Timber by EMSIEN-3 LTD
Manoel Afonso

Manoel Afonso

A VISÃO que se tem hoje da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa contra a JBS é que os efeitos podem ser muito mais danosos do que os eventuais benefícios. Já se compara o episódio ao caçador que na ânsia natural de matar o passarinho inadvertidamente destruiu toda a floresta. Futuras medidas judiciais podem não ser eficazes a curto prazo.

PREOCUPANTE o quadro: a matança paralisada nos frigoríficos, empregados desesperados com medo de perder o emprego, queda na arrecadação estadual e lá na ponta o pecuarista temendo ficar sem comprador para o único produto que tem para oferecer. “Time is money”. Seria o caso de se perguntar: “E agora, José?”

A QUESTÃO da JBS no Estado precisa sim ser questionada pelos deputados da CPI também quanto às administrações estaduais de Zeca do PT e de André Puccinelli (PMDB). Até agora não houve esse direcionamento. Seria pela presença na CPI de parlamentares ligados aos ex-dois governadores ? Ficamos no aguardo.

DE LEVE... Como diz Galvão Bueno: “pode isso, Arnaldo?” Em termos credibilidade junto a população os políticos (só com 11%) perdem de goleada até para os jogadores de futebol (44%). Os bombeiros (98%), carteiros (92%), os professores e médicos (87%) e as Forças Armadas (84%) desfrutam do melhor conceito.

A PROPÓSITO Os resultados das pesquisas divulgados nesta semana tem sim algo em comum com a relação tormentosa da opinião pública com os políticos. Diferentes argumentos desqualificam os números para tentar minimizar seus efeitos. Concordo com tudo e todos, mas insisto: o eleitor está amadurecendo - mas afia a faca!

DIFERENÇA Contra os discursos milagrosos, o novo eleitor até pode não decidir, mas influenciará na família e grupo social. Embora não seja rico, tem acesso ao ensino, ao consumo e navega na internet com o smartphone pago a prestações. Decide com maior reflexão, pouco espera dos políticos, sente-se responsável pelo que realiza independente das benesses do Estado.

CENÁRIO No descanso das obras, dos garis da limpeza, nos pátios dos colégios e faculdades, nos ônibus, metrôs e nas ruas, há milhares conectados. Notícias, vídeos indignação, risos sobre fatos e personagens do dia a dia. Influenciam na formação da consciência e postura política, criando asas e se libertando da família e patrão.

BOA AVALIAÇÃO Sem surpresa os números recentes da ‘Ranking Pesquisas’ sobre a atuação da Câmara Municipal de Campo Grande. Nada menos que 35,83% avaliaram como ótima e boa – enquanto 41% dos entrevistados a classificaram como regular, só 14,03% como ruim/péssimo – enquanto 8,24% não souberam e não responderam.

MS 40 ANOS No saguão da Assembleia Legislativa falei com o ex-senador Ruben Figueiró (PSDB) sobre a divisão de Mato Grosso. Admite: a classe política falhou em vários pontos e nos estudos preliminares da comissão da divisão estava previsto que Rondonópolis ficaria conosco (área de 33 mil hectares). Figueiró admite: a soberba das lideranças, a nomeação de Harry Amorim e a guerra pelos espaços nos prejudicou.

EMBORA cauteloso nas declarações, Figueiró admitiu que o governador Wilson Martins errou ao asfaltar dois trechos da BR 262 (Aquidauana-Corumbá, Água Clara-Três Lagoas) com dinheiro emprestado. Dívida impagável até hoje. Para amenizar a conversa com o senador, um assessor legislativo ironizou: “perdemos muito, mas para compensar ficamos com o Almir Sater, Michel Teló e o Luan Santana”.

COMPARE: Mato Grosso tinha 93 municípios quando da divisão. O Sul com 55 deles e população de 900 mil habitantes; o Norte com 36 e 600 mil habitantes. Hoje temos 79 cidades com 2 milhões e630 mil habitantes e os matogrossenses chegaram a 141 municípios com 3 milhões e 350 mil habitantes. Se o Estado fosse uno teríamos 220 cidades e 6 milhões de habitantes, uma potência econômica invejável. Já ouvi: “Ah se os nossos políticos tivessem a sabedoria dos cuiabanos”.

CAFÉ AMIGO Momentos agradáveis com o ex-senador Levy Dias. Falamos de fatos, personagens e tiramos boas lembranças do baú. Saudável e disposto, ele mantém na iniciativa privada o estilo dinâmico adotado na vida pública. Sua empresa voltada para a suinocultura é modelo - fornece mil porcos gordos ao abate por semana. O plantel passa de 30 mil cabeças. Aliás, seus olhos brilham ao falar do empreendimento.

O EX-SENADOR é outro remanescente da divisão do Mato Grosso. Entende que a disputa política na fase inicial do Estado era natural. Falou das boas relações que tinha como prefeito de Campo Grande com Harry Amorim, então diretor do DNOS e com o engenheiro Carlos Voges, com os quais também conviveu enquanto eles aqui estiveram. Não fez críticas ou restrições a ninguém.

SEM MÁGOAS, Levy admite que teria sido governador se tivesse vencido Zé Elias na convenção do PDS para o pleito de 1982. Ele perdeu pelos votos dos deputados Daladier Agi e Valdomiro Gonçalves, fieis a Pedrossian. Reconhece a liderança do ex-governador Pedrossian, a quem é grato pela sua trajetória. Levy gostou da sugestão de escrever um livro de memórias. Conteúdo não faltará, com certeza.

LEVY DIAS Em 1982 ele poderia ter sido o adversário de Wilson Barbosa Martins (PMDB) – no lugar de José Elias Moreira (PDS). Apesar do discurso fraco, falta de carisma e da discriminação por ser de Dourados, Zé perdeu só por 21.040 votos. Wilson Fadul (PDT) pontuou 5.414 votos e Antonio Carlos de Oliveira (PT) 4.541 votos.

1-LAVA JATO Não pode passar despercebida a parte da entrevista do Juiz Sergio Moro na Globonews onde aborda a prisão após decisão em Segunda Instância. Lembrou que os recursos só visam empurrar de barriga os processos até alcançar a prescrição inclusive. E mais: Nos Estados Unidos e França – incomparáveis ao Brasil – o réu começa a cumprir pena já na decisão de Primeira Instância.

2-LAVA JATO Moro ainda rebateu suposta exclusividade para tratar da Lava Jato. Lembrou que ela se espalhou por São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Campo Grande. Aliás, na 3ª. Vara Federal da capital estão os autos de apimentado conteúdo do Aquário, Lama Asfaltica e das propinas da JBS. O cemitério dos sonhos de políticos envolvidos?

VERDADE? Fala-se em eventual delação premiada de Ivanildo da Cunha Mirada – operador de propinas, (7 anos) segundo documentos na denúncia da Procuradoria Geral da República na Lava Jato. Ele antecedeu ao operador João Baird e foi sucedido por André Luiz Cance, ex-secretário adjunto do Governo Estadual – gestão de André Puccinelli. Pelas delações de Joesley Batista e Wesley Batista as propinas chegaram a 110 milhões de reais.

METEÓRO Quem conheceu Ivanildo da Cunha Miranda antes de se tornar figura importante nos bastidores do poder, não titubeia em dizer que ele mudou muito. Seu padrão de vida foi lá em cima, com hábitos antes impensáveis. O que se perguntava nesta quarta feira no saguão da Assembleia Legislativa – é se ele teria estrutura psicológica para segurar a bronca sozinho. Pessoas próximas lembram: “ele sumiu”.

‘INTERESSANTE’ Vários políticos ligados ao ex-governador André Puccinelli (PMDB) sustentam as condições legais dele competir no pleito de 2018. Lembram as leis e brechas permitindo recursos, como tantos senadores, ministros e deputados - beneficiários do foro especial que deságua na prescrição (pela metade) deles políticos no STF.

“PÉROLAS” Não cola mais o marketing de austeridade do STF. Lá atrás a ministra Carmem Lúcia, empolgada disse: “Quero avisar que o crime não vencerá a justiça”. Lembrei na hora da frase do ex-ministro Zé Dirceu (PT): “O PT acabou com a corrupção no Governo”. O voto dela que prendeu o deputado federal Natan Donadon (RO) serviu de base ao ministro Teori Zavascki para decretar a prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (ex-PT). Já no caso de seu conterrâneo senador Aécio Neves (PSDB) ela decidiu contra sua própria decisão. Sujou a toga.

“Espelho, espelho meu, pode me dizer o que é meu e o que é teu?” (Oberdan Rossetin)

Comentário

BALANÇO Não perdemos para Cuiabá de Julio Campos e cia, mas pela incompetência de nossos políticos. Focados na luta pelo poder, não investiram na boa relação com o Planalto para termos condições especiais ao nosso desenvolvimento (como fizeram os cuiabanos). Nossos primeiros senadores e deputados federais disputavam espaços no Governo local, cada qual cuidando do próprio umbigo. E agora? Bem, são outros quinhentos! Somos o que temos! O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não tem a varinha mágica. Faz o possível.

AVISOS: Pesquisa eleitoral é igual biquíni: mostra o principal, mas esconde o essencial. Eleição não se ganha por antecipação com base nos números das pesquisas – manipuladas, estranhas ou ainda subjetivas, que nem sempre revelam os contrastes e as complexidades do cenário. Na política – como aprendemos desde menino – não há favas contadas.

EXEMPLOS de surpresas. Além dos casos locais conhecidos, dois são marcantes: de Fortaleza em 1988, onde Maria Luíza Fonttenele com 17% nas pesquisas 10 dias antes do pleito bateu o cacique Paes de Andrade (PMDB) com 54% das intenções de voto. No mesmo ano, Luiza Erundina (PT) venceu Paulo Maluf (PDS) para a prefeitura de São Paulo com 270 mil votos de diferença em turno único. Foi favorecida pelo excesso de candidaturas (13) e a desistência de Airton Soares (7 dias antes do pleito) com seu nome constando da cédula de votação.

CUIDADO É preciso consultar o eleitor quando o assunto é composição com grupo adversário pensando em facilitar a vitória e acomodar interesses. Os exemplos mostram que o tiro costuma sair pela culatra nestes ‘casamentos’ espúrios aos olhos da opinião pública. Além do mais, está em curso a formação de uma terceira via liderada pelo PDT para disputar as eleições de 2018.

