Timber by EMSIEN-3 LTD
  • 10 anos
  • unigran topo
Manoel Afonso

Manoel Afonso

ESQUECIDO: Falecido em dezembro de 2019, o ex-vereador, ex-prefeito e ex-senador Juvêncio C. da Fonseca (MDB) ainda não foi homenageado pelo poder público, ao contrário, por exemplo, de Lúdio M. Coelho (PSDB) cujo nome batiza uma avenida da capital. A viúva Suely Brandão abordou o fato com o ex-vereador Elias Dib (MDB).

FABIO PERÓ: Claro, as ações da prefeitura e do Governo Estadual pesaram para Campo Grande chegar ao título da capital mais segura do país. Neste contexto merece destaque o delegado Fabio Peró (Garras) no combate ao crime organizado. Sua atuação de repercussão nacional (Operação Omertá) ‘despercebida’ na Câmara Municipal e Assembleia Legislativa, onde autoridades e cidadãos de valor são homenageados.

VALE A PENA : O poeta Fernando Pessoa dizia: ‘tudo vale a pena desde que a alma não seja pequena’! Aí emendo: “Tudo vale a pena desde que a mala não seja pequena. Casos do ex-ministro Geddel Vieira (MDB) do Governo Temer e do ex-assessor Rocha Loures (MDB), ambos libertos apesar de flagrados com milhões de reais em malas que ficaram famosas.

‘JURASSIC PARK’: Esqueçam os 20 milhões de assassinados por Josep Stalin e os 70 milhões de mortos por Mao Tsé Tung. Incrível, o Partido Comunista do Brasil integra a ‘Frente Ampla pela Democracia’ também no MS. Estranho, pois no MS, em todas as eleições, os candidatos do PC do B são rejeitados. Uma piada: “Comunistas falando em democracia”. Conta outra, conta!

NO ALTAR: A fusão do DEM (28 deputados) e o PSL (53 deputados) caminhando e resultará em mais grana do Fundo Partidário e maior tempo no rádio e TV. Pequeno na estatura física, mas gigante nas costuras políticas, ACM Neto acha que assim a terceira via presidencial será viabilizada. O senador Rodrigo Pacheco, da poderosa Minas Gerais, seria o nome. Uaiiii!

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): recebeu do Governo e pautou projetos como da redução do ICMS da energia; participou da recepção ao presidente da Gol Aviação na Casa Civil; prorrogou medidas restritivas na Casa até 15 de outubro. José Teixeira (DEM): conhecedor do segmento, voltou a defender o agronegócio mostrando sua importância econômica e social para o país e Estado; Lucas de Lima (Sol): Autor de projeto instituindo resgate e tratamento veterinário pelas concessionárias dos animais e aves silvestres ao longo das rodovias no MS. Amarildo Cruz (PT): atento ao programa de vacinação anti Covid-19 aos trabalhadores em contato com o público no dia a dia de suas atividades. João H. Catan (PL): autor de Proposta de Emenda a Constituição que possibilita a maior descentralização da gestão pública.

SALTO ALTO... Esperava-se muito mais dela. Divorciada do MS, a senadora Simone Tebet (MDB) reaparece sob holofotes da CPI da Covid. Mas isso não basta, segundo as pesquisas para o Senado, onde ela perde feio para a ministra Tereza Cristina (DEM) e a deputada Rose Modesto (PSDB). Também na política as aparências as vezes enganam.

COMPARANDO: O senador Nelsinho Trad (PSD) parece um veterano no Senado. As notícias mostram sua atuação incessante, liberando verbas para a capital e interior. Na outra ponta, Simone esteve praticamente reclusa no gabinete nestes anos de mandato e perde espaço até no MDB local. E sua posição contra o Planalto só piora as coisas. Nosso Estado é conservador.

HISTÓRIA: Ex-prefeito de Campo Grande e ex-governador de Mato Grosso, Arnaldo Estevão de Figueiredo cursou agrimensura em Pelotas (RS) para onde ia de navio. Em 1917 demarcou os distritos de Ribas do Rio Pardo e Jaraguari. Governador, inaugurou a Estrada de Ferro Noroeste com o presidente Gaspar Dutra. Renunciou ao Governo para tentar o Senado e perdeu para Silvio Curso. Faleceu em 1991 aos 92 anos de idade.

DUAS JUSTIÇAS: A opinião pública é uma, baseada nos costumes e valores morais. É a voz do povo. A outra - é a técnica - alicerçada em códigos e nem sempre reflete a verdade. Portanto, essas decisões do STF beneficiando os apenados da Operação Lava Jato já causa indignação popular. A ‘inocência’ do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) é um exemplo. Vêm aí mais casos escabrosos.

HELIO PELUFO: Bom o papo com o prefeito (PSDB) de Ponta Porã. Arejado, acha que sua cidade é maior que o estigma de violenta (por conta do lado paraguaio). Lembra que a região é fortíssima no agronegócio. Eleito por mais de 90% dos eleitores, ele tem compromisso de concluir o mandato e é grato aos investimentos do Governo Estadual na sua cidade. Beleza!

AÇÕES PARLAMENTARES: José C. Barbosa (DEM): Enalteceu o projeto do Governo de reestruturação dos policiais e bombeiros militares. Antônio Vaz (REP): seu projeto cria o programa do Jovem Doador de sangue e medula; proposta incentiva a energia solar; cria o Abril Azul de conscientização do autismo: Lídio Lopes (Patri): ativo no lançamento na 24ª. Conferência da Unale na capital nos dias 24/25/26 de novembro. Capitão Contar (PSL): aprovado seu projeto prevenindo e combatendo a depressão; é contra o projeto do Governo reduzindo a autonomia dos fiscais; Marçal Filho (PSDB): Tem projeto instituindo campanha permanente de doação de órgãos; manifestou-se pela defesa do agronegócio em nosso Estado.

‘SÃO MICHEL’: A agua benta do ex-presidente Michel Temer (MDB) é forte. Não se fala mais do crime de responsabilidade do presidente Bolsonaro no 7 de setembro. Juridicamente, foi estranho o cessar fogo após uma ‘conversa republicana’ (de 4 horas) entre o ministro Alexandre de Moraes e o ministro da justiça Anderson Torres. Temer: pizzaiolo milagroso.

SEM RUMO: São 14 os prefeitos do Democratas e preocupados com o futuro da sigla por aqui que mais parece um ajuntamento de pessoas, onde cada um cuida de si. Já é reflexo do ambicioso presidente nacional ACM Neto focado no próprio umbigo. Um balão de ensaio, pois ele sabe que no Brasil, (a exemplo daqui), não há espaço para 3 candidaturas.

PREVISÕES: A ministra Tereza Cristina deve deixar o DEM e procurar abrigo numa sigla alinhada ao Governo Estadual. Pode ser o PP ou o PL. O desafio será manter o vínculo com o Palácio do Planalto ficando ao lado do governador Reinaldo (PSDB). Ela sabe: precisará de recurso$ para montar um bom time de candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

PERGUNTA-SE: Em tempos de fusão DEM - PSL questiona-se as identidades entre suas lideranças. Como o ex-ministro Mandetta conviveria com os defensores ferrenhos do presidente Bolsonaro? Neste contexto não há espaço para o ex-ministro. Se tentar à Câmara terá a concorrência do deputado Fabio Trad (PSD) e optando pela Assembleia Legislativa terá o vereador Otávio Trad (PSD) – que já é candidato declarado.

PODER DE FOGO: O governador Reinaldo é o grande influenciador destas eleições. Vai bem, cacifado, atende deputados e prefeitos sem discriminação partidária. Neste ritmo sua avaliação positiva é progressiva. Com isso atrairá alianças e apoiamentos de lideranças municiais (prefeitos e vereadores) para o candidato Edurdo Riedel (PSB) e Tereza Cristina.

DEPUTADOS AÇÕES: Mara Caseiro (PSDB): pede viatura policiais para Porto Marumbi; requer auxílio para a APAE de Naviraí; declarada de utilidade pública o Centro de Equoterapia de Aparecida do Tabuado. Pedro Kemp (PT): Focado na defesa dos trabalhadores do Governo Estadual que atendem na educação, saúde e segurança contra o Covid. Neno Razuk (PTB): Destinou R$40 mil à saúde de Bonito; enaltece a volta da Caravana da Saúde repaginada; pede ponto de concreto para zona rural de Juti. EvanderVendramini (PP): preocupado com ameaça do desemprego de 500 mil trabalhadores pelo autosserviço dos postos de combustíveis; reforça necessidade de melhorias aos povos indígenas de MS. Gerson Claro (PP): esteve na MS. Gás em tratativas de seu projeto de canalização do gás para Sidrolândia; sempre em contato com entidades civis e lideranças de assentamentos de Sidrolândia e região.

COMPLICAÇÕES: O contato social vem exigindo cuidados dos políticos. As mortes dos deputados Onevan de Matos (PSDB) e Cabo Almi (PT) advertiram: a morte é democrática, não discrimina! Mas os deputados confessam sentirem a falta do público nas sessões, dos abraços e de olhos nos olhos. “O exercício da política exige alma, coração e proximidade”, lembra o deputado Lucas de Lima.

TIRA E PÕE: A última votação na Câmara Federal murchou os poderes do Tribunal Superior Eleitoral quanto as regras do pleito de 2022. Os deputados cuidam do próprio umbigo, é claro. O que valeu em 2018 deve ir para o brejo. Não creio que o Senado rejeite as mudanças da Câmara, pois elas visam beneficiar a versátil classe política.

NOVOS TEMPOS: Assim como os cobradores de ônibus foram descartados, pode chegar a vez dos frentistas dos postos de combustíveis. São 500 mil deles que poderão perder o emprego. Pensando nisso o deputado Evander Vendramini (PP) quer a bancada federal do partido votando contra a MP que tramita na Câmara Federal. Uma parada indigesta. Concorda?

INCERTEZAS: O processo do ‘Marco Temporal’ sem prazo para ser julgado pelo STF preocupa produtores rurais aqui no Mato Grosso do Sul. O empate (1 x 1) até aqui mostra que a questão não é simples. Há muitos interesses em jogo e interpretações diferentes da Constituição Federal sobre o assunto. Essa guerra parece não ter fim.

Somos o povo que berra o insulto e sussurra o elogio (Nelson Rodrigues)

Comentário

TENTAÇÃO: A deputada federal Rose Modesto vive o dilema: sair do PSDB, disputar o Governo pelo Podemos ou apenas tentar a reeleição para se cacifar visando disputar a prefeitura da capital em 2023? No fundo, só buscaria maior espaço no Governo? Bonita e sabida, Rose sabe que a disputa pelo Governo exige estrutura partidária forte e os recurso$ imprescindíveis.

BASTIDORES: Outras lideranças torcem para Rose deixar a sigla e provocar um racha na sigla. É o caso do ex-governador Puccinelli (MDB) que tem feito acenos e sonha com dividendos eleitorais lá na frente. Mas, convenhamos, tudo isso não passaria de meras articulações pré-eleitorais. Até a janela partidária (em abril) muita coisa vai ocorrer. E como vai...

A PROPÓSITO: Em ano pré eleitoral, envolvidos e denunciados no escândalo da ‘Lama Asfáltica’ perdendo de vez o sono com a instalação do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na unidade do Ministério Público Federal aqui no MS. São procuradores vindos de fora, imunes as influências políticas de figuras suspeitas no caso escabroso.

‘GÊNIOS DA LÂMPADA’: Presentes nos legislativos de todos os níveis. Faltam-lhes assessoria e bom senso. Focando temas diversos, o conteúdo de algumas das propostas chama a atenção pela abordagem curiosa. ‘Mama mia’: não se mede a produtividade parlamentar pelo número de propostas, visto que o mandato tem outras atribuições legislativas. As vezes é melhor se calar.

