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Manoel Afonso

Manoel Afonso

“A POLÍTICA nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa levar guiar pela moral não é político, e portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia e a hipocrisia. As qualidades populares fraqueza e honestidade são vícios na política, porque derrubam os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo”. (Protocolo dos Sábios de Sião)

ESPANTOSO! Li entrevista recente do ex-senador Delcídio acenando com a vontade de disputar as eleições de 2022. Noutro jornal o ex-governador Puccinelli (MDB) tem igual postura. Pera lá! Após tudo que ambos passaram, com direito ao vexame da prisão inclusive, demonstram essa vontade incrível de ‘servir ao povo’. Uns ‘baitas idealistas’!

RONALD REAGAN: “Não espere que a solução venha do Governo. O Governo é problema” - “Política é a segunda profissão mais antiga do mundo, muito semelhante à primeira, aliás” - “Como pode um presidente não ser ator?” - “O contribuinte é o único cidadão que trabalha para o governo sem ter que prestar concurso” - “Governos tendem a não resolver os problemas. Apenas reorganizá-los”

FOLCLÓRE: Quando Benedito Valares era interventor em Minas Gerais houve uma série de acidentes de trem da Rede Mineira de Viação e o relatório da estatal apontava como causa principal o descarrilamento do último vagão. No dia seguinte o diário oficial trazia a determinação governamental mandando tirar todos os últimos vagões dos trens.

SEM PUDOR! Diante do Covid-19 feroz é preciso que a mídia não faça rodeios para mostrar suas consequências. No exterior mostram imagens fortes, impactantes, de gente entubada, de corpos sem vida inclusive. Essas situações espalham temor e provocam mudança de atitudes e posturas de muitas pessoas que se acham intocáveis até aqui.

MARÇO: Começa com M de medo, que significa prudência, prevenção e também inteligência para não ser ceifado pelo vírus que já levou amigos e parentes nossos. Não é hora – independentemente da idade - de ousar, abusar em situações perfeitamente evitáveis do nosso dia a dia. Vamos valorizar a vida, pois ela é bela e una!

DEPUTADOS & AÇÕES: Lucas de Lima (SOL); quer a criação do Selo Amigo do Animal Abandonado; destinou emenda à cidade de Bandeirantes para compra de uma van destinada ao transporte de passageiros. Neno Razuk (PTB); quer que o prédio do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) em Dourados seja denominado ‘Cel Adib Massad; pede recuperação de estradas do ‘Paxixi’ em Miranda; pediu ao Governo Estadual doação de veículo à coordenadoria do Meio Ambiente de Rio Verde. José C. Barbosa (DEM); questionou o isso do repasse da verba do Executivo à Saúde de Dourados; pede ação emergencial para conter abusos na cobrança de taxas cartoriais.

A LEITURA dos números da pesquisa do Instituto Ranking realizada nos dias 20/26 de fevereiro em 20 cidades proporciona uma visão do cenário eleitoral e dos principais personagens que podem estar envolvidos nas eleições de 2022. Embora até lá exista um oceano turbulento a atravessar, a amostra subsidia projeções, planos e sonhos.

REJEIÇÃO ao Governo: Liderança de Zeca do PT com 12,35%, seguido por André 10,12% - depois Delcídio 9,18% - Nelsinho 8,53% - Bluma 7,06% - Soraya 6,24% - Marquinhos 5,00% - Odilon 2,41% - Mandetta 2,12% - Simone 2,00% - Rose 1,41% - Riedel 1,24% - 22,16% não sabe/não responderam.

ACEITAÇÃO ao Governo: André Puccinelli lidera com 12,06%, seguido de Rose Modesto com 9,18% - Nelsinho Trad 6,29% - Eduardo Riedel 5,82% - Zeca do PT 3,65% - Murilo Zauth 3,18% - Ricardo Ayache 2,12% - Delcídio do Amaral 1,94% - Soraya Trhonicke 1,47% - não sabe/não responderam 54,29%.

A COMPARAÇÃO entre os números obtidos nos 2 itens acima mostra a diferença. Zeca do PT tem 3,65% de aceitação e sua rejeição é de 12,06%. André: tem 12,06% pró e 10,12% de rejeição. Já Rose é rejeitada apenas por 1,41% e é aceita por 9,18%. Atende assim a tese de que baixa rejeição deve ter a companhia da boa aceitação.

COMPARANDO as pesquisas com os números das ultimas eleições gerais vê-se que o sentimento de rejeição irreversível, um estigma a ser levado em conta. O candidato com boa aceitação mas tendo rejeição alta, terá poucas chances de vencer. Delcídio perdeu para Reinaldo Azambuja em 2014 exatamente por isso. É como o piloto de F-1 que não consegue tirar aquele um segundo de diferença numa volta em relação ao líder da prova.

SENADO: Tereza Cristina tem 8,29% seguida de Simone Tebet com 5,18% - Reinaldo 4,24% - Mandetta 3,88% - Zeca do PT 2,53% - Ayache 1,65% - Miglioli 1,41%, Delcídio 1,06%. 70,76% não sabem. Os ventos favoráveis no agronegócio constroem a capacidade gerencial de Tereza Cristina. O seu prestígio irradia da capital para o interior.

DA ASSEMBLEIA: Deputada Mara Caseiro (PSDB); lançou a Campanha Lilás e no dia 9 presidirá Sessão Solene do evento; conseguiu junto ao Estado ajuda para reparar os estragos das chuvas em Corguinho. Deputado cabo Almi (PT): projeto amplia o direito à água potável gratuita aos consumidores; aprovado seu projeto divulgando os convênios celebrados pelo Estado. Deputado Zé Teixeira (PSDB) pediu investimentos para Itaporã, Jardim e Inocência; congratulou-se com a Caixa de Assistência dos Servidores de MS pelos 20º aniversário. Deputado Gerson Claro (PP) presidiu pela primeira vez a CCJR – Comissão de Constituição Justiça e Redação – cumprindo a pauta elaborada.
MANOEL DE BARROS: “Tudo que eu não invento é falso.” “Liberdade busca jeito. Sou água que corre entre pedras. Quem anda no trilho é trem de ferro.” “Dentro de nossa casa passava um rio inventado.” “Perder o nada é um empobrecimento.” “Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas – é de poesia que estão falando.” “Gosto mais de viajar por palavras do que de trem.”

A ESTUPIDEZ: De um lado o humorista Danilo Gentilli soltando farpas contra a Câmara dos Deputados. De outro, ela pedindo a prisão dele, esquecendo-se de pérolas como a PEC da Imunidade, a deputada Flordelis e o próprio presidente Arthur Lira. Estão desviando de assunto? Como disse o apresentador Marcelo Tas: “Humorista não representa um poder. Ele usa sua arma de brinquedo contra a realidade”.

AÇÕES PARLAMENTARES: Paulo Correia (PSDB); com folego para auxiliar as autoridades de Coxim numa cruzada contra a violência que vitimiza suas mulheres; enaltece o projeto de energia solar do Pantanal. Antonio Vaz: (Rep); pede recuperação da rodovia MS 156 em Carapó; apresentou voto de louvor aos pastores da igreja ‘Brasil para Cristo’. Lídio Lopes (Patri); é seu projeto exigindo notificação compulsória de casos de automutilação e tentativa de suicídio atendidos pelos órgãos de saúde e ensino. Marçal Filho (PSDB); autor da proposta exigindo segurança dos direitos às mulheres com perda gestacional; viu atendido seu pedido de auxilio emergencial a ser promovido pelo Governo Estadual.

FINALMENTE? Inveja dos argentinos com 5 ganhadores do prêmio Nobel criado em 1901. Lançado agora o ex-ministro da agricultura engenheiro agrônomo Alysson Paulinelli (84) como candidato por criar a Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, por revolucionar nosso campo/cerrado na produção de alimentos.

A PROPÓSITO: Até 1970 importávamos alimentos (90% do milho consumido), sem estoque regulador, exportando só café, cacau, borracha e madeiras. Com as pesquisas e tecnologia da Embrapa fundada em 1973, aumentou-se e diversificou a produção do campo/cerrado, passando a ser inclusive referencia no setor para muitos países.

FALECEU uma das últimas lideranças políticas ainda do Mato Grosso uno: Frederico Campos (93). Gente agradável que entrou na política pelas mãos de Pedro Pedrossian que o nomeou prefeito da capital em 1967. Foi Secretário de Obras no Governo de Garcia Neto e nomeado governador em 1977 pelo presidente Geisel. Em 1988 foi eleito prefeito de Cuiabá pelo voto direto.

NO FACEBOOK: Políticos religiosos lutam para que o culto seja atividade essencial. Rezar longe da igreja é fácil, mas e o dízimo, e o dízimo?

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Comentário

FOLCLORE: Presidente Jânio Quadros e seus bilhetinhos. Certa vez ele usou o telex do gabinete para enviar um ‘memorando’ a um de seus ministros, recebendo a seguinte resposta: “Prezado colega, não há mais ninguém aqui”. Incontinente, Jânio respondeu: “Obrigado, colega. Jânio Quadros”. E do outro lado alguém arrematou com fina ironia: “De nada, às ordens. John Kennedy...”.

1-ASSEMBLEIA: Deputado Lucas de Lima (SOL); autor de projeto priorizando a tramitação dos procedimentos investigatórios de crimes contra crianças e adolescentes. Deputado capitão Contar (PSL); repudiou a falsa imunização do Covid por agentes públicos; pede maior divulgação dos gastos do Fundersul e reforçou as normas contra a corrupção. Deputado Marçal Filho; atento a obra da rua cel Ponciano em Dourados e liberação de recursos para a saúde douradense; propõe campanha de prevenção do desaparecimento de crianças e adolescentes.