MUDANÇAS Se os tempos são outros – onde homem casa com homem e mulher casa com mulher – não se pode esperar que o eleitor continue pensando e agindo como no século passado, como se fosse aquela múmia egípcia enfaixada que nada via e ouvia. As pessoas tem pressa, querem mudanças e não se conformam com o velho discurso saudosista do ‘rouba mas faz’.

OS INVISÍVEIS Em todas as pesquisas vem aparecendo um contingente assustador de eleitores que simplesmente preferem não se manifestar ou ainda tendem a votar em branco ou nulo. É possível que boa parte de meus leitores pertença a esse time, que critica, ironiza ao longo da campanha e só resolve decidir na última hora, contrariando os especialistas e as próprias pesquisas.

CLASSE MÉDIA É dela que sai a maioria dos integrantes do ‘eleitorado invisível’. É o cara que tem formação superior, sem entusiasmo com os políticos, discute futebol e política só no churrasco, chama os políticos de ‘cachorrada’ - mas de vez em quando dá uma ‘zapeada’ nas notícias para saber dos últimos escândalos. Esse eleitor reclama do custo da mensalidade escolar, supermercado, plano de saúde, juros do cartão de crédito e por aí afora.

‘PANELINHA’ Como explicar ao eleitor esse fundo de quase dois bilhões de reais para o pleito de 2018 quando falta tudo na saúde? O eleitor da classe média com quem converso muito tem uma concepção muito ruim dos políticos. Acha que eles são mais iguais do que diferentes e que - independentemente de partido – se servem da mesma ‘panelinha’, de mordomias, vantagens diversas resultantes do poder.

INFELIZMENTE o político não se preocupa em saber quais assuntos interessam de fato ao eleitor. Há uma falta de sintonia, diferente do que acontece nos Estados Unidos, onde 97 a 98% dos congressistas são reeleitos. Lá, antes de apresentar qualquer projeto, eles consultam todas as pesquisas existentes sobre o assunto para saber o que pensa o eleitor.

IGNORAR o que pensa o eleitor não é exclusividade dos legisladores em todas as instâncias. Também os detentores de mandatos executivos agem assim, por vantagens diversas e falta de oposição competente. O presidente Michel Temer (PMDB) dará aposentadoria integral e imoral aos ex-congressistas afrontando a população. Sorte dos vampiros de todos os partidos.

EXEMPLOS locais: a iniciativa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) em privatizar o serviço de água e esgoto da capital e eleger como prioridade na capital a construção do aquário, caríssimo e de utilidade duvidosa. Acertou com a Assembleia Legislativa e deu banana pra todos nós. Assim, desde à época dos megalomaníacos Imperadores de Roma – onde um cavalo foi nomeado senador – pouca coisa mudou.

OUTRO CASO A generosa prorrogação por mais 30 anos e 10 meses (até 2060) do contrato de concessão do serviço de águas e esgoto da prefeitura da capital – pelo então prefeito Nelson Trad Filho (PTB) para a empresa Águas Guariroba. Na época, a Câmara Municipal silenciou-se, mas o vereador Marcos Alex (PT) fez denúncia ao Tribunal de Contas que agora decidiu pela anulação das clausulas irregulares. Todos os cidadãos – pobres e ricos – precisam saber destas ‘pérolas’ administrativas.

MAIS OUTRO... Como esquecer o caso do Porto de Murtinho que ‘milagrosamente’ acabou caindo no colo dos familiares do ex-governador Zeca do PT? Sem alongar no campo jurídico pastoso, há de se destacar a decisão judicial que após tantos anos decidiu pela ilegalidade da negociação. Parafraseando o velho ditado: “Não basta o dirigente público ser honesto, tem que parecer honesto”. Pergunto: o que o meu fiel leitor pensa disso?

‘VAMPIROS’ A ministra Carmem Lúcia (STF) menosprezou a inteligência do povo brasileiro ao dizer: “Se o brasileiro soubesse do que eu sei não dormiria”. Ora! Ora! O cidadão brasileiro tem uma leitura razoável das patifarias e negociatas – onde vale absolutamente tudo – que ocorrem no andar superior do país. O brasileiro só é covarde, mas sabe da zorra brasiliense.

DESMORALIZAÇÃO Silêncio total sobre a reportagem da ‘Veja’ mostrando a venda de sentenças no STF. A ‘grande’ OAB ignorou. Para piorar a imagem da justiça, assistimos nesta quinta feira ao triste espetáculo de conciliação do STF com o Senado para resguardar os interesses comuns. Enfim, o STF fez jogo de cena sem perder a compostura e o Senado preservou o lobo Aécio da sua alcateia. Portanto, a festa continua na ‘Ilha da Fantasia’.

FOLCLORE Conselho do velho coronel nordestino ao filho sucessor: “Se queres ser bem sucedido na política, cultive duas verdades: a sinceridade e a sagacidade”. O rapaz questionou: “ O que é sinceridade, meu pai?” – Respondeu o patriarca: “É manter empenhada a palavra, custe o que custar”. Repicou o filho: “E o que é sagacidade?” Finalizou o velho: “É nunca empenhar a palavra, custe o que custar”.

‘UM SANTO’ O deputado Bonifácio Andrade (PSDB-MG) é da 5ª. geração da família do‘Patriarca da Independência’ e que há 195anos mama no poder. São 15 mandatos: vereador em Barbacena (MG), deputado estadual e deputado federal (10 mandatos seguidos). A tinhosa cabeça mineira fez dele um São Jorge às avessas como relator do caso do senador Aécio Neves (PSDB). Em vez de salvar a mocinha, acabou casando com o dragão.

A PERGUNTA que não se cala: acabou a ‘temporada 2017’ das prisões de políticos e gente do poder por aqui? A última ‘leva’ foi no caso do Detran, com direito inclusive ao constrangimento da nudez no exame de corpo de delito. A expectativa agora fica por conta do processo “Maquinas de Lama’ na Justiça Federal por conta de desvio de R$ 150 milhões em obras na administração estadual, com o ex-governdor André Puccinelli (PMDB) obrigado ao uso da tornozeleira eletrônica inclusive.

A PROPÓSITO “Você está preso”. “Sua mãe morreu”. Para um ex-policial já aposentado, essas duas notícias contém os maiores efeitos devastadores aos protagonistas. A primeira delas provoca desmaio, dor de barriga, queda de pressão e até vômito. A segunda é emocional, arranca lágrimas e desespero dependendo das circunstâncias da morte anunciada. O leitor, inteligente, tem a própria leitura destas situações que marcam muito. Ambas terríveis.

‘VICIADOS’ Incrível a dificuldade de readaptação de ex-políticos ao mundo dos mortais comuns. Não vivem sem o ‘osso’. Acostumados com as benesses, alguns deles ainda sonham com a volta, não importa como. Seria o caso de gente que anda frequentando o escritório político do ex-governador André Puccinelli (PMDB), ignorando o calendário e o relógio implacáveis.

“O preço do voto do eleitor mentiroso é sempre mais caro” (mineiro Augusto Zenun)

Comentário

CESARE BATTISTI O presidente Michel Temer (PMDB) ganhará pontos se extraditar o terrorista italiano que o ex-presidente Lula (PT) afagou com refúgio político no último dia de governo, contra o STF. Lula ignorou as provas dos 4 assassinatos e as dores das famílias das vítimas inocentes. O mundo civilizado condenou a decisão petista. Os petistas sairão às ruas protestando contra a prisão deste assassino?

PENSANDO BEM... A grana do ‘Fundo Partidário’ é pouca se comparada com os números da corrupção envolvendo os eleitos que negociam em causa própria. Mas os R$ 1,7 bilhão não é teto, é piso, com chances reais de ser majorado. Esse dinheirinho do ‘Fundão’ daria para comprar 20.269 ambulâncias, 33.160 viaturas policiais ou 34 mil casas populares. É o preço da democracia, convivendo com sérios problemas.

E AGORA? Vão encontrar uma saída honrosa para o caso do senador Aécio Neves? (PSDB) Os ministros do STF estão se agredindo verbalmente de forma vergonhosa. Já o Senado percebeu que abriu a porta para a interferência do Supremo quando votou pela continuidade da prisão do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT). Deprimente o caso, mas ainda não é o fundo do poço. Vem mais coisa por aí.

NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa não faltam opiniões sobre personagens e fatos políticos. ‘Condena-se ou absolve-se’. Em análise recente da equipe do Governo Estadual, o Secretário Carlos Alberto de Assis – da Administração – foi alvo de elogios diversos pela desenvoltura no cargo, levou nota 10. Competente, agradável nas relações com o contribuinte e funcionários - fatura politicamente. Aliás, por onde passou, Assis deu conta do recado.

DECISIVO Para um ex-deputado estadual que passou pelo saguão na 4ª. feira, a postura do prefeito Marcos Trad (PSD) decidirá a sucessão em 2018. O argumento: “a evolução visível de sua gestão vem atingindo todas as regiões e classes sociais da capital e além de ter rejeição mínima nas pesquisas, tem os predicados de um bom cabo eleitoral”.

MARQUINHOS Seu crescimento deu-se no rompimento com o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e a saída do partido. Sobreviveu ao propalado massacre político e chegou à prefeitura da capital em grupo independente. Marquinhos enfraqueceu ainda mais o ‘mito’ André que já dava sinais de fadiga em 2.012 na derrota de Edson Giroto (PR).

FADIGA A vitória de Alcides Bernal (PP) mostrou que o eleitorado da capital não concordava com o continuísmo. Nos Estados Unidos, Donald Trump representou os descontentes com o cenário e os personagens envolvidos no poder. Aqui vale lembrar Heráclito – (540 a C) com a observação “Nada existe de permanente, a não ser a mudança”.

O ELEITOR brasileiro sai às ruas, mas reprova a falta de representatividade dos partidos tradicionais, a irresponsabilidade da classe política e os aumento dos gastos públicos com mordomias e muita corrupção. O pior: está empobrecendo ao patamar de 2010 e com previsões de recuperação somente após 2023.

‘DATA VENIA’ Não tem como o eleitor deixar de questionar a relação de postura dos homens que hoje cercam o presidente Temer, os líderes do Senado e Câmara, com a elite da nossa classe política. Como separar em nosso imaginário por exemplo – as imagens do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), do senador Romero Jucá (PMDB –RO), senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ex-ministro Geddel Viera Lima (PMDB) das lideranças do mesmo partido aqui no Estado. A defesa de Eduardo Cunha feita pelo deputado Carlos Marun (PMDB) também enseja esse raciocínio.

