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Manoel Afonso

Manoel Afonso

MEREÇO Após 14 anos escrevendo a coluna semanal sem interrupção, viajarei para a Europa.Um retorno também de cunho sentimental ao Velho Continente, pois pretendo visitar a região do Minho (Tangil) no norte de Portugal – terra dos meus ancestrais. A vida passa como num assopro e devemos aproveitá-la da melhor forma. Até.

A MEIO PAU Como bradar a bandeira da ética e moralidade no Senado com vários ‘notáveis’ do seu partido envolvidos em escândalos e até presos? Esse o dilema que a senadora Simone Tebet (MDB) enfrenta até aqui. Para piorar, o padrinho da sua candidatura ao senado, o ex-governador Puccinelli (MDB) também caiu em desgraça – por conta de denúncias de corrupção no exercício do cargo.

PERGUNTAS que ouço: qual o papel da senadora Simone nesta eventual candidatura de Puccinelli ao governo? Manteria uma distância estratégica, sem grande exposição, com atuação restrita ao interior para evitar respingos inclusive a sua imagem? Sua prioridade seria reeleger o marido Eduardo Rocha (MDB) à Assembleia Legislativa? Aliás, em Três Lagoas, o MDB no canto do ringue - reduzido a apenas um vereador na Câmara. Novos tempos.

FADIGA A devassa eleitoral que se avizinha é fruto exatamente deste fenômeno que acontece de tempos em tempos. Qualquer observador percebe o envelhecimento do grupo político liderado por Puccinelli. Basta olhar a sua volta nas últimas fotos. A exemplo do Partido dos Trabalhadores, o MDB não se renovou. Para piorar, a imagem do partido em nível nacional associada a corrupção sem tamanho há muitos anos.

OBSERVADOR plantonista no saguão da Assembleia Legislativa questionando se os minutos no horário eleitoral gratuito do Partido da República (PR) (‘pobre república!’) que serão utilizados pelo candidato do MDB ao governo proporcionarão mais prejuízos do que dividendos eleitorais. Após a debandada geral dos deputados, a imagem que fica do PR é do ex-deputado federal Edson Giroto, preso.

PREPAREM-SE! Gosto de repetir o aviso para que os deputados não se fiem no prestígio de seu candidato a governador. Aquele fenômeno do passado – quando muitos candidatos foram beneficiados pela proximidade (ou luz) do candidato ao Executivo, não deve se repetir. Tenho dois exemplos clássicos de políticos que foram usados pelos seus filhotes candidatos? Wilson B. Martins (MDB) e Pedro Pedrossian (PTB).

INCONGRUÊNCIA – se quiserem, incoerência – a eleição para o Senado. É majoritária, elege o mais votado. O mandato é de oito anos, um absurdo; nos EUA copiado por Rui Barbosa, é de seis. Três senadores por Estado. Outro absurdo; nos EUA, idem, são dois, haja vista tamanho dos dois países e eleitorado dos diversos Estados brasileiros. As eleições ocorrem de quatro em quatro anos, para escolha de 1 e 2/3 dos senadores, ou seja, elegemos um e dois a cada eleição. (Rogério Distéfano)

A ELEIÇÃO, repito, é majoritária. Mas só no papel, porque na de 1/3 os candidatos disputam entre si; na de 2/3 não disputam, apenas seus nomes são postos em disputa. Não há disputa entre currículos. “Currículo” na política brasileira significa o dito ‘recall’, o grau de impacto da história do candidato em eleições anteriores. Ou sua fama na vida privada: o eleitor acha que o famoso faz milagres. Desinformado, vale o que o eleitor pensa que conhece do candidato; no geral nada que interessa. (Rogério Distéfano)

EM BAIXA Todas as pesquisas apontam o desgaste do PT no Estado, levando a crer que o seu candidato Humberto Amaducci apenas repita o desastre do postulante Alex do PT nas últimas eleições da capital. Eu sempre digo que o Partido dos Trabalhadores perdeu com a corrupção escabrosa de seus governantes, o seu maior patrimônio eleitoral representado pelo discurso da ética. Caíram a máscara e a fantasia, ‘o rei Lula’ ficou nu.

DELFIM NETO: “(...) Houve a separação entre política e economia, tornando o Brasil inadministrável. Antes da Constituição, segurança, saúde, transporte e educação era dever do Estado. Após a Constituição isso é colocado como direito do cidadão. Quando faz essa mudança altera o sistema porque o Ministério Público passa a ser o senhor do processo e o efeito é a judicialização da política e que agora está no ápice com processo totalmente maluco em que o STF legisla”.

MEMÓRIA Prefeito de São Paulo, Jânio Quadros preferiu o réveillon de Londres do que passar o cargo para a sucessora Luiza Erundina. Para demonstrar o desinteresse pela política pendurou uma chuteira no gabinete; aplicou multas de trânsito pessoalmente, fechou 8 cinemas que exibiriam ‘A Última Tentação de Cristo’; mandou expulsar alunos gays do Teatro Municipal e posou com a camisa do Corinthians. Ele foi mais um populista eleito pelos brasileiros.

NA MOSCA Em sua palestra nesta semana na capital, o jornalista Carlos A. Sardenberg (Globo-CBN) respondeu a indagação deste colunista sobre o Governo Temer. Disse que a equipe econômica é de primeira linha pelos números atuais, mas que o problema é de ordem política pelos fatos expostos na mídia, o que, inclusive, inviabilizou a proposta da sonhada reforma da Previdência. Para Sardenberg, sem esse reforço o país não se viabiliza, não anda.

“NUM PASSADO recente, nós saímos das mãos de nove dedos para entrar no mundo encantado de Dilma Rousseff, aquela que certa vez “saudou a mandioca” e que disse haver a espécie “mulher sapiens”. Era grotesco ouvir uma presidente de um país improvisar seus discursos. Mas o que dizer de Temer, que depois de chamar russos de soviéticos, colocou o rei da Suécia para reinar na Noruega e na reunião do G20 disse que seu governo está empenhado em ‘fazer voltar o desemprego”? (Lúcio Big, ativista digital)

A GUERRA eleitoral no celular já começou com exibição de fotografias. Duas delas fazem sucesso atualmente. Na primeira o ex-governador André aparece numa viatura da Polícia Federal quando de sua prisão. Na segunda o ex-juiz Odilon aparece ao lado de personagens que seriam ligados ao jogo do bicho. Evidente que novas batalhas virão e as ‘vísceras’ dos candidatos ficarão cada vez mais expostas. Não é difícil avaliar a reação do eleitor observando o cenário com aquele inconfundível ‘rabo de olho’.

A PROPÓSITO (...) Vivemos na era dos humores ofendidos. E aqui, também, há quem ponha a culpa nas mídias sociais, que trouxeram para perto da superfície da comunicação toda uma gama de pessoas que viviam no silêncio, na irrelevância e na invisibilidade. Na hora em que esse “contrato de exclusão social da invisibilidade” foi rompido, o ressentimento, o rancor e o ódio mostram sua face antes escondida...” (Luiz Felipe Pondé)

ENFIM... Apesar da tipificação criminosa e da vigilância das autoridades, a guerra digital não perdoará demagogos, corruptos, estreantes e veteranos carimbados. Vão vasculhar atrás das cortinas e até debaixo da cama dos políticos na tentativa de achar algo comprometedor. Hoje a investigação contra os candidatos é muito mais abrangente que antes, quando um cheque sem fundos ou um filho fora do casamento eram vistos como uma coisa do outro mundo. Esperem pra ver! É só o começo!

DISCURSOS A comparação é inevitável na plateia. Quando o bom orador fala em primeiro lugar leva vantagem e ofusca quem discursa em seguida. Num evento de prefeitos em Brasília o deputado Henrique Mandetta (DEM) levou azar ao ser escalado para discursar após a fala do deputado Fábio Trad (PDS) que esgotou brilhantemente o assunto sob aplausos. Mandetta sentiu o golpe – quase nada a ponderar. Depois reclamou ao protocolo. Ficou a lição.

EROM BRUM “Há uma relação promíscua entre o Executivo e o Legislativo. Os nossos partidos estão grudados nos executivos. No âmbito municipal quem libera as verbas? É o Executivo, o prefeito. Os vereadores, o legislativo, precisa negociar muito. E a sociedade? E as minorias? Como fica o segundo e mais importante segmento da democracia, nós os representados (o outro segmento seria dos representantes)? Nós continuamos observando esta relação espúria. Nós sempre fomos omissos, a sociedade brasileira sempre foi assim. Ela acordava de vez em quando e adormecia novamente. Não temos essa tradição cidadã). O autor é cientista político em MS

COMPETENTE Deputado federal não pode ser mero ‘despachante’ junto aos órgãos públicos em Brasília. Há que ganhar espaço pelo conjunto de postura. Fábio Trad (PSD) acaba de ser eleito o 3º deputado federal mais importante do país pela assiduidade, nível e importância de projetos, participação em debates, além de gastos moderados e comportamento compatível ao cargo. A indicação é do ‘Ranking Políticos’ – site que acompanha a atuação dos parlamentares. Em 55ª. Posição, a deputada Tereza Cristina (DEM) é a parlamentar de MS mais próxima de Fábio na classificação.

ADVOGADOS Em novembro eles vão escolher a nova diretoria da subseção estadual da OAB-MS e até aqui 3 chapas estão se articulando. A propósito, a entidade em nível nacional desgastada aos olhos da opinião pública. Em tempos de democracia, os interesses ‘são outros’, principalmente de suas lideranças acopladas ao poder, partidos com políticos corruptos sob investigação. Advogados adotam a ‘Lei de Gerson’ e só olhando o próprio umbigo. Direito é uma coisa, justiça é outra.

Na política é difícil distinguir os homens capazes dos homens capazes de tudo (Henri Béraud)

Comentário

BELEZA! Em apenas 2 anos de mandato o senador Pedro Chaves (PRTB) destinou nada menos que R$ 102.192.237,09 para nosso Estado, assim distribuídos: Bolsão R$ 14.492.840,00 – Campo Grande R$ 8.141.085,00 – Cone Sul R$ 10.170.000,00 – Grande Dourados R$ 20.924.500,00 – Leste – R$ 6.602.500,00 – Norte R$ 9.362.500,00 – Pantanal R$ 14.000.201,00 –Sudoeste R$ 11.198.750,00 e região Sul Fronteira R$ 7.299.861,00.

PERFIL Com os 70 anos completados neste 2 de julho o ex-governador Puccinelli (MDB) foge do ostracismo ao tentar buscar o poder reunindo velhos companheiros como os ex-deputados Akira Otsubo (MDB) (1983/87), Antônio Carlos Arroyo (PR) (1995/99), Antonio Braga (1999/2003), ex-vereadores Vanderley Cabeludo MDB) e Maria Emília Sulzer (MDB). O seu alto índice de rejeição pelo eleitor jovem mostra o que ele pensa deste quadro sob a moldura da ‘experiência’.

ENROSCO O chamado ‘fator Marun’, antes positivo ao atendimento de reivindicações do PMDB (nomeações e liberação de recursos), após esse escândalo no Ministério do Trabalho passa a ser desgastante. Apesar dos argumentos do ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun, o assunto promete render novos capítulos e a presença dele nos palanques em nosso Estado deve ser avaliada nestes tempos de ojeriza anti-Temer.

CONVENHAMOS! Não é de hoje que o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) faz e acontece no Ministério do Trabalho graças ao grupo liderado pelo controvertido Roberto Jefferson que tentou emplacar a própria filha – deputada Cristiane Brasil (PTB) naquela pasta. Por conta dos votos da bancada petebista o Governo Temer ficou refém e ao mesmo tempo tentaria tirar proveito político. Daí a notícia envolvendo Marun.

