Governo Estadual e ex-deputado federal Edson Giroto da figura do ex-governador Puccinelli? As duas pessoas e personalidades se fundiram ao longo desta relação de fidelidade recíproca que todos conhecem em várias situações que dispensam citações. Ainda preso, sem mandato político, Giroto sofre silenciosamente e de forma invejável não dispara acusações ou reclamações contra quem quer que seja. Tem absoluta consciência do preço que está pagando pelo ocorrido.

LAMAÇAL Não vamos nos enganar. Político idiota é justamente aquele que imagina encontrar o eleitor despreparado, desinformado e sem argumentos para defender seu ponto de vista. Aliás – nós jornalistas - estamos sofrendo a concorrência em matéria de opinar nas redes sociais. Eu tenho dito: com o advento do celular os currais eleitorais simplesmente acabaram. O eleitor está tendo a grande chance de aparecer, de se fazer ouvir e de mostrar sua opinião – doa a quem doer. Com sutileza ou não ele descarrega sua revolta contra o cenário e personagens. É a democracia da opinião.

ESPAÇOS Vão aparecendo e motivam batalhas internas nos partidos e grupos aliados. Falo disso porque especula-se sobre eventuais pretendentes a candidatura de vice-prefeito de Marquinhos Trad em 2020. Além daqueles que a mídia já tem noticiado, sinto um movimento dentro do PSDB em tentar emplacar o nome do atual Secretário do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente Jaime Verruck, economista com graduações até no exterior, ex-diretor corporativo do Sistema FIEMS. Ele vem se destacando em várias pautas relacionadas aos projetos econômicos do Estado.

MIRIAM LEITÃO: “...Sim, o PT precisa fazer autocrítica. Na economia, certamente. Não por qualquer exigência de humilhação pública, mas porque é preciso saber se o partido, na eventualidade do retorno, repetirá ou não os mesmos erros. Quando o PT saiu do Planalto a economia estava em ruínas: o PIB encolhia 3,5%, a inflação havia batido em 10%, os juros estavam em 14% (hoje estão em 5%), o desemprego havia disparado de 6% para 11,4% em um ano e meio, a dívida pública subia em espiral, o país perdera o grau de investimento, as contas públicas estavam no vermelho...”

DESPREPARO Sempre fui reticente quanto a decisão de se armar (até os dentes) os homens da Guarda Municipal de Campo Grande. A pergunta: estariam eles preparados psicologicamente para portar uma arma de fogo em algumas situações conflitantes? Infelizmente o noticiário mostra que o processo seletivo não consegue ser perfeito e o instinto de ‘autoridade’ aflora no cidadão após ganhar a farda e a arma. O episódio havido no Terminal Morenão é uma triste amostra do que continuará acontecendo. É preciso repensar a guarda e enquadrar seus homens.

SINDICATOS dos bancários apavorados com o avanço da tecnologia que está fechando bancos e demitindo gente. Os números não mentem: Nos últimos 12 meses foram fechadas 611 agências com 5.542 demissões. Banco do Brasil 463; Itaú 213; Bradesco 85; Caixa E. Federal 45 e Santander 50 agências. O pior: até 2020 1.200 agências serão fechadas e 11.186 bancários na rua. Outro dado interessante: 6 em cada 10 transações são feitas hoje pelo celular ou computador. Com os sindicatos impotentes, o prejuízo eleitoral será inegavelmente do PT. Os tempos mudaram, ‘companheiros’!

REFERENDO Previsto na Constituição, esse mecanismo legal é ignorado. Só em 2005 foi usado na questão das armas. Como o Congresso demora na decisão do caso da prisão de corruptos e bandidos o referendo poderia ser uma saída pratica e eficiente. Também poderia ser aplicado consultando diretamente o povo sobre a redução em um terço do número de congressistas. O referendo, muito usado na Itália por exemplo, é a democracia mais direta que há. A vontade direta da população expressa no referendo seria a quinta e insuperável instância. Mas os políticos temem o referendo. Porque será?

BOA & RUIM Semana com duas notícias sobre o deputado estadual Jamilson Name (PDT). A primeira, previsível: venceu a batalha no Tribunal Regional Eleitoral e deixará a sigla sem perda do mandato. A segunda é péssima: teve seu nome envolvido no Clube de Pôquer na capital que teria fechado as portas com dívida trabalhista superior a R$ 300 mil para os 14 empregados. No livre exercício da imaginação da opinião pública o fato é mais um pingo no seu oceano de preocupações desgastantes com as prisões do pai e irmão alvos de graves acusações do conhecimento público.