BOBAGENS: Não são exclusividades dos parlamentares. No serviço que o Senado mantém na internet para acolher projetos de cidadãos, não faltam pérolas. Uma delas pede punição com multa ou até prisão para os curiosos que se aglomeram perto dos acidentes em vias públicas dificultando assim o serviço de resgate policial e dos bombeiros.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): pediu a reforma e compra de equipamentos para as escolas de Jardim; recepcionou prefeito e vereadores de Amambai que vieram agradecer pelo êxito da vacinação anti Covid. José Teixeira (DEM):tramita na Casa seu projeto incentivando a doação de sangue com mensagens; acompanhou entrega de obras pelo governo em Dourados; Lucas de Lima (Sol): tem projeto para implantar anticoncepcional gratuito nas mulheres em situação de rua e de baixa renda através da Rede Estadual de Saúde. João H. Catan (PL): projeto seu quer os 2.492 presos no MS. pagando pelos custos da tornozeleira eletrônica. Marçal Filho (PSDB): com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) entregou cartões do ‘Mais Social’ em Dourados; em Naviraí foi recebido pela prefeita Rhaiza Matos, quando prestou contas de suas ações em prol da cidade.
COMPARE: Com R$ 1.000,00 em setembro de 2020 comprava-se 29.851 barras de ferro. Cada uma a R$ 33,50. Hoje ela custa R$ 117,00 (alta de 249%). Resultado: as 29.851 barras custam hoje R$ 3.592,00 e com R$ 1.000,00 compra-se só 8.500 barras. Uma fria: quem aplicou na poupança R$ 1.000,00 em setembro de 2020, tem hoje apenas R$1.030,00.

MALUQUICE: Em setembro de 2020 a saca de cimento custava R$ 16,50 e hoje custa R$ 33,00. O valor do tijolo de 8 furos dobrou. O mesmo ocorreu com os fios elétricos. E como explicar o porque dos imóveis usados não valorizarem neste período de alta dos materiais de construção? É simples: as pessoas empobreceram. As placas de aluga-se e vende-se provam.

CENSURA?: Lula (PT) lamenta por não ter regulamentado a mídia e promete faze-lo se eleito. Lá em 2004 tentou criar o Conselho Federal de Jornalismo para disciplinar e fiscalizar a profissão de jornalista. No impeachment da ex-presidente Dilma (PT), ele externou esse arrependimento dizendo que Hugo Chavez fora injustiçado pela imprensa venezuelana. Como diria Fernando Gabeira: ‘O que é isso, companheiro’?!

2º MANDATO: De Wilson B. Martins (MDB) foi desastroso; vendeu a Enersul, ajudou eleição de Zeca do PT em 1998. André Puccinelli (MDB) também não repetiu a atuação dos 4 anos iniciais, não fez o sucessor. Reinaldo Azambuja (PSDB) supera os números positivos do seu mandato inicial apesar da crise financeira e sanitária. Dá um banho também na arte da política. As votações na Assembleia mostram isso. Incansável.

JOSEP PIQUÉ: “A pandemia chegou quando havia muitas tecnologias disponíveis. O que fez foi acelerar a adoção. Ajudou as empresas com teletrabalho e trabalho híbrido. Não vamos voltar para o mundo de antes. O mundo do futuro será híbrido. Vamos viver na nuvem, mas vamos trabalhar e viver também em certos lugares da terra”.

AÇÕES DE DEPUTADOS José C. Barbosa (DEM): tem projetos declarando de utilidade pública de Rio Verde de Mato Grosso e Coxim; avança seu projeto que beneficia autistas; elogio as ações do Governo Estadual em Dourados. Antônio Vaz (Rep): Homenageou Wilton Candelório com a medalha do Mérito Advocatício; homenageado com o diploma ‘Cidadão nota 10’; Amarildo Cruz (PT): Usou a tribuna pedindo a aplicação da 3ª. dose da vacina anti Covid nos profissionais da segurança pública, saúde e educação. Lídio Lopes (Patri): visitou Costa Rica, Chapadão do Sul e Paraíso das Águas sendo recebido pelo prefeito Anísio Andrade; pede asfalto na MS.270 entre Itaporã e Ponta Porã. Capitão Contar (PSL): focado no êxito da motociata durante as manifestação de 7 de setembro em Campo Grande; defensor da democracia e da liberdade de expressão.

BEM ATUAL: Em 1911 Ruy Barbosa discursou: “Peço ao Senado que não se assuste com estes papéis (apontando para o calhamaço diante de si). Não podia trazer a esta tribuna uma carabina, nem uma espada. Trago apenas um volume das nossas leis. Infelizmente bem fracas nestes tempos, elas têm sido sempre a minha única arma”.

TRAGÉDIAS: O ex-senador Pedro Simon (91) vive mais uma. Em 1984 perdeu um filho num acidente de carro dirigido pela esposa. Deprimida, não se recuperou e faleceu anos depois. Os outros 2 filhos foram criados pelo pai e tias. Um deles, que acabara de se tornar pai de gêmeos, morreu recentemente de enfarte. Isolado desde o início da pandemia, Simon, só conheceu os netos há pouco tempo. A vida como ela é...

SÓ PROFISSIONAIS! Política só para políticos? Pelo visto sim. Uma das propostas da Reforma Eleitoral une parlamentares de todas as cepas. Ela impede que juízes, promotores, policiais e militares sejam candidatos antes de completar 5 anos de ter se afastado de suas funções. Com o discurso de evitar politizar a justiça, eles afastam a concorrência, que se mostrou forte inclusive aqui nas últimas eleições.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Pedro Kemp (PT): aprovada (11 a 4) sua moção de repúdio ao ministro Milton Ribeiro da Educação pelo seu discurso discriminatório e ofensivo às crianças deficientes. Neno Razuk (PTB): prestigiado pelo Governo na entrega de obras em Dourados; exaltou o ‘troco solidário’ da Rede Comper; pediu duas viaturas à Sejusp para a Funsauld de Dourados. EvanderVendramini (PP): avança seu projeto prorrogando a vigência de autorizações e licenciamentos ambientais na pandemia; pede instalação de unidade do Instituto Chico Mendes em Corumbá. Mara Caseiro (PSDB): sancionadas duas leis suas em defesa das mulheres no Agosto Lilás; pede investimentos no esporte, lazer e infraestrutura de Camapuã. Gerson Claro (PP): junto com o prefeito José Fernando, de Selvíria, tratou com o secretário Riedel do asfaltamento da MS-444 (Inocência a Selvíria); aprovado seu projeto denominando “prefeito Helio Peluffo” o anel viário de Ponta Porã.

CAPENGA: Para onde vai mesmo o PDT? Esperto, o deputado Dagoberto Nogueira (PDT) fala, enrola sem decidir. No fundo quer salvar a própria pele. As relações dele não são nada boas com o PT e MDB por conta de ‘águas passadas’. A prioridade seria a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT), aliás mal nas pesquisas - mas o rei do palavrão nas entrevistas.

1-OPINIÃO: “ (-)...Temos visto que a maioria do Congresso parece alheia aos problemas do país e apenas ciosa dos seus interesses. Emerge da pandemia com todos os seus poderes somente para aprovar o que for necessário à nova eleição dos seus membros: recursos para campanha, restauração das coligações e novas regras eleitorais mais convenientes para quem já tem seu mandato (-)...” (ex-ministro Roberto Brand)

2-OPINIÃO: “(-),,, Ele não governa, polemiza. Afirma que não o deixam governar, em particular o Judiciário, que tolhe os excessos das suas palavras e atos. Mas, se pudesse, não diz nada sobre o que faria sobre a crise social, o desemprego, a estagnação econômica, o desprestígio internacional do Brasil, seu isolamento político (-)...” (Emir Sader, sociólogo e cientista político)

‘BOLA CHEIA’: Reeleito presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Carlos A. Borges – o Carlão – aproveita o bom momento com projeções inclusive para o pleito de 2022. Carne e unha com o Executivo Municipal há quem o compare a figura do cavalo no tabuleiro do xadrez. Não está no mesmo nível do Rei e da Rainha, mas exerce uma função estratégica politicamente. Entendeu?

PILULAS DIGITAIS:

“Os loucos às vezes se curam, os imbecis nunca”. (Oscar Wilde)
7 de Setembro. O que comemorar mesmo?
“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. (Pablo Neruda)
“Há muitas maravilhas neste mundo, não há uma maior que o homem”. (Santo Agostinho)
“O incinerador é o maior amigo do corrupto”. (Carlos Castelo)
“Do MDB não sobrou nada”. (ex-senador Pedro Simon)
“Procura-se nutricionista que ensine a parar de alimentar expectativas”. (Carlos Castelo)

Comentário

O MERGULHO no passado talvez ajude parte do eleitorado a entender as barbaridades que assolam nosso cenário político e seus personagens desde o início desta República tão complicada. Aí lamenta-se as frustradas invasões da Holanda e França lá atrás. Como lembrava Antonio Callado: “O Brasil tem sido uma série de falsas expectativas”.

RUY BARBOSA: Apenas ele teve 5 mandados consecutivos de senador, 1890 a 1923, quando morreu aos 72 anos de idade. José Sarney também foi eleito 5 vezes mas não em mandatos contínuos. Com 4 mandatos: Filinto Muller, Rui Carneiro, Dinarte Mariz, Rui Costa, Pedro Simon, Edson Lobão, José Agripino, Álvaro Dias e Renan Calheiros. Um clube privado de tetas.

FRAUDES: Epitácio Pessoa, eleito Presidente da República em 13 de Abril de 1919 esteve em Paris durante toda A campanha e obteve 71% dos votos. Não votou. Só retornou no fim de julho. Ruy Barbosa (29% dos votos) foi derrotado pela 2ª. vez (a 1ª. em 2009). Detalhe: Eleito presidente em 2018, Rodrigues Alves morreu vítima da Gripe Espanhola antes da posse e Delfim Moreira provisoriamente ficou no cargo.

PODE ISSO? Epitácio não participou da articulação de sua candidatura. Aliás, ele foi comunicado por carta de sua candidatura em Paris. Voltou uma semana antes da posse (28 de julho) e indagado sobre os nomes de sua equipe, respondeu irritado: “Tenho pensado muito sobre o assunto, mas ainda nada decidi”. Ora! Três meses após eleito, nada tinha nada resolvido. Como diria o Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo?”

PERGUNTO: As escolas estão ensinando a nossa história? Claro que os tempos mudaram, a informática é importante, mas preservar nosso passado é indispensável. Tenho minhas dúvidas – pois a nossa falta de memória é incrível. A juventude nem sabe quem foi Getúlio Vargas e Collor de Melo - imagine então outros personagens da nossa história.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): Em evento n Escola Lúcia M. Coelho elogiou os investimentos do Governo na reforma de 250 escolas; recepcionou o delegado geral da Polícia Civil; cuida com zelo da pauta da sessões em tempos de Covid 19. José Teixeira (DEM):pede equipamentos de informática para escola estadual de Itaporã; reforma da pintura de escola em Angélica; investimentos na área da Saúde em Guia Lopes da Laguna. Lucas de Lima (Sol): sua emenda de R$60 mil para a CAPIS de Rio Verde possibilita a compra de veículo para a entidade; em sintonia com o Clube de Mães do Jd. Petrópolis para conquista de reivindicações da comunidade, Lídio Lopes (Patri): preocupado com as condições sanitárias das escolas na volta as aulas; recebe manifestações de entidades e igrejas pedindo a 3ª. vacina contra o Covid; ativo nas sessões da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Capitão Contar (PSL): após duras críticas votou contra a moção de apoio ao STF; tem projeto para conceder incentivos fiscais para aquisição de veículos elétricos e híbridos em prol do meio ambiente.

TUDO ERRADO. A harmonia dos poderes dando lugar a promiscuidade do ponto de vista institucional. Indicado por políticos e no centro dos debates, o ministro Alexandre Moraes é alvo de críticas e elogios oportunistas. Ora! Isso não ocorre em países sérios onde os ministros da Suprema Corte não ficam tomando cafezinho e nem trocando figurinhas com políticos.

PEDRA CANTADA: O ministro Alexandre sai do episódio devendo favores aos seus ‘defensores’ que um dia cobrarão a fatura da ‘solidariedade’. Mas Juízes devem manter distância dos políticos. Cada um no seu quadrado. A harmonia entre os poderes não inclui, por exemplo, a hipótese do Juiz de Direito frequentar a Câmara de Vereadores ou a Prefeitura Municipal. A opinião pública desaprovaria.

BICO CALADO: A sempre ácida esquerda radical brasileira não teve como criticar os Estados Unidos no episódio do Afeganistão, como fizera na invasão do Iraque. Mas como manifestar apoio ao radical e sanguinário Talibã? Nem mesmo a ex-presidente Dilma Roussef (PT) em seus delirantes discursos seria capaz desta loucura.

COROCOCÓ! Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aproveita o ‘nat’ da capital para divulgar as obras aqui realizadas com e sem parceria junto a Prefeitura. As imagens na TV dão a dimensão do grande volume dos recursos investidos pelo Governo em várias áreas e que as vezes passam despercebidas pela população. Isso é parte da política.