NO SAGUÃO do legislativo estadual questionamentos não faltam: teremos uma campanha sem respostas, sem explicações para fatos notórios que atingem o universo político? A prisão, por exemplo, do ex-deputado Edson Giroto (PR) - braço direito de Puccinelli - acusado de corrupção dentro de sua administração passará em brancas nuvens na campanha? E o que falar dos conchavos com o empresário João Amorim, irmão da deputada Antonieta Amorim MDB) – também preso? Pura invencionice?

NA BALANÇA Para o eleitor arisco agora também pesam na escolha: transparência, honestidade, passado limpo, objetividade, vida pessoal respeitosa e propostas claras e compatíveis com a realidade, além da boa comunicação e simpatia nas relações. Lembro: teremos só 35 dias de campanha no rádio e TV no 1º turno e 15 dias no 2º turno.

‘CAIXA PRETA’ Esse mau humor que o eleitor exala nas pesquisas não é um dado absoluto, mas é um indício preocupante do que os candidatos enfrentarão nesta campanha. Como sair às ruas como faziam antes – naqueles chamados ‘arrastões’ no comércio e bairros ‘casa a casa’? Haverá riscos de vaias e manifestações agressivas até.

CABOS ELEITORAIS Não há certeza se eles votarão no candidato patrão. Confiar no trabalho e no voto deles é como jogar na bolsa de valores a curto prazo. O candidato precisa admitir que o eleitor – empobrecido - pode ficar revoltado vendo tantos cabos eleitorais acenando bandeiras nas ruas – pagos com dinheiro do contribuinte via Fundo Partidário, principalmente. Ao invés de ajudar - atrapalha!

IRÔNICOS Nas conversas com os eleitores jovens - o que não falta é ironia nas respostas e colocações sobre o comportamento da classe política e gestores públicos. Usam linguagem, expressões na manifestação do desalento pelo futuro. Muitos deles se comparam aos imigrantes sofredores na Europa e Estados Unidos. Estudar pra que? E depois - trabalhar onde?

ENGANAR o eleitor será muito difícil com tantas sacanagens dos políticos. A cada escândalo na mídia aumenta a vontade de puxar a descarga sem dó. Na impossibilidade de punir juridicamente o político corrupto graças as firulas do Judiciário (STF), o eleitor terá a grande chance de punição ao ‘cortar o barato’ do candidato, mandando-o de volta para casa.

O CASTIGO da volta pra casa e sem holofotes é de uma tristeza sem tamanho para o político. O político não gosta de sua própria casa. Tem horror a rotina da convivência familiar, praticada pelos mortais que se apegam a família, cachorros, passarinhos e gatos. O político nunca tem tempo para curtir sua casa. Nem conhece as flores do jardim e jamais cortou o gramado. Perde a intimidade com o cachorro. Enfim, uma visita ilustre.

O LEMA é: ‘os compromissos em primeiro lugar’. Refeições tranquilas com todos na mesa – nem pensar! O político sempre chega depois e sem desgrudar do celular. Como consequência a família vai desagregando e perdendo a harmonia original desejada. O relato não é invencionice – fruto de observações. E uma notícia cruel para eles: não levarão nada deste mundo, como lembrava aquele imperador.

SAUDADES Ele conseguiu suavizar o universo do judiciário com seu estilo leve. Foi assim desde que o conheci em 1980 em Cassilândia. Por onde passou deixou rastro de amigos e boas lembranças. Para homenagear o desembargador Romero Osme Dias Lopes ninguém melhor que outro mineiro – Guimarães Rosa: “O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. E ele atravessou a vida sorrindo apesar das dores finais. Valeu! Até!

IGUAIS? Não se discute suas habilidades, mas a postura dotada onde desrespeita o adversário e as regras. Daí o craque Neymar Jr é comparável a boa parte da classe política que adota ‘aquele jeitinho’ para atingir seus objetivos. Torcedores que perdoam os excessos do craque, são do pelotão de eleitores que perdoam certos políticos em troca de vantagem pessoal. Depois não venham com chorumelas! Não encontrarão remédios e médicos no Aquário do Pantanal por exemplo.

DOIS MINEIROS? O ex-presidente do Atlético Mineiro – ‘brimo’ Alexandre Kalil – prefeito de Belo Horizonte - do nanico PHS - foi questionado sobre sua posição nas eleições de 2018. Fingindo de morto disparou: “Não posso perder tempo com bobagem de eleição para governador”. Já me perguntaram no saguão da Assembleia Legislativa: “seria o prefeito da nossa capital Marcos Trad (PSD) partidário da postura do colega ‘brimo’ mineiro?” Sei não...

DOR DE CABEÇA É o que se espera após o anúncio do INCRA definindo como quilombo a área urbana de 21,5 hectares no Jardim Seminário, na Comunidade Tia Eva. Gerou muita expectativa. Mas sem grandes ilusões: a questão indenizatória deverá provocar recursos judiciais e arrastar o processo por muitos anos. A demanda não é fácil como se imagina. E pergunto: como a Igreja Católica vai se posicionar como ocupante de parte (10,13 has) da área? Entregará de mão beijada? Uma novela. Vai longe...

DESMAMA Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical muitos sindicatos vão fechar as portas e os ‘abnegados diretores’ enfrentarão a nova realidade. Um exemplo vem da CUT (Central Única dos Trabalhadores) que negocia a venda de sua sede para a Igreja Mundial do pastor Valdemiro Santiago pela bagatela de R$ 40 milhões. Não me pergunte para onde vai toda essa grana. Aqui, mesmo com os preços em baixa, muitos sindicatos não darão conta de pagar o aluguel. Vão tarde. Aleluia.

INTERROGAÇÃO A economia vai se arrastando sem exceções em todas as regiões do Brasil. Qualquer um observa as portas fechadas no comércio, as placas de aluga-se e vende-se e muita gente perdendo o emprego. Esse segundo semestre não deve melhorar em nada o quadro. Já em 2019 – ganhe quem ganhar – não terá a varinha mágica para reorganizar o país em menos de um ano. Portanto, a ordem é não avançar o sinal na hora de cuidar do próprio bolso.

CAFÉ AMIGO com o deputado Fabio Trad (PSD). Falamos da política e de seu mandato voltado também para a população de 70 mil indígenas (maior do país). Fabio pede mais recursos para a prevenção de suicídios (2ª. nacional) atingindo inclusive os jovens por motivos diversos. Um tema sensível que exige habilidade e coragem para enfrentá-lo.

ROBERTO BRANT “(...) Somos um país rico com a maioria de população pobre. O Estado sempre foi para a maioria, ou a única esperança. Quando essa esperança se perde, o risco da desordem é muito grande. O movimento dos caminhoneiros é uma manifestação de desespero, que deixou a descoberto a fragilidade da nossa ordem pública. A ordem nas grandes sociedades só pode ser mantida por meio dos laços da confiança e do respeito, que estão infelizmente se perdendo. Mas, enquanto nos debatemos em meio a tantos perigos e aflições, tribunais e políticos parecem dançar alegremente à beira do abismo”.

“Bolsonaro é o mito. Alckmin, o mico...” (Rogério Distéfano)

Comentário

CONTROVÉRSIAS A falta de um código eleitoral atualizado gera polêmicas. A questão das candidaturas e eventuais prisões de candidatos é um nó a desatar. O entendimento de que o candidato não poderá ser preso ( salvo em flagrante) após o registro da candidatura fomenta o sentimento de impunidade. A candidatura passa a ser o salvo conduto para quem tem problemas com a justiça. É obvio, a candidatura do ex-governador Puccinelli ( MDB), por exemplo, visaria também livrá-lo de eventual prisão pela Justiça Federal.

MORREU Alarico Reis D’Ávila, ex-deputado estadual (PTB). Saiu de cena sem alarde, em paz, recolheu-se ao lar curtindo seu jardim e ouvindo os pássaros - cena bucólica que testemunhei repetidamente. Homem de seu tempo, de outros valores! A última aparição pública foi na homenagem que a Santa Casa prestou-lhe como ex-dirigente. Vicente Vuolo, Edson Brito, Edyl Ferraz, Lourival Fontes, Fauze Scaff - alguns dos ex-colegas de parlamento em Cuiabá. “O passado não é aquilo que passa, mas o que fica do que passou” (Tristão de Athayde).

‘FAKE NEWS’ Quando Donald Trump disse “you’re fake news’ ao jornalista da CNN, plantou algo novo no cenário político. ‘Fake news’ motiva debates. Com a tecnologia atual, a guerra de imagens e notícias manipuladas ocorrerão. Os políticos terão que ter boa equipe para combater as notícias falsas na justiça, que pode não ter a mesma agilidade de seus postadores. Em quem o eleitor vai acreditar? Boa pergunta.

DESMENTIR as notícias e imagens podem não ser suficiente em alguns casos. Exige-se algo mais sob pena de estragos irreversíveis. É bom lembrar: os recursos tecnológicos permitem montagens imperceptíveis de fotos e documentos oficiais. A afirmativa do ministro Luiz Fux (STF), de que eleições poderão ser anuladas devido as notícias falsas, dão a dimensão de como o caso está sendo tratado pela justiça.

OUTROS TEMPOS O envolvimento de policiais militares com o crime organizado mereceram comentários do deputado cabo Almi (PT) ao colunista. Diz que o cenário é diferente da época (1983) de seu ingresso na corporação. Os soldos de hoje são muito melhores proporcionalmente. Admite: tudo isso prejudica a imagem da polícia junto a população. A polícia virando caso de polícia.

‘WANTED’ Procurar o candidato perfeito seria como sonhar com uma noiva ideal que tivesse uma família sem problemas por exemplo. Não existe. Na escolha do candidato adota-se o sistema natural de exclusão e então acaba sendo escolhido o menos pior ou algo parecido. Quando converso com o eleitor na faixa entre 30 e 60 anos, percebo isso. Com 41% do eleitorado desalentado e raivoso sem candidato, a sucessão presidencial continua aberta.

LAMENTÁVEL Pelo ‘Datafolha’, 62% dos jovens, ( 20 milhões de 16 a 24 anos), querendo dar o fora, tentar a sorte no exterior. Não são desertores, mas não querem virar Uber ou vender brigadeiros. Querem emprego, um futuro melhor. Será que os políticos estão preocupados com esses dados alarmantes? Afinal, a cambada que aí está não é eterna. E a situação lá fora não é boa para os imigrantes: Humilhações e riscos.

ALGEMAS As cenas dos jovens algemados nos pés e mãos no caso da imigração (USA) mostram a pratica diferente da nossa Só porque o ex-governador Sergio Cabral (MDB-RJ) foi algemado criou-se a polêmica, como se ele não causara tantos males ‘via corrupção’. ‘Direitos Humanos’. A OAB fez sua parte - à serviço dos clientes ricos, ignorando quem morreu nos hospitais sem assistência devido a grana roubada por sua ‘excelência’.

NO ESPELHO Ruim a imagem da justiça: perde de goleada para os bombeiros. O índice do ‘Data Folha’ em 2017 piorou com as últimas decisões do STF beneficiando políticos e poderosos – notadamente na ‘Lava Jato’. A política entranhou-se na mais alta corte do país e até o impossível virou possível. Não será surpresa por exemplo se o ex-deputado Edson Giroto (PR) ( e cia) ganhar a liberdade em breve.

DESAFIOS A indignação do eleitorado de Tocantins (quase 52% de ‘não votos’) é a amostra grátis do que virá nestas eleições. Os otimistas insistem: era uma eleição atípica ‘meia boca’, mas ignoram as pesquisas confiáveis. Fisgar o eleitor esclarecido será bem difícil. Já quanto ao eleitor de ocasião ($$$$$$$$$) exigirá muita ‘$aliva. Se não é o Brasil que queremos, é o país que temos. A escolha dos candidatos nada mais é que o reflexo do caráter do eleitor. Mas é hora de puxar a ‘descarga’ nas urnas.