A PERGUNTA que ouvi no saguão da Assembleia Legislativa: o deputado Jamilson Name terá estrutura emocional bastante para conseguir administrar tamanha turbulência familiar? Ao seu estilo discreto vem evitando tocar neste assunto junto à imprensa, mas a tendência – caso a situação processual dos familiares presos em Mossoró (RN) não seja revertida brevemente – é que ele tenha que atuar como a delicada situação naturalmente exige. Claro que o quadro é politicamente desgastante porque a mídia noticia e a opinião pública absorve e acrescenta o que lhe convém e repassa.

A GLOBO Sua situação lembra outras tantas empresas no Brasil: enquanto os proprietários estão ricos, elas capengam. E a explicação é simples: eles não querem tirar dinheiro do próprio bolso para injetar na Globo. Claro que ela fatura muito, beneficiada por incentivos fiscais e outras medidas generosas do Governo cresceu e virou potência. Os irmãos Marinho figuram em recente lista dos 10 mais ricos do país, mas preferem cortar gastos e repensar a organização da Globo do que simplesmente cobrir rombos. As demissões e cortes mostram que nem a Globo é imune à crise. As tetas oficiais secaram.

ROUBALHEIRA Existem nichos que permanecem intocáveis independentemente de quem está mandando no Palácio do Planalto. Um deles é o tal ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição dos Direitos Autorais). Pipocam as denúncias sobre o critério de distribuição dos recursos, mas o assunto precisa ser debatido de forma mais criteriosa. Hoje qualquer evento festivo, mesmo na sua casa, está sujeito a fiscalização do Ecad. O jogo é pesado, mas o ‘curioso’ é que a classe política acha o assunto menos importante e faz vistas grossas. Uma omissão malandra, acima de tudo!

GESTÃO ESTRATÉGICA: Na África todas as manhãs a zebra acorda sabendo que terá que correr mais que o leão para continuar viva. Na outra ponta o leão acorda consciente de que deverá correr mais que a zebra - se não quiser morrer de fome. Conclusão: Não faz diferença se você é zebra ou leão: Quando o sol nascer você tem que começar a correr.

NA INTERNET: “Bolsonaro precisa do Lula como o Batman precisa do Coringa – e vice-versa”.

VINICIUS MOTTA: “Quem tem mais poder: Super-homem, Thor, Mulher Maravilha, Aquaman ou um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil”?

STANISLAW PONTE PRETA: “As crises políticas nacionais são tratadas de maneira tão sensacionalistas pela imprensa brasileira que, se a gente estiver no exterior, ao ler um jornal brasileiro tem a impressão que, ao voltar, não encontrará mais o país”.

J.R. DURAN: “Como chama um cara que gosta do Trump e do PT? Trumpetista”!

O ANTAGONISTA: “Dias Toffoli pode tudo, só não precisa prestar contas à sociedade. Até quando”?

NA INTERNET: “Em Itaipu funcionários se cotizam para dar um belo presente de casamento a Lula – por ele ter levado a noiva para São Paulo”.