MEIA VOLTA: Políticos novatos com a natural sede de poder – diante da provável rejeição da volta das coligações que beneficiavam os pequenos partidos – estão revendo os planos. Muitos devem aproveitar a generosa janela partidária de Abril para tomada de decisão. Alguns ficarão em casa, outros contaminados pelo virus da vaidade - e ‘seja o que Deus quiser’.

AÇÕES & DEPUTADOS: Neno Razuk (PTB): pede sala especial de escuta na Delegacia de Polícia de Dourados para menores, idosos e mulheres vítimas de violência; votou pela moção de repúdio e criticou o ministro da educação pela sua fala sobre a inclusão dos alunos especiais. Pedro Kemp (PT): viu aprovada sua moção de repúdio contra o Ministro da Educação por sua fala televisiva sobre a educação dos alunos especiais; votou pela moção de apoio ao STF. Evander Vendramini (PP): pede revitalização do cartão postal de Corumbá; reabertura do Pelotão Militar do ‘Tiradentes’ e a inclusão dos indígenas no Programa de Segurança Alimentar. Gerson Claro (PP): pede reforma da agencia do Detran de Paranaíba; votou pela moção de apoio do STF; elogiou medida do Governo Estadual referente ao ICMS da tarifa energética. Marçal Filho (PSDB): na Câmara de Vereadores de Maracaju apresentou emenda parlamentar e prestou conta de suas ações em pról da cidade; aprovado seu projeto instituindo a Campanha Permanente de Vacinação no MS. Mara Caseiro (PSDB) ressalta importância de lei de sua autoria do alerta ‘Sinal Vermelho’ contra o feminicídio; pede a sinalização na MS-080 entre a capital e Rochedo; e sugere ações públicas pela saúde mental dos alunos na volta às aulas.

É ESPERAR: O prefeito Marcos Trad (PSD) não tem fugido dos questionamentos sobre sua eventual renúncia para tentar o Governo em 2022. Sem negar a possibilidade ele mostra firmeza sobre sua gestão, não tecendo críticas políticas, comuns em ano pré-eleitoral. Portanto, o hábil Marquinhos manterá a expectativa até Abril de 2022.Isso se chama política.

OS INGRATOS: Fazer política cada vez mais difícil e cara. Um deputado amigo reclamando de vereador interiorano que se elegeu graças também a sua ajuda financeira. Mas agora, o vereador sinaliza que quer dinheiro para pedir votos para a reeleição do deputado – tudo porque é cortejado por outros candidatos. Enfim, virou profissional, sem memória.

O PODER: Ele cega, mas quem tem o poder enxerga bem aquilo que lhe interessa. Evidente, não se deve generalizar, mas é incrível a conexão que o poder estabelece com a soberba, presunção, arrogância, vaidade e afins. O ‘salto alto’ cada vez mais usado nos 3 poderes, onde escasseiam o bom senso, simplicidade e modéstia. O pior é a tendência de continuidade.

PALPITES: Apimentam o cenário eleitoral. Veja os 11 nomes sugeridos ou tidos como favoritos para ser o companheiro de chapa de Lula em 2022: Eduardo Paes, Ciro Gomes, Luiza Trajano (Magazine Luiza), Guilherme Boulos, Gilberto Kassab, João Dória, Manuel D’Ávila, Alexandre Kalil, Roberto Requião, Flavio Dino e Josué Gomes (filho de José Alencar).

INTERIORANO: Sem dúvida, Nelsinho Trad (PSD) é o senador que mais tem liberado recursos, para cidades e entidades do Estado. Detalhe: o ex-prefeito de Campo Grande, além de receber os prefeitos em Brasília, visita o nosso interior ao seu estilo, ouvindo autoridades e pessoas das comunidades. Simplicidade e simpatia contam muito na política. Se conta...

DEPUTADOS EM AÇÃO: José C. Barbosa (DEM): elogiou o projeto que reduz a alíquota do ICMS da energia; atento aos investimentos estaduais em Dourados. Antônio Vaz (Rep): elogia o ritmo da vacinação anti Covid e atua pela 3ª. dose para idosos, e o pessoal da saúde, educação e segurança. Amarildo Cruz (PT); quer instituir feriado estadual no dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares; pede vacinação (3ª. dose) para o pessoal da segurança, saúde e educação. João H. Catan (PL): pela sua proposta quer proibir a exclusão de doador de sangue por etnia, cor, gênero ou orientação sexual, conforme a decisão do STF.

DIFICULDADES: Com toda a razão os prefeitos se queixam do excesso de normas (leia-se burocracia) quando se trata de investir dinheiro público em obras. Os trâmites são tantos de que quando se consegue formalizar o processo - já se passaram muitos meses e aquela verba federal ou estadual se torna insuficiente para atender seu objetivo.

SAÍDA: Para evitar críticas pela demora no inicio das obras, os prefeitos gostariam de construir com recursos próprios. Mas poucas cidades têm condições. O prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB) de Três Lagoas, por exemplo, comprou equipamentos para fazer asfalto, mais rápido e barato. “Vale a pena”, diz ele. Mas, construir prédios com grana própria é quase impossível.

SINALIZAÇÃO: A votação na moção de apoio ao STF na Assembleia Legislativa, já reflete a posição de alguns deputados no cenário nacional. Marido da senadora Simone (MDB) o deputado Eduardo Rocha (MDB) votou sim, a exemplo de Gerson Claro (PP), Amarildo Cruz (PT) e Pedro Kemp (PT). Mas 7 deputados votaram contra a moção com críticas severas do deputado Contar à proposta.

PILULAS DIGITAIS:

Se tem uma coisa que me deixa pessimista é o otimismo do brasileiro (Carlos Castelo)
Entre a espiga e a mão, está o muro (Machado de Assis)
A emoção mais antiga e mais forte é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido (H.P. Lovecraft)
Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma (Joseph Pulitzer)
O ensino a distância é a coisa mais próxima de não estudar (Carlos Castelo)
Campo Grande, uma cidade boa para se morar, mas ruim para se viver

Comentário

PÉROLA: O ex-prefeito de Dourados Ari Artuzi e seu rico legado folclórico. Em meio às dificuldades para resolver o problema da residência médica dos acadêmicos da Universidade Federal junto aos hospitais, Artuzi falou na bucha à imprensa: “Só vou construir casa para pobre. Não vou dar casa para médicos - eles já ganham bem, podem comprar casa”

DE BRASÍLIA: Ricardo Noblat (Portal Metrópole) diz que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) é quem dá corda as pretensões do ex-ministro Luiz H. Mandetta em concorrer ao Planalto. ACM já indicou um marqueteiro baiano para cuidar da imagem dele com recursos do fundo partidário. Se o projeto naufragar restaria a candidatura ao Senado. E tem espaço?

PROVISÓRIAS?: A cada eleição novas leis! Quem se beneficia destas mudanças? Não houve dois pleitos consecutivos, desde 1990, com as mesmas regras. Enfraquece as instituições e favorece a impunidade de políticos corruptos. A propósito: porque não copiar os americanos: Eles mudaram a Constituição só 27 vezes desde 1789. Mudamos as leis como se troca de roupas.

O DESAFIO: A volta das coligações passou fácil na Câmara, mas no Senado será difícil! Azar dos pequenos partidos (sem ideologia) tidos como de aluguel e dos políticos neles abrigados. Os reflexos serão vistos nas eleições estaduais. Assim deve diminuir a quantidade das siglas partidárias. Aqui no MS. não será diferente.

FIM DE FESTA: Antes o eleitor votava num candidato e sem saber acabava elegendo outro que não o representava. Era como atirar num passarinho e matar outro: votar num candidato a favor do aborto e eleger um contrário. Pelo visto teremos uma eleição nacional sem coligações. É o fim do voto de carona. Quem não tiver voto próprio suficiente – não levará!

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): prestigiou a posse do novo presidente da Famassul e o lançamento de obras em Ribas do Rio Pardo. José Teixeira (DEM): pede recursos federais para reforma do Ginásio de Esportes do ‘Água Boa’; reitera pedido de ‘quebra molas’ na capital. Lucas de Lima (Sol): Presente com o governador Reinaldo e o Ministro da Justiça Anderson Torres na inauguração da Penitenciária Gameleira’; tem proposta de opções do consumidor inadimplente de água e luz antes do corte dos serviços. Marçal Filho (PSDB); projeto seu institui o Dia da Bíblia em MS; destaca importância das obras da rua Cel Ponciano em Dourados. Mara Caseiro (PSDB): pede reforma de escolas estaduais de Selvíria, Deodápolis, Camapuã e São Gabriel d’Oeste; asfaltamento da rodovia Inocência a Aparecida do Tabuado.

ELEIÇÕES 2018: A lei ajudou candidatos de partidos menores. Veja: Mara Caseiro (PSDB) obteve 23.813 votos e Dione Hashioka (PSDB) 21.754 votos, mas não se elegeram. A lei beneficiou João Henrique (PR) eleito com 11.010 votos; Lucas de Lima (SOL) (12.391 votos); Antônio Vaz (PRB) 16.224 votos, dentre outros vitoriosos; mas todos com méritos.

SAÍDAS: Claro, vários deputados eleitos - beneficiados pela lei que vigorava estão atentos e já planejam mudança partidária caso o Senado não aprove a lei. Eis a questão: Ir para qual partido? Nesta hora é preciso ter muita intimidade com o quadro partidário no Estado para não errar na avaliação e contar com a sorte. Aliás, na política o azarado não vai a lugar algum..

CALMA! Independentemente da votação do Senado, os candidatos a deputado irão esperar as definições na área federal. Aí sim terão a visão definitiva do cenário estadual, com as candidaturas majoritárias já postas. Mas os flertes já começaram nos bastidores, num ambiente de muitas dúvidas e poucas certezas. Isso é política!

FAZ PARTE: Nas eleições você sabe como entra, mas a saída é imprevisível. Na edição anterior falei de candidatos a vereança prejudicados pela lei. Claro que todos os eleitos (com poucos votos) não tinham certeza da vitória. Mas tiveram a coragem de enfrentar a disputa em condições estruturais e partidárias inferiores comparativamente as grandes siglas concorrentes.

DO CONTRA: Os grandes partidos não gostaram de ver seus candidatos à vereança bem votados, mas derrotados em 2020. Perderam os cabos eleitorais para 2022. Agora, temendo a repetição do desastre, também se posicionarão contra lá no Senado para as coligações não voltarem. É a reação natural em nome da sobrevivência política dos grupos e partidos.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Antônio Vaz (Rep): presidente da Comissão de Saúde recebendo pedidos pela 3ª. dose da vacina contra o Covid-19; tramita seu projeto em pról da preservação do Cerrado. Amarildo Cruz (PT): presente (em memória do ex-deputado cabo Almi PT) ao evento de entrega de melhoramentos na sede da Colônia Paraguaia. Lídio Lopes ( Patri): prestigiou a inauguração da Penitenciária Gameleira com o governador Reinaldo e o ministro Anderson Torres, da Justiça; em sintonia com prefeitos do Cone Sul sobre a vacinação anti Covid-19. José C. Barbosa (DEM); enalteceu o bom padrão de serviços da Sec. de Segurança Pública; garante com emendas recursos para escolas de Dourados; após seu pedido, candidatos ao concurso Agepen são convocados. João H. Catan (PL): em tramite seu pedido de adoção do regime de urgência ao seu projeto pedindo a aplicação da 3ª. dose da vacina contra o Covid-19.

CARTA MARCADA: Ex-presidente Fernando Henrique (PSDB) suja a biografia: flertou com Lula, incentivou a candidatura do gaúcho Eduardo Leite a concorrer às previas do PSDB e agora diz que votará em João Dória. Mas FHC ignora a enorme rejeição de Dória em São Paulo, onde está boa parte dos delegados tucanos nas prévias de 28 de novembro.

É O CARA? Ele só disputou duas eleições: Câmara em 2014, Senado em 2018 e já chegou a presidência da Casa. Aliás, o último mineiro a ocupar o cargo foi Magalhães Pinto (1975). Diante dos obstáculos dos pretendentes para liderar a terceira via, aflora o nome de Rodrigo Pacheco (DEM) detentor de duas qualidades bem mineiras: astúcia e moderação. De repente...

MAIS UM 10: Referência nacional na vacinação contra o Covid-19 e no crescimento econômico em plena crise, nosso Estado é elogiado também por reduzir o ICMS nas faturas de energia elétrica de todos contribuintes durante a bandeira vermelha da Aneel. O Estado atravessa excepcional fase com investimentos em várias áreas, quer da iniciativa privada, dos cofres estaduais e do Governo Federal.