MANOBRAS Mesmo dentro do PMDB local são visíveis os sinais de preocupação com o rumo do partido. O discurso pela redemocratização esvaiu-se. Grande parte do eleitorado não tem conhecimento dos fatos da época, Os jovens vivem outra realidade. Eu sempre digo, o PMDB cobrou caro a fatura mamando no Governo.

PUCCINELLI Tenho sérias dúvidas sobre a propalada notícia de que ele teria obtido o ‘alvará’ da mulher e dos filhos para tentar voltar ao Governo. Acredito sim que existe à sua volta muita gente interessada na própria sobrevivência no poder. André seria o piloto do barco e sem ele o naufrágio é inevitável. E até as eleições há um longo caminho com ‘pegadinhas’ inclusive.

AS OPINIÕES divergem, mas concordo com os sensatos que aconselham o ex-governador ao merecido descanso que o ciclo da vida impõe. Médico e de boa cultura humanística, sabe que é erro grave contrariar princípios que norteiam a vida. Sobre a dinâmica do tempo, recomendaria a releitura de conhecido texto do poeta Mario Quintana.

QUESTÃO delicada: aumento do preço das tarifas dos ônibus na capital em plena crise. Notei na Câmara o clima de questionamento com os vereadores cobrando a execução de obras prometidas pelo Consórcio Guaicurús em troca de benefícios fiscais. Os abrigos e as reformas dos terminais, por exemplo, ainda deixam a desejar. Para o presidente da Câmara João Rocha ( PSDB) o descontentamento na Casa é justificável.

DR.ODILON Aposentado na Magistratura Federal nesta quinta feira, deverá aceitar o desafio da vida pública partidária. É tida como certa sua imediata filiação partidária para não incorrer em eventuais problemas com a legislação. Seus movimentos até aqui indicam a filiação ao PDT para disputar o Senado, embora apareça bem nas pesquisas ao Governo, inclusive.

INTERROGAÇÃO Evidente que tudo pode mudar quanto se trata de depender da vontade popular. Num país em crise tudo é possível. Todos os dias o noticiário acaba influenciando a opinião pública e diretamente afeta esse ou aquele partido ou político. No caso do dr. Odilon é que se questionar: seu cacife eleitoral irá aumentar ou diminuir com a aposentadoria.

QUESTÕES Sem tradição na política, ele construirá um entorno que lhe dê suporte necessário para competir em igualdade de condições? Sua representação pessoal, sua trajetória com repercussão e visibilidade nacional e internacional, até onde ajudarão em seu projeto? Terá o reconhecimento contínuo do eleitorado – um tanto quanto estranho e às vezes incoerente até?

EM TESE o ex juiz Odilon representaria a grande novidade política desde a criação do Estado. De origem humilde, nordestino, sem tradição, pode ser o modelo sonhado pela população. É cedo para uma avaliação definitiva, mas sua determinação em participar do processo eleitoral é muito interessante e positiva sob todos os ângulos. Evidente, seu discurso poderá até cair no agrado e ele se transformar num fenômeno. Eleição? A gente só sabe como começa.

AGORA posso falar. Lauredi Sandin – diretor do IPEMS – confessou-me de que o dr. Odilon aparece em primeiro lugar nas suas pesquisas, inclusive para governador. Mas na maioria das vezes só isso não basta, é claro. Mas não se pode esquecer o desempenho de Alcides Bernal – contra tudo e contra todos – quebrando paradigmas, inclusive.

REAÇÃO Os políticos tradicionais concorrentes tem procurado explorar pontos que possam minimizar o potencial do ex-juiz. Faz parte do velho jogo. Questionam a inexperiência dele, seu futuro partido e até fazem previsões catastróficas para o decorrer da campanha. Mas é o povo que decidirá o que efetivamente quer. E quando ele decide, não tem jeito. É como o estouro da boiada. Sem volta!

DEMOCRACIA: “É um erro estatístico, porque nela decide a maioria e ela é formada de imbecis”. (Jorge Luis Borges). “É apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes”. (George Shaw). “É a forma de governo em que o povo imagina estar no poder”. (Carlos Drumond de Andrade). “Quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo”. (Oscar Wilde)

A SAÍDA Governo Federal, Governo Estadual e a prefeitura da capital parecem ter combinado na busca da solução que minimize os danos motivados pela grave crise econômica. O noticiário repleto de informações sobre o ‘REFIS’ deve funcionar como uma espécie de injeção para quem precisa ou pretenda regularizar a situação fiscal. Qualquer dinheiro que entrar nos cofres será bem vindo.

“O Brasil tem que parar de tratar esses bandidos com perfume francês” (Dr. Odilon de Oliveira)

Comentário

RABUDAS No episódio do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), o Senado não lhe deu qualquer chance e cassou-lhe o mandato por quebra do decoro. Já neste caso do senador Aécio Neves (PSDB), mudou de postura. As velhas raposas, até do PT, se uniram temendo ser as próximas vítimas de decisões do STF. Cuidam do próprio rabo. A gritaria no Senado não passa de apego à impunidade, que havia antes da Lava Jato.

‘ORGULHO’ Pesquisa do Banco Mundial mostra que entre 137 países, o Brasil possui a população que menos confia nos políticos. No item corrupção só perdemos para a Venezuela, Paraguai, República Dominicana e Chade. No item educação primária, outro desastre: estamos em127º lugar. Os políticos fingem ignorar os tristes números.

A NOVIDADE Desde que deixou o Tribunal de Contas do Estado em 2014 existem especulações sobre a volta do ex-deputado Cícero de Souza à política Agora não ficará só na ameaça e após se filiar ao PTB, é certa sua candidatura a deputado estadual. Com trânsito na classe ruralista e boas relações em dezenas de municípios, é nome forte.

SABIDO Ele não frequenta muito a tribuna e não se envolve em questões partidárias com os colegas de parlamento. Mas, o deputado Marcio Fernandes (PMDB) promete ser o mais votado em 2018. O seu projeto ‘Jovem Empreendedor’ agrega e agrada os jovens nas cidades onde é realizado. Ele optou por uma formula interessante de fazer política.

PARTIDO VERDE No seu jornal, o ex-vereador Marcelo Bluma pede mudanças na política local. Mas lembro: o PV perdeu o monopólio da ecologia e não se compara ao PV da Alemanha. Sarney Filho (PV) é ministro do Meio Ambiente sem prestígio. No Decreto da ‘Renca’, ele confessou: “fui pego de surpresa”. Apesar de seus 7 deputados federais, o PV continua invisível.

BRINCADEIRA Na busca de votos o Planalto apoia o Plano de Seguridade Social dos Congressistas. Os benefícios: aposentadoria integral, averbação dos mandatos anteriores com benefícios da paridade, acúmulo de benefícios acima do teto legal, pensão integral em caso de morte e custeio das aposentadorias por conta da União. Na outra ponta o Planalto quer a reforma da Previdência que reduz direitos dos demais brasileiros. Pode?

REPETECO? Um senador, um almirante e políticos malandros desafiaram o presidente Marechal Floriano em 1892. Ele mandou prende-los - avisando: “vão discutindo, que eu vou mandando prender”. Ruy Barbosa impetrou um habeas corpus no STF para soltá-los. Indignado, Floriano advertiu: “Se os juízes soltarem os políticos, eu não sei quem amanhã lhes dará o habeas corpus de que, por sua vez, necessitarão”.

O EPISÓDIO pode se repetir, pois o povo indignado com tanta sacanagem dos políticos e complacência do STF com eles, pode buscar um novo ‘Floriano’ para mandar botar esse pessoal na cadeia. Daí que o deputado Jair Bolsonaro (Patriotas) é figura presente em todas as pesquisas com seu discurso contra o que está aí.

O ELEITOR tem leitura própria deste episódio envolvendo o STF e o senador Aécio Neves (PSDB). Ele não se atém ao aspecto jurídico (legal) que favorece o político. Sua visão é no campo moral. No seu imaginário estão as imagens do dinheiro recebido e os diálogos entre o senador e o pessoal do Friboi. Para o brasileiro comum – p... da vida – Aécio, a exemplo de tantos outros políticos, deveria estar sim na cadeia.

INOCENTES? Essa proximidade e envolvimento dos políticos com personagens suspeitos em episódios de corrupção não deve ser considerada pelo eleitor? Como acreditar na versão do ex-presidente Lula (PT) no caso do apartamento e recibos? A mentira tem dedo curto! E as malas do ex-ministro Geddel Vieira Lima caíram do céu?

NO BRASIL As leis que compõem o ordenamento jurídico, sob a égide do conceito da obediência as regras e rito processual, ajudam os políticos. A instituição do escabroso foro privilegiado para autoridades é bem parte disso. As firulas da defesa desembocam na prescrição dos seus crimes. Aí é só sair e comemorar a ‘inocência’.

LAMENTÁVEL Por tudo isso é certo que nas próximas eleições teremos esses personagens, suspeitos ou processados, disputando cargos por esse país afora. O percentual deles – no Congresso Nacional, por exemplo – é assustador. Aliás, é de fazer rir a manifestação deles proclamando sua inocência quando citados na Lava Jato.

O JUDICIÁRIO também faz o ‘jogo’. O ministro Fux posou de moralista no caso de Aécio, mas quando sua filha (hoje desembargadora) disputava uma vaga no TJ do Rio de Janeiro deu a liminar concedendo auxílio moradia aos magistrados. O caso lembra o Evangelho, onde Matheus sugeriu ao hipócrita a tirar as traves do próprio olho antes de apontar o cisco do olho do vizinho. Não escapa ninguém.

LÍDIO LOPES Para o deputado estadual do ‘Patriota’, a chegada do deputado Jair Bolsonaro ao partido, ao contrário do que se propaga, trouxe mais otimismo e tem atraído adesões de novos segmentos e lideranças. Apontando para as pesquisas, Lídio acredita que Bolsonaro é nome certo para o 2º turno em 2018 com o discurso que agrada.

O DISCURSO Na prática é mais importante do que os programas que a maioria do eleitorado nem conhece. O discurso tem emoção que o eleitor tanto gosta. É igual a música ‘dor de cotovelo’ que arrepia. Num ambiente corrupto e de pouca gente que convence, Bolsonaro avança com respaldo nos 43,1% dos eleitores consultados e favoráveis a volta do regime fardado em pesquisa do Instituto Paraná com 2.540 eleitores entre 25/28 setembro.

A QUESTÃO do discurso merece ser analisada em termos locais, pois a eleição presidencial acabará refletindo ou influenciando nos pleitos estaduais. O eleitor deve usar igual critério nos dois casos. Neste ambiente pela moralidade quem tiver manchas ou for suspeito tende a ser rejeitado pelo eleitor. Chance para novos postulantes.