RÁPIDAS

Deputado Antonio Antonio Vaz (Republicanos): Questiona possível quebra do monopólio no transporte intermunicipal ; Presidente da Comissão Estadual da Saúde Intervirá junto ao Governo para atender reivindicações em prol do Hospital de Naviraí.
Deputado Evander Vendramini (PP): Pediu manutenção na sinalização da BR 262; requereu obras de pavimentação e drenagem no Conjunto Taquari em Coxim e viu sancionado seu projeto incluindo a festa de N.S. Candelária no calendário de eventos.
Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Estuda a viabilidade de viveiro de mudas de espécies nativas para reposição no Parque dos Poderes; recebeu visita de agentes do Instituto das Águas da Bodoquena e ganhou calendário de eventos anuais da entidade.
Deputado Marçal Filho (PSDB): Presente na reunião semanal da CCJR; Presente a reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social; acompanhou a visita do governador à Dourados – reforçando as reivindicações daquela comunidade.
Deputado Marcio Fernandes (MDB): Presidente da Comissão da Agricultura tem acompanhado as questões enfrentadas pela classe ruralista; insiste na conscientização da importância da vacinação no rebanho bovino para garantir qualidade e exportação.
Deputado Neno Razuk (PTB): Propõe formação de comissão para evitar fechamento de 22 escolas, inclusive a escola Carlos H. Schrader no Tiradentes; acompanhou a visita do governador à Dourados onde reforçou pessoalmente as reivindicações pontuais.
Deputado José C. Barbosa(DEM): Pediu instalação do Colégio Militar em Dourados: requereu alíquota zero de ICMS para os integrantes do Programa Peixe Vida; Destinou emenda parlamentar de R$ 80 mil ao Hospital Maternidade Porta da Esperança.
Deputado Capitão Contar (PSL): Deferido pelo Governo seu pedido de uma ponte no rio Aquidabã entre P. Murtinho e Bonito; em Brasília participou da 1ª. Convenção partidária da Aliança pelo Brasil em atendimento ao convite do presidente Bolsonaro.
Deputado Lídio Lopes (Patri): Presidiu reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social; Empossou Comissão provisória do Patriotas em Jardim; Presente na Cconferencia Nacional dos Legisladores Estaduais em Salvador, na Bahia.
Deputado Herculano Borges ( Solidariedade). Além das atribuições ao cargo de 2º Secretaria da Mesa Diretora ele participa de várias comissões legislativas; nesta semana recebeu a visita de lideranças de igrejas e entidades esportivas da capital e interior.
Deputado Gerson Claro (PP). Atento às sessões sem descuidar dos correligionários e lideranças diversas que o procuram na Assembleia Legislativa. Comprometido com a região de Sidrolândia trabalha para implantação de cursos da UEMS naquela cidade.
Deputado Londres Machado (PSD). Manteve contacto com vários prefeitos da Grande Dourados que foram fazer suas reivindicações ao Governador e esteve presente à várias audiências, quando reforçou os argumentos de seus companheiros partidários.
Deputado João H. Catan (PR): Atento às questões regimentais para maior agilização das sessões ordinárias; faz intervenções inteligentes; intensifica contactos para fortalecer suas bases partidárias na região de Paraíba e outras cidades do Bolsão.
Deputado Zé Teixeira (DEM) Defensor da classe produtora ruralista e batalhador em defesa do direito de propriedade, contra as invasões e atos que prejudiquem a paz no campo. Em Dourados acompanhou seus prefeitos na visita do governador Reinaldo.

Comentário

A PRAGA Pelos seus estragos que hoje provoca nas finanças do país – a instituição do chamado duodécimo dos poderes pode ser comparada a ‘Praga do Egito’ onde os gafanhotos devoravam tudo que encontravam pela frente. A tal divisão dos poderes prevista na utópica Constituição Cidadã é quem deu causa a esse desequilíbrio para tentar coibir a remessa de tanto dinheiro ao Judiciário e Legislativo. Enfim, se sobra dinheiro nos dois poderes citados, faltam recursos ao Executivo, a quem realmente cabe administrar os destinos do país, como legítimo gestor geral da nação.

A DISCUSSÃO sobre possíveis mudanças nestes repasses vem se alongando, mas não é fácil resolver. Explico: o Poder Legislativo (em todos os níveis) não quer cortar na própria carne. Imagine vereadores, deputados estaduais e os congressistas com menos recursos para suas gastanças! Nem pensar! O mesmo se pode dizer do Judiciário, um gastador compulsivo que ainda leva a vantagem de julgar em seu próprio benefício eventuais ações discutindo a legalidade de repasses ou mesmo redução de valores. Seria o mesmo – comparativamente – que atear fogo às próprias togas empoeiradas, ou não.

CENÁRIO Paira assim incerteza quase absoluta sobre a viabilidade de uma proposta do Governo em diminuir o repasse de dinheiro aos poderes. Há um estudo dizendo que para 2020 – mesmo com o corte de 10% a menos - o Governo teria uma engorda em seus cofres na ordem de R$ 400 milhões. Mas, pelo fato de estar previsto aumento na arrecadação para o próximo ano na casa de 12%, os poderes ainda teriam mais 2% de acréscimo de arrecadação em relação a 2019. Mas nos poderes vigora a premissa egoísta: se o dinheiro é meu, como vou abrir mão dele?! Gastar sim, devolver jamais!