MISTÉRIO: O episódio da deputada Joice Hasseimann caminha para o esquecimento. Esperava-se reações de indignação de algumas bancadas parlamentares, especialmente de deputadas ativas nos casos dos direitos humanos e defesa das mulheres. Talvez um dia surja a verdade. Até aqui, pelas contradições dos relatos dela, não convenceu.

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): Questionando o atraso dos salários dos funcionários da Santa Casa de Corumbá; mantém-se em alerta sobre os incêndios no pantanal. Gerson Claro (PP):imprime rapidez na apreciação das matérias em pauta da CCJ e Redação; atento a vacinação dos municípios de sua região. Neno Razuk (PTB): aprovada sua lei do cadastro do 1º emprego aos estudantes; quer nominar trevo rodoviário próximo ao DOF de ‘Capitão Franco’; CCJR aprova sua proposta de inserção de aviso consciente nas contas de água e luz. Pedro Kemp (PT): cobra do Governo aplicação da 3ª. dose da vacina anti Covid-19 e a abertura de concurso para professores de Educação Especial. Capitão Contar (PSL: pede transparência nos critérios da fila de atendimento do SUS; aprovado seu projeto reconhecendo restaurante como atividade essencial.

ALERTA: Não há como separar a economia das urnas. Azar de Bolsonaro que perde a popularidade e terá problemas de caixa em 2022. Inflação alta, muita conta para pagar (precatórios), os gastos com seu novo programa social e as sequelas financeiras do Covid-19. Os analistas advertem, mas o turrão Bolsonaro insiste em não ouvir.

CONCORRENTES? Difícil dizer o que acontecerá no DEM de MS até abril do ano que vem. Se o ex-ministro Mandetta vai ocupando espaço na mídia nacional, a ministra Tereza Cristina vai se fortalecendo com presença efetiva na capital e interior. Essa vinda recente – por exemplo – do ministro Tarcísio G. de Freitas dos Transportes mostrou o quanto ela é prestigiada. Mas o desafio dela é popularizar sua imagem nas classes mais baixas. Que desafio!

SEM FIM? Realmente as redes sociais continuam sendo um campo de batalha para todos – de mau gosto. O pior é que a tendência é de piorar até as eleições de 2022, com fakes, agressões e uso de vocabulário chulo. O espaço chamado de democrático da internet infelizmente está sendo usado de forma errada e que só piora as coisas.

DROPS DIGITAIS

Aquele que não tiver pedra atire o primeiro pecado (Carlos Castelo)
Há em Minas uma disposição subliminar permanente para a conciliação subterrânea
Nem conservadores, nem humoristas acreditam que o homem é bom. Mas os esquerdistas acreditam (Patrick Jake O’Rourke)
A retrospectiva do SBT sobre os 40 anos da emissora deveria se chamar ‘Todos os presidentes do homem’.
Se todos quisessem poderíamos fazer do Brasil uma grande nação (Tiradentes)
Todos criticam esse governo, mas é preciso reconhecer: hoje estamos melhores do que semana que vem
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete. (Francisco Azevedo – em ‘Arroz de Palma’)
A vida não é Tyson bondoso.... (Roberto Prado)

Comentário

PORTA ABERTA: A volta das coligações partidárias (extintas em 2017), permitirá a união das siglas num único bloco nas eleições proporcionais já em 2022. Democráticas, favorecem os partidos nanicos, representantes de grupos sociais menores, na participação da política (nas cidades, estados e país). Detalhe: a matéria precisa ser aprovada no Senado.

VEJA BEM: O espírito das coligações veio da Europa pelo desejo e necessidade de algumas corporações ou classes sociais em participar da política e do poder – até então privilégio exclusivo da nobreza. A Maçonaria teria tido influência nesta ação de dar maior diversidade ao poder, até então apenas das elites, tornando-o menos injusto socialmente.

CHORORÔ: Em 2020 tivemos eleições sem as coligações partidárias, o que gerou reclamações e críticas. Um exemplo: para a vereança da capital a candidata Luiza Ribeiro (PT) obteve 2.030 votos, mas não se elegeu. Já o coronel Villassanti foi eleito com apenas 1954 votos – votação menor que da candidata do PT e de outros 16 concorrentes.

ALIANÇAS: Vitais em qualquer eleição. Com as coligações o total de votos de cada um dos candidatos do mesmo grupo de legendas é somado e dividido pelo quociente eleitoral (relação entre o número de votos e o número de vagas). O interessante é que essa coligação não precisa ser replicada pelos partidos em todos os níveis (federal, estadual e municipal).

DISTRITÃO: Felizmente dançou. Azar dos caciques partidários e dos políticos com maior visibilidade em cada Estado. É visto como uma espécie de reserva de mercado (ou de curral?) que tira as chances de candidatos com menor potencial na campanha. Com o ‘distritão’ seria fácil identificar quais candidatos locais teriam maiores chances de vitória em 2022.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB); Antenado com as questões legislativas e das relações com os outros poderes e a sociedade. José Teixeira (DEM): reivindica melhorias para Dourados e Jardim; intercede por policiamento no Parque dos Poderes. Lucas de Lima (Sol): Em ‘live’ arrecadou 7 toneladas de alimentos e 3 mil agasalhos/ cobertores doados à carentes; em tramitação projeto contra mau trato de animais; é seu projeto que viabiliza espaço para animais em albergues. Mara Caseiro (PSDB): pede pulverizador para agricultores de Jatei; viatura para a Polícia Militar de Rochedo; reforma do Museu do índio em Miranda; sala para coral musical de Amambai. Marçal Filho (PSDB): seu projeto denomina ‘Devarci da Silva’ base comunitária de Segurança Pública em Nova Andradina; ativo nas sessões legislativas.

GOVERNISTAS. A oposição ao Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é mínima. Impressiona, por exemplo, a fidelidade dos deputados do MDB em suas manifestações e ações. Até parecem integrar o PSDB. Mas antevejo a incoerência deles nas eleições em 2022. Irão criticar esse governo do qual são aliados e beneficiados. Isto é política.

SAIA JUSTA? O MDB não tem osso. Prisões, escândalos e traições não intimidam os ânimos de suas lideranças que trocam proteção política por vantagens e verbas para suas bases eleitorais. Portanto, não exclua a hipótese do MDB apoiar o PT mesmo após a postura de Michel Temer (MDB) no impeachment de Dilma Roussef (PT). Toma lá – dá cá!

‘AUTONOMIA’: O que se viu na votação da PEC do voto impresso na Câmara foi deputados do ‘centro’ ouvindo seus eleitores. O percentual das ‘traições’: PSDB 47% - PSD 57% - DEM 46% - MDB 45%, mostra que a orientação dos comandos partidários contrariou as bases eleitorais. Sinal de que hoje a terceira via seria inviável. Disse hoje!

EXEMPLOS: O deputado de ‘centro’ lá do Nordeste não vive a mesma situação do deputado do Sul. Ora! Quem elegeu os deputados federais daqui do PSD, PSDB – são eleitores que não comungam com a esquerda. Mas ainda é prematuro avaliar eventuais reflexos negativos em 2022 por conta desta votação na Câmara Federal.

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): emenda sua garante bicicletas elétricas para Nioaque; comemora investimentos do Governo em Porto Esperança e entrega de cartões do Mais Social em Corumbá. Gerson Claro (PP): zeloso no endereçamento das suas emendas aos municípios e entidades diversas; com segurança tem pautado matérias vitais na CCJR da Assembleia. Neno Razuk (PTB): Cuida de emendas destinadas à entidades e prefeituras; participante ativo das sessões remotas Pedro Kemp (PT): pede a volta das cirurgias eletivas, consultas e exames especiais; focado na obediência ao cronograma da vacinação anti Covid. Capitão Contar (PSL): questiona a terceirização na distribuição de medicamentos no MS; insiste no pedido de informações dos gastos públicos; expressou sua indignação com os deputados contrários a PEC 135/2019.

PATRULHAMENTO: Nas redes sociais há postagens raivosas de internautas contra os votos dos deputados do PSD (Fábio Trad) e PSDB (Beto Pereira). Na cabeça destes eleitores, os dois tiveram postura da esquerda porque o PT, PSOL, PC do B, Rede votaram contra a PEC do voto impresso. Mas é natural que o parlamentar possa votar por convicção pessoal ou seguindo a orientação partidária.

CALMA! Apesar do intenso movimento nas redes sociais e de fake news, o ideal é adotar a filosofia mineira quando se trata de eleições. Um amigo alertando: o jogo não começou; não se pode queimar etapas. E o dia a dia da política tem novidades às vezes surpreendentes que influenciam na cotação de nomes que compõem o cenário político.

BOLSONARO: Incontrolável. Instável. Todos os dias morde a língua, cria arestas, afasta companheiros e atrai antipatias gratuitas. Parece um neófito na política e na vida pública. Não sabe relevar certas situações e prefere o enfrentamento com saldo devedor. Esse episódio do desfile das tropas em Brasília foi apenas mais um. Infelizmente, outros virão.

O FREGUÊS: João Filgueiras foi prefeito de Três Lagoas e deputado estadual. Na Revolução era tido como ‘suspeito’ e sempre levado a ‘prestar esclarecimentos’ ao Major Daltro Prates. Contam que quando o ‘jeep’ do Exército estacionava em frente a sua casa, ele saia levando a mala de roupas já arrumada dizendo. “Estou pronto”. Um bom freguês!

DEPUTADOS EM AÇÃO: Lídio Lopes (Patri): comemora a escolha de Campo Grande para sediar conferência da Unale em novembro; presidiu sessão em homenagem aos advogados; entregou implementos agrícolas na Aldeia Porto Lindo. Antônio Vaz (Rep): aprovado seu projeto de incentivo aos produtores rurais; sancionada lei de sua autoria beneficiando deficientes físicos em competições esportivas. Amarildo Cruz (PT): em curso seu projeto classificando as feiras livres como atividade essencial; defende a inclusão da Educação Fiscal nos currículos escolares. José C. Barbosa (DEM); já recuperado do Covid-19 retornou às sessões legislativas; homenageou colegas advogados com Medalha do Mérito João H. Catan (PL); critico, repudiou a fala do ministro Luis R. Barroso (TSE), classificando-a uma afronta a democracia.

MARQUINHOS: Cumpre o mandato de prefeito de Campo Grande ou integra o plano nacional do PSD de disputar inclusive o Palácio do Planalto e o Governo de vários Estados? Pela fala do presidente Gilberto Kassab (PSD), MS está no radar. O candidato à sucessão de Bolsonaro pode ser o atual presidente do Congresso Rodrigo Pacheco, que aproveitaria a janela partidária para deixar o DEM e ingressar no PSD. Quem viver, verá!

A RODA GIRA: É baixo o índice do eleitorado com memória política, A maioria nãosabe – por exemplo - quem foi Fernando C. da Costa, Arnaldo Estevão Figueiredo, Vespasiano Martins, Olívia Enciso e Antônio Mendes Canale. A tendência na atual conjuntura cultural é que personagens históricos se tornem ‘ilustres desconhecidos’ desta geração.

MELHOROU? Irônico, o ex-presidente Jânio Quadro definiu o Congresso Nacional: “Metade são incapazes e a outra metade, capazes de tudo”. Após 60 anos, o ‘Data Folha’, 38% considera a atuação do Congresso ruim, 14% boa e ótima. É o 2º mais caro do mundo, custo de US$ 7,4 milhões per capta ao ano (6 vezes mais do que na França, com 925 congressistas e apenas 67 milhões de habitantes).

PORTO ESPERANÇA: A referência ao distrito de Corumbá era restrita a sua citação em músicas regionais. Agora, seus 130 moradores terão água tratada e nova estrada rumo a BR-262. Fim do atraso por décadas, graças ao dedo do deputado Vendramini (PP) junto ao governo estadual. Porto Esperança, tão falada, sai do imaginário para adentrar a nova realidade regional.

NO FACEBOOK:

* Valorize seu advogado! Depois de sua mãe, ele é a única pessoa capaz de te defender mesmo sem acreditar em você.
* No fundo do baú, tem sempre um Silvio Santos
* Após o desfile das Forças Armadas em Brasília, o Paraguai começou a pensar em invadir o Brasil.

Comentário

ECOS POSITIVOS: A coluna anterior elogiada. Políticos antigos - lembrados. Caso do ex-governador Cassio Leite de Barros, de tradicional família, irmão do poeta Manoel de Barros e Abílio Leite de Barros. Nos últimos 7 meses do Mato Grosso uno, governou com o equilíbrio num cenário nervoso; saiu de cabeça erguida e voltou a rotina discreta. Imune a mosca azul.