PARAFRASEANDO o poeta Fernando Pessoa: “No Brasil vale a pena roubar, desde que a quantia não seja pequena”. Surrupiar sabonete na farmácia, bolacha no rmercado não pode. É ferro! Quanto aos roubos gigantes travestidos de desvios de verbas, superfaturamento e comissões em emendas parlamentares, são vistos sob outra ótica pela justiça. Além do mais, pela anomalia do foro privilegiado a prescrição tem sido um santo remédio que salva a maioria dos políticos ladrões. E segue a santa procissão.

MAIS UM... Será que o apresentador de TV José Luiz Datena (DEM) fez a análise correta dos riscos e consequência de disputar o Senado em São Paulo? O olhar crítico de quem está fora da política é diferente de quem vive no meio dela, onde a vontade individual se perde nos interesses obscuros do Congresso. Acho que ele mais perde do que ganha ao ficar sem o canhão da TV. onde tem a boa imagem consolidada. Quem trocou a mídia pela política partidária não correspondeu ou se frustrou. Os exemplos vocês conhecem inclusive em nosso Estado.

ENQUANTO está no exercício da função, o apresentador – de alguma forma – só não deve contrariar os interesses da empresa onde trabalha. Até aí tudo bem. Mas eleito, estará sob o jugo de seu partido e dos interesses diversos de seus dirigentes, sob o risco inclusive de perda do mandato. Isso sem contar que o universo político é uma teia de aranha que engole os inocentes e inexperientes.

‘NOSSO JEITO’ Em Sidrolândia (MS) a Câmara teria gasto R$2.700,00 para lavar 6 caixas de água (Cr$450,00 cada), embora o preço dela na loja seja de apenas R$350,00. Já a ‘higienização’ do telhado (telhas de barro) da Câmara foi de R$5.700,00, embora o preço cobrado na cidade gire em torno de R$1.000,00. Oportuno citar os R$245.516,00 gastos pela Câmara da nossa capital em 18 meses na confecção de medalhas, estatuetas e placas para homenagens diversas. Segue a galopeira.
AGUENTA! A Agência Nacional de Saúde Suplementar continua defendendo as empresas dos planos de saúde quando deveria defender os seus associados. Quem contratar plano novo terá que pagar até 40% dos custos da consulta e de todos os atendimentos. Para a maioria dos pretendentes o jeito será continuar no SUS e seja o que Deus quiser. O que os políticos, com planos de saúde garantidos, acham disso?

PRIORIDADES Após aprovado seu projeto instituindo a Guavira como fruta símbolo de nosso Estado, o deputado Renato Câmara (MDB) quer criar o Dia do Contador de Histórias. Na mesma esteira das prioridades dos legisladores a iniciativa do deputado Amarildo Cruz (PT) instituindo o ‘Dia do Orgulho do Cabelo Crespo’. Enfim, nas eleições de outubro teremos mais gente nos barrancos dos rios do que nas filas de votação. De leve...

DOURADOS Tenho sérias dúvidas de que Murilo Zauth (DEM) aceite tentar repetir a experiência de candidato a vice governador de Puccinelli (PMDB). Sua passagem pelo poder não lhe causa boas recordações – levado-se em conta que foi pouco prestigiado. Murilo não apareceu nas fotografias emblemáticas e nem era consultado ainda que ‘pro forme’ nas questões governamentais. Indaga-se: nesta altura da vida ele precisa disso?

MORDIDA & LEÃO Deputado federal Fabio Trad (PSD) é o relator da Comissão da Câmara que aprovou o projeto de lei isentando do Imposto de Renda aposentadoria e a pensão até o limite mensal de R$3,8 mil do contribuinte com mais de 70 anos. Hoje a isenção atinge só quem recebe até R$1.566,61, o dobro do teto assegurado a todos os contribuintes. Valeu!

DELÍRIO ou ressurreição? Ao longo dos anos acompanhando a política não há como deixar de registrar a falta de autocrítica. Continuo ouvindo noticias sobre a pretensão de ex-políticos de tentar voltar ao cenário, ignorando assim o pensamento do eleitor. Pintar o cabelo e renovar o guarda roupa não resolve. Esse pessoal precisa assumir os netos para evitar a depressão após o vexame nas urnas.

DESLEAL? A praticidade, segurança, a diversidade e os preços menores dos produtos comprados pela internet estão abalando o comercio tradicional, inclusive os shoppings. Nas conversas com o pessoal do Correios fica evidente o crescimento deste tipo de comércio, com nicho forte localizado entre os jovens e os profissionais liberais. O IBGE mostra: só em 2016 cerca de 46.322 empresas fecharam no Brasil.

“Este é o país com a maior chance de se criar um mundo novo. Caos não falta” ( Millôr Fernandes)

Comentário

SIGA LA PELOTA Com ou sem vodka os eleitores curtem a Copa da FIFA na Rússia. Já os políticos candidatos continuam agindo com viagens ou pelo econômico ‘WhatsApp’. O vazio é notório no saguão e sessões da Assembleia Legislativa, como sempre ocorre em ano de eleições. Deputados cuidam de acordos, alianças e detalhes que dispensam público. Antigamente os candidatos distribuíam a tabela dos jogos, mas nesta Copa esqueceram disso.

A LEITURA que se faz: o eventual fracasso do time do Brasil influenciará no ‘desânimo’ do eleitor já indignado - com a tendência de aumentar o percentual de abstenção, nulos e brancos. Já no caso de vitória a autoestima subirá e esses percentuais negativos diminuirão. É psicológico esse fenômeno popular repetitivo.

CARONA Se o Brasil vencer, o MDB do presidente Michel Temer será beneficiado? Não há clima para isso! Incomparável o quadro brasileiro com o ocorrido em outras Copas, onde os governantes usaram deste esporte em benefício próprio. Foi assim com Alemanha nazista e também após a reunificação, a Itália com o fascismo, o Brasil da Ditadura em 1970 e 1994 com Fernando H. Cardoso (Plano Real) – além da Argentina em 1978 com os militares no poder. Agora é o presidente russo Putin tirando proveito.

A PROPÓSITO As torcidas organizadas de times de futebol protestam contra os maus resultados e gestão ruim da diretoria. E por que os eleitores filiados a partidos políticos envolvidos em escândalos não repetem a postura os torcedores de futebol? Mas fazem pior: sentam em cima do próprio rabo e culpam os partidos políticos adversários. O torcedor de futebol é mais coerente: vaia o time nos estádios ou está nas passeatas pedindo mudanças no clube. O torcedor paga o ingresso e só quer a vantagem da satisfação, do prazer.

A CORRIDA O quadro mostra 6 pré-candidatos em condições de chegar ao 2º turno: Álvaro Dias ( Podemos), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e o “candidato do ex-presidente Lula (PT)”. É difícil, mas não impossível, que um deles ganhe as eleições já no 1º turno, dependendo do que ocorrer no país durante a campanha: um escândalo nacional, agravamento da crise econômica ou tropeços irrecuperáveis de candidatos. Eleição - você só sabe como começa.

NA ANÁLISE do potencial deles, apenas Alckmin e o ‘candidato do PT’, tem força própria. O candidato tucano se posta ao centro e em tese apenas Álvaro Dias poderia ameaçá-lo - pois está à vontade para defender as ações da Lava Jato e enveredar-se pelo discurso anticorrupção. Maior tempo no horário eleitoral seria fundamental. Já o “candidato do PT” tem expectativa da transferência de votos de Lula, além de bom tempo na TV. Compondo com o PSB e outras siglas ampliaria a base no Nordeste principalmente como mostram as pesquisas.

OS DEMAIS Ciro sobrevive como ‘contorcionista’ na sala de espera pelo apoio de Lula. Já flertou com várias siglas sem sucesso. Seu sonho atrair eleitores do centro, herdar o patrimônio do PT ou parte do eleitorado. Já Marina (Melancia Clorofila) trabalha com a possibilidade de atrair o eleitor da direita que não apoia Bolsonaro rumo ao 2º turno. Também torce pelo insucesso de Álvaro e Alckmin e que Bolsonaro fique estável. Depender do erro dos adversários é arriscado. Quanto a Bolsonaro, passa energia da indignação, está perto do 2º turno, mas carece de habilidade para não ser alvo do voto útil e se inviabilizar.

‘TROLOLÓ’ Nesta semana o ex-governador André Puccinelli (MDB) continuou centrando suas entrevistas em críticas aos critérios de gastos da atual gestão estadual. Na Rádio Cultura da capital arrematou: “...é que está se gastando demasiadamente em coisas talvez desnecessárias”. Mas é de se questioná-lo o critério que priorizou a obra do aquário do pantanal. Perguntar não ofende.

THEODORE ROOSEVELT: “A exposição e a punição da corrupção pública são uma honra para uma nação, não uma desgraça. A vergonha reside na tolerância, não na correção. Se nós falharmos em dar tudo o que temos para expulsar a corrupção, nós não poderemos escapar de nossa parcela de responsabilidade pela culpa”. (...) Se nós falharmos em dar tudo o que temos para expulsar a corrupção, nós não podemos escapar da responsabilidade pela culpa....” (discurso do presidente dos EUA em 7/12/1903 citado pelo juiz federal Sergio Moro na sentença que condenou o ex-senador Gim Argello (PTB) por corrupção.

SOFRÊNCIA O horário eleitoral deverá ser o depositário de armas poderosas dos envolvidos na sucessão estadual. A exibição de imagens permitidas pela legislação poderão influenciar na postura do eleitor. Duas delas estão sendo devidamente cuidadas pela concorrência: da prisão do ex-governador Puccinelli (MDB) e do seu ex-Secretário de Obras Edson Giroto. Quem viver verá!

AGRADOS & VOTOS É como cacoete, não muda. Como sempre foi principalmente em ano de eleições, os parlamentos promovem eventos diversos para registrar fatos e homenagear personalidades e entidades. A exemplo das Câmaras Municipais, a nossa Assembleia Legislativa segue a risca o manual em busca de votos com os deputados procurando marcar presença junto a vários segmentos sociais. Como se diz: um agrado sempre cai bem ao eleitor.

‘COCORICÓ’ Independentemente de raça as galinhas manifestam por esse anúncio após mais um ovo no ninho, despertando a atenção da vizinhança. Na vida pública o ‘cocoricó’ também é importante. A comparação é oportuna devido a divulgação tímida das obras do Governo Estadual em todas as cidades. “Não é demagogia ou algo parecido, mas o legítimo direito de mostrar o que está fazendo”, como lembrou um dirigente do PSDB. Em ano de eleições pesa muito.

O EMBATE do Ministério Público Estadual, a Prefeitura e a vereança da capital continua na pauta. Gostei da postura de João Rocha (PSDB) presidente da edilidade: não se vergou a imposição ou ameaça velada do MPE sob a forma de ‘recomendação’. Foi claro: o Plano Diretor está voltado ao bem estar da população – ouvida antes em mais de 60 audiências públicas. O projeto continua em tramitação, novos ‘rounds’ virão.

DÚVIDAS Será que o MDB local abraçará mesmo a candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles? O partido é uma espécie de federação de interesses regionais. E só. Esteve em todos os Governos após 1988 sem jamais eleger um presidente. Na sua última visita a Campo Grande – tendo o ministro Carlos Marun (MDB) como cicerone Meirelles passou despercebido no evento do MDB no ‘Nipo Brasileiro’. Se depender da fidelidade do emedebistas locais já foi para o brejo.