EXPLICA-SE aí a tamanha gastança que se vê hoje no Legislativo e Judiciário principalmente. Inventam-se artimanhas diversas para torrar o dinheiro do duodécimo custe o que custar. Quando você tem notícias de que vereadores e deputados gastam pelos 4 cantos, eles estão se baseando na Constituição – artigo 165 – parágrafo 5º - I. Aliás, em várias decisões o STF entende o repasse do duodécimo como direito líquido e certo do Poder Legislativo que, ao ser violado, enseja a interposição de mandado de segurança sob o argumento de que eles possuem autonomia financeira e ponto final.

O LEITOR pergunta então: como ficaremos daqui para frente? Eu responderei que infelizmente não temos por enquanto nenhuma chance de diminuir os repasses aos poderes e que o Legislativo e Judiciário continuarão fazendo das tripas coração para gastar até o último centavo do dinheiro relativo ao duodécimo que recebem. Mais uma vez recorro à Constituição do dr. Ulysses Guimarães que não deixa dúvidas: os poderes são harmônicos entre si e assim é proibida a interferência de um na atuação do outro. E pergunto: será que os iluminados constituintes não vislumbraram essa praga atual?

O TEMA nem sempre é abordado de forma didática para que o leitor - sem grande intimidade com a legislação e a própria Carta Magna – possa entender como funciona efetivamente esse mecanismo de distribuição ou repasse do dinheiro arrecadado pela União. Se o Judiciário já decidiu em várias ocasiões que essa distribuição seria então ‘imexível” (como diria o ex-Ministro do Trabalho Rogério Magri), continuaremos vendo as distorções na administração pública nos 3 níveis: faltando dinheiro para a saúde por exemplo – e sobrando grana para mordomias no Legislativo e Judiciário.

APELAÇÃO O deputado Zé Teixeira (DEM) saiu literalmente estraçalhado da sessão onde foram votadas alterações do Fundersul. Claro que todos sabiam de sua fidelidade ao Governo. Mas os ‘escorregões’ na tribuna atrairam a ira dos produtores rurais. O pior: no desespero acabou fazendo referências antiéticas ao colega João H. Catan (PR) que falara antes. Zé Teixeira lembrou, desnecessariamente, o episódio em que Marcelo Miranda (ex-governador) – avô de Catan – ficara sitiado por funcionários lá no Palácio do Governo. Sorte dele que o deputado neto estava fora do plenário. Sorte mesmo!

TETAS & CIA No saguão da Assembleia Legislativa conversei com um ex-deputado estadual que pediu para não ser identificado. Segundo ele a saída para a extinção em menor número dos municípios dependentes poderia ser o fim dos subsídios para os cargos de vereador e de vice-prefeito, que ajudaria a minimizar o déficit mensal dos mesmos. No mesmo local conversei com gente interiorana de partidos diversos e constatei a unanimidade em apoio ao plano de extinção dos municípios. Contrariando aquele ditado popular eu diria que essa unanimidade é sinal de inteligência.

ATÉ QUANDO? O ex-presidente Lula continua impossível, diz absurdos, faz acusações e denigre a imagem e honra de autoridades sem ser incomodado. Não é difícil prever o que fará em suas andanças pelo país. Sua postura lembra-nos o episódio no Senado Romano onde o senador Cícero fez uma série de discursos para combater a postura demagógica do senador Catilina, um populista com vocação de ditador, cujo eco sobrevive na história atual. Numa de suas peças valiosas da oratória política de todos os tempos, Cícero questiona: “até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?

MÉRITOS Tenho hábito de ouvir as vozes das ruas sobre vários assuntos, inclusive futebol e política. Quanto ao primeiro é voz corrente a unanimidade pelo Flamengo. Quanto à política, o nome do prefeito Marcos Trad (PSD) vem ganhando volume que impressiona, tanto na parte central como nos bairros de Campo Grande. Embora magro fisicamente, o prefeito é portador hoje de notável e crescente musculatura política. Um passeio pelo centro da capital é uma boa oportunidade para se aferir o nível de satisfação das pessoas em relação à gestão dele. É bom ir se acostumando!

CULTURA ‘Sucesso’ o vídeo da ex-presidente Dilma (PT) balbuciando palavras em ‘portunhól’ numa ‘palestra’ para pessoas que presumo pertencerem a algum Instituto de Surdos e Mudos. Lá atrás ela tentou uma entrevista em francês. Humor puro! O PT deu-lhe uma repaginada no visual, mas cultura não é coisa que obtém em salão de beleza ou nos ambulantes na esquina das Avenidas Ipiranga com São João (Sampa). Cultura não se compra por metro como as enciclopédias colocadas perto da TV para impressionar visitas. Cultura é algo profundo; não pode ser confundido com ‘fundo do poço’.

DELCÍDIO O ex-senador (PTB) diz que tem relação respeitosa com o ex-deputado Roberto Jeferson que teria prestado relevantes serviços ao país ao relatar os ‘acordos’ no Governo Lula. Sobre eventual candidatura à prefeito da capital, saiu pela tangente, bem ao seu estilo para evitar trombadas: “Ser candidato é uma honra, mas o momento agora é de organização do partido, de agir na base de ‘low profile’, fazer a coisa com tranquilidade”. (No contexto da frase o termo em inglês significa agir com discrição). Mas, o problema é que ele adora a mídia, não consegue ser discreto.

COLARINHO Irônica sua definição sobre o Governo Federal: “Muita espuma e pouco chope. Mesmo torcendo para dar certo - acha que há ruídos dispensáveis que atrapalham as relações entre os poderes Quanto ao episódio da prisão do ex-presidente Lula, Delcídio entende que ele repetiu a estratégia de Joseph Goebbels (ex-ministro da propaganda de Hitler), de contar uma mentira várias vezes até ela acabar virando verdade. No caso vendeu-se a imagem de Lula ser preso político ajudado inclusive pela divulgação das mensagens do site ‘Intercept’.

DO LEITOR “O fator meritocracia neste país foi para o espaço também no que diz respeito ao ingresso nas universidades oficiais. Hoje nas salas de aulas existem mais estudantes negros do que brancos. E falando em brancos: o que dizer dos brancos que são pobres e embora esforçados ou preparados acabam cedendo suas vagas para os negros, nem sempre com o mesmo nível ou padrão de conhecimento dos concorrentes de pele branca? São penalizados neste critério só porque devido a sua raça. Espera-se um político corajoso que tome a iniciativa para proteger os brancos pobres. E tem?”

PRECONCEITO contra os ricos? Só no Brasil. Nos ‘States’, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Noruega e Alemanha riqueza soa positivo, é sinal de competência. O site ‘De Olho nos Fazendeiros’ onde o personagem focalizado é o prefeito Waldeli Rosa (MDB) de Costa Rica, o titulo diz que as terras dele - 12.250 hectaress - é superior a área de 11.440h, objeto de reivindicação dos Guyrarokás – da etnia Guarani Kaiowa objeto de ação demarcatória no STF desde 2014. Na matéria há ainda alusão ao patrimônio de Waldeli na faixa dos R$ 28 milhões e as suas 4 mil cabeças de gado.

BOBAGENS Essa publicação é reflexo da teoria do atraso e herança do catolicismo que atribuía à riqueza como componente do pecado ou de postura anticristã, embora ela (Igreja Católica) fosse a toda poderosa, como ainda é em proporções menores do que antes. Sem espaço para debate filosófico, vamos nos ater ao caso do prefeito Waldeli. Ora, senhores do atraso, teria ele se apropriado de forma indevida deste patrimônio amealhado? Para isso gerou empregos e impostos diversos Enfim, se é rico é pecador, mau caráter, canalha? O reino dos céus seria apenas para os pobres? Deus discrimina?

WALDELI Está bem posicionado no que restou do esquálido ‘exército do MDB’, vítima de reveses e que perdeu espaço no cenário onde reinava soberbamente até. Escândalos, prisões, internet e a imprensa independente colocaram o ‘esquadrão emedebista’ na zona do descenso. Aos 59 anos de idade ele está de plantão para disputar o Governo Estadual, embora seja alvo de discriminação da elite partidária que ainda delira com nomes desgastados. Enquanto isso, Waldeli vai se preparando para vencer as resistências internas. Também no MDB as elites relutam em passar o bastão.

BELO EXEMPLO Gostei da entrevista do governador mineiro Romeu Zema (Partido Novo) à Folha de São Paulo onde fala de sua experiência como gestor público, diferente da iniciativa privada (atacadista de armarinhos). Ao final do papo arremata sobre os motivos que o levaram a entrar na política: “Na crise 2015/16 tive de demitir muitas pessoas e isso mostrou que não adianta tentar fazer o melhor num país caminhando para se tornar uma Venezuela. É como você estar decorando a sua cabine no Titanic. Eu aprendi mais neste primeiro ano de governo que nos dez anteriores”.