LEGAL MESMO Publico com prazer a notícia de que o vereador Vinicius Siqueira (DEM) da capital prepara-se para proferir palestra sobre corrupção na Universidade Federal. Ele sabe - o fato aumentará ainda mais sua responsabilidade na vida pública que está iniciando. Qualquer deslize de sua parte terá efeito devastador. Em frente.

‘VAQUINHAS’ Solidariedade ao crime ou ao criminoso? Colegas de trabalho de um agente penitenciário homicida na capital se juntam para pagar seu advogado. Ele estava armado num show artístico. O mesmo gesto ocorreu naquele outro assassinato onde o matador foi um policial da Polícia Rodoviária Federal também em Campo Grande. Os colegas solidários – em ambos os casos – desprezaram as dores e perdas dos familiares dos assassinados. Tudo tem limites. Para a opinião pública pegou muito mal.

DESGASTES “Faz parte da democracia”, como disse o deputado Beto Pereira (PSDB), mas aos olhos dos empresários e comerciários que foram à Assembleia Legislativa, faltou sensibilidade ao se tentar derrubar o veto do governo ao projeto dispondo sobre o sistema de inclusão dos nomes dos devedores no SPC. Uma lição a ser assimilada.

ELEIÇÕES 2018 Datas que merecem atenção dos pretensos candidatos. No dia 2 de outubro próximo termina o prazo para a troca de domicílio eleitoral para o município que irá concorrer. Já a filiação partidária deverá ocorrer até 2 de abril de 2018. A partir de 1º de janeiro as pesquisas eleitorais devem ser registradas na Justiça Eleitoral.

TUDO IGUAL A badalada reforma política não passou de cascata. As eleições em 2018 serão dentro das regras atuais, o que é lamentável. Com poucos dias pela frente, até mesmo a clausula de barreira e o fim das coligações proporcionais, sob risco de não serem aprovadas. O interesse dos parlamentares concentrado apenas no financiamento da campanha através do cruel ‘fundão’.

‘FUNDÃO’ “Cada um deve fazer campanha com o recurso que tiver. Não é possível tirar dinheiro dos impostos, da saúde, da educação, de projetos sociais, para fazer política. A população não pode ser prejudicada, especialmente num momento como esse, de profunda crise econômica, com 14 milhões de trabalhadores desempregados, quando falta dinheiro para tudo. Isso é imoral”. (Senador Pedro Chaves – PSC)

Na Internet: “DIA 31 DE JUNHO – DIA DO PETISTA HONESTO”

Comentário

DELAÇÃO Lembra o verbo delatar, que no fundo é o mesmo que caguetar, uma palavra pouco usada por não soar bem aos nossos ouvidos. Também tem tudo a ver com o termo dedurar, que por sua vez lembra o personagem ‘dedo duro’, um sacana traidor com recaída moral para salvar a própria pele. Não deve ser tratado como herói.

‘PREMIADA’ Esse tipo de delação, pelo que percebo nos círculos políticos, só é verdadeira quando efetivamente ferra os adversários. Ela divide opiniões, mas reforça a tese de que no Brasil o crime realmente compensa. Ao propor a devolução de certa quantia, é certo que o ‘arrependido’ desviou outra muito maior em nome de ‘laranjas’.

A CONFERIR Na análise dos escândalos conhecidos que envolvem empresários e políticos em Mato Grosso do Sul, observadores que frequentam o saguão da Assembleia Legislativa já especulam sobre os próximos capítulos - inclusive com eventual delação premiada do empresário João Amorim. Teria coragem? Seria nitroglicerina pura! Implodiria projetos e lideranças políticas.

JOÃO AMORIM Dentre tantos empresários envolvidos em escândalos é apenas mais um. Fruto da conveniência financeira em conluio com gestores públicos. Discreto, avesso a luz da transparência que devia reinar nas relações com o poder público, lembra aquele personagem do castelo que só age nas trevas. Mas entre sangue e dinheiro Amorim prefere o último.

REFLEXÃO Quantos anos de vida útil tenho pela frente? O patrimônio financeiro que amealhei já é suficiente ou preciso de mais? Melhor uma vida modesta em liberdade ou do que a riqueza sem poder desfrutá-la atrás das grades? Claro - essas reflexões não são exclusivas de alguns delatores na ‘Lava Jato’; são comuns a todos que respondem a ações na Justiça Federal principalmente.

PREOCUPA Inquérito é a fase de coleta de provas que subsidiam o Ministério Público numa eventual denúncia. Já o Ministério Público também atua com esmero para convencer o juiz a aceitar a denúncia. Essas fases representam bem a morosidade da justiça - se por um lado passam a impressão de que tudo acabará em pizza – no outro aumentam a angústia de quem é investigado.

ANGÚSTIA Ela é pessoal, intransferível. Um termo que define bem o sentimento de quem é réu ou está sendo alvo de investigações. Por melhor que seja o seu advogado, ele não consegue passar a tranquilidade, a certeza de liberdade definitiva. Se uma simples contravenção é capaz de tirar o sono, imagine as denúncias pelos graves crimes que se tem notícia! Indescritível é a angústia do ex-ministro Antonio Palocci (PT).

MUDANÇA O conceito ou cultura do ‘jeitinho brasileiro’ na Justiça mudou após as prisões e condenações pesadas de empresários e políticos, como do ex-governador Sergio Cabral (PMDB) do Rio de Janeiro. As decisões tem dois efeitos nos réus: o impacto inicial e depois passam a ser um incentivo a delação – antes que seja tarde demais!

DESCULPAS Elas se parecem principalmente entre os acusados do PT e PMDB em denúncias de corrupção. “Pura perseguição”, imaginam-se suficientes para convencer a população a ignorar os fatos contra os ‘probíssimos’ presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Lula (PT). Apenas ‘inverdades absolutas’, sucessão de coincidências?

EM CASA Cansada do papel de ‘bobo da corte’, a classe média brasileira não quer ir às ruas para protestar contra tanta corrupção. Tudo porque trabalha 5 meses ao ano para pagar impostos e sempre é chamada para pagar a conta salgada. Para alguns ela não está acovardada. Simplesmente deixou de saber em quem acreditar. Certo?
ANIMAÇÃO Aluízio São José (prefeito de Coxim), Ricardo Ayache (presidente da Cassems) e José Ancelmo dos Santos (ex-conselheiro do TCE-MS) estarão em Brasília como delegados na convenção nacional do PSB marcada para outubro próximo. Eles foram escolhidos por aclamação no último dia 16 em concorrido evento nesta capital.

RUMOS Para José Ancelmo, a tendência é pela escolha do ex-deputado federal (RS) Beto Albuquerque para a presidência nacional do partido – hoje nas mãos do deputado Carlos Siqueira, de Pernambuco. Aluízio São José vem percorrendo o interior para recompor as comissões provisórias com vistas às eleições de 2018.

CANDIDATURAS Se Aluízio São José desponta como nova liderança na região norte e com planos para disputar a Assembleia Legislativa, Ricardo Ayache segue no leme da Cassems, tida hoje como empresa modelo no setor. Ayache vem conseguindo manter-se até aqui como um bom exemplo de gestão. Decisão sobre candidatura dependerá de vários fatores e do cenário. Um equilibrista!

EM ALTA Além de ser bem cotado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado em 2018, ao deputado Jr. Mochi há uma outra opção interessante; caso o PSDB venha a compor com o PMDB, Mochi é visto como o personagem ideal para ocupar a vaga de candidato a vice governador ao lado de Reinaldo Azambuja. É o jogo que está sendo jogado.

BASTIDORES É onde tudo acontece e todos negam. O ex-conselheiro Leite Schimidt continua o operador político discreto. Só aparece em ocasiões especiais. Mas ele estaria empenhadíssimo em atrair o PTB do ex-prefeito Nelson Trad e o PSB para formatação de um bloco reforçado no pleito de 2018.

REELEIÇÃO Ao seu estilo moderado, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) esperou pelos apelos de companheiros interioranos para manifestar a disposição de concorrer ao segundo mandato. A posição de destaque do Estado no ranking de competividade (5º lugar nacional) é indiscutivelmente o fator que pesa muito.

DESTAQUE Estamos atrás apenas de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal em matéria de ambiente para desenvolvimento, onde foram levados em conta 66 indicadores referenciais. Vale destacar o avanço na taxa de crescimento do nosso PIB, o segundo melhor colocado do país. Números otimistas que merecem ser divulgados.

EXEMPLO A iniciativa da Câmara Municipal da capital precisa ser olhada pelas câmaras municipais do interior. Criar políticas públicas para a população idosa é enfrentar o problema de frente. As cidades envelheceram sem se preparar. Na capital temos mais de 100 mil idosos. Lembro: temos muito que aprender com os japoneses que cuidam bem de suas crianças e velhos.

‘BELEZA’ Que tal se os políticos tivessem igual sensibilidade para resolver graves questões que nos afligem - como tem para garimpar dinheiro para o Fundo Partidário? O cidadão que paga impostos sente-se como aquele personagem de rosto pintado e bola vermelha no nariz. Depois reclamam do desempenho do deputado Jair Bolsonaro (PSC) na corrida presidencial.

SEM VOLTA! Alguns políticos até que tentaram – sem sucesso - fazer o meio de campo para que o prefeito Marcos Trad (PSD) reatasse as relações políticas com o ex-governador André Puccinelli (PMDB). Os argumentos do prefeito são irremovíveis e ele não esconde a satisfação na parceria com o governador Reinaldo.

“Patrão de esquerda só é bom até o dia do pagamento” (Otto Lara Resende)

Comentário

ELE MUDOU Em 2002 Zezé di Camargo e Luciano cederam de graça a música ‘Meu país’ para Lula usar na campanha do PT. Agora Zezé disse numa entrevista: “ ...O Brasil precisa passar por uma depuração, até pensar no militarismo para reorganizar as coisas. Aí eles vão entregar de novo, ‘pronto, limpamos a corja aqui’. Acho que o Brasil precisava passar por uma depuração dessa”.

DECEPCIONADO A declaração do cantor retrata sua decepção com o quadro. É bom que se diga: na campanha presidencial de 2002 a dupla ganhou R$ 1.275.000,00 pela apresentação em 11 comícios. Só esse valor já é motivo para concluir: as empreiteiras sempre investiram nas candidaturas. Naquele ano a estrutura petista de campanha foi coisa de cinema. Quem está lendo a nota ajudou a pagar a conta.