PERFIL Meirelles nasceu em Anápolis (GO) e chegou a presidência do Banco de Boston. Aposentou-se rico e fundou o Banco Original para os irmãos Batista e se elegeu deputado federal (PSDB) por Goiás com 186 mil votos. Renunciou ao mandato e assumiu o Banco Central no Governo Lula. Pragmático filiou-se ao MDB sem remorsos Seu avô foi prefeito de Anápolis 3 vezes, o pai secretário de Estado e um tio governador. Enfim não se trata de nenhum neófito. Quer mais poder.

MAMATA O plano de saúde vitalício sem restrições dos senadores e ex-senadores pago pela Casa e que atende até aos familiares de suplentes ocupantes do cargo por no mínimo 6 meses. Afronta portanto os artigos 5º e 37 da Carta Magna. É o que tem mais privilégios entre os 3 Poderes. Convenhamos: os políticos nos custam muito caro e produzem muito pouco proporcionalmente.

REGISTRO Falando certa vez a universitários nos EUA, o senador Cristovam Buarque (PPS) foi questionado sobre a internacionalização da Amazônia. Respondeu sugerindo igual medida em relação as reservas petrolíferas, aos arsenais nucleares dos ‘States’ e até o Museu do Louvre em Paris - que também são de interesse da humanidade. A plateia silenciou concordando.

NÉVOAS No cenário pré eleitoral recomenda-se ouvidos e olhos atentos para aferir todos os fatos, pois nem tudo que parece é. Essa manifestação do deputado federal Fabio Trad (PSD) sobre eventual candidatura sua ao Governo tem objetivos colaterais para chamar a atenção do eleitorado sobre a postura de pretendentes na eleição majoritária principalmente. Fábio é corajoso, mas ajuizado igualmente.

METRALHADORA O candidato Jair Bolsonaro (PSL) vai em frente atirando nos esquerdopatas e enfraquecendo os concorrentes mais ao centro. Aliás, vale lembrar a declaração do senador Magno Malta (PR): “Um dia Bolsonaro foi de direita. Hoje é de extrema direita. Somos fundamentalistas. Se ser extrema direita e fundamentalista é não roubar dinheiro público, é elogio”.

MICROFONE Estamos participando como comentarista do programa noticioso da FM Cidade de Campo Grande, que começa as 12 horas, sob o comando do Rodrigão (o mesmo do Cidade Alerta da TV Record MS). Nesta fase inicial participaremos na segunda feira, terça feira e sexta feira.No segundo semestre, após o retorno das férias vamos participar de todas edições do programa.

“Eu não saí do PT. Foi o PT que saiu de mim” (Senador Cristovam Buarque-PPS)

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Comentário

FIO DESENCAPADO no passado de candidato é coisa séria. Prejudica o desempenho e provoca até a desistência. Busca-se provas de pratica de ato ilegal ou imoral no currículo do candidato para denegri-lo. Caso marcante: em 2002 a senadora Roseana Sarney (PFL) liderava as pesquisas para o Planalto, mas a denúncia de corrupção do caso ‘Lanus’ envolvendo seu marido Jorge Murad obrigando-a a desistir. Perdeu a vez. Imagine em tempos de internet e alta tecnologia. Um Deus nos acuda!

ALTA TENSÃO Crescem os rumores sobre eventual delação no caso ‘Fazendas de Lama’. O frio, o desconforto da cela, a última derrota judicial e problemas familiares influenciando. O botão do pânico já teria sido acionado e até o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB) acionado para ‘acalmar os ânimos’. Ora, se o ministro Marun visitou o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB) na cadeia, é possível que visite outro amigo – ex-deputado federal Edson Giroto (PR). Porque não?

NO ALVO O Juiz Odilon de Oliveira – pré-candidato ao governo pelo PDT, fez algumas comparações ao falar do Aquário do Pantanal. Lembrou que o dinheiro gasto daria para construir salas de aulas para 27 mil alunos (MS tem 575.200 alunos do 1º e 2º grau) ou 800 leitos de internação hospitalar – ou ainda 4.422 residências de 64 metros quadrados cada. Questão de ‘prioridade$’.

CONTRAMÃO No passado construíram o distante bairro Moreninhas, desprezando áreas vazias perto do centro. Ora, bairro longe implica em gastos com infra-estrutura inclusive, onerando o poder público, abrigando menos gente por metro quadrado. Agora vejo a notícia de que o Ministério Público Estadual é contra a verticalização de Campo grande. Aí é demais!

O RECADO do eleitor em Tocantins é uma prévia do pleito de outubro: 30,14% de abstenção, 17,13% nulos e 2,06 brancos. O povo revoltado! O fiasco foi a senadora Kátia Abreu (PDT): pagou caro pelo estigma de amiga da ex-presidente Dilma Roussef (PT) – ficando em 4º lugar. Ficou o aviso: quem usar o discurso pró PT deve levar chumbo grosso nas urnas.

‘PÉROLA’ O empresário tem mais um motivo para ficar pê da vida com os políticos. A Câmara Federal acaba de aprovar a licença paternidade dos avós por 5 dias. Sempre é assim: a cada novo direito criado muitos empregos desaparecem. Os deputados parecem legislar numa Dinamarca qualquer – ignorando as agruras dos empresários. Só direitos? Assim ninguém aguenta!

SINAL DOS TEMPOS Será o presidente Michel Temer (MDB) um bom cabo eleitoral para os candidatos de seu partido ? A julgar pela sua popularidade horrível e pelos escândalos de corrupção envolvendo figuras do alto escalão de seu governo - e sem esquecer do próprio ‘chefe da nação’ – acho que será um tiro no pé. Olhando a foto do ministro Carlos Marun discursando sob o olhar lânguido de Temer e tendo ao lado o ex-governador André Puccinelli (MDB) e prefeitos do nosso interior, fica a imagem que o Governo está como aquela loja fazendo liquidação de estoque para fechar.

BARBARIDADE! O conceito de que o brasileiro é alegre/gentil é falso. Os 553 mil assassinatos de 2006 a 2016 mostram um país violento, com 324.967 jovens (entre 15 e 29 anos) mortos estupidamente. Parte dessa realidade poderia ser evitada se os políticos fizessem as coisas certas proporcionando educação e geração de trabalho. As políticas públicas de prevenção não são prioridades da classe política. Alguém duvida disso?

OPORTUNO citar o deputado federal Fabio Trad (PSD) sobre o caso: “...Sim, estamos falando de quase um milhão de brasileiros assassinados à bala em 36 anos, estatística constrangedora de uma guerra civil continuada. Número que, por si só, pela sangrenta brutalidade que encerra, deveria calar os que se postam contra o Estatuto do Desarmamento”.

REPERCUTIU o ofício do Juiz Federal Marcelo Bretas (RJ) ao ministro Gilmar Mendes do STF – lamentando a soltura de 19 acusados na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Disse Bretas: “Casos de corrupção e delitos relacionados não podem ser tratados como crimes menores...os casos que envolvem corrupção de agentes públicos têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas”. No caso, o dinheiro desviado poderia ter sido usado em escolas e na saúde, diminuindo riscos de delinquência juvenil e de mortes.

GILMAR MENDES Deveriam indicar o ministro do STF ao prêmio ‘Oscar’ do cinema por suas ‘interpretações’ nos casos de acusados poderosos. Outra sugestão seria outorgar-lhe a premiação do ‘Nobel’ por suas incríveis ‘invencionices’ – conseguindo atrair a ira da opinião pública.

CÂMARA LENTA O leitor Arieis Santana foi a Justiça contra a cobrança ilegal do ponto adicional na TV a cabo. Pasmem! Na 11ª. Vara do Juizado do Consumidor e no 2º Juizado especial da nossa capital o caso demorou 8 anos até ser julgado procedente, amparado na Resolução 488/2007 e Súmula 09/2010 da Anatel. Mostra a lentidão da justiça e até desanima as vítimas do golpe das empresas de TV em procurar o Procon.

NA RELEITURA de ‘Inveja – Mal Secreto’, de Zuenir Ventura os números do Ibope: 73% admitem esse pecado. O sucesso pessoal (34%) lidera os motivos da inveja. Por aí tem gente que seca pimenteira e leite de vaca holandesa. Mas a inveja é útil – controla a vaidade/orgulho e estimula a inovação, evita a acomodação. Diz Elias Canetti: “os mortos partem cheios de inveja dos que ficaram”, justificando a prática antiga de se colocar moedas em cima dos olhos dos mortos para não lançarem olhares invejosos contra os vivos.

ASTROLOGIA lembra pesquisa eleitoral: ambas atraem a atenção até dos mais céticos. Publico aqui os números da Pesquisa Eleitoral efetuada pela ‘Ranking Pesquisas’ na capital e em 29 cidades do Estado – entre os dias 30/05/2018 e 05/06/2018 – com os registros MS 04644/2018 e BR 02574/2018 (TSE) como manda a lei vigente. Cabe agora ao leitor – é claro – a livre avaliação.

PRESIDENTE (Estimulada) Jair Bolsonaro 33,58% - Lula da Silva 23,79% – Marina Silva 6,33 % – Ciro Gomes 5,75% - Álvaro Dias 5,00% - Geraldo Alckmin 3,41% - Rodrigo Maia 0,58% - Valéria Monteiro 0,50% - Fernando Collor 0,33% - Henrique Meirelles 0,16. Não sabem e não responderam 2º,57%.

REJEIÇÃO (Estimulada) Lula da Silva 31,33% - Jair Bolsonaro 12,16% - Fernando Collor 11,66% - Geraldo Alckmin 5,33% - Marina Silva 4,00% - Ciro Gomes 3,16% - Rodrigo Maia 2,16 – Henrique Meirelles 1,33% - Valéria Monteiro 1,08% - Álvaro Dias 0,7%. Não sabem e não responderam 27,04%.

GOVERNADOR (Estimulada) Odilon de Oliveira 28,08% - André Puccinelli 23,41% - Reinaldo Azambuja 22,33% - Coronel Davi 4,16%, - Murilo Zauith 2,83 – Amaducci 2,83% - Meire Xavier 0,91% - João Alfredo 0,50%. Não sabem e não responderam 16,12%.

REJEIÇÃO (Estimulada) André Puccinelli 28,58% - Reinaldo Azambuja 17,16% - Odilon de Oliveira 5,08% - coronel David 3,41% - Amaducci 3,33% - Murilo Zauith 2,83% - João Alfredo 2,66 – Meire Xavier 1,58%. Não sabem e não responderam 35,37%.

SENADOR (1º voto) Estimulada - Nelsinho Trad 21,58% - Zeca do PT 17,16% -Waldemir Moka 6,00% - Sergio Harfouche 3,41% - Pedro Chaves 3,00% - Chico Maia 1,66% - Murilo Zauith 1,66% - Dorival Bettini 0,58%. Não sabem e não responderam 44,95%.

SENADOR (2º voto) Estimulada – Nelsinho Trad 14,83% - Zeca do PT 5,83% - Waldemir Moka 5,58% - Pedro Chaves 3,83% - Chico Maia 2,66% - Murilo Zauith 2,16% - Dorival Bettini 1,91% - Sergio Harfouche 1,33% . Não sabem e não responderam 61,87%.

DEPUTADO FEDERAL Espontânea (os 13 primeiros): Fabio Trad 2,08% - Rose Modesto 1,83% - Geraldo Resende 1,83% - Alcides Bernal 1,58% - Beto Pereira 1,41% - Zeca do PT 1,33% - Vander Loubet 1,25% - Elizeu Dionísio 1,16% - Dagoberto Nogueira 1,08% - Roberto Hashioka 1,00% - Carlos Marun 0,91% - Wilton Acosta 0,83% - Antonio cruz 0,75%.