MARKETING: Importante nas eleições. À propósito, nunca é tarde para lembrar dos equívocos na campanha do ex-juiz Odilon em 2018 quanto a sua postura gestual frente às câmeras. Faltou-lhe orientação adequada de profissionais da área, além de aulas de fonoaudiologia para melhorar a sua expressão e a dicção. Política e amadorismo não combinam.

GUILHOTINA: Vendo um documentário sobre o luxo dos governantes africanos e as condições do seu povo lembrei dos nossos prédios públicos e da opulência dos poderes. Seria necessário tanto luxo assim? O pior é que essa afronta não acaba nunca, pois tem a proteção de leis viciadas. Nestas horas eu lembro da Revolução Francesa. ‘Não sei por quê...’

MANIA: A adoção ao luxo se espalhou também pelas cidades do interior. Um festival de gastos. Há câmaras municipais mais suntuosas que a Câmara Alta do Parlamento do Reino Unido. São os excessos nas instalações, da parafernália eletrônica e o mobiliário personalizado (inclusive talheres), mas que nada acrescentam ao desempenho das suas ‘excelências’ engravatadas.

SENSATEZ: Se você analisar por esse ângulo, o ex-governador Pedrossian agiu com praticidade e prudência na escolha do estílo dos prédios do Poder Executivo no Parque dos Poderes. O prédio da Governadoria, por exemplo, é desprovido de luxo, mas atende as necessidades, mesmo decorridos tantos anos de sua construção. Concorda?

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): À frente do poder e vigilante às demandas sociais do Estado. José Teixeira (DEM): atento aos projetos rodoviários em regiões rurais produtoras; pediu investimentos em várias áreas para Batayporã e Itaporã. Lucas de Lima (Sol): ativo nas sessões; além de lives, tem ações solidárias nas feiras livres arrecadando alimentos/roupas aos mais carentes. Marçal Filho (PSDB): Destaca a campanha de prevenção à violência contra a mulher; encaminhando suas emendas em várias áreas. Mara Caseiro (PSDB): pede recuperação asfáltica entre Anastácio-Terenos; espaço multicultural em Rio Verde de MT; novo prédio do quartel da PM. de Chapadão do Sul; várias demandas para Caracol.

OBSERVAÇÃO de um amigo sobre a sucessão de 2022. Seria a primeira vez do ex-governador Puccinelli (MDB) candidato sem as benesses da maquina oficial. Além desta falta de proteção, outros fatores notórios podem pesar. Convenhamos - não se toca uma campanha deste porte só com grana do ‘fundão’. Uai... e os candidatos a deputado exigem ajuda.

FATORES: Vereador é excelente cabo eleitoral, mas sem fidelidade partidária. Sem ‘incentivo$’ faz corpo mole. Ex-prefeito é outro cabo eleitoral, mas com cacife menor. Difícil acompanhar a evolução dos fatos. Exemplo: O eleitor que votará pela1a. vez em 2022, só tinha 8 anos de idade em 2014, quando Reinaldo foi eleito pela primeira vez. Eleitor sem vínculo, sem tradição.

SENADO: Em 2018 a eleição foi apertada: Nelsinho Trad (PTB) 18,37%; Soraya Thronicke 16,19%; Waldemir Moka (MDB) 15,48% e Marcelo Miglioli (PSDB) 15,07%. Cenário diferente em relação a moleza de 2014 quando Simone Tebet (MDB) (apoiada por Puccinelli) venceu com 52,61% contra 23,09% de Ricardo Ayache (PT) e 16,78% de Alcides Bernal (PP).

IMAGEM: Pesa! Em 1990 Pedro Pedrossian iniciou a campanha ao Governo em Três Lagoas. O ex-deputado Valdomiro Gonçalves abriu o comício dizendo: “Estamos aqui de volta dr. Pedro, de cabelos brancos...”. Grande mancada! Valdomiro esquecera que Pedrossian (aos 62 anos) já tingia os cabelos de preto exatamente para aparentar mais jovem.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Antônio Vaz (Rep): Destinou R$60 mil para a saúde de Bataguassu; Cr$40 mil à Aral Moreira; aprovado seu projeto de conscientização da epilepsia. Amarildo Cruz (PT): foi a entrega da emenda de R$50 mil à Glória de Dourados para aquisição de ambulância; recebeu a visita do prefeito de Miranda para tratar de questões indígenas. Lídio Lopes (Patri): destinou R$690 mil em emendas para a saúde de 7 cidades do Cone Sul; priorizou com sua lei a vacinação dos religiosos. José C. Barbosa (DEM); Dnit atende seu pedido e vai melhorar a BR-463; exalta o programa de recuperação econômica de MS. João H. Catan (PL): presente a audiência pública na Câmara Municipal da capital relatando suas ações em prol da causa animal.

É COVARDIA! Cultural! Na cabeça tupiniquim só vale se vencer. É como se o pódio definisse quem é quem. Os pedidos de desculpas dos nossos atletas sensibilizam. Ora! Há de se levar em conta diferença com a concorrência. Não vamos medir os atletas apenas pela medalha. Há gente valorosa, além do pódio, que merece aplausos e respeito. Heróis sem medalhas!

‘CUSTO & BENEFÍCIO’: Fabio Trad (PDS) é o deputado de MS que menos gastou (R$16.888,28) da cota disponível neste 1º semestre. Líder em proposições (174), figura no quinteto dos deputados que menos usaram desta verba. Ao seu estilo, Fabio pondera:“ É possível dinamizar o mandato com economia e racionalidade nas despesas.”

CONVÉM SABER: 2022 com o ensino médio renovado: a redução da carga horária do currículo obrigatório. O aluno poderá escolher o restante da grade obrigatória em outros horários pela sua área de interesse e condições da escola. Duas críticas: nem todas as escolas tem estrutura para atender as demandas e os alunos não estariam prontos para definir o curso ou profissão.
.
SEM FIM? CPI da Covid, o Fundo Eleitoral, Bolsonaro versus STF, o poder do ‘Centrão’ e o voto impresso são as polêmicas na mídia em ano véspera de eleições. Esse confronto de ações e ideias está deixando o brasileiro confuso e indignado. Pelo visto esse 2º semestre será ainda mais complicado sob todos os aspectos. Portanto, apertem os cintos!

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): comemora projeto do Governo em construir estrada com duas pontes de Porto Esperança. Gerson Claro (PP): presidiu reunião da CCJR na apreciação de vários propostas. Neno Razuk (PTB): comemora as ações do Governo Estadual na reconstrução da rua Coronel Ponciano, em Dourados. Pedro Kemp (PT): pediu o fim da gestão terceirizada do Hospital Regional de P. Porã. Capitão Contar (PSL): apoiou atos públicos pelo voto impresso; pede informações sobre contrato de programas sociais do Governo junto ao B. do Brasil; pede inclusão da escola especial nos concursos do magistério.

CONSELHO: Os pretensos candidatos em 2022 precisam avaliar bem o humor do eleitor nestes tempos bicudos. Intoxicado, desiludido com tantos escândalos a sua volta, ele não anda acreditando em contos de ficção, em falsos heróis de bons propósitos. O cenário, na verdade, não anda nada animador. O eleitor pode ter chegado no limite!

DESAFIO: Para os futuros postulantes aos cargos majoritários não será fácil buscar novos nomes e com potencial nas eleições estaduais de 2022. O pessoal da iniciativa privada anda cético, luta para sobreviver e sem reserva financeira para gastar. Restariam os profissionais liberais, com muito mais vaidade do que estrutura para investir na política.

‘APAGÃO’: São Paulo, a locomotiva do país sem representantes à altura de seu poder. Quem já teve Franco Montoro, Mario Covas, Michel Temer, Paulo Maluf, Ulysses Guimarães, Alckmin e outros, hoje está nas mãos de políticos sem expressão. João Dória manda apenas no seu PSDB, não tem capilaridade, não encanta o eleitorado.

DELÍRIOS: A grande mídia até que se esforça dando espaço, mas as possibilidades de êxito da 3ª. via vão se esvaindo semana por semana. Não sei por exemplo até onde o ex-ministro Luiz H. Mandetta (DEM) perseguirá seu sonho. Parece-nos que o seu discurso peca pela mesmice – ao mesmo tempo em que perde espaços no cenário local. As pesquisas dizem isso.

“Em política nada se perde e nada se transforma – tudo se corrompe” (Millor Fernandes)

Comentário

SAUDADES: Quem chegou ao nosso Estado após 1978 naturalmente desconhece os nomes da constelação política da época e dos fatos agregados. Neste recesso parlamentar aproveito para abordar as duas últimas eleições havidas antes da criação do MS. A pauta visa também publicitar os protagonistas do período em que o Sul do antigo Mato Grosso tinha a maioria da população e da representação política como se pode verificar dos quadros abaixo.

DEU ARENA!: Mato Grosso (uno) - 1970 - a Arena elegeu 16 deputados estaduais e o MDB 2: Cecílio Jesús Gaeta (4.952 votos) e Cleómenes da Cunha (4.244). Os demais (Arena) por ordem de votação: Maçao Tadano (10.476 votos); Vicente Vuolo (10.436); Nelson Almeida (9.283); Benedito Canelas (8.987); Oscar Soares (8.842); Alexandrino Marques (7.970); Ruben Figueiró (7.408); Valdomiro Alves Gonçalves (7.381); Ivo Cersósimo (6.767); Levy Dias (6.525); Joaquim Nunes Rocha (6.438); Venício da Silva (6.421); Antônio Lins (6.226); Afro Stefanini ( 6.056); Carlos Albanese (6.043) e Londres Machado (5.826).

DEPUTADOS FEDERAIS (6) eleitos naquela eleição (a penúltima antes da divisão do Mato Grosso): José Garcia Neto –Arena – (32.390 votos); Ubaldo Barem – Arena – (23.592 votos); Marcílio Lima – Arena – (22.942 votos); Emanuel Pinheiro – Arena – (21.476 votos); Gastão Muller – Arena – (17.325 votos); João (Totó) Câmara – Arena – (14.741 votos).

SENADO: Eram 543.670 eleitores no pleito de 1970, apurados apenas 397.073 votos. Eleitos: Filinto Muller - Arena - (Suplente Italívio Coelho) com 170.365 votos e Saldanha Derzi – Arena – (Suplente João Ponce de Arruda) com 146.257 votos. Derrotados: Plínio Martins – MDB – (Suplente Bezerra Neto) com 80.451 votos. Com a morte de Filinto em 11/07/1973, assumiu Italívio Coelho, exercendo o mandato até o final de 1978.

ELEIÇÕES ESTADUAIS-1974: Eleitos (24) por ordem de votação: Ruben Figueiró (Arena) (18.022 votos) ; Cecílio Gaeta (MDB) 12.222; Londres Machado (Arena) 11.240; Nelson Ramos (Arena) 11.240; Sergio Cruz (MDB) 11.148; João Filgueiras (Arena) 10.686; Oscar Soares (Arena) 10.206; Antônio C. da Costa (Arena) 10.189; José Amando (Arena) 9.832; Oscar Ribeiro (Arena) 8.990; Paulo Saldanha (Arena) 8839.

CONTINUANDO: Horácio Cersósimo (Arena) 8.838; Milton Figueiredo (Arena) 8.793; Leite Schimidt (Arena) 8.735; Afro Stefanini (Arena) 8.351; Cristino Cortes (Arena) 7.899; Airton dos Reis (Arena) 7.100; Edson Pires (Arena) 7.066; Henrique P. de Freitas (MDB) 7054; Ari L. de Campos (Arena) 6;919; Carlos R. Albanese (Arena) 6.889; Valter Pereira (MDB) 6.136; Cleomenes da Cunha (MDB) 5401; Carlos Bezerra (MDB) 4.144.

CÂMARA E SENADO -1974: Eleitos por ordem de votação: Ubaldo Barém (Arena) 24.838 votos; Benedito Canelas (Arena) 24.521; João Nunes Rocha (Arena) 24.414; Valdomiro Gonçalves (Arena) 23. 077; Vicente Vuolo (Arena) 22.544; Valter de Castro (MDB): 21.676; Gastão Muller (Arena) 21.610; Antônio Carlos de Oliveira (MDB) 19.731. Para a única vaga do Senado foi eleito Antônio Mendes Canale (Arena) derrotando Vicente Bezerra Neto – MDB – assumindo assim o mandato em fevereiro de 1975.