‘COMBUSTÍVEL’ Após ouvir o prefeito de Costa Rica - Waldeli dos Santos Rosa (PR) sobre suas pretensões de disputar o governo em 2018, o presidente regional do PR, ex-deputado Londres Machado, perguntou-lhe sobre a estrutura financeira de apoio aos candidatos a deputado. Waldeli esclareceu que apenas bancaria a própria campanha. Experiente, Londres limitou-se a ouvi-lo sem maiores delongas.

A PRÁTICA usual é que o candidato ao cargo majoritário se organize para atrair bons candidatos na chapa proporcional, resultando em votos a seu favor. Isso implica na disposição de arcar com gastos mínimos, sob pena da campanha não alçar voo. Não se consegue separar essas candidaturas aos olhos do eleitor. E sem gastar não se tem companheiros puxadores de votos, sob pena de sofrer com o ‘voto camarão’.

GEORGE TAKIMOTO (PDT) Aos 76 anos de idade é o deputado mais velho da Assembleia Legislativa. Vice prefeito (82) de Luiz Antônio em Dourados, vice governador (86) e deputado federal (90), sobre o cenário admite: é preciso atrair gente nova para a política, mas o ambiente assusta os pretensos interessados.

BOA, AMARILDO! Todos acham lindo o Parque dos Poderes – a fauna e a paisagem de cerrado no entorno dos prédios administrativos. Mas muitas árvores já morreram e várias espécies a caminho. Esse é só um problema. Daí que a iniciativa do deputado Amarildo Cruz (PT) em criar mecanismos para gerenciar aquele local é necessária. Se por exemplo, cada órgão público criar estacionamentos de veículos, teremos um parque de cimento, sem vida.

TÁ CERTO? Uma simples resolução do Senado perdoou R$17 milhões de dívidas (Funrural) de pessoas físicas e de empresas que adquirem a produção delas. Uma delas é a JBS. Nada contra a classe ruralista, mas esse perdão afronta o restante do setor produtivo que continua pagando altos encargos. Só porque o pessoal produz alimentos deve ter tratamento diferenciado?

O PESSOAL da agricultura – notadamente de plantio em alta escala – tem sido atendido pelos últimos governantes (Banco Central e Banco do Brasil) nos pedidos de reescalonamento da quitação de dívidas com juros baixíssimos. Mas neste caso recente, o perdão compromete o plano de recuperação da economia do país e mostra: o Palácio do Planalto é refém da Frente Parlamentar da Agropecuária. Até onde o Governo vai abrir as pernas? Já rasgou a calça.

PREPOTÊNCIA Repercute mais um caso grave envolvendo integrantes do Ministério Público Estadual. Desta vez, o promotor Gilberto Robalinho da Silva que determinou a retirada do veículo do local onde sua mulher atropelou e matou na capital uma mulher de 91 anos de idade. O gesto contraria a lei e o discurso moralista do MPE de ‘defensor da sociedade’. Mal súbito é dirigir falando ao celular. O Promotor imagina a capital igual a sua Paranaíba no tempo dos coronéis? E a OAB, vai se calar?

FADIGOU Partido mais antigo do país, o PMDB jamais venceu uma eleição para o Palácio do Planalto. Chegou lá com José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer em situações atípicas. Em 1988, Ulysses Guimarães tentou e ficou em 7º lugar só com 4,6% dos votos. Em 1994 foi a vez de Orestes Quércia: apenas 4,3%. Em 2002, a ex-deputada Rita Camata (ES) foi vice de José Serra derrotado por Lula.

EVIDENTE que o discurso do dr. Ulysses era apenas retórica democrática. As lideranças que o sucederam adotaram o oportunismo e fisiologismo como binômio de sobrevivência. Os currículos dos peemedebistas - ex-presidente José Sarney, dos senadores Jader Barbalho, Edson Lobão e Renan Calheiros, do presidente Michel Temer, dos ex-deputados Henrique Alves e Eduardo Cunha e do ex-ministro Geddel Vieira atestam isso.

A ESTRATÉGIA Com enormes bancadas no Senado e Câmara, o PMDB tirou proveito, negociando cargos e vantagens nada republicanas. A indicação de Temer como candidato a vice de Dilma Roussef (PT) foi o casamento da conveniência com a necessidade (do PT). Ao longo dos anos, o PMDB criou raízes nas estatais e órgãos onde afloraram com escândalos da ‘Lava Jato’ e outras operações da Polícia Federal.

ENFIM... Os esquemas plantados no Governo, garantindo vantagens pessoais para suas lideranças e recursos para a estrutura partidária, ficaram incontroláveis, viraram casos de corrupção. Os escândalos atingindo lideranças nacionais respingam nas lideranças menores. A associação do PMDB com a corrupção é equação de fácil resolução. A exemplo dos petistas, de saias justas, os peemedebistas tem pela frente o desafio da pregação: sou do PMDB, mas não sou corrupto. Conseguirão se livrar da pecha?

NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa ouvi a tese de que o envolvimento das raposas do PMDB em corrupção não conseguirá interferir nas eleições das cidades menores. Será? O eleitor interiorano estaria condenado a alienação eterna? Não frequentaria a internet e nem assistiria os noticiosos da TV? Dizem que a mansidão do povo é proporcional à sua raiva e sede de se vingar.

A PRAGA Para um ex-deputado federal da terra, a adoção das emendas parlamentares nos moldes atuais, constituiu-se em crescente foco de corrupção encoberta em prol dos parlamentares patronos junto as empreiteiras. Em alguns casos, a liberação de emendas geram comentários irônicos nos bastidores. Afinal, o Brasil mudou pouco após o episódio dos ‘Anões do Orçamento’, onde o ex-ministro Geddel Viera era apenas calouro na corrupção. Lembra a carinha de aprendiz dele?

DESAFIO-1 O deputado Carlos Marum (PMDB) trabalha com o desafio: administrar sua fidelidade/intimidade com o presidente Temer e o ex--deputado Eduardo Cunha sem se deixar desgastar pelas denúncias de corrupção que atingira o Governo que defende ardorosamente. Mas há quem entenda: o atendimento às suas bases eleitorais com emendas parlamentares garantiria a reeleição. É o jogo pela sobrevivência.

DESAFIO-2 Apesar da denúncia de corrupção aceita pelo Supremo Tribunal Federal - por desvio e lavagem de dinheiro na BR Distribuidora – o deputado federal Vander Loubet (PT) é outro que confia no retorno eleitoral das emendas que conseguiu para dezenas de cidades. Sabe-se: pretende ingressar numa sigla que lhe permita a reeleição.

DESAFIO-3 Notório o esforço do deputado estadual Paulo Corrêa (PR) na presidência da CPI que investiga as irregularidades da JBS no MS. Candidato a reeleição, quer compensar os desgastes sofridos em sua imagem no episódio mostrado na TV e internet, flagrado ensinando o deputado Felipe Orrro (PSDB) a fraudar o ponto dos funcionários de gabinete. A conferir.

‘FENIX’ Tenho ouvido manifestações da vice governadora Rose Modesto (PSDB). Bem articulada e com amadurecimento progressivo ao tratar de questões políticas, separando-as da religiosidade. Praticamente se recuperou do embate eleitoral de 2016 e garante importante espaço para 2018. Com luz própria, independe de seu irmão deputado Rinaldo Modesto (PSDB).

A CONFERIR Será que as lideranças do PT local que estão deixando o partido tem prestígio bastante para carrear votos para os partidos destinatários? Além do mais, parte do eleitorado está decepcionada com a corrupção envolvendo ‘nobres companheiros’. Mas não deixa de ser mais um ingrediente para o embate de 2018.

LULA Apavorado, mostrou sua fragilidade na frente do Juiz Sergio Moro. Sobre o ex-ministro Antonio Palocci - suas declarações de que ele seria frio e calculista justificam a escolha para aquele importante cargo que exerceu nos dois governos petistas. Coitada da dona Marisa! Acabou sobrando pra ela a culpa pelo apartamento.

“Lula insulta a inteligência do povo” (ex-ministro Ciro Gomes-PDT)

Comentário

‘RONCAR PAPO’ A velha expressão que significa contar vantagens – sem atentar para as consequências – pode ser usada para definir as declarações do empresário Joesley Batista. Esse caso se parece com 2 episódios gravados que o leitor se recorda; do ex-deputado Ary Rigo soltando a língua para o jornalista Eleandro Passaia e do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) em suas fanfarronices com o Nestor Cerveró.

O LEITOR rechaça a desculpa amarela dos personagens gravados. Não há argumento para desqualificar as expressões e o sentido delas naquele contexto. É mais ou menos como aquele cidadão que bebe umas pingas, pega o carro e atropela meia dúzia de pessoas no ponto de ônibus. A besteira consumada; sem retorno e sem conserto.

PATRIA AMADA! Os milhões em dinheiro vivo do ex-ministro Geddel Vieira; o depoimento bombástico do ex-ministro Pallocci, a denúncia do procurador Janot contra os ex-presidentes Lula e Dilma; as gravações de Joesley Batista e a ameaça do ex-ministro Mantega em soltar a língua sobre as negociatas petistas fizeram uma ‘Semana da Pátria’ sem igual. O país aguenta!

ENFIM JUNTOS? Ex-governador André Puccinelli (PMDB) e ex-prefeito Alcides Bernal (PP) ensaiam aproximação. ‘Interessante’: o primeiro responde a processo criminal movido pelo segundo, por conta de declarações chamando-o de ladrão. O fato se deu em 28/03/2014 num evento em Dourados. A frase de André referindo-se a Bernal: “Ele caiu porque é um ladrão e montou uma quadrilha para roubar a prefeitura”. Coincidência: eles pertencem respectivamente ao PMDB e PP – partidos envolvidos na corrupção grossa.

NO VENTILADOR A postura ativa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) no cenário tem um componente despercebido pela opinião pública. Se ele anunciar sua retirada da vida pública, abandonando o barco, deixaria desesperados a legião de companheiros investigados e que respondem a processos graves. Daí eles poderiam ser contaminados pelo ‘virus da delação’ com estragos imprevisíveis. M... no ventilador.

DELAÇÕES Andam assustando meio mundo – de políticos à empresários. Não só o ex-ministro Antonio Palocci (PT) faz as contas projetando a idade atual de 57 anos com a idade previsível à época de sua soltura. Aí vêm as indagações: Vou sair inteiro da cadeia? Minha família aguentará tamanho estrago? Porque só eu preso enquanto outros estão livres por aí? Vale a pena estar rico – velho e doente – quando voltar à liberdade?