DEPUTADO ESTADUAL Espontânea (os 27 primeiros) Felipe Orro 1,823% - Paulo Duarte 1,75% - cabo Almi 1,75% - Zé Teixeira 1,66% - Marcio Fernandes 1,58% – Jamilson Name 1,50% - Leo Matos 1,50% - Lídio Lopes 1,41% - Gerson Claro 1,33% - Onevan de Matos 1,33% - Barbosinha 1,25% - Lucas de Lima 1,25% - Marçal Filho 1,25% - Jr. Mochi 1,16% - Dione Hashioka 1,16% - Neno Razuk 1,08% - Paulo Correa 1.08% - Antônio João 1,00% - Graziela Machado 1,00% - Chiquinho Teles 0,91% - Picarelli 0,91% - Pedro Kemp 0,83% - Mara Caseiro 0,83% - Rinaldo Modesto 0,75% - Paulo Siufi 0,75%, Willian Macksoud 0,60% – Renato Câmara 0,60%.


“Vote em quem conhece bem a política e os políticos deste país: Presidente – Emílio Odebrecht – Vice Léo Pinheiro” (Sponholz)

Comentário

INCONVENIENTES É passado o tempo em que os políticos apareciam em locais públicos e eram bem vistos – atraindo a atenção e alvos de manifestações de afago dos presentes. Com o clima de indignação reinante, dependendo do local ou ambiente, os ‘ilustres’ agentes públicos correm o risco de simplesmente serem ignorados, tratados com indiferença ou até ironizados com palavras e gestos.

SEGUNDO dados coletados em pesquisas da empresa Ibrape de Campo Grande, a presença dos políticos é reprovada/rejeitada no Mercado Municipal e nas feiras livres dos nossos bairros por 88% dos seus frequentadores. No comércio a rejeição é de 68%. Já nas igrejas o quadro é ainda pior e a desaprovação da presença deles bate na marca dos 90% dos fiéis presentes. Números que justificam a manchete da coluna.

ENFIM... Esse clima de tolerância zero é reflexo do Brasil em que vivemos, fruto das mazelas dos nossos administradores, da classe política e também da estrutura utópica edificada na complexa e absurda Constituição, onde o povo paga conta. Aqui se tece louvores a democracia - sem atentar ao sistema viciado que reina nos 3 poderes.

EXTREMO A relação do povo com a classe política é tamanha que a desconfiança passou a ser a marca quanto a discutível competência sua. Ao ver uma obra concluída pelo poder público, por exemplo, o cidadão não questiona a utilidade dela - mas sim a vantagem financeira ( propina) em prol do gestor. Essa postura do povo é extensiva em todos os níveis da administração pública.

IMPOSSÍVEL esconder. O sistema atual permite gastos monstruosos do Executivo, Legislativo e Judiciário que revoltam a população. Os salários, a estrutura funcional, as mordomias, aposentadorias e as brechas para vantagens - é um acinte para os demais brasileiros e ao aposentado miserável. Esse é o regime democrático ideal? Caviar aos privilegiados e migalhas aos demais?

A PROPÓSITO: Não vejo em nenhum dos pretensos candidatos ao Planalto o discurso de mudanças de verdade do sistema. Evidente que se ousarem neste ponto não terão apoio partidário e dos políticos. São portanto pré-candidaturas comprometidas. Aí voltaremos na velha tese de que ‘as coisas mudam para ficar como estão’.

DIREITOS Quando se questiona tudo isso, as respostas dos privilegiados vem embasadas no argumento de que ‘tem direito por lei, enfim – que é legal’. Mas a explicação é simples: as leis aprovadas no Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais são em proveito próprio, divorciadas dos interesses do povo. Veja o custo mensal do vereador, deputado e senador. E qual é o benefício pra você?

REFORMAS? Pra que? O pessoal dos 3 Poderes adota aquela postura do personagem Justo Veríssimo (“Eu quero é me arrumar!”) e não quer sair da zona do conforto. Se a tímida reforma da Previdência foi um parto, imagine as outras necessárias! Em breve o país trabalhará para pagar aposentadorias e custear o funcionalismo. E esse é o Brasil que queremos?

RUBEM ALVES: “A presença de ratos na vida pública brasileira é evidência que o nosso povo não soube pensar, não sabe identificar os ratos. E não sabendo, o povo inocentemente abre os buracos pelos quais os ratos entrarão. Uma sociedade democrática entre lobos é possível porque existe equilíbrio de poder entre os lobos. Mas não é possível a sociedade democrática onde haja lobos e cordeiros. Os lobos sempre vão devorar os cordeiros...” Pelo visto, neste episódio da greve, os caminhoneiros acabaram virando os cordeiros.

‘A CAMINHO DO BREJO’ “...Um país vai para o brejo aos poucos, construindo sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inercia e pela audácia dos canalhas...” ( trecho do texto de Cora Ronai, de 2016)

“O BRASILEIRO quer um país diferente desde que não envolva sacrifícios pessoais. Quer mais Estado e menos impostos. Não é genial? Quer que as coisas mudem, que a corrupção acabe, mas sem mudar o próprio comportamento. A gente se acha malandro tirando onda de gringo otário. Quem são mesmo os otários?” ( do texto ‘O pior do Brasil é o brasileiro’ - de Mariliz Pereira Jorge)

O BRASIL mudou após a greve dos motoristas, convictos da sua força. Mostrou o apelo aos militares, o país vulnerável e refém do petróleo e rodovias que só beneficiam empreiteiras e a indústria automobilística. Mostrou um Governo dúbio, representado pelo ministro da Secretaria da Presidência da República Carlos Marun (MDB) ao estilo ‘Pit bull’ famoso na defesa do ex- deputado Eduardo Cunha (MDB) e do presidente Michel Temer (MDB). Quebrou a cara.

A LIÇÃO: Quem leu sabe: Gandhi conduziu a população da Índia para se libertar do Império Britânico sem dar um tiro, optando pela inação - fenômeno conhecido como “aimsha”, ou seja – a passividade com ordem. Imagine os caminhoneiros com um líder que pensasse mais distante, o Governo teria caído e o país arruinado. A próxima greve pode ser fatal, pois os militares não matarão os peões da estrada. É o aviso.

CHAMINÉS DA FÉ A recessão não é ampla, geral e irrestrita em Campo Grande. As igrejas evangélicas já somam 75 nomenclaturas – apenas aquelas com CNPJ e legalmente constituídas, isentas de tributos diversos. As Pentecostais lideram seguidas pelas Neo-Pentencostais. Na capital em 4 anos os evangélicos saltaram de 26% para 33% da população. Uma força eleitoral expressiva.

SUCESSÃO Comentários no saguão da Assembleia Legislativa: Cícero de Souza (PR) – ex-deputado estadual – seria o companheiro de chapa de Puccinelli (MDB). Mas seria o remédio para reverter a grande rejeição nas pesquisas? Fala-se também: aumentaram as chances de haver delação premiada de um dos presos da ‘Lama Asfáltica’. Se ocorrer o quadro eleitoral vira de cabeça pro ar e a cela ficará pequena.

CONCLUSÃO Ganha força a tese de que a sucessão estadual passaria pelo crivo da justiça federal especificamente. As sentenças condenatórias contra cardeais do alto escalão nacional – confirmadas em instâncias superiores – sinalizam que as exceções da impunidade tendem a diminuir graças inclusive ao forte clamor popular anti-corrupção.

VAPT-VUPT Na conversa com o presidente Júnior Mochi (MDB) ficou clara a disposição dele em pautar e viabilizar na Assembleia Legislativa - a aprovação do projeto do Governo Estadual que baixa o ICMS do óleo diesel. A medida do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é corajosa, ousada até em tempos de vacas magras da economia.

LAMENTÁVEL O ex-deputado estadual Roberto Moaccar Orro (PSDB) que completa 80 anos de idade em julho próximo – convivendo com a perda progressiva da visão. Segundo seu filho, deputado estadual Felipe Orro (PSDB), apesar do tratamento nos Estados Unidos, seu pai conta hoje com apenas 10% da visão. A vida como ela é...

"Queremos um Brasil diferente, mas se virem, não ousem me deixar sem mamão formosa” (Mariliz Pereira Jorge)

Comentário

PRESENTE Geraldo Alckmin (PSDB) neste sábado em Campo Grande, num evento comandado pelo governador Reinaldo Azambuja(PSDB). Seu perfil é dos melhores neste lamaçal da política brasileira. Mas ele precisa resolver rápido as questões internas do PSDB para alçar voo apresentando seu programa de governo. Afinal, candidato sem programa não vende esperança, não ganha voto. (a agenda foi cancelada em função da greve dos caminhoneiros, de acordo com justificativa)

CINDERELAS Fim do machismo na política? Para o TSE os partidos devem reservar pelo menos 30% do Fundo Eleitoral para financiar candidaturas femininas. Igual critério será aplicado ao tempo da propaganda gratuita no rádio/TV. Resta saber: elas irão mesmo reclamar na justiça eleitoral se os caciques machões optarem pela malandragem habitual na hora de dividir o dinheiro? E irão respeitar a lei no MS?

INCRÍVEL Os caminhoneiros conseguiram parar o país, provocando uma crise econômica e com chances de se tornar uma crise social sem precedentes com o temido desabastecimento como na Venezuela. Num país sem ferrovia e hidrovia, até que eles demoraram para descobrir a força que tem. Aliás, nem o ex-presidente Lula (PT) com as centrais sindicais conseguiram essa façanha. Brasil – 7ª. economia do mundo e com os pés de barro. O custo do diesel é só a ponta do ‘iceberg’. É muito imposto. Ninguém aguenta mais!

O CANDIDATO O ex-ministro Henrique Meirelles tenta se viabilizar como postulante ao Planalto. Se não bastasse o estigma do MDB, sócio há décadas do núcleo do poder corrompido; o desgaste de suas lideranças denunciadas por ilegalidades, Meirelles não tem carisma e simpatia - sua voz arrastada não entusiasma. Quem foi ao evento do MDB em Campo Grande no último dia 19 com a presença de Meirelles saiu cético. Aqui deve levar uma surra de Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas.

QUALIFICADO Meirelles é! Mas é fácil prever como se sairá em alguns Estados ao lado líderes emedebistas investigados ou denunciados pela Polícia Federal e o próprio STF. Além disso o Governo do Planalto – seu fiador político – está ruim das pernas e sem ação para enfrentar problemas do dia a dia como essa greve dos caminhoneiros. O Governo – encurralado - deve sair ainda mais enfraquecido do episódio. Quem ganha politicamente com isso? Difícil responder.

CACETE! Que país é esse!? Só pobre em cana. Eduardo Azeredo ( PSDB), ex-governador de Minas Gerais – praticou o crime em 1998 e só agora foi preso após a condenação a mais de 20 anos de prisão. ‘Engraçado’ é que só foi possível após a ‘negociação’ com a Polícia. Ora! Assim essa pratica vira jurisprudência. O bandido dita as regras para se entregar e após combinadas as regalias no xilindró.

‘NADA PODE’ Frequentemente deparamos com verdadeiras pérolas saídas das casas legislativas em todos os níveis do país. Leis inócuas, imbecis ou descabidas de nenhum senso pratico. Os vereadores da capital paulista, aprovaram lei proibindo o uso de fogos de artifício que fazem barulho. Digamos assim: na pratica só permite fogos coloridos e silenciosos. E pensar que São Paulo tem milhares de sérios problemas que merecem a atenção dos nobres legisladores.