PRESIDENTES da A. Legislativa de Mato Grosso – de 1947 - até a criação de Mato Grosso do sul: 1947 – Virgílio Alves Correa Neto; 1948/49 – Valdir dos Santos Pereira; 1950 – Jary Gomes; 1951 – Clóvis Ribeiro; 1952 – Rosário Congro; 1953 – Benedito Vaz Figueiredo; 1953 – Júlio Mario Abbot de Castro Pinto – 1954; Antônio Célio M. Spinelli – 1955; Rachid Mamed – 1956/57; Vicente Bezerra Neto – 1958; Wilson Dias de Pinho – 1959/60; Manoel de Oliveira Lima – 1961/63; Licínio Monteiro da Silva.

CONTINUANDO: 1962; Edyl Pereira Ferraz – 1964; Walderson Moraes Coelho – 1965; Renê Barbour – 1969; José Cerveira – 1970; Nelson Almeida – 1970/71; Waldomiro A. Gonçalves – 1973/75; Nelson Almeida – 1975/77; Paulo Saldanha – 1977/79 e Cleómenes da Cunha (vice presidente) que assumiu a presidência em dezembro de 1979 devido a renúncia de Paulo Saldanha, já eleito deputado estadual no MS.

GARCIA NETO: Natural de Rosário do Catete (SE); Prefeito de Cuiabá (1955/58) (UDN); vice governador de Fernando C. da Costa (1961/66) (UDN); deputado federal em 1967 e 1970 (Arena); eleito governador em 1974 (Arena); em 1978 renunciou e concorreu ao Senado pelo MDB, derrotado por Benedito Canelas (PDS). Em 1982 tentou de novo o Senado pelo MDB e perdeu para Roberto Campos (PDS). Nomeado diretor da Eletronorte em 1983, exerceu o cargo até 1988, quando encerrou o ciclo político desfiliando do MDB. Faleceu em Cuiabá em 2009 aos 87 anos de idade.

ANTONIO M. CANALE: Natural de Miranda (MS); Deputado estadual (PSD) 1950 e 1954; nas eleições de 1958 ficou na suplência de deputado federal; prefeito de Campo Grande de 1963/67(vice Nelson Trad); Senador em 1975 a 1982; Suplente ao Senado em 1983; presidente da Sudeco em 1985; tomou posse no Senado em 1987 na vaga de Marcelo Miranda; foi o 1º Secretário e não concorreu a reeleição; de 1991 a 1995 ele foi Consultor Geral do Senado, Faleceu em 2006 aos 83 anos de idade.

JOSÉ FRAGELLI: Natural de Corumbá (MS), ex-promotor de justiça, professor, deputado estadual entre 1947 a 1953, deputado federal de 1955 a 1959, governador de Mato Grosso de 1970/74 e senador de 1980 a l987 (no lugar de Pedrossian nomeado governador), presidindo o Senado nos dois últimos anos de mandato. Ocupou a presidência da República por 9 dias no Governo Sarney. Nos 40 anos de política integrou a UDN, Arena, PDS, PP e MDB. Faleceu em 30/04/2010 em Aquidauana aos 94 anos de idade.

ITALÍVIO COELHO: Natural de Rio Brilhante (MS); filho de Laucídio Coelho, irmão do ex-prefeito Lúdio Coelho, cunhado do ex-senador Saldanha Derzi e tio do ex-deputado Flavio Derzi. Advogado, eleito deputado estadual em 1947 pela UDN; retirou-se da política e assumiu a vice presidência do Banco Financial. Em 1964 filiou-se a Arena, elegendo-se suplente de senador de Fillinto Muller. Com a morte de Filinto em 1973 assumiu o cargo. Em 1982 tentou o Senado pelo PDS e foi derrotado por Marcelo Miranda (MDB). Veio a falecer em 21/09/2005, aos 87 anos, em Campo Grande.

CASSIO L. BARROS: Pela fidelidade a UDN, atuação na política local e na defesa do Pantanal, o advogado corumbaense (nascido em 1927) foi escolhido vice de Garcia Neto. Assumiu o Governo em 15/08/1978 devido a renúncia do titular para disputar o Senado. Governou neste turbulento período de transição até 14 de março de l979, dando posse a Frederico Campos. Morreu aos 77 anos de idade, em 21/04/2004 na sua Corumbá.

WALDOMIRO GONÇALVES: O deputado por Cassilândia e região do Bolsão foi o único parlamentar a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (1973 a 1975) e de Mato Grosso do Sul no biênio 1981/82. Ele também foi deputado federal entre 1975/78 e procurador do Ministério Público Estadual. Waldomiro faleceu em 2016 na capital do nosso Estado.

REGISTROS: Londres Machado é o único político remanescente do antigo Estado de Mato Grosso que ainda detém mandato eletivo (deputado estadual). Por outro lado seus ex-colegas contemporâneos de MS. - Antônio Carlos de Oliveira, Cecílio Jesus Gaeta, Cleomenes da Cunha, João Leite Schimdt, Paulo Saldanha, Levy Dias, Sergio Cruz e Valter Pereira não estão exercendo mandados parlamentares ou executivos. Os demais, falecidos.

ARREMATE: Eram outros tempos; longas distâncias, energia elétrica, rodovias e comunicações ruins. A economia primária, dependente do Governo Federal. Viajar de automóvel da divisa do Paraná a Cuiabá, por exemplo, era uma epopeia. Atender aos municípios, sem estrutura, exigia sacrifícios dos governantes e políticos. O Mato Grosso saltou dos 38 (na divisão) para 141 municípios. Já o nosso MS. contava com 56 cidades.

ESCOLHAS... O ex-deputado Edson Giroto (PL) (62) decidiu optar pelo anonimato; sai da política para virar agricultor. Uma saída ajuizada. Já o ex-governador Puccinelli (73) (MDB) pretende disputar o governo em 2022. Pelo visto, a experiência humilhante das prisões não o conduziu a necessária reflexão dos reais valores da vida. Fazer o que?

INSISTO: A engenharia da montagem dos quadros regionais (Estados) depende, como sempre, das definições em nível federal. De cima para baixo! Há as hipóteses viáveis e as alucinações. Mas essa reforma ministerial no Planalto poderá refletir na conjuntura política e influenciar em candidaturas – transformando coadjuvantes em protagonistas inclusive.

CAFÉ AMIGO com Walter Carneiro Jr. ‘cap’ da Sanesul MS. Entrará na história ao universalizar o sistema de esgoto sanitário. A meta da empresa é atender em 10 anos cerca de 60 cidades e distritos com a rede coletora de esgoto em casa para que seja possível a destinação correta do resíduo coletado. Vamos ter mais saúde a custo menor. Parabéns, Waltinho!

NA INTERNET:
Sem hipocrisia: Não há nada mais perigoso do que a aglomeração de – 81 senadores, 515 deputados e 11 ministros do STF.
Na política é sempre é bom deixar um osso para a oposição roer.
Se a segunda dose é a que garante a imunização, então deveriam dar a segunda dose primeiro (Dilma Roussef).
O problema é que no Brasil há gente mais americana que os próprios americanos. (Lula)
Todos nós vamos morrer um dia. (Jair Bolsonaro)
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. (Rubem Alves)
Uma mentira repetida mil vezes torna-se música eletrônica. (Carlos Castelo)
Cada religião tem suas vantagens: o céu, pelo clima; o inferno, pela vida social. (Max Nunes)

.

Comentário

SOBREVIVÊNCIA: é o desafio dos políticos de oposição enquanto as eleições não chegam. Eles acabam optando pela relação ‘saudável’ com o Governo, sem radicalismo, com objetivo de serem beneficiados com atendimentos em prol de suas bases eleitorais. Claro que essa postura sempre requer o jogo de cintura.

EXEMPLO: José Fragelli era o governador de Mato Grosso e na Assembleia os deputados ‘pedristas’ conviviam bem com o Governo, contrariando assim o projeto de Pedro Pedrossian de voltar em 1975. “Calma dr. Pedro, é cedo para romper...” – justificavam eles. E foi assim até o final do mandato. Aliás, a convivência dos ‘pedristas’ também foi ótima com o adversário Garcia Neto (PFL) que sucedeu Fragelli no Palácio Paiaguás.

REPRISE: Em nossa Assembleia Legislativa a bancada do MDB lembra a oposição a Fragelli. Deputados surpreendem pelo entusiasmo como elogiam o Governo. A exemplo de Cuiabá, emedebistas tem no Governo (juntos em 2022?), o combustível que viabiliza o mandato deles. O governador Reinaldo repete Fragelli nas tratativas com os deputados de ‘oposição’ - aliás sempre à disposição.

CANETA & PODER: Sobreviver 4 anos sem as benesses do poder é difícil. Insuficientes só os discursos demagogos contra o Governo. O eleitor quer as ações prometidas em campanha pelo deputado. O asfalto, a moradia, ponte e escola não chegam sozinhos. Vale a habilidade nas relações com o Executivo. Os discursos de campanha – mera encenação! Parte do ‘script’.

CÂMARAS: É igualzinho. O prefeito atende ou não os pedidos do vereador. A caneta é dele prefeito! A sobrevivência exitosa do radical é complicada. Afinal: qual vereador não tem promessas a cumprir? Ao eleitor não interessa saber como elas são cumpridas. Ele quer que os benefícios cheguem até ele. E ponto final!

BRASÍLIA: Notório o efeito da caneta do Executivo no mandato dos deputados e senadores. O arsenal de ‘convencimento’ vai de obras à nomeação de cargos. Aí os partidos enfraquecem. É a democracia de São Francisco de Assis. O que vemos hoje é o filme de ontem. Só mudaram os protagonistas. O roteiro, o mesmo!

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): ocupa espaço e agrega prestígio; visitou o Butantan e pediu à Dória doses extras de vacina. José Teixeira (DEM): representante da região, comemora o anúncio do asfalto na MS 278 entre Caarapó e Fátima do Sul. Lucas de Lima (Sol): comandou live com vereador Everton Romero, de Aquidauna arrecadando 4 toneladas de alimentos distribuídas a 200 famílias ribeirinhas. Neno Razuk (PTB): pede à Secretaria Estadual de Saúde insumos hospitalares à Funsaud de Dourados; envolvido com a causa em pról dos Autistas. Capitão Contar (PSL): requereu copias de 4 processos licitatórios junto a Prefeitura de Ladário objetos de questionamentos; aproveita o recesso visitando as bases eleitorais

ELEIÇÕES & SINAIS: 1º- Reeleição antecipada do vereador Carlão na presidência da Câmara da capital; 2º- Nomeação do ex-vereador Youssif Domingos para a TV. Educativa; 3º- Aproximação da ministra Tereza Cristina com o PP, que pode abrigar Bolsonaro; 4º- fortalecimento do deputado Paulo Corrêa (PSDB) no cenário estadual; 5º- Manifestações do ex-governador Zeca do PT; 5º- Deputada Rose Modesto (PSB) visitando 3 cidades por dia; 6º - Eduardo Riedel (PSDB) tem sido figura presente no interior de ponta a ponta.

NOVA ANDRADINA: O leitor, Prefeito Gilberto Garcia (PR), informa que em 2018 entregou a idosos de baixa renda o condomínio horizontal com 20 casas. O projeto iniciado por ele mesmo em 2012 não teve sequência na gestão de Roberto Hashioka (PSDB). Pelas imagens do vídeo enviado, o empreendimento é de bom nível e atende satisfatoriamente. A causa é nobre.

FUNDÃO: Sessão pornográfica com luzes acesas. Com o fim das doações empresariais que pagavam 75% dos gastos oficiais, a ‘conta da campanha eleitoral’ quase triplicada nesta crise financeira e sanitária. Bolsonaro vetará a decisão, como o árbitro que consulta o ‘VAR’? Repetirá 2020 quando criticou e não vetou o Fundão de R$ 2 bilhões?

RADAR: O MDB tem 34 deputados federais e 12 senadores. Dos 21 presidentes da Câmara, (desde 1985) 9 do MDB; 10 emedebistas presidiram o Senado; José Sarney e Renan Calheiros (4 vezes cada). Os demais: José Fragelli, Mauro Benevides, Humberto Lucena, Antônio C. Magalhães (PFL), Nelson Carneiro, Ramez Tebet, Jader Barbalho, Garibaldi A. Filho, Eunício Oliveira e Davi Alcolumbre (DEM) .