OPINIÃO: Mesmo após o desastre nas urnas em 2020, inclusive na capital, o deputado Marcio Fernandes acredita que o MDB será influente em 2022. Na análise do escudeiro fiel de Puccinelli também não são levados em conta inclusive a idade e o desgaste do ex-governador emedebista pelas suas prisões e escândalos que renderam manchetes.

O DEPUTADO mira talvez para o próprio umbigo da reeleição, ignorando a perda de espaço do MDB em todos os níveis de representação. Além do mais houve o natural envelhecimento das lideranças atingidas pelo peso dos janeiros – temerosas da pandemia, alimentada nos abraços e aglomerações imprescindíveis na política.

HERÁCLITO lembrava que ‘nada é permanente, exceto a mudança’. O ex-ministro Carlos Marum, por exemplo, próximo de completar 60 anos, estaria refazendo os planos de vida e elegendo novas prioridades. Feliz com a qualidade de vida atual, não estaria disposto a participar como candidato das eleições de 2022. Sem substituto à altura.

2-ASSEMBLEIA: Deputado Paulo Corrêa (PSDB): lançou obra com 320 leis de datas comemorativas de MS; ajudou na aprovação do fura fila da vacinação; pediu apoio para priorizar a vacinação dos profissionais da educação. Deputado João Henrique (PL) (PL): é autor do PL obrigando a publicação dos imunizados no portal do Governo MS para melhor transparência da campanha no Estado. Deputado Evander Vendramini (PP): Pediu ao Denit a manutenção imediata da BR 262; esteve na Agesul tratando do asfaltamento do trecho entre a BR-267 e o distrito de Porto Esperança.

REPOSIÇÃO: Também na política é preciso ter gente preparada no banco de reservas para a natural substituição por motivos diversos. Aliás, isso parece ser um problema comum aos demais partidos – em todos os níveis. O noticiário mostra que os caciques praticamente são os mesmos de 20 anos atrás. E eles não querem largar o osso.

REJEIÇÃO: Os números dela são oceânicos nas pesquisas realizadas e não divulgadas – por motivos óbvios. Os políticos contratantes rejeitados, argumentam que a iniciativa teria o condão de avaliar a reação e postura da opinião pública e do eleitorado face aos cenários nacional/local. Pelos resultados até aqui - muitos devem “recolher os flaps”

O DESAPEGO do poder é para poucos! O papa Bento XVI é um raro exemplo de sair de cena por inconformismo. Desapegar, sair do palco iluminado é o ato que exige coragem na vida de desafios, vitórias e percalços. O ex-presidente Getúlio Vargas optou pela forma trágica e pagou caro. Tancredo Neves escondeu e aguentou até onde pode para chegar ao poder. Deu no que deu.

OS POLÍTICOS se agarram ao poder como os marinheiros abraçam o mastro do barco na tempestade. Movidos pelo combustível da vaidade estão sempre esperançosos na vitória – que às vezes lembra a ‘Vitória de Pirro’, cujas perdas são maiores do que os ganhos. Muitos deles que se negam a sair de cena, acabam enxotados pelo eleitor.

3-ASSEMBLÉIA: Deputado Gerson Claro (PP); eleito presidente da CCJR , requer centro esportivo completo em assentamentos de Sidrolândia. Deputado Lídio Lopes (PATRI): assinou termo na Agessul para compra de produtos da agricultura familiar de Eldorado.; pediu investimentos na infraestrutura de Paraíso das Águas e Eldorado. Deputada Mara Caseiro (PSDB): visitou obras da rodovia -295; foi ao governo para reforçar a campanha anti Covid em Naviraí; pede manutenção da rede elétrica dos assentamentos em Itaquiraí. Deputado José C. Barbosa (PSDB): Voltou a defender a duplicação da rodovia MS 156; atuou para liberação de verbas para a saúde de Dourados; pede campanha oficial de prevenção de queimaduras no uso de álcool gel.

BICADAS: O monopólio do mando no ninho tucano nacional também impressiona. O ex-presidente Fernando H. Cardoso, ex-governador Geraldo Alckmin, deputado Aécio Neves e o senador Tasso Jereissati atentos a concorrência doméstica. O governador paulista João Dória (PSDB), apesar da sua cruzada vitoriosa das vacinas. é boicotado no projeto de sua candidatura presidencial.

ESPAÇO: É o que todos os políticos desejam. O ex-ministro Luiz H. Mandetta parece desconfortável no DEM, mas continua sem rumo. Segundo pesquisas, suas críticas ao presidente Bolsonaro e as relações com políticos adversários do Palácio do Planalto não aumentaram seu cacife no Estado onde o partido tem na ministra Tereza Cristina a figura maior.

EM ALTA: Embora exercendo um cargo de responsabilidade, onde as vezes desaguam interesses conflitantes, o presidente Iran Coelho das Neves tem conseguido ser unanimidade no Tribunal de Contas do Estado. Estilo simples, ponderado, de boa formação moral e profissional, tem qualidade rara de ouvir primeiro. Muito bom!

4-ASSEMBLEIA: Deputado cabo Almi (PT): pede prioridade na vacinação dos trabalhadores da educação; defende a imunização dos agentes funerários contra o Covid; pede ajuda financeira ao pessoal do setor cultural. Deputado Zé Teixeira (DEM): excelente atuação entre os produtores rurais e os órgãos do governo que cuidam da manutenção das rodovias com vistas a safra. Deputado Antonio Vaz (REP): Presidente da Comissão de Saúde, autor do projeto pedindo prazo indeterminado de validade aos atestados de Transtorno do Aspecto Autista. Deputado Neno Razuk (PTB); reunido com prefeitos e vereadores de 6 cidades para ouvir as demandas e leva-las ao Governo. Um deputado com larga penetração no interior.

O NOVO? O apresentador Luciano Huck se diz anti-Bolsonaro e anti- PT, acena aos liberais mas se afina com a esquerda em várias pautas. Sem identidade partidária quer agradar os dois lados. Não pode ser comparado com o então candidato Fernando C. de Mello. Mas fora do ar, a Globo vai encampar sua candidatura de liberal e progressista?

DISTINÇÃO: Popularidade não gera credibilidade necessariamente. O eleitor não gosta de candidato indeciso, tipo bom moço, sem um discurso marcante e posições definidas que exigem coragem e determinação. Um exemplo: senhoras que viam em Geraldo Alckmin o modelo exemplar de genro acabaram não votando nele. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

CAFÉ AMIGO com o deputado Lídio Lopes, otimista com seu partido ‘Patriotas’ que pode receber a filiação do presidente Bolsonaro. Hoje o partido tem aqui 2 prefeitos e 31 vereadores em 22 cidades – além da vice prefeita Adriane Lopes da capital. Lídio é articulado, presidiu a CCJR da Assembleia e faz parte da base do Governo Estadual.

NO FACEBOOK:
Momentos bons e ruins fazem parte da vida. A diferença é que um marca e o outro ensina

 

Comentário

MAR DE LAMA: O episódio da prisão do deputado Renato Silveira (PSL-RJ) retrata o país onde as instituições estão desmoralizadas perante a opinião pública. A Câmara Federal e o Supremo Tribunal Federal - desnudados por tudo que lemos e ouvimos se equivalem em credibilidade. Os únicos perdedores somos nós - que subsidiamos a doce vida deles. Se puxar a descarga entope o vaso. Haja água!

BOM ALUNO: Eduardo Riedel aprendeu rápido as lições da política. Seu discurso na Câmara Municipal da capital mostrou segurança em temas oportunos ao evento. Sua saída da Secretaria de Gestão (Segov) para assumir a Secretaria de Infraestrutura é o carimbo que faltava no passaporte para disputar o Governo em 2022. É o cara!

COSTURAS: A reconciliação da deputada Rose Modesto (PSDB) com o Parque dos Poderes faz parte do projeto do PSDB. Neste rol também está acertada nomeação de Sergio Murilo – empreiteiro e presidente do Podemos para a Segov, hoje ocupada por Riedel. A vantagem de estar no poder é ter condições de oferecer espaços para quem vem somar ao projeto eleitoral. É a política meu caro.

BASTIDORES: Muitos projetos ou interesses habitam qualquer cenário em ano que antecede eleições. Aliás, dizem os mineiros que a fase dos conchavos ao sabor do pão de queijo e café, seria o período mais importante de qualquer pleito. Sobre isso o ex-governador Pedro Pedrossian insistia que o exercito precisa ser treinado antes da guerra.

ESCOLA: Câmara Municipal, onde tudo começa. Na capital muitos vereadores já sonham com 2022; alguns deles do PSD, partido do prefeito Marcos Trad. Casos de Tiago Vargas (6.202 votos); Otávio Trad (3.861 votos), Deley Pinheiro (3.850 votos), Ademar V. Jr (Coringa) (3.716 votos). Também podem concorrer a deputado estadual Carlos A. Borges (PSB-4.836 votos), Gilmar da Cruz (REP-4.195 votos) e João Cesar Mato Grosso (PSDB-4.209 votos). São detentores de bom patrimônio eleitoral.

‘CABEÇAS DE VENTO?’: Fazendo as contas: Se é permitido votar aos 16 anos de idade, conclui-se que os nascidos em 2006 já estarão aptos para escolher em 2022 o próximos governantes. Esse raciocínio nos permite questionar o eventual preparo destes eleitores debutantes para analisar o quadro e optar pelos melhores postulantes.

ALIENAÇÃO: Pesquisas tem mostrado que dentre os assuntos expostos na mídia, a política é um tema que desperta pouca atenção dos nossos jovens. Inegável que a pauta da internet está recheada de outros assuntos mais interessantes, de maior conexão com a juventude, que já se manifesta pelo fim da obrigatoriedade do voto.