ATENTO Assisti a fala do deputado federal Fabio Trad ao dizer não ao projeto do Governo para reduzir o PIS Cofins do diesel e zerar a CIDE até o final deste ano. Lembrou que os setores com os impostos reonerados vão repassar para o consumidor final os custos da medida governamental. Aliás, Fábio foi o único representante do MS que se levantou contra o aumento dos impostos.

‘CURIOSO’ Os petistas adotaram o silêncio como estratégia nesta crise da Petrobras. Nem poderia ser diferente. Todos de bicos calados. Pudera! Foi a ex-presidente Dilma (PT) que adotou a política de represar as atualizações dos valores e assim atender aos corruptos da base aliada (leia-se Petrolão). Um desafio para o Planalto e a Petrobras.

“O ESTADO achaca os cidadãos por meio de impostos exorbitantes; os políticos achacam a Petrobras para manter o Estado que achaca os cidadãos; a Petrobras achaca os cidadãos por meio do preço dos combustíveis que ajuda o Estado a achacar os cidadãos; os donos das frotas achacam o Estado para diminuir o preço dos combustíveis sem diminuir o preço repassado aos cidadãos na ponta final do consumidor: ao diminuir a incidência de impostos no preço do combustível, o Estado irá achacar os cidadãos de outra forma – e tudo continuará como está. Com você, cidadão, sendo permanentemente achacado por todo mundo.” ( Site Antagonista)

NOS BASTIDORES A escolha do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) como suplente ao Senado do deputado federal Zeca do PT passaria pelo comprometimento de Tetila em apoiar o deputado estadual George Takimoto (PMD) à Câmara Federal. Em tese o deputado Vander Loubet (PT) teria que garantir em outras regiões os votos que perderia em Dourados com esse acerto.

BOLHA DE SABÃO? Se levados em conta os números das pesquisas eleitorais, o ex-prefeito de Dourados Murilo Zauth terá sua cotação na ‘Bolsa Política’ cada vez mais baixa. O seu partido – DEM – lembra o cachorro velho desdentado - só late, mas não morde. Tentar voltar ao desbotado cargo de vice governador não acrescentará em nada ao seu currículo. Essa indecisão do partido é um tiro no pé.

LUA CHEIA ou Lua de Lobisomem. A procuradora geral Raquel Dodge cada vez mais temida pela classe política. Após exigir com sucesso a volta à prisão dos ex-poderosos locais envolvidos na Operação Lama Asfaltica, ela lembra: “ O eleitor vai considerar o combate a corrupção para escolher os próximos governantes”. A propósito comenta-se: novas prisões deverão ocorrer em terras guaicurus.

CAIXA PRETA Para o jornalista Elio Gaspari a Ordem dos Advogados do Brasil “se mete em tudo, vive de cobrança compulsória, não mostra suas contas, preserva a eleição indireta – tornou-se cartório de franquias e o compromisso com o direito é politicamente volúvel” A notícia de que o Tribunal de Contas da União quer auditar as contas da OAB que arrecada R$1 bilhão anual alimenta a polêmica interessante.

FAMÍLIA Não tenho os números por razões obvias, mas se exercesse a profissão de jornalista em Brasília, teria condições de aferir o número de parlamentares divorciados ou simplesmente separados. Não é difícil concluir que na maioria das vezes a causa maior está estritamente ligado as atividades rotineiras massacrantes que a política exige.

PERDAS & GANHOS Temos exemplos de divorciados de grande visibilidade: ex-presidentes Collor de Mello (PTC) , Dilma Roussef (PT) e o presidente Michel Temer (MDB). Eles e muitos integrantes do Congresso Nacional não conseguiram conciliar as atividades políticas com os deveres ou relações familiares por razões diversas e a opção pelo poder ou mandato acabou prevalecendo. Não questiono valores ou a felicidade deles, apenas registro e com respeito.

A POLÍTICA sufoca a família do político ainda nas cidades interioranas. O eleitor não respeita a privacidade do prefeito e do vereador. Na sua ótica tacanha seria apenas extensão da repartição pública com trânsito livre. Esses dois personagens da política são portanto as primeiras vítimas da atividade política que tem consequências na vida do personagem independentemente se conseguiu chegar em Brasília ou não.

VALORES Quando se vê os políticos nesta vida atribulada, de agenda maluca e situações estressantes (e humilhantes até) é de se questionar se efetivamente vale a pena. Serão os eleitores mais importantes do que a família no balanço existencial? O tempo passa num piscar de olhos; os filhos crescem sem convivência paternal. Não há amigos na política. Apenas parceiros de conveniência do poder que seduz os vaidosos.

O PODER Definições não faltam, da Grécia antiga aos filósofos atuais. Uma fala franca recente do ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB) merece registro: “Chega um momento que você não tem mais força, então você tem que fazer alianças se quiser manter o poder. Ou se não, se quiser manter a pureza vai para a academia ou para a igreja, melhor ainda”.

ARREMATE A esquerda quer fazer das últimas revelações norte-americanas sobre o ex-presidente Geisel um combustível eleitoreiro, principalmente nas universidades. Na zona de conforto, os ilustres professores universitários omitem as matanças e barbáries havidas em Cuba, na Rússia de Stalin, na China e agora na vizinha Venezuela.

“É a velha sina. A firma sempre quebra na mão de Parente” (Ayrton Baptista Jr)

Comentário

CONTRADIÇÕES Aumentou o descrédito com a política graças aos escândalos envolvendo os políticos, justamente quando se aperfeiçoam os mecanismos da transparência para fiscalizar e punir os agentes públicos por atos ilegais . Também cresce o temor de eventuais pretendentes a vida pública pelos riscos de ver manchada a biografia perante a comunidade e a justiça. Aí, desistem.

DESAFIO Os candidatos precisam incorporar urgentemente aos seus programas e plataformas o discurso da moralidade administrativa. Mas poucos estarão a vontade para isso. Em quase todos os partidos existem personagens investigados/denunciados por corrupção e outros desvios. Aliás, os partidos são coniventes com a corrupção como ficou demonstrado na Operação ‘Lava Jato’.

O DISCURSO contra a corrupção ainda é tímido, salvo exceções. O combate a corrupção como tema de campanha ou mote de governo incomoda, não é importante. Prefere-se falar de meio ambiente, igualdade racial, desemprego e outros temas. Mesmo na Assembleia Legislativa, não tenho ouvido pronunciamentos contundentes a respeito. Esquisito. Não?

A PERGUNTA que não se cala: o discurso contra a corrupção vai ganhar votos e atrair a indignação dos eleitores inconformados com o atual estado de coisas? Na edição passada citei o conselho da mãe do bilionário americano Nelson Rockefeller que queria entrar na política. Pois é: se vivesse aqui atualmente, ela “não mandaria o filho deixar a política para seus empregados”. Diria: “ não filho, deixa a política para os malandros – vamos continuar trabalhando”.

ESSA ESQUERDA... Vive no mundo da conveniência e sem coerência! Embora alegando “eu sou da paz...” o ex-vereador de Diadema (SP) Manoel E. Marinho ( ‘Maninho do PT’) e seu filho Leandro Marinho cometeram ato bárbaro na noite de 5 de abril último em frente ao Instituto Lula (São Paulo), quando agrediram o empresário Carlos A. Bertoni, deixando-o gravemente ferido prostrado ao solo e sem prestar socorro como a TV mostrou.

ESSA ESQUERDA... Na manhã do último dia 12, na frente de uma escola em Suzano (SP), a policial militar Kátia da Silva Sastre matou a tiros de revolver o assaltante Elivelton Neves Moreira. Apesar das circunstâncias e da presteza profissional da policial, a esquerda dos ‘Direitos Humanos’ questiona a sua conduta alegando excesso e espetacularização. Já quanto a tentativa de homicídio do ex-vereador ‘Maninho do PT’ e seu filho - não houve qualquer manifestação pedindo as punições deles.

‘ESQUENTA’ Repetir os 8.788 votos em Três Lagoas do pleito de 2014 é o desafio do deputado estadual Eduardo Rocha (MDB). O cenário estadual mudou, a prefeitura está nas mãos do bem avaliado Ângelo Guerreiro (PSDB) e o distanciamento da senadora Simone Tebet (MDB) é visível. O advogado e vereador André Bittencourt (PSDB) é um dos apoiados pelo prefeito Guerreiro para a Assembleia Legislativa. Para a Câmara Federal concorrerá o médico e vice prefeito Paulo Salomão (PSDB), filho de família tradicional da cidade. Portanto, um novo ciclo político em marcha na cidade.

‘REI DO NORTE’ Confortável a situação do deputado estadual Junior Mochi MDB) que tem luz própria. Obteve 35.297 votos no pleito de 2014 e hoje é beneficiado pela atuação também junto a municípios fora de sua base e pelos reflexos da visibilidade política que a presidência da Assembleia proporciona. Tenho conversado com prefeitos e vereadores da região norte e percebo a musculatura política de Mochi.

DESASTRE? No pleito de 2014 o ex-senador e candidato Delcídio do Amaral pelo PT obteve 567.331 votos. Apesar da derrota possibilitou a eleição de 4 deputados estaduais do partido. Virada a página, hoje as perspectivas não são animadoras levando-se em conta os números do pré-candidato Humberto Amaducci nas últimas pesquisas. Para piorar, a candidatura do PT ao Palácio do Planalto tende a naufragar se o ex-presidente Lula (PT) ficar de fora. Cabe o trocadilho: uma coisa afunda a outra.

NELSINHO TRAD Na eleição para o Governo do Estado em 2014, o ex-prefeito da capital era do MDB e obteve apenas 217.093 votos. Sem surpresa, pela falta de estrutura de campanha (preguiçosa) e armações nos bastidores, onde parte do seu partido fez acordo com o então candidato petista Delcídio. A própria postura do ex-governador André Puccinelli (MDB) sinalizava essa simpatia – em retribuição as generosas verbas liberadas pela presidente Dilma Roussef (PT). Será que Nelsinho (PTB) aprendeu a lição?

LULA E GIROTO Ainda presos mas sonhando com o poder. Quanto ao ex-Presidente da República a situação é irreversível. Quanto ao ex-deputado federal (Edson) pelo PR leva a vantagem de não ser condenado em 2ª. instância . Mas há questão moral que nestes tempos de indignação conta muito. No saguão da Assembleia Legislativa comentou-se que ele cederia a vaga para o ex-conselheiro Cícero de Souza – já filiado ao PR. Mas não procede: Cícero tem horror de avião e toparia voltar a Assembleia Legislativa, onde já foi presidente inclusive.

‘MUY AMIGO’ Os políticos se igualam: falam só o que lhes interessam. Em recente entrevista a rádio CBN na capital, o ex-governador Puccinelli (MDB) – embora não tivesse sido perguntado – não fez referências ao ex-deputado Edson Giroto (PR) , aos episódios ( dele André) que culminaram com sua prisão/ tornozeleira eletrônica e nem sobre as denúncias de corrupção nas obras do Aquário do Pantanal com desvios de R$2 milhões segundo a Polícia Federal em 11/05/2017. Puccinelli falou muito, mas escondeu o principal. E pergunta-se: ele já visitou Giroto e o empresário João Amorim ( Solurb) na cadeia?

INFLAÇÃO O eleitor pode até não perceber mas ela existe também nas campanhas eleitorais. Tenho ouvido notícias interessantes sobre a relação entre vereadores e candidatos. Ignorando a tal lealdade partidária e outros aspectos locais, vereador de cidade pequena está pedindo R$30 mil para atuar como cabo eleitoral. O candidato fica em dúvida; se pagar adiantado não há garantia do trabalho e lealdade do vereador; se não fechar o ‘negócio’, pode perder votos para a concorrência. Imagine o papo entre o candidato e vereador. É melhor tapar o nariz.

O PALADINO Em março de 2004 o então ministro de Casa Civil, José Dirceu (PT), disse: “Eu sei que todos que estão nesta convenção sabem que nós estamos mudando o Brasil. Primeiro porque acabou a corrupção no governo do Brasil...( )”. Agora o TRF da 4ª. Região rejeitou seu recurso contra a sentença do juiz Sergio Moro que o condenou a 30 anos e 9 meses de reclusão. Fará companhia aos companheiros do PT ‘hospedados’ na ‘pensão’ em Curitiba’.

RECORDAR é viver. “Nós criamos um partido para ser diferente de tudo o que existia. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo” – discurso de Lula em maio de 2014. “Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do “homem mais honesto do país”, enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto Lula são atribuídos a dona Marisa?” ( trecho da carta do ex-ministro Palocci pedindo a desfiliação do PT)

DOIS ANOS... O tempo passa! Em11 de maio de 2016 foi cassado do mandato do ex-senador Delcídio do Amaral (PT). No dia 17 seguinte o suplente Pedro Chaves (PRTB) assumiu e faz bonito: relator da Reforma do Ensino Médio; protagonista do empréstimo no BID para implantar o projeto, relator do Projeto da Ponte Bioceânica do rio Paraguai em Porto Murtinho, responsável pela viabilização econômica do Projeto Reviva Centro na capital, relator da Reforma do Código Comercial e da Lei do Pantanal, além de defender a implantação da Zona Livre em cidades fronteiriças. Ainda viabilizou recursos superiores a R$93 milhões para áreas diversas dos municípios do MS.

PLACAS ZERO Será que é tão difícil e caro identificar as ruas com placas? Em cidades paulistas as prefeituras recorrem aos patrocínio comercial que oferece retorno financeiro aos patrocinadores pela visibilidade proporcionada. Aqui em Campo Grande, os últimos prefeitos não deram importância ao problema e nem os vereadores abraçaram a causa. Vergonhoso cobrar um ato administrativo tão elementar. Francamente...

DR. ODILON O candidato ao governo pelo PDT parece ter convencido a todos de que veio para ficar. Evidente que enfrenta um mar de dificuldades – a começar pela pouca estrutura partidária financeira. Os adversários atentos - não perdoam qualquer deslize dele como a referência à Ditadura Militar. Mas é preciso ser levado em conta o alto índice de eleitores que não se manifestaram nas pesquisas. Elas seriam idôneas ou adotariam o critério PG – pagou ganhou?

PRA PENSAR...Um major e dois tenentes-coronéis entre os 20 militares presos pelo Gaeco e a Corregedoria da Polícia Militar. O que estarão pensando os subordinados destes colegas graduados que deveriam dar bom exemplo? O que estará pensando a população destas cidades comandadas pelos ‘ilustres’ oficiais. Fica a dúvida natural: eles seriam capazes apenas de facilitar o crime do contrabando de cigarros ou ‘algo mais’? A polícia virou caso de polícia. Socorro!!! E pra quem? O Chapolim Colorado agora só na TV a cabo.

DECIDE? Com 37% do eleitorado do MS, Campo Grande atrai os políticos. Em tese o seu prefeito capitaliza cacife eleitoral para até decidir a sucessão estadual. Assediado, o prefeito Marcos Trad (PSD) tem sido um contorcionista. Ele é sabido – sabe qual é o caminho para chegar ao Parque dos Poderes. Age como o seu pai (ex-deputado Nelson Trad (PTB), que não se revoltou em público quando o ex-governador Pedro Pedrossian o sacaneou naquela campanha para prefeito da capital. Marquinhos também assimilou discretamente como deputado as sacanagens do ex-governador Puccinelli.

“Ninguém vai queimar um pneuzinho no asfalto pro Zé Dirceu?” (na internet)

 

Comentário

CENÁRIO É preciso ver com outros olhos o quadro político estadual. Não há mais o partido protagonista absoluto. Temos o MDB, o grupo da família Trad (um prefeito, um vereador, um deputado federal e um ex-prefeito) em partidos diferentes, o PDT, o Democratas, o Partido dos Trabalhadores, o PP do ex-prefeito Alcides Bernal, o grupo do ex-deputado Londres Machado no PSD e o PRB representado pelo senador Pedro Chaves. Cada qual com sua representação na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Ninguém pode ser desprezado no frigir dos ovos.

HIPOCRISIA Enfastiado talvez com a mesmice do mundo financeiro, o bilionário Nelson Rockefeller (3ª. geração) teria comunicado à sua mãe a intenção de entrar para a política e levou um sonoro pito: “Filho - isso a gente deixa para nossos empregados”. No fundo, para a matriarca, o termo ‘empregados’ incluía políticos de uma forma ou de outra vinculados ao poder financeiro da família. Com republicanos ou democratas na Casa Branca, a família Rockefeller continuaria e continua influente.

DINHEIRO É algo que faz o mundo girar possibilitando poder e prestígio. É errado do ponto de vista moral, mas verdadeiro na prática. Um exemplo por aqui é o empresário João Amorim que se deu bem na prefeitura de Campo Grande (gestão de Nelson Trad Filho (PTB) e no Governo Estadual (gestão de André Puccinelli (MDB), alvo de questionamentos judiciais pelas irregularidades apontadas pelas autoridades. É por isso que virou freguês do xilindró. Nem óculos escuros usa mais perto da imprensa.

JOÃO AMORIM não pode ser comparado à estatura de um Rockefeller e nem com empresários em nível nacional – hoje condenados pela Justiça Federal por trapaças e corrupção generalizada que dispensam citações. Se não pode ser medido pela astúcia e preparo intelectual do mega empreiteiro Marcelo Odebrechet, o pragmático João Amorim soube aproveitar o terreno fértil para abocanhar os serviços de terceirização ou de empreitadas de obras diversas. Delas ganhou o mundo e o fundo.

GULOSOS Essa a marca registrada dos empresários com interesses na gestão pública. Sabem que ‘azeitando’ a máquina, plantando gente influente em setores estratégicos só terão a ganhar. Investir também em candidaturas pode garantir o apoio declarado ou o silêncio da conivência. Aliás, sobre a corrupção por aqui, não ouço por parte dos políticos, cobranças por apurações. Um silêncio estranho com a marca da suspeição.

SAIA JUSTA É a situação da deputada estadual Antonieta Amorim (MDB), ex-mulher do ex-prefeito Nelson Trad (PTB) e irmã de João Amorim – detentor de contratos milionários através da Solurb – objetos de questionamentos judiciais. Ela optou pelo silêncio enquanto parlamentares de seu partido foram sutis para evitar opiniões. Insisto: não ouço nos plenários legislativos discursos críticos – com a devida veemência – contra os casos nossos de corrupção. Entendo a preferência por amenidades e outros temas afins. Mas não aceito.

SEGUNDO inquérito da Polícia Federal, a deputada seria uma das proprietárias do condomínio de fazendas constituído com verba pública desviada de suposto esquema de fraudes em contratos e pagamentos de propina. É de mais de R$ 60 milhões o valor de imóveis rurais adquiridos por membros da Família Amorim nos últimos anos, segundo inquérito da Polícia Federal. Pessoal sortudo!

‘BRAZIL’ Pelo fato da citada deputada ser beneficiária do Foro privilegiado, o trecho do Inquérito conhecido como ‘Operação Fazendas de Lama’ envolvendo o seu nome teria sido remetido ao Tribunal Regional Federal da 3ª. Região. Quando da prisão de seu irmão João Amorim naquela ocasião, a deputada não foi visitá-lo na prisão. Agora, perguntada pelo colunista – no alto de seu sapato - ela prometeu que não deixará de fazê-lo. Claro, sem perder a classe e longe dos holofotes da mídia. “Noblesse oblige” – A nobreza obriga, isto é, a posição social impõe certas regras.

A PROPÓSITO O fato da soltura do ex-deputado Edson Giroto (PR), do empresário João Amorim e outros ter sido concedida pelo desembargador Paulo Fontes (TRF-3ª. região), o mesmo que no final de 2017 concedeu habeas corpus ao ex-governador André Puccinelli (MDB), tem provocado comentários irônicos também nos meios jurídicos.

DESTACO o termo “desrespeitosa” da Procuradora Geral Raquel Dodge para classificar a decisão do desembargador Paulo Fontes na concessão de liberdade aos acusados citados. Dodge destacou as 5 evidências de lavagem de dinheiro e criticou os argumentos constantes na libertação, segundo “os acusados não oferecem perigo à ordem pública”. Já o ministro Alexandre de Moraes (STF) foi taxativo ao classificar como “um verdadeiro absurdo” e ilegal a decisão do TRF-3 em 19 de março contra decisão do próprio Supremo.

NITROGLICERINA Não sejamos ingênuos. A prisão de Edson Giroto (PR) pela 4ª. vez motiva opiniões no saguão da Assembleia Legislativa. Alguns dos questionamentos que ouvi: “Acuado e pressionado pela família, o ex-Secretário de Obras ( Edson Giroto) poderia acabar fazendo uma delação premiada?” “Qual será desta vez a postura do ex-governador André Puccinelli (MDB)? Irá visitar Giroto na prisão? Finalmente dará uma entrevista coletiva para falar a respeito do delicado caso?” São questões que povoam o imaginário popular neste cenário de notícias e imagens policiais ruins.

CONSEQUÊNCIAS Também no campo político elas tendem a ser ruins com mais essa prisão do ex-deputado federal Edson Giroto e líder máximo do PR aqui no Estado. Afinal, seu partido – com a saída dos deputados Paulo Corrêa e Grazielle Machado e do ex-deputado Londres Machado – caminha para apoiar a candidatura ao governo de André Puccinelli – coligado ao MDB. Teriamos um cenário interessante: o ex-governador Puccinelli – candidato a governador – tendo ao lado o ex-secretário Edson Giroto – alvo destas denúncias graves. O que o eleitor pensa neste clima de indignação que tomou conta do país? Essa é a pergunta!

ADHEMAR DE BARROS Ainda menino conheci o ex-governador de São Paulo. Impossível esquecê-lo: calça de linho com pregas, suspensórios, camisa de manga comprida e chapéu de feltro. Discurso pausado e com tiradas que arrancavam risos e aplausos. Mas eu quero ressaltar que ficou de suas gestões foi a imagem de gestor corrupto ou conivente com as mazelas como mostram as notícias e casos folclóricos. Hoje aquela famosa frase atribuída ao Adhemar,“rouba mas faz”, não pode continuar servindo de parâmetro na escolha de nossos governantes.

REGISTRO Bem que o senador Romero Jucá – líder do Governo no Senado – queria o cargo, mas a senadora Simone Tebet (MDB) líder do Planalto na casa, prestigiou o senador Waldemir Moka (MDB) para o honroso e espinhoso cargo de Relator Geral do Orçamento. O pior: nos bastidores o presidente Michel Temer (MDB) costurava em prol do senador Romero Juca também do MDB, um partido pragmático demais do outro lado do balcão. Sem fiado! Dos 18 senadores do MDB – 12 são investigados.

O QUADRO no Senado é horrível. Dos 13 senadores do PSDB 9 são investigados ou respondem a processo; dos 9 senadores do PT, 6 investigados; dos 7 do PP, 4 investigados, dos 5 do DEM, 2 investigados; dos 5 do PSD, 2 investigados; dos 2 do PTB, 1 é investigado; dos 2 do PC do B, 1 investigado; dos 5 do Podemos, 1 sob investigação e o único senador do PTC está sob investigação. Só gente fina.

DESEMBARQUES O desembarque do Governo Estadual pelos deputados do MDB quase coincide com o desembarque da Normandia pelas tropas aliadas no 2ª. Guerra em 6 de junho de 1944. Mas aqui o desembarque foi pacífico. Na análise política da decisão fica a certeza de que para alguns deles a reeleição ficou mais difícil. Sem contar a eventual desistência da candidatura do ex-governador Puccinelli (MDB), caso ele volte a ser detido para investigações pela Polícia Federal a exemplo de Edson Giroto. Tudo é possível.

MARATONISTA Logo após o retorno da Coréia onde representou o Brasil, o senador Pedro Chaves (PRB) continua ativo como relator do novo Código Comercial para torná-lo moderno e alinhado às normas internacionais. Nesta sexta feira ele preside audiência para debater o assunto na Assembleia Legislativa. Um dos convidados é o professor da PUC de São Paulo – dr. Fabio Ulhôa Coelho, um mestre reconhecido na área.

BELEZA Só 4 meses de mandato e o deputado Fabio Trad (PSD) não decepcionou ao ser classificado como o 12º parlamentar mais atuante na Câmara. Participou de 64 debates, apresentou 11 projetos de lei e atuou como titular na CCJ e na Comissão revisora do novo Código de Processo Penal. É o deputado mais bem avaliado de MS. Objetividade - esse o lema do deputado.

NA ESTRADA Estive com Gerson Claro Dino, hoje filiado ao PSB. Disse-me que é candidato a deputado estadual e que sua eleição servirá inclusive para demonstrar sua inocência nas acusações do caso Detran, onde foi diretor. Advogado, com boa visão da política estadual, acredita na reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com quem caminhará. Boa sorte.

FRANCAMENTE... Esperava mais do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa que não levou em conta seu desempenho nas pesquisas eleitorais ao se manifestar num texto pobre, mixuruca de 3 linhas, abrindo mão da candidatura. Faltou-lhe sensibilidade ou preparo na redação do texto. Poderia até ter alegado as dores nas costas que teriam motivado abrir mão dos 11 anos na mais alta corte do país. Enfim, mais uma vez as aparências enganam. Bom retorno à Miami.

CANSAÇO Sob sol forte na fila da biometria conversei com alguns eleitores ali na rua Calógeras aqui na capital - no último dia do procedimento. O pessimismo deles com as eleições era visível. Estavam ali só para evitar problemas legais. Seria bom que os candidatos tivessem percorrido os locais da biometria para aferir o pensamento do eleitor. Esses mais de 70 mil eleitores que não se recadastraram deram as costas para o sistema atual. Será que os políticos perceberam isso?

“Incoerência: o eleitorado corrupto procurando o político honesto” (na internet)

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Comentário

SOCORRO!!! A preocupação às vésperas das eleições para as câmaras municipais se repete no pleito que irá definir a composição da Assembleia Legislativa para o próximo quatriênio. Aferindo o potencial de alguns nomes que aparecem em pesquisas infladas ou não, fica a nítida impressão de que o eleitor em matéria de conscientização deixa a desejar. É a passividade que desemboca na cumplicidade.

Ô COITADOS! Depois do deputado Paulo Maluf (PP) ir pra casa, é a vez de outro ‘benemérito’, o ex-deputado (11 mandatos) Henrique Alves (MDB). O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) e o ex-ministro Geddel V. Lima (MDB) também querem! Mas a exemplo de Sergio Cabral MDB (ex-governador do Rio) terão que esperar um pouco mais até a mídia esquecê-los. Esse é o país que eu quero?

MAIS UMA O MDB estadual anuncia evento na capital com distribuição de formulário para o eleitor registrar seus anseios administrativos. Pura encenação para se tentar fugir da mesmice, daqueles mesmos personagens e discursos. O eleitor presente já é comprometido, carimbado, em busca de vantagem pessoal. Discutir a transparência e o combate a corrupção seria bem mais interessante. Fica a sugestão.

SEM SAÍDA? Cresce o número de quem admite votar no deputado Jair Bolsonaro (PSL), esquecendo que ele é somente reflexo da pressão moral e emocional no trato de desafios sociais como segurança, corrupção, tráfico de drogas e criminalidade. Age como o religioso de curas impossíveis e que vai exorcizar o demônio. Mas o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB) também sonha com o Planalto. Pelo visto sarou das ‘terríveis dores nas costas’ que o levaram a renunciar aos 11 anos restantes do cargo.

PASMEM! Bolsonaro (PSL) é o segundo menos rejeitado de uma lista de 6 nomes: 49,6% contra 45,5% do ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB) em pesquisa recente onde aparecem o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e ex-senadora Marina Silva (Rede). A amostra é do Instituto Paraná, registro BR 2853/2018 no TSE.

ENCURRALADOS A crise é tal que não há dentre os 513 deputados federais e os 81 senadores um nome que os agregue num projeto nacional. Aliás, na pesquisa do Forum Econômico Mundial em 137 países, os nossos políticos foram tidos como os menos confiáveis. Paralelamente a essa carência, o país assiste as dificuldades da ‘Lava Jato’ em avançar contra a corrupção. O Judiciário recorre às normas inadmissíveis em países sérios do Primeiro Mundo.

PERGUNTAS ainda sem respostas. Quem o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) apoiará para o Governo Estadual? Deflagrada a campanha eleitoral o ex-Juiz Odilon de Oliveira (PDT) ampliará a liderança ou desabará nas pesquisas? Deputada Tereza Cristina (DEM) ou Edson Giroto (PR): qual deles receberá o apoio direto de Carlos Marum? (ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República)

EM TEMPO O ministro Carlos Marum (MDB) é ‘peso pesado’ também nas urnas e seu cacife eleitoral – que presume-se intacto - é invejável. Elegeu-se com 91.816 votos no pleito de 2014, contingente capaz de lotar 1836 ônibus com 50 poltronas cada. Agora, com a caneta (torneira das emendas) generosa quer deixar sua marca rumo talvez ao Tribunal de Contas da União ou até cultivar soja no Piauí. Quem sabe!

TRANSFERIR prestígio é um desafio. Inclusive especula-se a eventual influência positiva do ministro Marum na candidatura do ex-governador André Puccinelli (MDB). Como se sabe, Marum alçou todos os degraus da política pelas mãos de Puccinelli e agora seria a vez da retribuição. Confirmar essa hipótese seria prematura pelo clima de insegurança jurídica e eventuais estragos da ‘Lava Jato’ ou da ‘Lama Asfaltica’.

SINTONIA Filiado ao PSD o ex-deputado estadual Londres Machado continua ativo. Na última quinta ele esteve com Dirceu Lanzarini, Subsecretário de Assuntos Institucionais do Governo Estadual. Em pauta a sucessão estadual; ambos são líderes interioranos. Lanzarini foi prefeito de Amambai por 3 vezes e com excelente penetração na fronteira e no Cone Sul.

NO ALTAR? Se dependesse dos deputados estaduais do MDB, a aliança do partido com o PSDB já seria ‘fava contada’. Eles fazem os cálculos e a incerteza nas urnas é incontestável. Querem a proteção do ‘guarda chuva’ para garantir mais um mandato. Sobre isso, ouvi no saguão da Assembleia Legislativa observação curiosa: a relação do governador Reinaldo (PSDB) com os emedebistas é tranquila, mas o entrave seria o ex-governador Puccinelli (MDB). Perguntar não ofende: “consultaram o eleitor?”

GAVETA A tese de que os políticos investigados temiam o fim do foro privilegiado deve ser vista com reservas. Boa parte deles, pelos favores ou boas relações com o Judiciário de seus Estados, não teriam dificuldade de cobrar do poder de toga a reciprocidade. O senador Aécio Neves (PSDB) pode até renunciar ao mandato e escapar da cadeia com o processo correndo em Minas Gerais, onde tem bala na agulha.

ENFIM... também nas justiças estaduais não faltam colete salva-vidas para os políticos de todos os partidos, como uma espécie de gratidão. Afinal, em algumas situações que envolvem repasses e outros interesses do Judiciário, a necessidade do aval do poder político se faz presente. Mas eu lembro que o eleitor – sério ou sacana – enxerga essa realidade.

QUERO MAIS... Assim pode ser definido o gosto do homem pelo poder, desde em que o mundo é mundo. Pois é! Das 513 ‘excelências’ na Câmara Federal, 447 já disseram que disputarão a reeleição, 18 ainda estão indecisas e 48 resolveram desistir. Daqui, só os deputados Carlos Marum (MDB) e Zeca do PT não tentarão a reeleição. Portanto, nem sempre se confirma a tese de que a safra de políticos – como os perus – se renova sempre, embora ambos fazem glu-glu.

NOTA 10 Foi gratificante participar como entrevistado do programa ‘Papo de Redação’ na Rádio CBN-Campo Grande. Por quase uma hora debatemos com os colegas Otávio Neto e Lucas Mamédio assuntos relacionados à política local e nacional. Um papo sem censura onde manifestamos nossa opinião acumulada na experiência pessoal de 50 anos de jornalismo. O programa, disponível no Facebook da emissora.

VITIMIZAÇÃO Fenômeno verificado também no cenário eleitoral. É o que ocorre agora com o ex-presidente Lula ainda preso. Perguntado pelo jornalista Otávio Neto (CBN) se o mesmo caso não se aplicaria ao ex-governador Puccinelli (MDB) - ponderei: o eleitor do ex-presidente é da classe baixa, beneficiado pelos seus projetos sociais. Já o eleitor do ex-governador é na sua maioria da classe média, que paga a conta e tem outros critérios de avaliação.

PERA LÁ... O Governo Lula emprestou dinheiro à Venezuela e Moçambique que deram o calote. Agora o Congresso corta a verba do seguro desemprego para cobrir o buraco do BNDES. O ideal seria descontar a dívida R$1,164 bilhão do Fundo Partidário do PT. O pior foi o ministro Carlos Marum (MDB) – da Secretaria do Governo - comemorar dizendo “Foi uma vitória do bom senso”. Eu diria que foi uma ‘Vitória de Pirro’. Deslumbrado com o cargo, o ministro fala muito e as vezes é inconveniente.

O BRASIL está zonzo. Os números inflados das pesquisas não refletem a realidade. A inflação em baixa não compensa a desaceleração da economia. A iniciativa privada é quem paga essa conta salgada da carga tributária. Em qualquer cenário ou debate uma pergunta: quem é que está lucrando além dos bancos? E será que a bola mágica do Neymar na Copa da Rússia conseguirá reverter esse baixo astral antes das eleições?

‘A MINA’ No papo com o colega Mansour Elias Karmouche, presidente da OAB/MS) a questão dos efeitos do julgamento em 2ª Instância. Reafirmou a posição alinhada ao STF - mas admitiu que os altos honorários pagos aos advogados fomentam doutrinas e recursos de efeitos práticos discutíveis. Enfim, é a advocacia surfando em plena crise.

NÃO PERTUBE Embora a regra do TSE fosse válida desde 2014, só agora o TSF sacramentou através da decisão do relator Edson Fachin e de mais sete ministros proibindo o uso do telemarketing na propaganda eleitoral. A norma fora contestada pelo PT do B sob o argumento que a proibição fere a liberdade dos candidatos. Um incômodo a menos para o eleitor.

PONTO FINAL Será que o primeiro mês de cadeia foi suficiente para o ex-presidente Lula calçar as sandálias da humildade? Suas cartas ou ‘epístolas’ serão a plataforma do programa do PT? Até aqui sua arrogância continua perdendo para o Juiz Sergio Moro. E pensar que o Lula deu dinheiro para Moçambique ‘para pagar dívida histórica devido a escravidão’, quando teria sido mais um trambique do esquema da empreiteira Odebrescht e o PT.

“Odeio os políticos do Brasil. São uns safados” (atriz Laura Cardoso – 90 anos)

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