GERSON CLARO Deveria ter sido exonerado antes de pedir a demissão do cargo de diretor do Detran? Para a maioria, sim. Ficou órfão, sem solidariedade mesmo dos políticos que o apadrinharam no cargo. A vida pública é assim; quando se cai, não aparece nem um amigo para o café. O beneficiado com o episódio foi Enelvo Felini, ex-prefeito de Sidrolândia - diretor presidente da Agraer - que tem posta sua candidatura a deputado estadual em 2018.

NO RETROVISOR Após somente um dia e meio de sua posse, o ex-governador Pedro Pedrossian demitiu seu fiel amigo Osmar Dutra do cargo de diretor do Previsul porque ele havia demitido os grevistas da gestão anterior sem consultá-lo. Pedro alegou que queria ter analisado antes o episódio da greve. Preservou o governo e sua autoridade.

SURPRESA? Comparado pelos adversários (PMDB) durante a campanha como um novo Ari Artuzi, o prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB) continua surpreendendo até os mais céticos. Prefeito presente, de portas abertas, dispensa formalidades e verifica os problemas ‘in loco’. Seguramente é hoje o grande eleitor nas eleições de 2018. Sobre as comparações com Artuzi em tom de deboche, Guerreiro sutilmente ironiza: “meus adversários confundiram simplicidade com despreparo”.

BASTIDORES Eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal de Campo Grande em 2001 com 21 vereadores. Um dia antes o presidente Youssif Domingos (PDT) fecha acordo para sua reeleição com 10 vereadores, com direito a um ‘pai nosso’ de agradecimento. Mas nas urnas de voto secreto, o vereador Nelsinho Trad (PTB) ganhou a presidência por 11 votos a 10. Alguém espirituoso ironizou com uma frase lapidar num muro da Via Park: “Dr. Antonio Cru$ - Deus viu tudo”.

SACO CHEIO Também em Campo Grande o público que foi assistir ao desfile de 7 de Setembro não poupou aplausos e manifestações de apoio quando da passagem de soldados e veículos do Exército. Até os aviões que riscavam os céus eram saudados. Um recado para os políticos que protagonizam tanta roubalheira. Não é por acaso que o deputado Jair Bolsonaro continua forte nas pesquisas presidenciais.

QUEM DIRIA! Destaque para o bloco dos ex-funcionários demitidos do diretório regional do PT e sem receber seus direitos trabalhistas. Duas faixas de protesto – numa delas os dizeres: “Zeca do PT – caloteiro da CLT”. Aliás, esse assunto continua sendo tabu na bancada petista na Assembleia Legislativa. Os deputados fingem que ignoram as notícias a respeito. Eles têm medo de morder a língua.

ACERTADOS? Pelos indicativos, sim. O prefeito Marcos Trad (PSD) é novo, tem um projeto político a longo prazo. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) buscará a reeleição. As pesquisas mostram o prefeito com prestígio crescente na capital, o maior reduto eleitoral do Estado. Como se diz; o que valeu antes não vale mais – as ‘moedas’ antigas estão saindo literalmente de circulação.

OGG IBRAHIM O experiente jornalista assumiu o comando e está apresentando o Jornal da TV Record MS - que vai ao ar de segunda a sexta, a partir das 12h30. Por sua vez esse colunista voltou a apresentar seu comentário ‘De Leve’ nas edições de segunda, quarta e sexta feira do mesmo noticiário.

DESABAFO Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) o 7 de setembro serviu para manifestar sua indignação com a delação de Joesley Batista. Insistiu na tese de que foi vítima da irresponsabilidade que vai sendo desmascarada com os novos capítulos do caso. Senti o governador revigorado também com as perspectivas de melhora da economia local. Muito bom.

GUERREIRO Quem foi à Assembleia Legislativa no último dia 6 viu o deputado Paulo Siufi (PMDB) em defesa dos profissionais da área de psiquiatria da Santa Casa. Aguerrido, ele sensibilizou os colegas sobre a importância da continuidade da prestação daqueles serviços médicos. Paulo sabe que a luta não está ganha, mas se diz gratificado com o apoio recebido na Casa, dos colegas médicos e da opinião pública.

CÂNCER Aliás, mais um que veio no bojo da Constituição do dr. Ulysses (1988) e que inchou a relação anterior e enxuta dos beneficiados prevista na Carta Magna de 1889. Presidente da República, ministros, todos parlamentares, prefeitos e membros do Ministério Público com direito a julgamento em cortes superiores – livres de prisão preventiva ou temporária. Uma moleza que beneficia 22 mil privilegiados.

MOROSIDADE É a grande aliada dos acusados que desemboca na chamada prescrição do crime. Portanto, não se iluda com as notícias de que aquele senador ou deputado responde a um processo no STF, por exemplo, onde o prazo para seu julgamento beira os 3 anos. Depois virão outros instrumentos recursais interpostos.

EXEMPLO Embora condenado em 2015 pela 3ª. turma do TRF da 1ª Região a pena de 11 anos e 10 meses de prisão (em regime inicialmente fechado), o deputado estadual João Grandão (PT-MS) continua em liberdade graças a benefícios recursais. Ele é acusado de corrupção passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitação no caso conhecido como ‘Operação Sanguessuga’.

FICÇÃO? Agora a tática petista é desqualificar os depoimentos e declarações sobre a corrupção no poder. A ex-presidente Dilma Roussef – que tinha o ex-ministro Palocci como uma espécie de guru – diz que ele mente, a exemplo de vários empreiteiros confessos em delações premiadas. O nó da corda vai apertando - o ex-ministro Mantega já avisou que não quer ficar preso. Rir ou chorar?

GOL DE PLACA Assim defino o evento bolado pela Câmara Municipal para marcar a parceria de Campo Grande com o Governo Estadual. Todos os discursos afinados, inclusive do deputado estadual Jr. Mochi (PMDB). Mas o mais contundente da noite ficou por conta do anfitrião – vereador João Rocha (PSDB), muito inspirado por sinal.

“Chega. Ninguém aguenta mais tanto roubo” (Geddel Vieira – em 16/08/2015)

Comentário

‘CIDADÃO NOTA 10’ Gostei muito de ser agraciado com a medalha de Honra do Mérito ‘Cidadão Nota ‘10’, uma iniciativa da jornalista Marinalva Pereira, batalhadora das causas das sociais da capital. O evento ocorreu na Câmara Municipal, no último dia 25, onde dezenas de pessoas de diferentes segmentos sociais foram homenageadas. Grato pela honraria. Não vou esquecer.

MAU EXEMPLO Para o ex-deputado Laerte Tetila (PT) o deputado federal Zeca do PT deveria ter ‘corrido o chapéu’ entre os parlamentares e lideranças petistas para pagar os direitos trabalhistas dos ex-empregados do diretório regional. O caso enseja a pergunta: Com que moral o PT se posta como defensor dos trabalhadores, se não paga seus próprios empregados? Essa é de doer!

‘OLHAR PETISTA’ Tendo só 16,7% dos votos contra 53,3% de João Dória (PSDB) na tentativa de reeleição à prefeitura paulistana em 2016, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) lançou em Campo Grande o livro crítico ao Juiz Federal Sergio Moro. É parte do plano do PT para desmoralizar o magistrado e tentar voltar ao poder em 2018. Esse pessoal do PT menospreza a inteligência dos brasileiros.

DESESPERO Essa maratona do ex-presidente Lula (PT) no Nordeste lembra o ex-presidente Collor em 1992. Bombardeado por denúncias – foi a TV pedir ao povo “não me deixem só”. No lugar das pessoas vestidas de verde como pediu, o povo saiu protestando vestido de preto. No caso de Lula apenas sindicalistas e partidários ao seu lado. O povo indiferente as suas ‘prosopopeias’ verbais.

LAMENTÁVEL Consta no site da Santa Casa de Campo Grande que em 2016 a entidade conseguira a doação de um tomógrafo junto as Águas Guariroba. Mas, pelo fato do recurso ter origem no fundo social da empresa, a doação precisava de anuência do então prefeito (Alcides Bernal-PP). E apesar de solicitada no meio do ano, ela não foi concedida até o final de seu mandato prefeitura.

O EPISÓDIOmostra as adversidades enfrentadas pelos gestores de entidades da comunidade. Conversei com o Esacheu Cipriano, presidente da Santa Casa, sobre isso. Não esmorece, lembra de ações nobres como do Rotary Clube, do deputado federal Henrique Mandeta (DEM) e de 20 deputados estaduais - que com doações e emendas possibilitaram novas conquistas. Isso é que conta.

PEPINO O transporte escolar é um ônus pesado para os municípios. O prefeito Helio Pelufo (PSDB) conta-me que em Ponta Porã a prefeitura usa 26 ônibus próprios e 93 alugados para atender os estudantes. Detalhe: o custo é orçado no ano anterior, com o Ministério da Educação tendo por base o número de alunos; já o município tem como parâmetro os quilômetros rodados. A conta não fecha porque de um ano para outro os custos sobem.

PROGRESSO Quem passa por Chapadão do Sul admite que o país tem jeito. Estão sendo construídas mil casas de propriedade de trabalhadores que lá chegaram em busca de oportunidade . São nordestinos atuando nas grandes empresas do agronegócio e que constroem suas próprias casas. A cidade está em efervescência e obriga o prefeito João Carlos Krug (PSDB) a redobrar esforços para atender as demandas. A cidade conta com 23.940 habitantes (22ª do Estado), superior a Costa Rica e Cassilândia, inclusive.

TERCEIRA VIA Sua admissibilidade diante do cenário político estadual ganha corpo junto a alguns segmentos descontentes com o modelo atual e avessos a volta do modelo anterior. Há hoje um espaço disponível a ser conquistado por gente sem desgastes ou no mínimo despida de estigmas que tanto tem marcado a nossa classe política.

A LEITURA das eleições de 2018 depende da ótica do leitor. Elas passariam pelo governo estadual, ex-governador André Puccinelli ( PMDB), prefeito Marcos Trad (PSD), Ricardo Ayache, Odilon de Oliveira e o senador Pedro Chaves (PSC). Esses os personagens considerados protagonistas principais.

CORAJOSO A possibilidade da candidatura do prefeito Waldeli Santos Rosa (PR) de Costa Rica não há que ser descartada. Ela é interessante pelo fato dele ser do interior e vir com aprovação elevada. Mas há o risco que possa ser visto apenas como um fiel discípulo do ex-governador André Puccinelli (PMDB) e com estreitas ligações com o desgastado ex-secretário Edson Giroto – também do PR – partido estigmatizado pelos escândalos em níveis nacional e estadual. Não é por acaso que Waldeli admite trocar de partido.