INFLUÊNCIAS: Uma delas é o ambiente do lar onde as referências à postura dos governantes na sua maioria negativas. O jovem vai então absorvendo informações que formatarão sua futura opinião. Seria como ouvir constantemente a observação de que certo alimento não é sadio, não faz bem à saúde. Daí cria-se a natural rejeição.

INEVITÁVEL a pergunta: como conseguir motivar o eleitor jovem a se interessar pela política e o gerenciamento administrativo público neste ambiente pessimista? Os sinais são desanimadores, levando-se em conta a mesmice da fala e postura dos personagens da política - notórios por priorizar seus interesses pessoais. Aí fica difícil mesmo.

CAPITAL: As mensagens dos venezuelanos em pedaços de papelões pedindo ajuda; o arlequim dos malabares, o jovem manejando facões e os vendedores de balas nos semáforos. Haja grana para tanta arte e situações de dar pena. De um lado há quem combata a esmola, de outro, gente sensível disposta a ajudar. De que lado você fica?

JOHN HORVAT II: “ ( ) O que aconteceu com a nossa vergonha?...A vergonha é produto de uma sociedade que prioriza a alma sobre o corpo. É um mecanismo de defesa contra o vulgar, baixo, pecaminoso. A perda da vergonha hoje surge de uma mudança profunda nos valores. Nosso mundo materialista passa por cima da alma e busca apenas o conforto e os prazeres máximos...”

MAIS...: “ ( ) ...A vergonha funciona como um sistema de alerta primitivo...( )representa uma luta entre o certo e o errado...( )...Assim a existência da vergonha é benéfica para a sociedade. Ela não se limita a reflexão individual; ela se estende ao que os outros pensam de nós. Muitos se sentem persuadidos a abandonarem o mau comportamento por temer a vergonha que se abaterá sobre eles, suas comunidades e famílias...”

‘BIG BROTHER’: Nas redes sociais não existe um divisor entre o que é de interesse público e o que é de caráter estritamente íntimo/privado. Há até certo exagero nas postagens; falta senso crítico em situações envolvendo questões pessoais de protagonistas com fotos e vídeos. Situações de caráter pessoal requerem cuidado.

INTENSIDADE: Marcou Oscar Goldoni! Eleito deputado estadual em 1990; prefeito de Ponta Porã em 1992; deputado federal em 1994 renunciou para assumir a Câmara; em 1996 tentou voltar sem sucesso à prefeitura; em 1998 foi eleito deputado federal; em 2002 perdeu na tentativa de reeleição; em 2006 perdeu a eleição para deputado estadual. Vitórias, renúncias e derrotas. Sem sucessor na política.

PASSAGEIROS: Também na política surgem personagens ocupando espaços num determinado contexto, mas nem todos prosperam. Nas placas e galeria de fotos dos ex- deputados no saguão da Assembleia Legislativa, é possível deparar com muitos deles - meros coadjuvantes, que não alçaram a condição de protagonistas decisivos, de peso.

MUDANÇAS: 2021 é o ano do renascimento. As pessoas repensarão seus objetivos pessoais de trabalho, saúde, dinheiro e espirituais; 50% das lojas físicas desaparecerão; poucos shoppings e cinemas sobreviverão; escritórios físicos fecharão; a educação em todos os níveis nunca mais será igual; o Ecommerce continuará crescendo; as viagens a trabalho diminuirão. As previsões são da revista The Economist

POLÊMICA: Nas redes sociais grupos católicos se manifestam contra a Campanha da Fraternidade 2021 com o lema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”. Tudo porque as pautas do evento seriam consideradas progressistas demais com abordagens inclusive da questão LGBT. Mais um ingrediente neste ‘caldeirão’ no fogo quente.

DO LEITOR: “Será que o ex-juiz Sergio Moro não tinha na época um bom amigo para pedir conselho se aceitava ou não o convite para ser Ministro da Justiça? Perdeu o poder, a condição de um dos homens mais influentes do planeta e acabou virando vidraça - alvo da vingança de gente que julgou. Ah! Se ele pudesse voltar no tempo”.

ELOGIADO por uns e criticado por outros, Moro corre sério risco de ser usado politicamente por certos grupos. Seu nome nas pesquisas presidenciais tem motivado comentários. Mas será que ele teria mesmo o perfil político? O discurso dele agradaria quais políticos? Moro precisa espantar aquela mosca azul que há tempos o persegue

DO TOSTÃO: “ (-) Temos de olhar e aprender com o passado, mas é necessário separar a nostalgia, a saudade, um delicioso sentimento, do saudosismo de achar que tudo de antes era melhor...” Essa referência sobre o futebol é aplicável às comparações entre o mundo atual e o passado. Ora! O mundo de hoje, pelos os avanços e benefícios, é muito melhor do que antes.

 

Criticar o governo é tão gostoso que não deveria ser monopólio da oposição (Milton Campos)

Só porque é de graça a vacina nem começou e já acabou (na internet)

“O que aconteceu com a nossa vergonha?” (John Horvat II)

Comentário

ÉTICA & VACINA: Auxílio emergencial, abusos nos preços, estocagem de produtos e agora o escroto do fura-fila. Esse o vergonhoso cenário do Brasil na pandemia. Faltam consciência e responsabilidade para o exercício da ética. Povos de outros países tem comportamento solidário, aqui nem as autoridades nos dão exemplo. Que país é esse?

LOESTER TRUTS: Eleito deputado federal (PSL) com discurso crítico nas redes sociais é notícia na resenha policial. Difícil sua reeleição pelo estilo e contradições; nomeou sua mulher para um cargo (R$ 7.300,00) na liderança do PSL. Sob risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar. Pode voltar ao balcão de sanduiches.

SAUDADES: Os jornalistas que conviveram com o ex-deputado Flavio Derzi guardam boas recordações dele. Além da gentileza, do abraço fácil, era aberto para entrevistas e conversas gerais onde sabia ouvir. Nas visitas ao interior a estrela de Flavio brilhava ainda mais. Tinha grande futuro político, mas acabou indo embora muito cedo. Pena!

ALGO MAIS: Poucos são os políticos onde a espontaneidade e o carisma afloram. É a áurea que os distinguem. A imagem do político não fica na memória pela eficiência nos cargos exercidos, mas pela postura simpática, simples e gentil. Exemplo: após tantos anos o ex-presidente Juscelino Kubistchek ainda é referência na memória nacional.

1-ASSEMBLEIA: Deputado Lucas de Lima (SOL) é autor da proposta de criação da ‘Patrulha Pet’ para inibir os maus tratos aos animais de estimação. Deputado Marçal Filho (PSDB) entregou ao prefeito Alan Guedes(PP) de Dourados sugestões para o estacionamento rotativo. Deputado Capitão Contar (PSL) questiona as reclamações dos usuários dos ônibus urbanos da capital sobre os riscos do contágio do Covid. Deputado Antonio Vaz (REP) requer atendimento psicológico aos jovens universitários vítimas de abuso e violência sexual. Deputado Zé Teixeira (DEM) ativo na administração da Casa quanto as questões sanitárias no combate ao Covid.

DIFERENTE: A postura do vereador Carlão (PSB) como presidente da Câmara de Vereadores da capital agrada nas mais diferentes situações. Pragmático e atencioso nas relações que o cargo exige, abriu as portas do gabinete para receber autoridades e lideranças diversas da comunidade. Pode pavimentar o caminho rumo à A. Legislativa.

PÉS NO CHÃO: Aos 70 anos de idade, empresário vitorioso na área de educação no MS, São Paulo e USA, o vice governador Murilo Zauth (DEM) dificilmente tentará a reeleição caso assuma o Governo. Experiente, tem visão sábia da vida pública. Nesta altura da vida ele é sábio para eleger outras prioridades existenciais. Certíssimo ele.

O PODER seduz, mas é desgastante para seus protagonistas. O estresse pelas situações administrativas complexas; a perda da privacidade e do convívio familiar; o excesso de exposição pública é preço a pagar. Mas a vaidade seduz os pretendentes políticos que só muito depois concluem não ter valido a pena tanta luta pelo poder. As perdas podem ser maiores que os ganhos.

IDAS E VINDAS: O ex-senador Delcídio (PTB) que foi do céu ao inferno faz falta na mídia política. Agradável, carismático. Mas com os seus direitos políticos suspensos até 2027 tem o desafio de tentar reverter sua dificílima situação. Antes dele só os senadores Luiz Estevão (PMDB-DF) e Demóstenes Torres (DEM-GO) tiveram o mesmo destino.

DELCÍDIO: Vítima de suas próprias escolhas. Entrou na politica local através do PT contrariando as suas lideranças locais. Aí sobreviveu com perfil contrário a sigla. Os 74 votos (mais 4 ausências e uma abstenção) à favor de sua cassação no Senado refletiram sua falta de grupo e apoio no PT onde foi visto como vilão naquele episódio.

2-ASSEMBLEIA: Deputado Paulo Corrêa(PSDB) e a deputada Mara Caseiro (PSBB) propõem denominar ‘Onevan de Matos’ o trecho da rodovia MS290 ao entroncamento da MS-180. Deputado João Henrique (PL) anunciado pelo deputado Londres Machado (PSD) para exercer a vice liderança do bloco parlamentar denominado G10. Deputado Evander Vendramini (PP) requerendo a reforma de quadras esportivas de duas escolas públicas de Corumbá. Deputado Neno Razuk (PTB) pedindo a recuperação das rodovias MS-156 (Amambai-Tacuru) e MS-295 (Tacuru Eldorado).

MANDRAQUE: Em outros tempos o ex-governador Pedro Pedrossian sacava nomes novos para disputar o Governo. Valia a intenção sem sucesso de buscar nomes fora do círculo político. Hoje essa tentativa é impossível por vários fatores. Sem grupo e sem esquemas de agregar lideranças políticas, (desgastadas ou não), não se ganha eleições.