AÇÕES & DEPUTADOS: Evander Vendramini (PP): Publicada sua lei que iguala guarda definitiva a dependente natural em planos de saúde; monitora a onda de incêndios na região pantaneira. Gerson Claro (PP): foi a inauguração do Corpo de Bombeiros em Santa Rita e prestigiou o’ nat’ de Bela Vista; saiu o resultado da licitação de reforma de escola de Itaporã que ele solicitou. Marçal Filho (PSDB):garante duas unidades móveis (trailers) de saúde para Dourados; liderou no endereçamento de emendas para Dourados. Pedro Kemp (PT): foca ações anti Covid em pról dos funcionários da educação e saúde e na questão da volta às aulas. Mara Caseiro (PSDB): Governo atendeu seu pedido viabilizando 10 computadores à Escola Indígena de Dois Irmãos do Buriti. Batalhadora.

1 - DISTRITÃO: “Sou contra, porque privilegia personalismos, degrada a pluralidade e não contribui para a saúde da democracia, que depende da conjugação de interesses da maioria com os direitos da minoria. O distritão em suma, desenhará um cenário de políticos desprovidos de compromisso partidário e apenas vinculados a projetos pessoais de manutenção de poder...” (Fabio Trad, dep. federal-PSD) (Correio do Estado)

2 –DISTRITÃO: “O Distritão acaba com algumas discrepâncias que temos, candidatos muito bem votados, mas que não entram por causa do quociente eleitoral. Os caciques não querem perder o controle de suas chapas. As coligações (extintas em 2020) atrapalhavam muito. Sempre houve muito poder financeiro e político envolvido...” . (Loester Trutis, dep. federal PSL) (Correio do Estado)

FADIGA: A oxigenação de ideias resulta em renovação, sem necessariamente avaliar a gestão de entidades públicas ou privadas. Eleições estaduais/municipais são exemplos. As eleições da Ordem dos Advogados do Brasil no MS também dando sinais de desejos por mudanças. É natural – pois a fadiga do poder enseja renovação.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Lídio Lopes (Patri): no recesso faz visitas para ouvir sugestões e reivindicações de vereadores, prefeitos e população. João Henrique (PL): mantém contato com lideranças políticas do Bolsão e confere as ações contra o Covid nas suas cidades. Amarildo Cruz (PT): no recesso visita bases eleitorais e confere a política de vacinação anti Covid em várias cidades. AntonioVaz (Rep): Presidente da Comissão de Saúde elogiado em sua postura pelo ministro Marcelo Queiroga no combate ao Covid; José C. Barbosa DEM): destinou R$ 6.228 milhões a setores diversos da gestão pública de Bela Vista; aprovada sua lei regulamentando exibição de filmes aos autistas nos cinemas.

ALMANAQUE: Goiás, 246 municípios; mais de 7 milhões de habitantes; a 9ª. economia do país. Desmembrado em 1744 da Capitania de São Paulo que ia do Uruguai a Rondônia. No início perdeu uma faixa territorial para o Maranhão, outra ao Mato Grosso (Leste), Minas Gerais (‘Triângulo Mineiro’) e a parte do norte ao atual Tocantins.

‘SALADÃO’: A pretensão de se unir o PSL, PP e DEM – que seria o maior partido com 15 senadores e 121 deputados já provoca comentários de como ele ficaria aqui no MS. A situação do ex-ministro Luiz H. Mandetta (DEM), por exemplo, seria desconfortável e ele aproveitaria a futura janela para sair. Mas convém esperar mais.

VOTO IMPRESSO-1: Ministro Luis R. Barroso (STF): “Se o presidente da República ou qualquer pessoa tiver provas de fraude tem o dever cívico de entregá-la ao tribunal e estou com as portas abertas. O resto é retórica política, palavras que o vento leva”. Ex-deputado Miro Teixeira: “O voto impresso foi motivo das maiores roubalheiras. Na República Velha, tinha até recibo, o que deu origem ao voto de cabresto”.

VOTO IMPRESSO-2: “Por que alguém que tem segurança no sistema existente brigaria tanto para que não se tenha um mecanismo de controle? Estranha a defesa tão apaixonada de alguns tentando evitar. Não é porque você nunca foi assaltado em casa que vai deixar a porta sem tranca ou aberta0” (ex-deputado Eduardo Cunha)

PONTO FINAL:

No Japão, os corruptos cometem o ‘Harakiri’.

Na China, eles são mortos, a família paga pela bala.

Na Itália, acabam presos e sem privilégios.

No Brasil, eles concorrem às eleições.

Comentário

PASSO A FRENTE: Eduardo Riedel é o candidato escolhido a dedo para disputar a sucessão estadual. O que se viu nos últimos eventos mostra a disposição de elegê-lo; um nome identificado com a filosofia do atual governo e comprometido em dar continuidade a administração reconhecida dentre as melhores do país, inclusive na política de combate ao Covid 19.

NA ESTRADA: Hoje o Governo surfa colhendo o que plantou. Investe em estradas, pontes, saúde, escolas, emprego, segurança pública, concede auxílio proteção devido a pandemia, antecipa 50% do 13º salario e cria incentivos fiscais. Claro, Riedel é visto sim como co-responsável pelas conquistas e performance da administração. Isso contará muito.

SENSIBILIDADE: O anúncio da construção de um condomínio em Campo Grande com 40 unidades habitacionais aos idosos de baixa renda é uma benção. O formato do empreendimento agrada - um exemplo a ser seguido por outros gestores. A capital envelheceu, idosos perdendo a referência familiar. Aliás, a velhice mostra a frieza da nossa civilização.

UM BRINCO! No início havia gente cética quanto aos resultados do Projeto ‘Reviva Centro’. Parcela do comércio meio contra por motivos óbvios. Agora, esse território central já começa a mostrar resultados e ganhar elogios da maioria, mesmo apesar dos contratempos de circulação de carro e a pé. O futuro fará justiça à gestão municipal pela sua ousadia.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB); destacou as ações do Governo no combate a criminalidade; alvo de elogios dos colegas pela sua postura democrática. Zé Teixeira (DEM): pede policiamento intensivo na região do bairro Maria A. Pedrossian; rede de esgoto em 3 bairros de Jatei; atento as reformas do prédio da Casa. José C. Barbosa (DEM): elogiou ação policial pela maior apreensão de drogas do país; sugere ao Governo criação de Refis aos devedores veiculares; pede demandas para todo o Estado. Lucas de Lima: participou da entrega dos cartões do programa Mais Social; projeto seu prevê que autores de maus tratos de animais arquem com o seu tratamento. Capitão Contar (PSL):seu projeto mostra a importância da doação da medula óssea no contexto da saúde pública; suas emendas beneficiarão entidades, saúde e educação.

DELÍRIO? A chance de sucesso da 3ª. via presidencial é mínima até aqui. Desde 1984 essa alternativa morreu na praia com Mario Covas (PSB) em 4º lugar e Leonel Brizola (PDT) em 3º. Foram 8 eleições polarizadas. Só mesmo um fato excepcional poderá viabilizá-la. Sacar um nome carismático da cartola não é tarefa fácil. Muita fumaça e pouco fogo.

FRACASSOS: Em 1994 Orestes Quércia (MDB) tentou ser a 3ª. via e só obteve 4,4%, perdendo para Enéas (Prona). Em 1998 foi a vez de Ciro Gomes (PDT) naufragar com 11% dos votos. Em 2002 Garotinho (PSB) (17,9%) a bola da vez - em 2006 Heloisa Helena (Psol) com 6,9%. Em 2010 Marina Silva (PV) (19,3%) – em 2014 Marina Silva (PSB) com 21,3% . Em 2018 Ciro - 12,5%, seguido de Alckmin com 4,8%. Números convincentes.

COMPLICADO: Em quem votará o eleitor não alinhado a esquerda e a direita e que votou em Bolsonaro? Por várias razões como mostram as pesquisas, ele estaria indeciso à espera de fatos novos. Mas o que esse eleitor acha dos políticos eleitos na ‘onda Bolsonaro’ e que agora borbulham na oposição? Eles terão ‘combustível’ próprio para se reelegerem?

METEÓROS: Ex-senadora Heloisa Helena obteve 6,5 milhões de votos em 2006; não se elegeu vereadora em Maceió; virou assessora do senador Randolpe Rodrigues (Rede-Ap). Marina Silva (PV) era ‘outside’ ambiental e em 2010 chegou a 19,6 milhões de votos. Em 2014 obteve 22 milhões de votos. Mas em 2020, teve o nome retirado do ról das personalidades negras do’ Zumbi dos Palmares’ pela sua contribuição irrelevante à população negra.

FRAGILIZADO: Pré-candidato ao Planalto Ciro Gomes (PDT) perde espaço e cai nas pesquisas. Sua fala agressiva nas entrevistas repetitivas já não atraem. A notícia do leilão de apartamento seu em Fortaleza soou mal junto a opinião pública. A pretensão de se firmar como 3ª. via vai ficando distante. Turrão, não admite que sua vez já passou.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Amarildo Cruz (PT): reuniu-se com pescadores da Bacia do Paraná sobre questão hídrica; pede a criação de ferramenta online para acompanhar o credito do índice do ICMS aos municípios; foi à liberação de emendas como sucessor do ex deputado Cabo Almi. Neno Razuk (PTB):quer o direito de acompanhantes aos autistas internados por Covid; disporá 75% do valor das emendas para a saúde em 22 cidades. Antônio Vaz (Rep): Decidido; destinará aos investimentos sociais ( saúde e educação) os recursos da sua emenda parlamentar. Lídio Lopes (Patri); R$1,5 milhão em emendas destinadas à saúde, educação e assistência social; aprovado seu projeto priorizando a vacinação de representantes religiosos contra o Covid. João Henrique (PL): Combativo; seu projeto que proíbe o reboque de veículos na presença do motorista começa a tramitar na Casa.

FADIGA: Também no interior do nosso Estado a tradição familiar de políticos enfraqueceu ultimamente por vários fatores. Gente nova ou estranha a política tomou o poder. É fácil comparar os cenários de ontem e de hoje em várias cidades para sentir que o poder oxigenou ao mudar de mãos. Paranaíba, Três Lagoas, Costa Rica e Nova Andradina, são exemplos.

PROCURA-SE: Quais seriam os nossos atuais políticos e personagens carismáticos? Sabe-se que é bem mais fácil reconhecer alguém carismático do que defini-lo. Mas o carismático tem o dom nato, qualidades excepcionais de seduzir e cativar pela postura e fala. São coisas distintas: o cidadão pode ser bom gestor, sem ser necessariamente carismático.

CARISMA: O ex-presidente Juscelino Kubstschek é exemplo de carisma saudável, assim como John Kennedy, Martin L. King, Bill Clinton, Barack Obama e Steve Jobs. Getúlio Vargas? Só populista. Embora de imagem sinistra Adolf Hitler era portador de áurea carismática. Esse exemplo mostra que o dom carismático é complexo e pode ser também nocivo.

DESERTO: Pesquisando o cenário local não detectamos um só personagem que preenchesse os quesitos do carisma elencados pelo sociólogo Max Weber. Nem os ex-governadores Wilson Martins e Pedro Pedrossian, apesar do prestígio conquistado não conseguiram ao longo de suas trajetórias marcantes passar essa imagem de políticos carismáticos. Só de vencedores!

AÇÕES & DEPUTADOS: Marçal Filho (PSDB): Saúde, educação e assistência social receberão a maioria de suas emendas, mas o esporte não foi esquecido. Gerson Claro (PP): prestou contas da presidência da CCJR no 1º semestre: apreciadas 189 matérias; 32 cidades foram beneficiadas pelas suas emendas. Evander Vendramini (PP); atento as queimadas no Pantanal; suas emendas irão para 13 cidades e entidades como a APAE da capital com R$200 mil. Mara Caseiro (PSDB); pede reforma da Escola São José em Cassilândia e do telhado da escola estadual de Campuã; asfalto no Jardim Columbia na capital; Pedro Kemp (PT): critério justo na distribuição de suas emendas para beneficiar as entidades assistenciais, saúde e educação; elogiou o trabalho da mesa diretora da AL.

RESGATE: Nós paulistas comemoramos em São Paulo o 9 de julho como o dia da ‘ Revolução Constitucionalista’. Nunca entendi porque o sul do Mato Grosso, que apoiou solitariamente a causa; e após a criação do MS ignorou a efeméride. Agora o deputado Gerson Claro (PP) propõe instituir a comemoração. Derrota militar que gerou a vitória política com a Constituição de 1934.

SABENDO: A Constituição de 1934 foi importante. De espírito liberal previu o voto feminino e obrigatório aos maiores de 18 anos; adotou o sistema com 3 poderes ; o sistema eleitoral com eleições diretas e o voto secreto; a legislação trabalhista com férias, jornadas de trabalho e criação de sindicatos. Por tudo isso ficamos ao lado dos paulistas em1932.

LIÇÕES: Os jovens e oriundos de outros Estados não conhecem o passado que ajudou na criação de MS. A Revolução de 32 foi um episódio importante na vida política da então região Sul do Mato Grosso. Tivemos aqui batalhas sangrentas e até o Governo Provisório do Estado de Maracajú liderado pela figura impoluta de Vespasiano Martins, grande líder.

FICÇÃO: Aguardada como decisiva em 1930 entre as tropas getulistas e o Exercito ali em Itararé (divisa de São Paulo-Rio), a ‘Batalha de Itararé’ não aconteceu dada a fraca resistência das forças federais. Daí que o jornalista Apparício Torelly passou a usar o cognome ‘Barão de Itararé’ nas suas críticas à Ditadura. Apparício deu então lugar ao personagem Barão de Itararé cujo humor político é elogiado até hoje.

PILULAS DIGITAIS
Se o Bolsonaro morrer de um forte soluço, o nome seria Solução?!
Nas eleições de 2022 o PT deve deixar de lado o tema corrupção.
O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim afinal o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. ( Barão de Itararé)
O grande desafio do homem é encontrar diariamente duas meias do mesmo par. (Tusquinha)
A honestidade é uma das piores formas de solidão. (Carlos Castelo)
Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados. (Barão de Itararé)
Os cubanos já não são tão fidel ao Governo.
Lula está certo! Pancada de polícia cubana não dói – é declaração de amor pelo próximo e pela causa.
O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África. (padre Antônio Vieira)
O luxo do funeral e a suntuosidade do túmulo não melhoram as condições do morto; satisfazem apenas a vaidade dos vivos. (Dante Veoléci)

.

Comentário

PERGUNTA-SE; Qual o rumo do Democratas no MS? Caminhará com as próprias pernas? Suas lideranças unidas? Tudo vai depender dos projetos dos seus líderes e das decisões do presidente nacional da sigla, ACM Neto – pré-candidato ao governo da Bahia, do cenário indefinido e do futuro partido de Bolsonaro. O processo eleitoral vem ‘de cima pra baixo’.

TEREZA CRISTINA: Não pode ficar contra Bolsonaro. Para se viabilizar ao Senado precisa costurar alianças com nomes fortes eleitoralmente. Antes ela vai saber de ACM Neto qual o rumo que o DEM seguirá na nacional. Dependendo, iria para o Patriotas, PP ou PL. Equação que exigirá astúcia e sorte. Difícil a ida dela para o MDB que já sinaliza apoio à candidatura Lula.

NA SALA DE ESPERA: Ex-ministro Luiz H. Mandetta não compartilha dos anseios de Tereza Cristina, do vice-governador Murilo Zauith e dos deputados José Teixeira e José C. Barbosa. Os dois últimos, próximos a ministra e ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) - de notória afinidade com o governador paulista João Dória (PSDB). Complicado o quadro

‘DIÁSPORA’: Há em todos partidos! Antes mesmo da janela partidária (em março) o DEM já perdeu o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, deputado Rodrigo Maia, prefeito do Rio Eduardo Paes e Rodrigo Garcia (vice-governador de SP). É o troca troca. O ex-governador Geraldo Alckmin sairá do PSDB rumo ao DEM ou PSD para disputar o governo paulista.

IDEOLOGIA? “Non mas!”, como diz o ‘crupiê’ da roleta do cassino de Ponta Porã. A chegada ao poder exige tolerância, amnésia e incoerência. As eleições mostram cruzamentos de incríveis ‘animais políticos’ de diferentes espécies. Cumplice e vítima desta tramoia, o eleitor é também o julgador neste tribunal como parte do universo democrático.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB); em alta; articulou a aprovação do pacote de benefícios do Governo; anunciou liberação de 50% do 13º salários dos funcionários da Casa. Zé Teixeira (DEM): pede melhorias para Caarapó, Itaporã e Rio Brilhante; comemora licitação da reforma de escola em Itaporã. José C. Barbosa (DEM): liderou grupo de produtores rurais no encontro com o Secretário Eduardo Ridel; pede fila zerada da promoção dos agentes de segurança pública. Lucas de Lima (SOL): quer isenção de taxas na 2ª. via do RG dos atingidos pela pandemia e beneficiários de programas sociais; tem projeto de apoio emocional às vítimas do Covid. Capitão Contar (PSL): pede isenção das bandeiras tarifárias na energia e combustíveis; aprovado na Comissão de Justiça o projeto priorizando o setor de alimentos na pandemia.

AVALIAÇÃO do presidente Bolsonaro em 163 cidades, entre 3 e 7 de julho, pelo Instituto Ranking de Pesquisas; 26,00% - Bom e ótimo; 20,17% - regular; 51,10% -Ruim e péssimo – 2,73% não sabem e não responderam. Ao leitor cabe as conclusões.

BOBAGENS: Resistem no ‘Brasil de meu Deus’. Em Bocaiuva do Sul (PR) o prefeito proibiu a venda de anticoncepcionais e camisinhas alegando baixo índice de natalidade da cidade de 9 mil habitantes. Já a lei federal 9.605/98 prevê o agravamento de penas para os crimes ambientais nos domingos e feriados sob a justificativa de que há menos fiscais trabalhando.

SANGRIA: Sob os holofotes da CPI em curso é notório o objetivo de promoção. Não há inocentes no cenário. Alguns deles de condutas incompatíveis com a função. Eles apostam na longevidade da ‘novela’ para desgastar o Governo e ocuparem espaços na mídia. O show comandado pelo formidável senador Renan Calheiros deve ir longe.

MEIA VOLTA? Pontuando fraco nas pesquisas a Senadora Simone Tebet já é tida como postulante a Câmara Federal. A notícia de que ela até poderia sair candidata ao Planalto, é sintoma de tentativa de ‘sair por cima’, na moral, da vida pública. Distante das bases interioranas perde o espaço para a ministra Tereza Cristina. É o dinamismo da política.

AÇÕES & DEPUTADOS: Marçal Filho (PSDB): em 1ª. discussão aprovado seu projeto de ‘Conscientização/prevenção do Câncer Colorretal’; ativo nas sessões virtuais. Gerson Claro (PP): na CCJR relatou emenda à LDO elevando em até 40% o limite orçamentário, preservando a saúde fiscal do Estado. Evander Vendramini (PP): seu projeto prevê o resgate de valores da bandeira estadual; atento a política de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal. Mara Caseiro (PSDB);requer drenagem no Km 23 da BR-060 (Chapadão do Sul) para evitar novos acidentes; pede reforma na praça 1º de Maio de Caracól. Pedro Kemp (PT):comandou proveitosa audiência pública virtual em parceria com o Conselho Regional de Psicologia.

DIFERENÇAS: Nos ‘USA’, o vice presidente preside o Senado. Aqui tem a função de ‘esperar’ ou conspirar. Lá, se o presidente vai ao exterior ele não passa o cargo ao vice. Só transmite o cargo em caso de real impedimento, como numa cirurgia em que o presidente recebe anestesia geral, e por momentos fica sem condições de responder pela chefia do país.

ENQUANTO isso aqui – no caso do presidente da república se ausentar do país abrem-se as cortinas para o espetáculo vaidoso do poder temporário. Podem assumir: o Vice presidente, presidente da Câmara, presidente do Senado e o presidente do STF. Todos eles não eleitos para o maior cargo em importância do país. Esquisito não?!

RIDÍCULO: Em 1989 o presidente José Sarney foi ao Japão e o deputado Paes de Andrade (presidente da Câmara) assumiu. Ele foi numa comitiva com 66 pessoas para inaugurar uma agência bancária em Mombaça (CE) sua terra Natal. Até Fortaleza a viagem foi no Boeing Presidencial e depois em ‘Bufalos’ da FAB. A pista de terra foi prolongada em poucos dias para receber o ‘filho ilustre’. Uma festa!

TRAUMAS: Lembro os casos de José Serra (PSDB); após 15 meses de gestão (2006) deixou a prefeitura paulistana para disputar o governo paulista e de João Dória (PSDB) em 2018 que repetiu o gesto de Serra, deixando Bruno Covas no lugar, que foi reeleito em 2018 e faleceu em 2021. Em seu lugar assumiu o vice governador Ricardo Nunes (MDB). Agora Dória pode renunciar ao Governo paulista e tentar o Palácio do Planalto.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Amarildo Cruz (PT): requer a exclusão do ICMS da bandeira vermelha nas contas de luz; atento ao programa de vacinação contra o Covid. Neno Razuk (PTB): Pede à Agepan o adiamento do reajuste da conta de água pela Sanesul; quer posto de policiamento indígena da Funai em Amambai; pede criação de programa de atendimento multiprofissional a autistas. Antônio Vaz (Rep): aprovada em 1ª. discussão projeto contra violência animal nos condomínios; pede construção de pista de atletismo na escola estadual de Corguinho. Lídio Lopes (Patri) : pede poço artesiano para o povoado de Sapé (Douradina), recuperação de trecho da MS-379; asfalto na MS 270 entre Itaporã e Placa do Abadio. João Henrique (PL): defende políticas públicas para a causa animal; aprovadas pela CCJR seis emendas suas para setores vitais da gestão pública.

É ESPERAR... Na mídia e nas redes sociais, esquerda e liberais apoiam a postura do governador Eduardo Leite (PSDB) ao assumir que é gay. Do outro lado - o ceticismo crítico. O anúncio mescla coragem rara e o natural oportunismo em tentar quebrar esse paradigma social. Mas Leite só girou a chave, desatou o 1º nó, venceu o 1º degrau nesta empreitada.

1-FAMÍLIAS & PODER: Resistem no MT. Exemplo da ‘Família Campos’. Julio Domingos de Campos – ‘sr. Fiote’, foi vereador e prefeito duas vezes de Várzea Grande. Os filhos Júlio e Jaime idem. Júlio: deputado federal 3 vezes, governador, senador e conselheiro do T. Contas. Jaime: prefeito por 3 mandatos, governador e está no 2º mandato no Senado. O outro filho do ‘seo Fiote’, Benedito Paulo, foi Secretário de Estado e prefeito de Jangada, próximo a Várzea Grande. Marcia Campos, filha do patriarca Campos foi vereadora em Cuiabá.

2-FAMÍLIA & PODER: No MS só a ‘Familia Trad’ cresceu. Nelson Trad foi vereador 4 vezes e vice prefeito da capital; deputado estadual, Secretário de Justiça e deputado federal. O irmão Ricardo Trad - Secretário da Indústria e Comércio. Os filhos: Nelsinho Trad, vereador, deputado estadual, prefeito da capital duas vezes, é senador. Marcos Trad vereador, deputado estadual e é prefeito reeleito da capital. Fabio Trad está no 2º mandato na Câmara Federal. O neto Otávio Trad cumpre o 3º mandato na Câmara de Campo Grande. Antonieta Trad (ex-nora) foi deputada estadual.

MUDANÇAS: Lá atrás era comum famílias liderando o poder político. Mas com a criação do Estado de MS definharam por falta de sucessores e pelas transformações sociais ocorridas naturalmente. Casos das famílias Coelho e Barbosa Martins que perderam o espaço e a representação. Também no interior os clãs políticos sucumbiram aos ventos da renovação inevitável.

PILULAS DIGITAIS

Houve um tempo em que os animais falavam. Alguns ainda continuam. (Max Nunes)
Toda elegância é discreta, assim como toda virtude é silenciosa. (Luiz F. Pondé)
Não estão interessados no bem da Amazônia, mas sim nos bens da Amazônia. (Eneas Carneiro)
Distribuição de renda no Brasil é responsabilidade da loteria federal. (Carlos Castelo)
Estamos gritando desesperadamente para sermos observados, nos sentimos muito solitários. (Leandro Karnal)
Coragem é preparo e não mera disposição eufórica. (Mario Sergio Cortella)
A vida é um processo e o que importa é o caminho. (Beto Mallmann)
O Brasil precisa explorar com urgência sua riqueza, porque a pobreza não aguenta mais ser explorada. (Max Nunes)

.

Comentário

Página 1 de 32

O Tempo Agora

  • unigran 21

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014

WhatsApp 9 9913 8196

Telefones Úteis