A PERGUNTA sobre a possível candidatura do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) a reeleição ainda continua sem resposta. Nas raras oportunidades em que é questionado, ele sutilmente limita-se a responder sorrindo de que está focado apenas em fazer uma boa gestão e que “não é hora de se pensar em eleições”.

DESCARTADA? Quanto a hipótese da união do PSDB com o PMDB para caminhar juntos em 2018, a opinião dominante é que, dependendo do cenário à época, poderia sim atrair uma espécie de repúdio ou rejeição nas urnas. Essas composições políticas baseadas no ‘instituto da conveniência’ acabam alimentando o estoque de desconfiança que se tem daqueles que pleiteam cargos públicos eletivos. Não se menospreza a inteligência do eleitor. Ele só tem a cara de ingênuo.

MUDANÇA O deputado estadual Jr. Mochi (PMDB) deve ser guindado ao Tribunal de Contas do Estado dentro de um amplo entendimento interpartidário. Na Assembleia Legislativa haverá nova eleição para a presidência, cabendo ao vice presidente Onevan de Matos (PSDB) presidir as 5 sessões ordinárias subsequentes a declaração de vacância do cargo, como manda o parágrafo único do artigo 28 das Disposições Preliminares do Regimento Interno. Consultado pelo colunista, o deputado Onevan não decidiu ainda se concorrerá ao cargo de presidente.

DETRAN No episódio, foco apenas o aspecto político. Dois personagens chamam a atenção: o primeiro é o ex-deputado Ary Rigo que acabou numa situação vexatória. E precisava disso nesta altura da vida? O segundo é Gerson Claro, chefe do órgão e postulante (ou ex?) a vaga de deputado estadual em 2018. Vale a versão do fato. Por ter ‘avançado o sinal’. Ele virou peça incômoda, estigmatizada. Seu pedido de demissão evitou maiores constrangimentos - mas não alivia e nem o beatifica.

É VERGONHOSO que a associação das notícias policiais aos políticos e gestores públicos tenha virado rotina. Como convencer o eleitor – neste caso do Detran – de que tudo teria sido uma série de coincidências, enganos ou apenas boa fé dos acusados? E não se pode esquecer: o contribuinte se sente como o grande lesado diante de tudo isso.

ROBERTO HASHIOKA Volta ao cenário ao aceitar o convite para chefiar o Detran. O ex-prefeito de Nova Andradina é personagem controverso; bom gestor e personalista centralizador em matéria de relações humanas. Sua surpreendente derrota nas últimas eleições municipais mostrou isso. É possível que tenha repensado a postura, calçado as sandálias da humildade, fazendo do cargo um trampolim para renascer politicamente. Eu disse – “é possível”.

MEMÓRIA Hashioka foi o primeiro prefeito do PMDB a apoiar o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) ao Governo em 2014. Sua decisão implicou na desistência da candidatura da mulher – a deputada estadual Dione com chances de reeleição. Mas no 2º turno Roberto apoiou a candidatura de Reinaldo Azambuja do PSDB. Na época o deputado Zeca do PT chamou Hashioka de traidor e oportunista.

VOANDO ALTO Mais uma notícia atesta a boa atuação do professor Pedro Chaves (PSC) no Senado. Após a festejada relatoria da PEC do Ensino Médio – é o relator de 3 projetos de lei que tratam da ‘carona amiga’, atinentes a atuação de empresas como a Uber. Ele ouvirá todas as partes interessada para evitar injustiças. Legal.

SEMY FERRAZ Falamos no saguão da Assembleia Legislativa. O ex-deputado estadual saiu do PT e sem planos imediatos de voltar à política ativa. Não esconde a mágoa pela trama (dos santinhos encontrados em seu carro) que o prejudicou nas eleições de 2006. Acha que uma terceira via no pleito de 2018 deveria contar com o apoio do PT para vincular as lideranças sindicais, hoje mais fortes.

BIFFI &BLEFE Fala-se que o ex-deputado estadual Antonio Carlos Biffi (PT) somente irá para o PDT caso consiga levar também as lideranças sindicais ligadas ao funcionalismo público. Aos 65 anos de idade, após dois mandatos na Câmara Federal, ele teria ainda gás para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2018?

PRODUTIVIDADE Os números da Câmara Municipal de Campo Grande impressionam neste primeiro semestre. Foram apresentadas nada menos do que 11.839 indicações no período, com 303 proposições por cada sessão. Anote-se que no primeiro semestre de 2016 - o número de indicações foi de apenas 8.815 indicações. Muito boa portanto a performance do legislativo.

“Brasil trata bandidos a perfume francês” (Juiz federal Odilon de Oliveira)

Comentário

DILEMA Lideranças políticas do interior admitem dificuldades para homenagear o ex-governador Pedrossian. Pela sua biografia não pode emprestar seu nome a denominação de uma rua periférica por exemplo. Ex-vereador de Camapuã confessava: as principais obras públicas da cidade são de Pedrossian. E rebatizar uma delas é impensável por motivos óbvios.

HOLOFOTES A exemplo de outros eventos que reúnem figuras notáveis, também no velório do ex-governador ficou evidente a postura de alguns personagens. Mesmo não tendo intimidade familiar ou identidade política com Pedrossian, eles se esforçavam para serem notados pelo pessoal da mídia. Oportunismo ao estilo ‘papagaio de pirata’.

HONESTO Na abertura da rodovia ligando Camapuã a Chapadão do Sul, região de terras desvalorizadas na época, os maldosos espalharam o boato que Pedrossian havia comprado extensas áreas utilizando-se de ‘laranjas’. O médico e ex-deputado estadual Osvaldo Dutra relembra o caso e faz a comparação diferenciando o ex-governador dos políticos de hoje - envolvidos em mutretas e propinas.

CUIABANOS Contava o ex-deputado estadual Waldomiro Gonçalves que os cuiabanos ficaram simplesmente encantados com a chegada do casal Pedro (Maria Aparecida) Pedrossian. Pedro quebrou paradigmas e iniciou a revolução de Cuiabá com obras que foram incorporadas a sua paisagem arquitetônica. Jamais se esqueceram dele.

GENEROSO Pedrossian jamais usou do poder para se vingar. Não demitia e nem transferia os funcionários adversários para locais distantes de suas famílias. Passou pela vida sem a contaminação do ‘virus do ranço vingativo’. Detalhe: Embora não parecesse, conta o amigo Osmar Dutra, ex-conselheiro do Tribunal de Contas de MS – que o dr. Pedro era um cidadão tímido nas participações em eventos públicos.

COMILANÇA: O escritor Lima Barreto já desabafava em ‘A Política Republicana’, (1918): “A república no Brasil é o regime da corrupção....Para que não haja divergência, há a ‘verba secreta’... Ninguém quer discutir, ninguém quer agitar ideias. Todos querem ‘comer’, ‘comem’ os filósofos, ‘comem’ os advogados, ‘comem’ os poetas, ‘comem’ os engenheiros, ‘comem’ os jornalistas: o Brasil é uma vasta comilança”.

LIMA BARRETO (1881/1922) em suas crônicas via a política como “um ajuntamento de piratas mais ou menos diplomados que exploram a desgraça e a miséria dos humildes”. Decepcionado com a corrupção reinante na época, o escritor confessava ter saudades do Império, argumentando que pelo menos “os homens tinham elevação moral e mesmo, em alguns, havia desinteresse”. E não é que conseguimos piorar!

FENÔMENOS Vendo o histórico das eleições, vamos nos deparar com nomes que surpreenderam nas urnas, contra nomes tradicionais, siglas fortes e poder financeiro. Eles se pautaram no discurso de mudanças, ética, aproveitando da carência, revolta do eleitor e da fadiga de outras lideranças partidárias. Fernando Collor de Mello (PRTB) e Alcides Bernal (PP) se encaixam no rol dos que blefaram e decepcionaram.

PEDROSSIAN foi um fenômeno naquelas eleições para governador derrotando Lúdio Coelho. Era engenheiro da ‘Noroeste do Brasil’ e seu oponente de família tradicional, legítimo representante do poder oligárquico e do latifúndio. Seu discurso empolgou, pregava as mudanças que repousavam no imaginário da população. E não decepcionou.

PREOCUPA Gosto de ouvir as opiniões sobre os nomes postos para as eleições de 2018. Mas ultimamente tem crescido o sentimento pela abstenção, um resultado da decepção com os partidos e uma rejeição incontida aos nomes que não representam a renovação. A cada episódio do Congresso Nacional e da Lava Jato cresce essa tendência.

CURIOSO Nas entrevistas e pesquisas o eleitor pede renovação e ética, mas se nega a participar do processo eleitoral. Uma situação complicada. É o sentimento do eleitor em não estar sendo representado nas decisões políticas e administrativas. Tudo vem de cima goela abaixo.

ABSTENÇÃO Pode sim ser o grande fenômeno eleitoral em 2018 como foi na cidade do Rio de Janeiro em 2016, quando mais de 38% decidiram pela abstenção, brancos e nulos. Volto a citar o recente exemplo deste fato nas eleições estaduais do Amazonas quando esse índice superou a casa dos 40% do eleitorado amazonense.

AS PESQUISAS eleitorais aqui no Estado ‘escondem o leite’, precisam mostrar melhor os percentuais de quem não está disposto a votar, dos que pretendem anular o voto ou daqueles inclinados ao voto em branco. A soma deles deve ser levada em conta antes de se identificar eventuais favoritos. Afinal, o eleitor daqui pertence à mesma’ manada’ nacional, ou seja, pode também estar afiando a faca.

SUSPENSE Como a nossa política local está judicializada e há uma espera silenciosa – mas angustiante – por eventuais fatos novos investigativos envolvendo personagens manjados, ainda não é possível dizer como o quadro ficará. Do outro lado do balcão está a opinião pública mirando esses alvos para denunciá-los pela internet.

INTERNET Volto a lembrar de sua força para estragos impensáveis e irreparáveis nas eleições de 2018. Como controlar as mensagens com imagens enviadas pelo celular? Como evitar as propagações dos chamados grupos? A censura será impraticável devido aos recursos cada vez mais avançados da tecnologia. Quem tiver culpa no cartório vai dançar.

DÚVIDAS Os partidos tradicionais em 2018 - com alto nível de rejeição nem sempre mostrada nas pesquisas – garantirão o bom desempenho de seus candidatos nas urnas? A cada dia crescem as dúvidas neste sentido, como crescem também as chances dos chamados fenômenos eleitorais representados por personagens sem desgastes. O eleitor está observando tudo e com a pedra não mão.