EXEMPLO: Em 1986 o empresário Antonio Ermírio de Moraes PTB) disputou o Governo de São Paulo e obteve apenas 26,66% dos votos contra 40,78% de Orestes Quércia (MDB) e 19,50% de Paulo Maluf (PDS). O discurso de austeridade e honradez perdeu de goleada para a política tradicional cultivada por Quércia em cada cidade.

POR ANALOGIA a tese é aplicável ao Estado com nomes já integrados ao sistema político, sem espaço a novatos e neófitos em 2022. Os nomes prováveis são os que com seus cargos e mandatos frequentam a mídia. Protagonistas fictícios como aqueles mostrados nas aventuras de Harry Potter não se aplicam na política. O jogo é bruto!

3-ASSEMBLÉIA: Deputado Gerson Claro (PP) comemora a reforma da Escola do Assentamento Eldorado graças a sua emenda de R$ 350 mil. Deputado Lídio Lopes (PATRI) pedindo a recuperação das rodovias na região de Cassilândia; recebeu a visita de lideranças políticas de Tacuru. Deputada Mara Caseiro(PSDB) pedindo recuperação da ponte do rio Jatobá (Rochedo) e a recuperação da MS-80 e MS295 (Eldorado-Porto Morumbi). Deputado José C. Barbosa (PSDB) pedindo novas viaturas para a Polícia Ambiental; aplicação de penalidades ao que furam fila na vacinação da Covid.

DOURADOS: Seu deputado federal Geraldo Resende (PSDB) é o secretário estadual da saúde. O quadro inspira o prefeito Alan Guedes (PP) a articular candidaturas para a Câmara Federal. Mas se especula sobre os projetos dos deputados José C. Barbosa (DEM) e Marçal Filho (PSDB). Continuariam aqui ou tentariam a Câmara Federal?

RADAR: A indústria estadual fechou 2020 gerando 49% dos empregos; 6.886 novas vagas com o abate de suínos liderando - 1.694 novos trabalhadores - seguida do setor avícola com 1.271 vagas. São 132.186 trabalhadores na indústria crescendo 1.123% em relação ao final de 2019 quando geramos 563 vagas. Números positivos da FIEMS.

DESAFIO: Para observadores não basta a oposição ter um nome de consenso sem antes descontruir a imagem de Bolsonaro, depositário do sentimento antipetista. Interessante é que nomes como Moro, Alckmin, Huck, Mandetta e Dória não conseguiram atrair essa simpatia do eleitorado urbano da classe média - de manifesta ojeriza pelo PT.

OPORTUNA a pergunta do sociólogo político Elimar Pinheiro do Nascimento: “Por que um presidente que é chamado de irresponsável, de incompetente, psicopata, acéfalo, errático, imbecil, negacionista, insano, entre outros termos pejorativos através dos grandes meios de comunicação, mantém um alto grau de aprovação?”

POLÊMICA: O STF aprecia recurso ao ‘Direito ao Esquecimento’ onde se discute se fatos sociais verídicos antigos podem ou não ser divulgados. É o embate entre o direito da livre expressão prevista na Constituição e o direito individual a privacidade. O caso começou com o programa ‘Linha Direta’ da TV. Globo (2004) retratando o assassinato da jovem Aida Cury em 1958. Inconformada, a família dela buscou a justiça.

OPINIÃO: Deve imperar o direito coletivo à informação, com os excessos e abusos (contra a honra ou memória de pessoas) tratados caso a caso. Comparando: seria o caso de se impedir que a mídia abordasse o episódio do sequestro/morte do jovem Ludinho Coelho em 1976. Quanto ao julgamento do STF, 6 anos após o recurso chegar à corte, só temos um voto e ainda faltam os votos de 10 ministros.

NA INTERNET: Quem disse que no Brasil teve avanços nos últimos anos? E os avanços no patrimônio público? (Carlos Castelo)

Comentário

‘LUA DE MEL’: A relação ‘Planalto Congresso’ sem garantia de duração eterna. Desde a Constituinte o Centrão oferece apoio sob certas condições. É uma espécie de arrendamento do poder, tornando o Governo refém de seus desejos ilimitados, desde a liberação de verbas até a ocupação de cargos estratégicos e outras benesses.

SUCURI! Já compararam a tática dos personagens do ‘Centrão’ ao comportamento da nossa tinhosa sucuri. Quando o estômago dela está abastecido com algum alimento que conquistou, ela fica quieta e inofensiva ao longo do período da digestão. Mas depois com a volta a fome ela se motiva assanhada e sai a caça novamente. Entendeu né?!

‘HORÓSCOPO’: Os novos capítulos deste ‘romance’ dependerão da economia, das reformas ( inclusive ministerial) e atenção à pandemia - influenciadores no termômetro da popularidade do Governo. A propósito: os novos presidentes do Senado e Câmara fizeram em seus discursos advertências ( ou blefe?) quanto a conduta presidencial.

VITÓRIA: De fato ela beneficia o Palácio do Planalto a curto prazo: enfraqueceu a oposição articulando-se para 2022 e afastou por enquanto o fantasma de impeachment do presidente Bolsonaro. Aliás, ele conhece bem o ‘modus operandi’ dos integrantes do Centrão porque desde o primeiro dos sete mandatos na Câmara fazia parte deste time.

CONSELHOS: Não tem faltado ao presidente Bolsonaro. Mas ele continua com seus arroubos desgastantes que abastecem a pauta crítica da mídia e da oposição. Bolsonaro precisa adotar uma postura mais discreta que a liturgia do cargo exige para inclusive pacificar a opinião pública e governar com menos trepidações. Não é pedir muito.

2ºTEMPO? Será que a desarticulação da oposição no Congresso - formada pelas agremiações de centro esquerda ensejaria o surgimento de novas lideranças nacionais ? Um ano e meio seria pouco tempo para juntar cabeças coroadas, cada qual com seu projeto pessoal de poder. A meta é recolocar a bola no meio do campo sucessório .

EU QUERO! Desnecessário citar os nomes. Ninguém deles abre mão do sonho. Difícil repetir a costura de Tancredo Neves que foi a unanimidade da oposição contra Paulo Maluf (PDS) em 1985. Até o deputado Ulysses Guimarães teve a grandeza de admitir que não tinha habilidade e qualidades para vencer o candidato dos militares. Até aqui não há nome forte e de consenso para disputar o Planalto.

FATORES: A pandemia e a economia vão ditar o ritmo da sucessão presidencial. O Covid mexe nas nossas vidas que influenciam a vida econômica. O Covid impede o exercício livre da política, sem máscaras e regras para juntar pessoas. O pleito de 2020 foi a pequena amostra do que poderemos ter em 2022. Tudo por acontecer. Portanto...

REFLEXOS: Prematuro dizer como o pleito do Congresso influenciará na sucessão estadual. A priori: o senador Nelson Trad (PSD) ganhará maior espaço no Governo e sua colega Simone Tebet (MDB) perdeu a chance de maior visibilidade e poderes. Saiu menor e pesará contra seu projeto de reeleição. Pode até optar pela Câmara Federal.

NA MESA: Os pretendentes são muitos, mas poucos os escolhidos. Naquele universo competidíssimo de profissionais da política - a deputada Rose Modesto (PSDB) graças a uma série de fatores e mérito pessoal ocupará a 3ª. Secretaria. Ganhará visibilidade e espaço para alavancar o mandato com reflexos para nossa representação política. Bom!

INCRÍVEL: O DEM implodiu em crise às vésperas de vencer no Senado. Também aqui está desunido. O ex-ministro Luiz H. Mandetta; ligado ao governador João Dória (PSDB-SP), segue distante do vice governador Murilo Zauthi e da ministra Tereza Cristina, da Agricultura. Continua na política ou voltará ao seu consultório?.

ESTILHAÇOS: Um deles atingiu o peito de Dória no projeto de tentar o Planalto em 2022. A derrota do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) apoiado pelo ex presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) detonou a ‘frente ampla’ do MDB, DEM e PSDB. Para complicar o ex-prefeito de Salvador (BA) ACM Neto está em ascensão no DEM.

‘ACARAJÉ’: Ex-prefeito de Salvador, ACM Neto tem força no partido e interferiu causando a derrota de Baleia Rossi. Herdou o DNA político do seu avô ACM. Candidato ao Governo da Bahia ele discorda da posição contrária de colegas do DEM em relação ao Presidente Bolsonaro. Sua recente frase ‘não posso descartar’, sintetiza bem o que poderá acontecer.

1-NA ASSEMBLEIA: Deputado Lucas de Lima (SOL) exalta o anúncio da construção na capital do Hospital Veterinário Municipal e do Centro de Triagem de Animas... Deputado Antônio Vaz (REP) pede prioridade da vacina anti Covid nos trabalhadores da educação. Deputado Jose C. Barbosa (DEM): requer apuração de denuncia de crime ambiental no rio Vacaria em Rio Brilhante. Propõe o batismo da rodovia MS 352 para Rodovia Roberto Orro. Deputado Neno Razuk (PTB) pediu pessoalmente ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) maior atenção às pessoas com necessidades especiais.

DAY AFTER: Despido das benesses públicas, o ex-prefeito de Aquidauna e ex-deputado Raul Freixes reapareceu num vídeo pedindo ajuda para seu tratamento de saúde. Lamentável, mas ao menos teve a humildade e coragem de confessar a situação. Um alerta doloroso aos políticos ‘desavisados’ que não pensam no futuro. De leve.

2-NA ASSEMBLEIA: Deputado Marçal Filho (PSDB) destaca a importância dos investimentos do Governo Estadual (R$ 4 bilhões) na retomada da economia local. Deputado João Henrique (PL) pede maior agilidade das concessionárias de energia e água na devolução dos valores cobrados indevidamente. Deputado Zé Teixeira (DEM) esclareceu dúvidas advindas de boatos sobre possíveis aumentos de alíquotas do Fundersul. Deputado Capitão Contar (PSL) destacando a importância das reformas estruturais que virão com as novas mesas da Câmara e Senado. Deputado Evander Vendramini (PP): atento aos estragos das queimadas e também das enchentes no socorro às comunidades atingidas. Um guardião do pantanal.

EUGENIA: No Brasil 79% é contra o aborto, mas na Europa há uma seleção genética com o extermínio de crianças deficientes em gestação. O nascimento de crianças com Down na Europa diminuiu 54%; na Espanha 84% e Portugal 80%. No seu livro ‘Livre para Nascer: o Aborto e a Lei do Embrião Humano’, o médico André G. Fernandes (Unicamp) disseca o delicado tema.

3-NA ASSEMBLEIA: Deputada Mara Caseiro (PSDB); sua escolha como líder do Governo elogiada pelos colegas - bem como seu pronunciamento na abertura do Ano Legislativo. Deputado Lídio Lopes (PATRI): tem atuado na prevenção do Covid nas comunidades e atento na análise de projetos na Comissão de Constituição e Redação. Deputado Paulo Correia (PSDB) após exercer interinamente o Governo continua zeloso à frente do parlamento para enfrentar os desafios advindos do Covid. Deputado Gerson Claro (PP): mesmo na pandemia tem visitado e mantido contato com prefeitos, vereadores e lideranças dos municípios que representa.

OUTRO LADO: A acusação de conduta imprópria entre homem e mulher tem o peso de condenação antecipada. A denúncia de assédio sexual já faz estragos. Empresários até evitam contratar mulheres e fazer acertos trabalhistas sem a presença de terceiros - para evitar esse tipo de acusação - às vezes a título de vingança ou de ressentimento.

NA MÍDIA: Cada vez mais frequentes no mundo ocidental, com apoio da sociedade, as notícias sobre esses abusos, destroem reputações pessoais e atingem até as empresas. Evidente, trata-se de vitória do feminismo, na luta pela igualdade de direitos e respeito. Mas é preciso admitir exceções nestas denúncias para evitar injustiças irreparáveis.

NO FACEBOOK: Enquanto a esquerda des-Maia, a direita de-Lira

MANOEL DE BARROS: Quando meus olhos estão sujos da civilização, cresce por dentro deles um desejo de árvores e aves.

Comentário

‘VALE TUDO’: Desde 1985 são 20 presidentes do Senado, dos quais 17 eram das regiões Norte/Nordeste. Exceções: José Fragelli (MDB-MS-1985/87); Nelson Carneiro (MDB-RJ-1989/91) e Ramez Tebet (MDB-MS-2001-2003). Só Antônio C. Magalhães (PFL-BA-1997/2001) e David Alcolumbre (DEM-AP-2019/2021) não eram do MDB.

‘JOGO BRUTO’: Presidir esse ‘paraíso’ é para poucos. Valem o prestígio pessoal e a articulação partidária. Os paulistas nunca elegeram o presidente do Senado; o alagoano Renan Calheiros (MDB) e o maranhense José Sarney (MDB) presidiram a casa por mais vezes (4 mandatos). Portanto, o PIB do Estado do senador não pesa nada nesta escolha.

LIDERANÇA: MS é o único que elegeu 2 presidentes do Senado (ambos do MDB); José Fragelli (1985/87) e Ramez Tebet (2002/2003). Com o voto secreto as surpresas virão com as dissidências nas bancadas em prol de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS). Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) votarão em Rodrigo Pacheco. Mas o grande eleitor será o presidente Bolsonaro.

‘TITANIC?’ Com 29 votos prometidos dos 41 necessários, a senadora Simone desviará deste ‘iceberg’? Emedebistas negociaram cargos na mesa/comissões deixando Simone na banguela. Eles articulam pensando primeiro na sobrevivência. Incrível, a senadora desconhecendo o DNA e as entranhas do MDB e o espírito maquiavélico do Senado? O pronunciamento dela até que merecia maior indignação.

NA ESTRADA: O secretário de governo Eduardo Riedel mantém o seu estilo nas suas ações além do gabinete. À propósito, lembro aqui trecho de seu discurso transparente por ocasião da posse na Famasul (10/09/2012) : “.... (-)... Precisamos de instituições modernas. Não podemos tolerar interferências ideológicas se quisermos ser grandes...”

PREVISÕES: Como as pesquisas elas são relativas a longo prazo, mas não se pode negar; Riedel tem potencial. Com curso superior e MBA na FGV, presidiu a Famasul, foi conselheiro do Sebrae, dentre outros cargos e funções na iniciativa privada. Não se pode negar sua boa visão administrativa como vem demonstrando neste Governo.

OTIMISMO: É o espirito reinante no Governo Estadual com projetos e realizações em todas as áreas. Os preços dos nossos produtos exportados ajudam a manter o caixa em dia junto a fornecedores e funcionalismo. Esse clima repercute eleitoralmente gerando ganhos dos políticos alinhados ao Governo - mesmo apesar dos entraves da pandemia.

A SALVO: O presidente Bolsonaro aposta em quem pode salvá-lo do impeachment, mas não é bom abusar. As previsões apontam na sua vitória no Senado e Câmara. Falta o clamor popular como ocorreu no episódio Dilma. PT, CUT, UNE, MST não lideram as manifestações de ruas porque a esquerda brasileira está em baixa. Alguma dúvida?

‘IRMÃS GÊMEAS’: Política e religião juntas. Católico, o candidato John Kennedy sofria rejeição no país de protestantes. Aí, na Convenção Democrata ele desabafou no discurso: “A religião não foi questionada quando fomos servir (ele e o irmão) na 2ª. Guerra; meu governo não será tutelado pelo Vaticano”. Enfim, convenceu e venceu!

O EPISÓDIO de aparência velha, vale na análise da força religiosa na nossa política, onde o catolicismo perde terreno. A influência das igrejas evangélicas/pentecostais é visível nas Câmaras, Assembleias e Congresso Nacional. Os pastores disputam na mídia espaço com a Igreja Católica, envelhecida e teimosamente cada vez mais à esquerda.

EXEMPLO: A deputada Rose Modesto (PSDB) é lúcida; externa a sua religiosidade sem excessos. Evita polemizar, parece não ser alvo de preconceitos devido a religião. A base política da igreja é forte no seu projeto, mas ela é habilidosa na conquista de apoio eleitoral de segmentos sociais diversos - graças aos seus méritos pessoais.

BIFURCAÇÃO: Mas todos esses afagos acima podem ser em vão se ela não construir um grupo político forte, com estrutura além das palavras. Aliás, foi graças a isso que ela chegou a vice governadora e à Câmara Federal. E qual caminho à seguir? E com quem firmar alianças onde fique na cabeceira da mesa? Sem nhenhénhém - o jogo é pesado.

SUSPENSE? Nos comentários sobre os prováveis candidatos ao governo em 2022, aflora o nome do prefeito Marcos Trad (PSD). Mas, indagado, ele sai pela tangente com respostas envolvendo seu compromisso com Campo Grande. Já o senador Nelson Trad (PSD) reafirma sua candidatura sem pestanejar. Irmãos e ambos do PSD. Entendeu?

PORRADA! E de quem e quando não se esperava veio o apoio ao Palácio do Planalto no combate ao Covid-19, contrária a tese do ex-ministro Luiz H. Mandetta. Essa fala do desembargador Carlos E. Contar na posse do TJMS repercutiu nacionalmente, mas os políticos locais e a vigilante OAB-MS optaram pelo silêncio por ‘motivos óbvios’.

NO FACEBOOK: Vendo as imagens do ex-governador Puccinelli (MDB) pescando, o jornalista Nélio Brandão postou: - “Esse haha - ele está rindo pra nós ou está rindo de nós!” – Se for atual estamos na Piracema, portanto é crime pescar! O pescador está meio diferente. Notaram algo”? E pergunta-se: Puccinelli tem conseguido dormir bem?

JOE BIDEN: Para o Financial Time o entusiasmo meloso da mídia gerou esperanças impossíveis. Passada a onda emocional da posse, terá que governar. Com sua boa fé de ‘união nacional’ será presa fácil. A expansão do ‘Medicare’ para maiores de 65 anos e alíquota de 28% para pessoas jurídicas são vistas como coisas de comunistas. Helpy!

‘BOQUINHA’: Após deixar o PT e ter apoiado a candidatura de Marcos Trad (PSD), o ex-vereador Marcos Alex (graduado em História) teria sido nomeado recentemente na prefeitura de Campo Grande. Não sei se o cargo é ligado a área da Educação, mas o fato comprovaria que esse pessoal não aguenta mesmo ficar longe do cabide público.

FURA FILA:‘Farinha pouca meu pirão primeiro’. Era previsível ocorrer na pandemia. Vergonhosa e imoral a postura de poderosos, contrariando o artigo 11 da Lei da Improbidade Administrativa. E pasmem! O deputado Carlos Zaratini (PT-SP) propôs no final de 2020 que parte deste artigo fosse suprimido. Enfim, o fundo do poço está longe.

‘TCHAU QUERIDA’: O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB), em prisão domiciliar, volta ao noticiário com o anúncio do lançamento de seu livro ‘Tchau Querida’ onde relata fatos de bastidores e a atuação de políticos no impeachment da ex-presidente Dilma. No fundo, ele não reinventa a roda neste livro. É passado e a vida continua.

PENSAR: “ Hoje esconder-se para garantir a integridade significa distanciamento social. A sociedade se questiona como estará quando tudo isso acabar. Mais solidária? Prestando mais atenção à saúde? Valorizando as mínimas coisas? A verdade é que cada dia que vivemos é mais um milagre.” (Jack Terpins, engenheiro, membro do Congresso Judaico Mundial – na FSP)

‘Nenhuma palavra do Papa Francisco sobre a aprovação da Lei do Aborto na sua Argentina’ (no facebook)

Comentário

RESSACA ELEITORAL: O ideal nas cidades interioranas é que entre os perdedores esse ressentimento acabe logo e que entre vencedores não haja o orgulho exagerado que atrapalhe as relações humanas. A tendência é que a sensação de fragilidade gerada pela pandemia ajude a semear a concórdia entre os adversários. Afinal, conviver é preciso.

ARQUIVO: No passado as manifestações pela vitória iam meses a fio alimentando a rivalidade entre os grupos políticos. Em Cassilândia correligionário foi encarregado para diariamente, ao meio dia, disparar um rojão de vara como lembrete da vitória aos adversários. A cidade até suspirava esperando o estrondo. Tortura para os derrotados.

EXPECTATIVA: As obras resultantes dos R$ 4 bilhões da Secretaria de Infraestrutura representam parte do projeto eleitoral do Governo para 2022. A pasta dará visibilidade e cacife político. Fala-se em Eduardo Ridel, Roberto Hashioka e Marcelo Miglioli para o cargo. O nome só sairá na volta das férias do governador Reinaldo em fevereiro.

PODEROSA: Ágil, de bons princípios políticos, com bom trânsito entre os colegas de parlamento e na mídia, a deputada Mara Caseiro deve ser o nome para o cargo de líder do Governo na Assembleia Legislativa. O governador Reinaldo gosta da postura dela, atenta e dedicada nas missões que lhe foram confiadas até aqui. Sinal verde!

‘SUPERMAN?’: Nos discursos da Casa Branca afloraram a simbologia e a retórica sensível de valores democráticos, cristãos. Mas a trajetória ianque não é bem assim. De início invadiram e tomaram boa parte do México, insuflam guerras, rebeliões e só querem levar vantagens. Lembrando Raul Seixas: “Durango Kid só existe no gibi...!”

JOE BIDEN: de todo discurso do presidente que li e reli com muita calma, destaco o seguinte trecho: “ A política não precisa ser um incêndio devastador que destrói tudo em seu caminho. Cada discordância não precisa ser motivo para uma guerra total...( - ) Mas me ouçam claramente: as divergências não devem levar à desunião”.

ZEBRA: Como Michel (Al Pacino) substituiu Don Vito Corleone (Marlon Brando) em ‘Poderoso Chefão’, o deputado Jamilson Name, por decisão da justiça, acabou virando réu ao assumir os negócios da família. A opinião pública é menos técnica e letrada, mas é muito intuitiva para decifrar as atividades e os personagens da Operação Ormetá.

TORNOZELEIRA: Usá-la ou não usá-la – essa é a questão! Já se comenta que a exemplo do que ocorreu pela decisão do TRF-1 - no caso do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD-MT), beneficiando o então senador Aécio Neves (PSDB), a Assembleia Legislativa poderá dispensar Jamilson de usar o estigmatizado acessório em MS.

GOLPE: Há pouco o WhatsApp alterou os termos de uso com os dados pessoais sendo compartilhados com o Facebook e Instagran. Vendem o nosso perfil, inclusive politico para influenciar eleições. O nosso Congresso precisa votar logo a Lei Geral de Proteção de Dados, seguindo por exemplo a postura inteligente do Congresso norte americano.

DÚVIDA? Compre algo e virá um porre de ofertas. Acesse livro, vídeo; dê seu telefone à loja na hora da compra e cairá nas redes. Nada é coincidência! Os pontos das redes se conectam descobrindo tudo de você: dados pessoais, desejos, ideologia e vaidades. O desafio é conviver harmonicamente com a internet mesmo sabendo que é vigiado.

CELULAR: Definido por alguns como a nova coleira eletrônica, muleta da solidão, amigo ou inimigo. Bin Laden só foi localizado e morto ao usar o celular. Lembrando que somos reféns do celular; essa obsessão pelo seu uso até em situações de alto risco - como ao volante de veículos - tem provocado tragédias. A mídia tem mostrado isso.

EXAGEROS: Buscam sinais de racismo em tudo. Querem mudar o trecho - “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo” - do Hino Gaúcho ‘por entender’ que o povo negro não teria virtude. Mas lembra o jornalista David Coimbra que o termo ‘escravo’ refere-se a antiga discriminação do Rio Grande junto ao Governo Central . Apenas isso.

SALIM MATTAR: “ (-) temos um Estado lento...a carga tributária pulou de 23% para 34% do PIB desde que os social-democratas assumiram o poder em 1985..levantamento constatou 698 empresas públicas entre as de controle direto, subsidiárias, coligadas e investidas... o modelo social democrata que aí está é exatamente o grande problema ...”

ZÉ DIRCEU: Num texto recente ele defende a manutenção das estatais (cabides dos companheiros) e se posta contra política liberal (iniciativa privada). É a ladainha da esquerda ‘protetora dos interesses nacionais’. Devido ao desgaste e desunião dos partidos de esquerda o ex-ministro prega a derrubada de Bolsonaro antes de 2022.

ANOTE: A ciência diz: para chegar à imunidade é preciso vacinar 70% do ‘rebanho’ (140 milhões de brasileiros até setembro). Até lá há duas opções: lavar as mãos, usar mascaras, manter distancia ou simplesmente desobedecer as regras para lotar as UTIs e cemitérios. A covid é democrática, não discrimina ninguém: mata todos igualmente.

VACINA: É cedo para dizer quais políticos levarão vantagem e em que proporção. Prematuro também identificar os eventuais prejudicados. As eleições estão distantes e o cenário sujeito a mudanças por fatores diversos. Dois deles: o esperado êxito da vacina a médio e longo prazo e as eleições para Câmara e Senado em fevereiro. Entendeu?

ATUALÍSSIMA: “É divertidíssima a esquizofrenia dos nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel, mas adoram 3 coisas que só o capitalismo sabe dar: bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca Cola”. (Roberto Campos)

METAMORFOSE: Pelos preços atraentes, está consolidada aqui na capital a era dos ‘aplicativos’ no transporte urbano, sepultando o monopólio (máfia) de taxis que imperou por décadas. Valia milhões, por exemplo, a licença de um taxi no aeroporto. Os velhos esquemas (‘reserva de mercado’) sucumbindo às exigências do consumidor. Aleluia!

‘INVISÍVEIS’: Os novos vereadores da capital terão que usar as mídias sociais para ganhar visibilidade pública - sob pena de continuarem despercebidos e desconhecidos. É importante aos estreantes a popularização da imagem porque durante a campanha eleitoral eles foram obrigados ao uso de máscaras. Complicada a situação deles.

E AGORA? O Financial Times mostra que 50% das enfermeiras, ¼ dos médicos, 35% dos alemães, 60% dos franceses, além de 76% dos funcionários dos seus asilos declararam que não irão se vacinar. Para o ex-ministro Delfim Neto é preciso vencer esse desafio junto a nossa população e, pasmem, também entre os profissionais da saúde.

A democracia neste país é relativa, mas a corrupção é absoluta (Paulo Brossard)

Comentário

APOSTA: Espancado em 2020, o MDB local vê na candidatura da senadora Simone à presidência do Senado a chance da reabilitação. Ledo engano. Na hipótese dela vencer, sua capilaridade nacional seria insuficiente para reverter esse quadro desgastante devido as prisões decorrentes da corrupção e o ‘recado’ nas urnas. São coisas diferentes.

PROJETO: Após o nocaute do candidato Marcio Fernandes (aposta da renovação) na eleição da capital, o MDB ficou refém do ex-governador Puccinelli – que já sente o peso da idade – e não atrai nomes que encantem para retomar o protagonismo no MS. Aliás, é o mesmo estágio de desgaste e envelhecimento que atinge o PT por aqui.

DETALHES: Eleição para o governo é pesada. Sem estrutura de poder e sem nomes para dar sustentação e credibilidade ao discurso é complicado. Quais os outros nomes do MDB que poderiam se engajar e acrescentar positivamente na campanha? E até lá é possível decisões judiciais envolvendo Puccinelli - carrear mais desgastes ao partido.

‘BIG BROTHER’; Impossível ignorar a mídia na formatação da opinião. Na política não é diferente. Todos os dias a mídia chega antecipando-se ao velho noticiário noturno da TV. As pessoas podem até fingir, mas sabem de tudo, repassando a terceiros, independentemente se é verdade ou mentira . Os efeitos são cruéis – devastadores.

‘DOLCE FAR NIENTE’: Os momentos indolentes na praia do ex-ministro Mandetta (DEM) e do comunicador Luciano Hulck , clicados e postados no facebook - motivam comentários . A maioria das postagens pelo fato de ambos, influenciadores da opinião pública, não estarem portando as mascaras protetoras contra o Covid 19. Tiro no pé!

MÃOS DADAS? As notícias fazendo referência aos’ interesses comuns’ de ambos tem ajudado a garantir a visibilidade do ex-ministro, ao mesmo tempo em que é citado (ironicamente) de vez em quando por Bolsonaro. O olhar de desejo dele seria mais em direção à Brasília do que num projeto local. Muda de partido? Costura com quem?

NA PRANCHA: Para muitos, Mandetta ainda surfa naquela onda de exposição ministerial para tentar fazer parte de um novo projeto político em nível nacional. Faz sentido - porque em termos de base de sustentação política aqui no Estado ele tem dificuldades. E mais: o DEM ‘guaicuru’ não é uno - os interesses são múltiplos.

INTERROGAÇÃO: 2019 foi marcante para Ricardo Ayache; assumiu o comando da Cassems e do diretório regional do PSB. Mas seu dinamismo na Cassems foi a antítese na seara política. Apesar das expectativas no pleito da capital - ele decidiu pelo apoio a reeleição de Marquinhos (PSD). Questiona-se: mudará de atitude em relação a 2022?

LOTERIA: Há cargos públicos ‘saborosos’ mas invisíveis. O amigo Youssif Domingos largou a política para chefiar a Agepan. Sábio, discreto, passou despercebido. Agora com o fim de seu mandato - abriu a temporada de cobiça e muita gente sonha com esses 4 anos (iniciais) de paraíso. Não sei qual é o trabalho, mas deve ser muito ‘interessante’.

VEREANÇA : As redes sociais mostram o nível. Em Nova Lima (MG-95 mil hab.) o novo presidente apenas soletrou frases desconexas ; em Matureia (PB) um vereador foi incapaz de ler o juramento ; em Itupeva (SP-55 mil hab.) outro vexame. Amostras do que vem por aí e que vai desaguar um dia nas prefeituras, Assembleias e Congresso.

NA REDE: Parentes, amigos e adversários na posse, munidos de celular para registro das imagens e discursos do evento. Nesta hora aflora o velho espírito crítico da política, colocando vereadores em situação de desgaste - antecipando-se ao exercício do próprio mandato. No interior é assim: adversário político é adversário 365 dias por ano.

CASSILÂNDIA: Vereador ‘Osvaldo Baiano’ acusou um colega de ‘santagens’ e foi corrigido para usar o termo ‘chantagens’. Jeitoso ele completou: “é santagens sim, pois V.Exa. fica dando uma de santinho”. Apesar dos risos da plateia, Osvaldo estava certo ao empregar (sem conhecer) - a figura do neologismo ‘santagens’, derivativo de santo.

PREGUIÇA? Eu diria falta de tempo, pragmatismo. Os leitores não querem saber de textos longos, complexos, vistos como ‘defesa de tese’. Como a leitura é descartável, a opção crescente é pelo ‘resumo do resumo’. Para piorar, a nova geração ‘alfabetizada’ na internet escreve pessimamente e nem com aulas de caligrafia consegue melhorar.

ACABOU! O capricho era a marca das palavras inseridas em documentos oficiais. Os livros antigos dos cartórios, por exemplo, são exemplos em extinção de verdadeiros tesouros. Se antes eram os médicos referências de letra ruim, hoje o modelo é extensivo a outros profissionais e categorias, inclusive aos professores. O que fazer?

BRAÇOS ESTICADOS: É só abrir o WhatsApp para ver a guerra da vacina onde ‘infectologistas, sanitaristas e bioquímicos’ se digladiam. Estando no grupo de risco o colunista não tem conhecimento científico para defender essa ou aquela vacina. Emitir opinião sobre algo desconhecido é burrice. Portanto, nossos braços estão a postos.

O QUADRO: Nossas vidas interrompidas, por uma paralisia que gera insegurança e perturbação nas relações com o tempo, memória, família e trabalho. É preciso cuidado para não perder o chão ao se refletir sobre o ontem, hoje e futuro. O tal ‘home office’ só quebra o galho – além de invadir o espaço doméstico, acabou limitando nossas pernas.

OS DESIGUAIS? Além das discriminações habituais, outro fator poderá servir de referencia na identificação das pessoas: a criação da casta de vacinados (privilegiados) se o remédio não chegar à todos no mesmo prazo. Cenário maluco, de demagogia com a política misturada à saúde – servindo de palanque para os nossos ‘santos políticos’.

CASA CAIU! Não é culpa do governo. Um dia teria que acontecer. Criaram agências (deficitárias) demais para atender aos políticos e com a nova realidade econômica o Banco do Brasil não é mais o mesmo. Aliás, o atendimento ao público vem deixando a desejar. Os seus funcionários parecem insatisfeitos e pouco felizes em suas funções.

THE END: Dinheiro de investidor não tem pátria. O objetivo final é o lucro. Esse caso da Ford é apenas mais um. Se as empresas de calçados no Brasil saíram do Sul rumo ao Nordeste, a mesma postura se aplica as multinacionais. Essa bronca da esquerda e dos sindicalistas não procede. Impostos demais e vendas de menos criaram o clima final.

“Liderança é a capacidade de exigir que as pessoas façam o que não querem fazer gostem de o fazer”. (Harry Truman)

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Comentário

REPERCUTE: Enquanto o deputado Dagoberto Nogueira (PDT), mesmo envolvido nas eleições de Campo Grande, foi o campeão em gastos na ‘cota parlamentar’ com R$ 411.343,03, o seu colega Fábio Trad (PSD) conseguiu o exercício pleno do mandato eficiente gastando só R$ 55.046,16. Ao leitor resta a sabia e única conclusão. De leve...

ESBÓRNIA: “Constituição tem 103 vezes a palavra “direitos” e 9 vezes a palavra “deveres”, Trata-se, claro, de uma conta que não fecha (-) nosso país gasta 14% do PIB para sustentar o funcionalismo público, enquanto o Japão usa 5% do PIB. O Brasil não consegue pagar essa conta”. (Ricardo Barros (PP-PR), líder do Governo na Câmara.

CALMA! Os novos vereadores não podem se precipitar. Tudo ao seu tempo. Primeiro as noções básicas do cargo e as atribuições. Mas estão previstas proposições de títulos de cidadania, votos de pesar, de louvor, denominação de ruas e logradouros. Detalhe: a formação cultural ajuda, mas não é determinante assim como o estilo do nó da gravata.

EQUÍVOCOS: Pesquisas mostram que a maioria dos vereadores sonha com o cargo de prefeito, inclusive os novatos delirando pelo sucesso do batismo nas urnas. A disputa por espaços na Câmara e na mídia é esperada. Alguns conseguirão, mas outros passarão despercebidos, anônimos, ao longo do mandato. E 4 anos passam rapidinho – vapt vupt.

BALELA: Aquelas utopias de campanha e início de mandato serão logo esquecidas e trocadas por posturas ‘pragmáticas’ comuns na vereança. Vão priorizar a sobrevivência do mandato, as vantagens financeiras (salários, verbas de representação e as famosas diárias) e as nomeações de correligionários na administração municipal.

AMARGO: O fim da vereança por força das urnas não é agradável. Sem mandato o cidadão deixa de ser referência, não é mais consultado na comunidade. Isso gera certo desconforto social. Enfim, retornar à antiga realidade exige humildade contra aquela vaidade que embalou o status do cargo. Aliás, como tudo na vida tem início e fim.

‘VASO BRASIL’: Ficará entupido ganhe quem ganhar na Câmara Federal. O deputado Arthur Lira (PP-AL) é réu no STF e acusado de ‘rachadinhas’. Baleia Rossi (MDB-SP) tem apoio do presidente Rodrigo Maia, do PT e da esquerda contra o ajuste fiscal, a desestatização, as reformas e a diminuição do tamanho do Estado.

‘ALZHEIMER’? O DEM era o PFL que o ex-presidente Lula (PT) tentou exterminar e depois foi um dos algozes de Dilma. Agora o DEM e PT esquecem tudo e se associam para presidir a Câmara, num provável 1º ato preparatório do impeachment presidencial que já teria a benção do STF inclusive. Aí o eleitor fica pirado, não entende essa zorra.

COMPARANDO: Obama levou sorte com a crise financeira em 2008 e ganhou de John MaCain. Trump estava em alta até a Covid chegar. Bem nas pesquisas de hoje Bolsonaro dependerá em 2022 de 3 fatores: economia em alta, sucesso do combate à Covid e da postura dos adversários – para os quais quanto pior a situação, melhor!

DEBOCHE: 10 suplentes assumindo na Câmara Federal no lugar de eleitos a prefeito e vice prefeito. Em pleno recesso ganham salário, cota parlamentar e auxílio-mudança. Sem sessões não apresentam projetos, sem discursos e nem participam das comissões. Nada a fazer! O fato vitamina a descrença da opinião pública em nossas instituições.

SUCESSÃO: Em 2022 teremos ao menos 8 candidatos a governador, sendo para alguns uma eleição preparatória das eleições da capital em 2024. A deputada Rose Modesto (PSDB) nesse rol. Ela quer chegar ao 2º turno. Se não vencer mas tendo boa votação em Campo Grande, terá preparado o terreno para a disputar a prefeitura dois anos após.

POLÍTICA: Nela nem sempre a derrota é perder. O derrotado pode se beneficiar pela experiência adquirida. Exemplo: em 2012 Reinaldo Azambuja (PSDB) ousou candidatar-se a prefeito da capital. Perdeu, mas surpreendeu com a boa votação (25% dos votos) – o que viabilizou a candidatura com sucesso ao governo dois anos após.

DOURADOS: Em 2022 teremos eleições! Os derrotados acompanham o novo governo. Interesses convergentes e conflitantes existem na cidade tão rica e complicada. Com 4 deputados estaduais e o vice governador, a cidade precisa manter seu peso político no Estado. Hoje, a prioridade do prefeito é viabilizar seu governo ainda indecifrável.

DUPLA AÇÃO: O prefeito Alan Guedes (PP) precisa viabilizar a gestão nos 6 meses iniciais e só após pensar em política. Mas apenas o apoio da Câmara é pouco. Necessita sim de emendas federais e estaduais dos 4 parlamentares de olho na reeleição. Oriundo da Câmara, Alan teria a leitura pragmática de tentar agregar apoios nesta hora difícil.

ISOLADO? Nem pensar! A hipótese remota leva-nos ao exemplo de Alcides Bernal (PP) em Campo Grande – sucumbindo ao não dialogar com a classe política. Mas Alan é articulado, tem DNA político, esteve do outro lado do ‘balcão’, e sabe: a construção política passa pelo diálogo, sensibilidade, a arte de ouvir e também de virar a página.

UM DRAMA: A reeleição de prefeitos tem um lado complicado e pouco mostrado. Geralmente para se reeleger o prefeito faz alianças diversas e com elas as promessas de prestigiar grupos e siglas na futura gestão. Aí vem o fato complicador: os funcionários (também fieis no pleito) não aceitam perder seus empregos. E como resolver isso?

INEXPLICÁVEL: O deputado Lucas de Lima (SOL) foi à Alagoas visitar parentes e voltou espantado com a lotação das praias no pico da Covid, onde só os ambulantes estavam a trabalho. Lembrei-lhe de Kafka, segundo o qual ‘o mundo coletivo funciona por razões que a razão individual desconhece’. Bem...depois não adianta chorar.

‘PLIM PLIM!’: A Crefisa, (parceira do Palmeiras, coincidentemente o clube de Bolsonaro) desistiu de patrocinar o JN (R$ 15.049.000 mil mensais) - onde o comercial de meio minuto no intervalo custa R$ 847 mil. A concorrência da internet e a crise - as causas. Odiada também pelo PT, a saída da Globo seria apostar as fichas em Hulk?

‘QUE FASE!’: O governador paulista João Dória (PSDB) massacrado nas redes sociais por conta também de 2 episódios: sua malfadada viagem à Miami em plena pandemia e o decreto do ICMS de produtos do agronegócio. Sairá menor da pandemia; seu projeto de disputar o Planalto foi água abaixo. Não há vacina que o salve destas enrascadas.

PONTO FINAL: “ ( - )...Estes são tempos de parar para pensar: difícil, eu sei. O que ando fazendo da minha vida, do meu dinheiro ou da minha necessidade, dos meus amores ou rancores, como estou construindo minha existência ou destruindo o que toco. (-)...Quero de volta a minha vidinha cotidiana, para receber família e amigos...” (Lya Luft)

Política – Luta de interesses disfarçada de disputa de princípios (Ambrose Bierce)

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BUROCRACIA: Os novos prefeitos, ansiosos em dar soluções aos mais diferentes desafios não podem esquecer deste velho fantasma. Esse conjunto de regras que deveria nortear e facilitar a conduta dos gestores mais atrapalha do que ajuda. Max Weber, o sociólogo alemão, não imaginou que a inovação que defendeu traria tantos problemas.

ALERTA: Os administradores devem estar atentos à nova Lei de Licitações aprovada agora pelo Senado. Leis novas sempre apresentam controvérsias na sua aplicação e que podem atrair ações dos Tribunais de Contas e do Ministério Público Estadual/Federal. A construção de determinadas obras deverá merecer os devidos cuidados.

AVISO: A nova Lei de Licitações desburocratizará a construção civil com licitações digitais, seguro da obra e punições nas fraudes (prisão de 4 a 8 anos) e de 4 a 12 anos no caso de superfaturamento. A tentação: Até o valor de R$ 100 mil a prefeitura estará dispensada de licitação. Detalhe: proibida a aquisição de itens de luxo nas licitações.

OLHO VIVO: A assessoria técnica é a bala de prata de qualquer gestão municipalista. Mata todos os ‘fantasmas’, evitando assim problemas junto aos órgãos fiscalizadores e eventuais desgastes políticos. Os novos prefeitos devem estar despidos de sentimentos de vingança ou coisa que o valha. Afinal, o mandato é transitório e o poder é efêmero.

MUDANÇAS: Lá atrás, nos velhos tempos, mudança de prefeito interiorano era uma ‘operação de guerra’. Já antes da posse a lista do demitidos era pública. Adversários ficavam sem emprego; o cargo não tinha amparo nas leis da época. Mas tudo mudou e as leis protegem a maioria dos cargos exercidos por concurso. Foi um alívio, é claro.

MILAGRES? Só andaram em alta na ‘Santa Sé’ ao contrário das cidades sem grandes recursos! Não se transforma ‘terra arrasada’ em um paraíso num estalar de dedos. Os novos gestores podem ter boa vontade, mas os efeitos positivos de suas ações só aparecerão após o primeiro ano. Antes disso ficam apenas nas ‘ações de perfumaria’.

FUNDAMENTAL é descobrir rapidamente o caminho de Brasília tendo como guias ou padrinhos os parlamentares federais. Bons projetos resultam em conquistas para a cidade. O Governo Federal tem municipalizado suas ações como temos visto nos últimos anos. Mas o prefeito não pode se acomodar esperando as coisas caírem do céu.

COMUNICAÇÃO: Antes esse item era considerado fator irrelevante na administração municipal. Hoje a interlocução entre o prefeito e a comunidade é imprescindível e influencia na avaliação do trabalho do gestor. Com o advento da internet, as realizações nas prefeituras são acompanhadas em tempo real até pelo simples celular. Portanto...

NO ARREMATE do assunto um alô aos prefeitos em final de mandato. Levarão pra casa as preocupações e questões junto à Justiça, TCE, TCU e demais órgãos ligados à administração. Ficarão as ‘dores de cabeça’! Existe hoje a Associação dos Ex-prefeitos de MS para cuidar destas ‘heranças’. É a ressaca do poder que pode varar anos e anos.

COVID: A vacina desperta esperança e ceticismo. A rapidez de sua criação, os riscos de efeitos colaterais e as mutações do vírus questionam a duração da sua eficácia. Além do financeiro há o fator político. Essa postura do governador João Dória (PSDB) e seus outdoors espalhados por aí mostram o seu ‘projeto de poder’ aproveitando a ocasião.

INGÊNUOS: Não existem nestas situações. Os laboratórios de olho no lucro. O papel da China é suspeito. A rejeição da vacina ainda existe; na França é de 40%; na Rússia 53%. Aqui o apelo pela vacina emparedou Bolsonaro através da grande mídia com os adversários de olho em 2022. Nosso desejo é que a vacina venha rápido e seja eficiente.

COINCIDÊNCIA? Na pesquisa ‘Poder Data’ caiu a confiança na imprensa: 50% ‘mais ou menos’. A maioria de quem confia nela critica Bolsonaro. A maior desaprovação é no Norte seguida do Sul e Centro-Oeste. Os seguidores de Bolsonaro são maioria entre os que desconfiam dela. Desde outubro a desconfiança cresceu 10 pontos.

INTOCÁVEIS? Primeiro os promotores de justiça paulistas, seguidos do STJ e do STF querendo furar a fila pedindo 7 mil doses da vacina contra a Covid. Esse pessoal se julga superior e mais imprescindível que os profissionais da saúde e do resto da nação. Péssimo exemplo de quem prega ética, justiça e respeito. Intocáveis não, egoístas sim!

ESPAÇO para agradecer a iniciativa do colega Rui Spínola Barbosa – diretor do semanário ‘Raio X’ da capital em incluir o colunista no rol dos personagens que se destacaram em 2020 neste segmento. Iniciativas como essa sensibilizam e incentivam na caminhada de 20 anos ininterruptos assinando a coluna. Um beijo no coração do Rui.

‘RACHADINHAS’: Prática antiga. Parlamentares ficam com parte do salário dos funcionários que nomearam. Mas há também ‘rachadinhas’ das vantagen$ do cargo de presidente de Câmara Municipal: combina-se rachar entre certos colegas da mesa a verba de representação e as sobras. Como o pacto é sujo, nem sempre é honrado.

DESABAFO: No alto de seus 90 anos de idade e exercendo a medicina na Santa Casa de General Salgado (SP), onde é diretor, meu amigo dr. Kleber S. Sales postou no facebook: “A Argentina aprovou Lei que pode assassinar fetos de até 14 semanas. Terra do Papa! Monstros! É por isso que a Argentina vive na merda! Que 2021 seja pior para eles; um terremoto no centro da CASA ROSADA”.

THE END: Era referência cultural das cidades. Após enfrentar o videocassete, DVD e streaming, o cinema interiorano sucumbiu de vez com a Covid-19. Espaços que antes embalavam beijinhos e sonhos dos namorados deram lugar às igrejas e supermercados. Sem cinema, as cidades perderam sua fáabrica de fantasias. Ficaram frias, sem alma!

QUARENTENA: Nela, as pesquisas no Google estão revelando nossas carências e o que somos hoje. Nesta lista: álcool gel, contaminação, cloroquina, OMS, mascaras, meditação contra insônia, chás, dores de cabeça e nas costas, mercado livre, livros de sucesso, Netflix, jardins, hortas, delivery de comidas saudáveis. Coincidência apenas?

PREVISÕES: A literatura mostra que tentar ‘adivinhar’ o futuro é parte da história, de governantes, de comuns e ilustres. Os ciganos ainda exercem certo fascínio lendo as mãos através de gerações. Misticismo e crenças à parte, essa preocupação com o futuro é saudável, mas sem esquecer o dia presente que deve ser vivido em toda sua plenitude.

GUILHERME FILHO: Mais uma vítima da Covid-19. Grande jornalista, conhecia como poucos os bastidores do poder mesmo antes da criação do MS. Foi embora sem escrever suas memórias. Começou lá atrás no Diário da Serra, passou por vários órgãos de imprensa e estava na CBN. Estamos amarrotados com sua perda. Vai com Deus!

MARIO QUINTANA: “O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família.

PONTO FINAL: “É preciso ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. Esperançar é se levantar, é ir atrás; esperançar é construir. Esperar é não desistir. Esperançar é levar adiante, é juntar-se com outros para fazer de outro modo” (Paulo Freire)

FELIZ 2021: SAÚDE E PAZ !

SÓ AS MELHORES:

STF dá 48 horas para Bolsonaro revelar os números da Mega Sena da Virada

STF questiona o gol de Bolsonaro na Vila Belmiro e vai acionar o VAR

Esquerda critica Bolsonaro e ‘ignora’ as atrocidades em Cuba e Venezuela

É preciso adiar o fim do ano (ator e escritor Gregorio Duvivier)

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