DINHEIRO Motiva guerras terríveis (até conjugais) e sempre há os chorões naquele lamento pela sua falta. Estou lendo que neste feriadão nada menos que 26 mil pessoas voarão para o merecido descanso através do aeroporto. Imagino que não devem ser pouco os mortais mais pobres que viajarão de carro ou de ônibus. Enfim, desde que o mundo é mundo, a ‘choradeira’ existe e agora com as tentações de consumo proporcionadas pelos cartões de crédito compra-se até felicidade à vista ou parcelada. Que crise nada! Se da vida nada se leva, viajar é preciso. A vida é um sopro!

“O fato é que Bolsonaro e Lula não precisam mais de partidos. Só precisam um do outro” (Ruy Castro – jornalista)

RÁPIDAS

Deputado Antonio Antonio Vaz (Republicanos): Presidente da Comissão de Saúde mantém contacto com lideranças e autoridades do setor e realizou 6 audiências públicas e coordenou o I Encontro Público-Privado sobre Doença Renal Crônica. Um entusiasta!
Deputado Evander Vendramini (PP): Pede ao Governo Estadual o asfaltamento da MS-244 no trecho Corguinho/Taboco com 46 kms de distância; acompanha de perto o trabalho de eliminação dos ultimos focos de incêndio da região pantaneira. Estudioso.
Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Tem ouvido lideranças do Meio Ambiente sobre a questão do plantio da cana de açúcar no entorno do Pantanal e tenta viabilizar um encontro deste segmento com a ministra Tereza Cristina, da Agricultura. Atento!
Deputado Marçal Filho (PSDB): Autor de PL proibindo que a Energisa cobre débitos, indenizações, parcelamentos, multas e encargo sobre fraudes no mesmo documento de cobrança do consumo. Proíbe ainda o corte, suspensão e Interrupção da energia.
Deputado Marcio Fernandes (MDB): Como presidente da Comissão da Agricultura tem mantido contato com produtores e lideranças da área rural sobre questões de pontes, estradas e comercialização da safra. Atento a questão do plantio da cana no Pantanal.
Deputado Neno Razuk (PTB) Voltou a cobrar o fim da Cota Zero para os pescadores no MS: Rumo à sanção do Governo Estadual seu projeto que beneficia surdos e mudos quando da correção das provas em concursos públicos. Serão muitos os beneficiados.
Deputado José C. Barbosa(DEM); Pediu redução do pedágio na BR-163 até nova concessão; Proveitosa a audiência pública que presidiu sobre os impactos das obras da BR-163; Pede a criação do Dia Oficial do trabalhador em Saneamento no MS.
Deputado Capitão Contar (PSL): Votou contra o Projeto do Governo Estadual sobre as alterações das alíquotas do Fundersul; Vem recebendo apoio de lideranças de bairros e associações entusiasmados com sua atuação naquele parlamento. Ético, consciente!
Deputado Lídios Lopes (Patri) Sua marca registrada é a calma mesmo em situações delicadas. Advogado, oriundo do quadro do Tribunal de Contas do Estado, preside com ética a Comissão de Constituição Justiça Redação. Discreto mas eficiente no mandato.
Deputado Herculano Borges ( Solidariedade). Deputado com fortes ligações com a pratica dos esportes em geral tem bom trânsito nas secretarias estaduais. Seu gabinete sempre repleto de lideranças esportivas de bairros da capital, Corumba e Dourados.
Deputado Gerson Claro (PP). Comemora os resultados de sua luta em pról do fim dos impostos ou de diminuição dos impostos que envolvam imóveis de assentamentos. Ex-diretor da Assomassul, advogado, tem boas relações nos órgãoes governamentais.
Deputado Londres Machado (PSD). Sempre presente e atento aos debates onde atua como mediador para soluções sem traumas. O bom ‘Chinês’ apaziguou os ânimos mais exaltados na sessão de 4ª. feira onde foi votado o Projeto do Governo sobre o Fundersul.
Deputado João H. Catan (PR): Votou contra o projeto que altera alíquotas do Fundersul e estabeleceu novas relações com a classe produtora. Recebeu no gabinete várias lideranças ruralistas e aproveitará o feriado para visitar as bases eleitorais.

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