BRINCADEIRA Seria muita ingenuidade da nossa parte esperar que a classe política fosse jogar contra o próprio patrimônio. A primeira preocupação é preservar o dinheiro do ‘fundo’ (sem fundo) para a campanha; a segunda é aprovar o modelo que assegure aos coronéis das siglas principais a maior chance de reeleição. O resto é puro jogo de cena nesta pretensa reforma política. As coisas mudam para ficar como estão.

ARREPIOS Todos aqueles políticos envolvidos em episódios de corrupção como mostrou a Lava Jato – por conta das prerrogativas do fogo privilegiado - vão continuar habitando o cenário político e o que é pior – dando as cartas. É bem assim: os políticos brasileiros fazem leis em benefício próprio. Depois reclamam que o deputado Jair Bolsonaro está subindo nas pesquisas presidenciais.

BARBARIDADE O que pretende o ministro Gilmar Mendes no STF? Até onde vai com suas ousadias e contradições? O seu direito calcado no convencimento pessoal ao mandar soltar empresários suspeitíssimos fere o bom senso e desrespeita a opinião pública. Até parece que ele se senta à direita de Deus Pai, que tudo pode, menospreza nossa inteligência.

SEM ILUSÕES A população acompanha também os movimentos no campo judicial e opina nas redes sociais. Se de um lado aplaude as ações da Lava Jato, de outro critica as inconstâncias dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Enquanto o juiz Sérgio Moro transformou em réu Aldemir Bendini (ex-presidente do Banco do Brasil) em apenas 2 dias, o STF levou 2 anos para aceitar a denúncia contra o senador Fernando Collor de Mello.

ANDRÉ PUCCINELLI O ex-governador anuncia que até o final do ano decidirá pela candidatura ou não ao Executivo estadual. Mas, então seriam apenas lorotas aquelas promessas de aposentadoria? Mas ele continua se esquivando e ainda deve algumas explicações à opinião pública sobre seu depoimento na Polícia Federal. Eu fico aqui matutando: como André – que fiscalizava pessoalmente até as emissões das passagens aéreas aos seus colaboradores – (em nome da economia) não percebeu as discrepâncias entre os custos e a qualidade dos asfaltos de rodovias efetivados sob o comando do fiel escudeiro Edson Giroto? No aguardo.

“A política do PT é a arte de pedir votos aos pobres, dinheiro aos ricos e mentir para ambos” (Antônio Ermírio de Moraes)

.

Comentário

HUMOR Governador do Estado da Guanabara e candidato a presidência da República, Carlos Lacerda foi a Montes Claros (MG) para um comício. A cidade amanheceu com os muros pichados: “Lacerda rima com merda”. No comício a noite Lacerda encerrou assim o discurso: “Aos meus amigos deixo um forte abraço. Aos meus adversários, a rima”.

COMÍCIOS Saudades deles. Cantores, sorteios de brindes e outros artifícios para atrair o público. Por conta da pseudo moralização das campanhas eleitorais os comícios foram amputados. Mas, olhando hoje os rombos revelados na ‘Lava Jato’ percebe-se: as leis proibitivas são hipócritas, criaram os monstros da corrupção através do Caixa 2. Pior pra nós!

EM FRENTE Para o secretário Carlos Alberto de Assis, da Administração, o Governo Estadual continua fazendo a lição de casa, pagando os funcionários, honrando os seus compromissos e lançando obras como ocorreu recentemente em Aquidauana e no Núcleo Industrial Indubrasil que terá pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais.

MAQUIAGEM Rebatizar o PMDB para MDB resolve o que? Igual embalagem nova em produto ruim. Com ou sem o P continuará abrigando os mesmos personagens associados aos escândalos de corrupção que provocam ojeriza da população. Como diz o ex-senador Pedro Simon (PMDB): “fazer isso agora vai parecer malandragem”.

CONVENHAMOS O discurso de que o partido combateu a Ditadura cansou os ouvidos e a nossa paciência. Essa militância pela democracia já foi paga com cargos e muitas vantagens no Planalto e em muitos governos estaduais. Peemedebistas com P ou sem P já desfrutaram e desfrutam até hoje das tetas federais aqui no MS.

VEJAM SÓ! Embora tenha disputado a eleição presidencial pela última vez em 1994 com Orestes Quercia - apenas 4,4% dos votos - perdendo para Enéas Carneiro (Prona) com mais de 7% dos votos, o PMDB já teve nada menos do que 198 cargos de primeiro escalão e ministérios nos governos após a redemocratização. Antes, no pleito de 1989, Ulysses Guimarães (PMDB) amargou o 7º lugar na corrida presidencial.

CONFIRA: No Governo Sarney foram 32 ministros do PMDB; 1 ministro no Governo Collor (PRN) e 6 ministros no Governo Itamar Franco (PRN); nas duas gestões de Fernando H. Cardoso (PSDB) foram 7 ministros em cada uma; nos 2 mandatos de Lula (PT) foram 7 ministros em cada um e 6 em cada uma das duas administrações de Dilma Roussef (PT). Totalizam 66 representantes. O senador Romero Jucá (PMDB) é um exemplo, se mantém no alto escalão desde a presidência de Sarney.

GAMBIARRAS Aquele discurso pela volta da democracia e transparência na gestão pública foi desfigurado ao longo do tempo. Muitos de seus (PMDB) afiliados deram péssimo exemplo como administradores. Alguns acabaram presos ou com tornozeleiras de monitoramento e muitos respondem na justiça por atos de improbidade. O PMDB parece irmão siamês do PT. Aliás, foram sócios no Planalto.

DESINTERESSE Depois da urna eletrônica vem agora o tal cadastramento biométrico para os eleitores. Ora! Não adianta inovação tecnológica se continuamos com os mesmos personagens nesta comédia trágica da política. Desmotivado, o eleitor pode até comparecer às urnas, mas com o sentimento de usar o dedo para se vingar.

‘MURISTAS’ No programa do PSDB desta quinta-feira na televisão ficou patente: os ‘tucanos’ não mudam. Além de defenderem a administração do Palácio do Planalto, voltaram a citar o sistema parlamentarista como o modelo ideal, como se o Brasil fosse equiparado às nações ajuizadas do Primeiro Mundo. O programa dividiu ainda mais o PSDB.

CHUMBO GROSSO A prisão do ex-deputado do PT Cândido Vaccareza e a ação proposta pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul contra Sergio Gabrieli, Graça Foster e ex-diretores da Petrobras por irregularidades que deram prejuízo de R$ 155 milhões na unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas, mostram que ainda há muita sujeira a ser desvenda na gestão petista no Planalto.

‘CURRALÃO’ Dúvidas pairam sobre essa encenação do que se pretende chamar de reforma política. Os políticos estão mais empenhados na aprovação do ‘Fundo Especial de Financiamento da Democracia’ – um escárnio que vem provocando reações dos mais diferentes segmentos da sociedade. Definitivamente esse pessoal perdeu a vergonha.

‘ENJOADO’ Assim um observador político de Dourados definiu o eleitorado daquela cidade. Lembrou que em 1982 inexplicavelmente a cidade derrotou José Elias (o seu melhor prefeito) como candidato ao governo do Estado - e anos mais tarde se vingou de todos os caciques elegendo Ari Artuzi ao comando da Prefeitura Municipal.

ROBERTO HIGA Conta o fotógrafo da capital que numa palestra na Universidade Federal questionaram “quem foi Pedrossian que tanto falam dele?” Higa respondeu: “Foi o governador que fez todas essas grandes obras de qualidade que vemos até hoje em Campo Grande e interior, inclusive a cidade universitária e o estádio Morenão, inaugurados em 1971”.

A PROPÓSITO Quando os asfaltos recentes esfarelam em nossas rodovias estaduais; pontes novas sucumbem ao trafego e às enchentes; prédios públicos novos apresentam rachaduras, a gente faz as comparações inevitáveis com as construções nas gestões de Pedro Pedrossian. O Parque dos Poderes com seus prédios sólidos é apenas mais um dentre tantos exemplos.

‘PEDRO PLACA’ Sem argumentos consistentes, os oposicionistas ao governador Pedrossian diziam que suas obras eram faraônicas, com rodovias antieconômicas, servindo regiões improdutivas. Cansei de ouvir essa ladainha. Mas jamais apontaram o dedo contra o secretário de Obras, o engenheiro Hugo Bonfim, homem probo e de confiança. Aos 78 anos de idade, dr. Hugo é vereador na sua Camapuã, reverenciado por onde passa. Isso faz a diferença.

EPISÓDIO Presenciei ano passado os funcionários da prefeitura de Paraíso das Águas cortando com dificuldades a grossa camada do asfalto da avenida principal para alargar as ‘bocas de lobo’. Diante da cena, um antigo morador da cidade lembrou que o asfalto havia sido feito por Pedrossian em sua última gestão. Detalhe: jamais foi recapeado.

ARREPIOS Quando Pedrossian antecipou-se aos programas sociais de hoje lançando o ‘Panelão’ foi um auê. Na Assembleia Legislativa os oposicionistas ironizavam a qualidade dos produtos da cesta básica. Os críticos, do MDB oriundos da velha UDN, excelente na crítica, péssima na gestão pública. O estilo lembra os petistas na oposição. Tanto é que o ex-governador Leonel Brizola (PDT) chamou os petistas de ‘udenistas de macacão e tamancos’.

CONCLUSÃO A referência de boa gestão, aliando dinamismo e visão extraordinária no preparo do Estado para o futuro em todas as áreas, é a administração de Pedrossian. Os equívocos administrativos infinitamente menores que os acertos. Pena que ele não tenha sido um político tão hábil - priorizando sempre o projeto de viabilizar um Estado modelo. Pedrossian é a antítese do ex-governador Sergio Cabral (RJ) e de tantos outros.

SANTA CASA da capital: 750 leitos, 3.300 funcionários, 600 médicos, 4.500 refeições diárias, 7 mil atendimentos emergenciais por mês e custo mensal de R$ 20 milhões. No seu centenário de fundação reverencio os abnegados colaboradores de ontem e aos atuais administradores sob a batuta do dr. Esacheu Cipriano. Um patrimônio a ser conservado pelos poderes públicos e população. Criticar é fácil, mas sem ela o que seria de nós?

“Do jeito que as coisas andam, seu eu fosse político, seria honesto” (Rodney Dargerfiela)

Comentário

Página 1 de 13
  • Unimed 38
  • unigran vest 18 menor

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014
E-mail: douranews@douranews.com.br

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus