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Quinta, 18 Abril 2019 15:03

Amplavisão – Quatro motivos para ingressar na política Destaque

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MOTIVOS: Pensei, conversei com amigos para abordar esse tema. Ele começa exatamente com a pergunta: “Quais os motivos que levariam o cidadão a ingressar na política aqui no Brasil?” Uma pergunta banal à primeira vista, mas, interessante e que enseja uma abordagem prática, simples, sem questionamentos sociológicos e, acima de tudo, objetiva como gosta meu leitor de muitos anos. Aliás, não há mais tempo para obras literárias no jornalismo atual. Tudo vapt vupt!

VAIDADE: Já disse na edição anterior que ela seria irmã gêmea do poder. Ela está quase sempre presente – mesmo camuflada, às vezes por um falso sentimento de patriotismo ou de amor à causa pública. A vaidade é esperta, consegue se inserir nos mais diferentes contextos. O empresário abastado, mas pouco reconhecido publicamente na comunidade, se sente às vezes tocado pela necessidade de algo mais que o dinheiro no caixa. Outro caso é do profissional reconhecido pela sua capacidade no trabalho e que contaminado pela vaidade resolve abraçar uma candidatura política. Ele não consegue separar as duas coisas.

INDIGNAÇÃO: Cada vez mais raro esse tipo de motivação, principalmente devido aos escândalos envolvendo administradores públicos e agentes políticos. Lembra o patriotismo. Ocorre quando há uma situação insustentável ou grave ameaça de desastre político-administrativo e alguém resolve ingressar na política com a visível intenção de mudanças para melhor. O caso do empresário Antonio Ermírio de Moraes, então presidente do poderoso Grupo Votorantim que em 1986 filiou-se ao PTB para liderar um movimento contra a candidatura de Orestes Quércia (MDB) ao Governo de São Paulo. Independentemente do resultado das urnas, sua postura caracterizou-se pelo sentimento de indignação face aos desmandos denunciados contra o ex-governador Paulo Maluf e Cia.

OPORTUNISMO: Ocorre sobretudo na política interiorana de todas regiões do imenso Brasil. Onde há um ambiente de descrença que gera desinteresse pela vida pública partidária, abre-se janela de oportunidade para quem apenas estava à espreita do quadro local, sem participação direta, mas sem apresentar desgastes. Às vezes – mesmo sem ter identidade com esse ou aquele grupo político – mas diante das perspectivas que se abrem ele acaba aceitando e até vencendo – mais em função das circunstancias e fatos que lhe favoreçam do que por méritos próprios. Casos de funcionários públicos, dentistas, advogados, médicos, comunicadores, engenheiros e comerciantes principalmente. Como se diz na política: ele estava no lugar certo na hora certa.

PROFISSÃO: O homem é um animal político, mas nem todos conseguem se nivelar por cima. Alguns deles estão dispostos a tudo para conseguir o poder e vão galgando os degraus custe o que custar. Impressionante a garra, a obsessão deles. Tenho visto exemplos deles por aí: desde cedo conseguem oportunidade de politicar através de maneiras ou mecanismos diversos. É o funcionário com postura diferenciada que atrai a simpatia da clientela, do funcionário público prestativo ou do simples morador que se destaca como bom vizinho para depois se tornar líder do bairro e vereador por exemplo. O Congresso nacional – até a legislatura passada – tinha em seu bojo dezenas de ‘exemplares’ desta espécie que dedicaram toda a vida à política, incorporando-a inclusive a sua própria personalidade. Quando perderam o poder murcharam como as plantas arrancadas do canteiro. Político sem mandato lembra barata tonta.

TUDO AZUL! A figura do vice em cargos executivos em todos os níveis tem gerado abordagens de todos os tipos na imprensa. A melhor definição seria de que a figura do vice deva ser a mais discreta possível, evitando atritos e desgastes. Posto isso lembro de Adriane Lopes (PEN) – vice-prefeita da nossa capital - inicialmente vista como candidata surpresa na chapa de Marcos Trad (PSD) e que até aqui vem tendo comportamento exemplar. Não avança o sinal com atos e nem com palavras. Perspectivas de vida longa na política.

EXAURIDO O Estado em si como modelo paternalista de gestão exauriu. Todos da sociedade querem de algum modo mamar nas tetas da maquina pública em todos os níveis. O sonho continua aquele: ser ‘empregado do Governo’ para garantir vantagens ao longo da carreira e aposentadoria razoável. Mas como diz o caipira: “não tem mais de onde tirar leite – a teta secou”. Todo santo dia vejo as reivindicações de funcionários baseadas em leis também paternalistas. É funcionário reivindicando seu quinquênio, de promoção por merecimento, bravura e outras tantas motivações. Outro desafio: acabar com a farra da tal cessão onerosa de funcionários de um poder para outro. Há muita gente fora da função original, como professores fora da sala de aula.

VAI QUEBRAR! É uma simples afirmação com base nos números da economia local, regional e nacional. Como garantir tantas benesses e generosidades aos funcionários? Quando os legisladores criam leis dando direito aos funcionários, eles estão apenas olhando o lado eleitoral. Querem os votos dos beneficiados. Temos o clássico exemplo do 13º salário instituído demagogicamente lá atrás para agradar o eleitorado. Agora a máquina pública e nem o pessoal da iniciativa privada aguentam arcar com mais essa despesa numa época de tantos encargos fiscais. Mas, se alguém propor a sua extinção será executado em praça pública.

TEMPOS ESTRANHOS Quem (STF) deveria garantir a liberdade de expressão acaba censurando-a. Aplausos ao deputado João Henrique (PR) por criticar na tribuna da Assembleia Legislativa a decisão do ministro Alexandre de Morais (STF) de censurar a reportagem “O amigo de meu pai” publicada na revista Crusoé. Ele lembrou que a liberdade de expressão é pilar da democracia como mostra a história moderna. A sua iniciativa ganhou o apoio dos seus colegas Gerson Claro (PP), professor Rinaldo (PSDB) e Pedro Kemp (PT). Enquanto isso, nenhuma palavra da OAB-MS sobre o episódio. “Liberdade... abra as asas sobre nós”.

PERNA QUEBRADA As eleições de 2018 acabaram com o cacife financeiro de muitos partidos que elegeram pouca gente. Muitos deles eram e continuaram sendo nanicos que apenas serviam de arma terceirizada para as siglas maiores. Aliás, a tendência é que com o tempo eles acabem desaparecendo. Deveremos ficar no máximo com 15 partidos; convenhamos já seria de bom tamanho. Além da clausula de barreira que impedirá o acesso ao rádio e televisão, 14 partidos ficarão sem financiamento público em suas campanhas. São eles: Rede, Patriota, PHS, DC, PC do B, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PSTU, PTC.

FELIZARDOS Dos 35 partidos, são essas as 21 agremiações que vão ter direito a fatia do bolo de – pasmem! - R$ 927.750.560,00 que o glorioso Congresso Nacional tratou de reservar com bastante antecedência. São eles: PSL – 12,81%; PT - 11,32%; PSDB - 6,60%; PSD – 6,43%; PP – 6,12%; PSB – 6,02%; MDB – 6,08; PR – 5,84; PRB – 5,58%; DEM – 5,12%; PDT – 5,08. Vale recordar que alguns partidos estão se adequando com seus diretórios, inclusive. Aqui em Campo Grande temos dois exemplos bem visíveis: do PT com problemas de caixa e o MDB que dispensou inclusive vários funcionários diante dos resultados das últimas eleições. Eu pergunto: será que tanta pompa se justificava diante do nosso cenário econômico? Menos, please!

OLHAR JURÍDICO Integrante do seleto grupo de 10 parlamentares que se dedicam ao estudo das propostas anti-crime do Ministério da Justiça, o deputado Fabio Trad (PSD) ganha espaço e elogios dos colegas e especialistas na área. Sua exposição após o encontro do grupo com o ministro da Justiça, Sergio Moro mostrou intimidade com a matéria e vem de encontro com os anseios da opinião pública e as necessidades tão visíveis. Também como advogado posso dizer que ele vem pautando pelo equilíbrio no trato desta questão tão delicada que exige conhecimento, firmeza e acima de tudo sensibilidade.

REDES SOCIAIS Quem não aderir ao novo instrumento de comunicação ficará na saudade. Em sintonia com a realidade o PRB (Partido Republicano Brasileiro) já possui seu sistema de plataformas: 6.266 seguidores no Instagram, 4.139 no Twiter e 10.468 no facebook. No papo com o deputado estadual Antonio Vaz (PRB) e o vereador e presidente do diretório estadual Gilmar da Cruz percebi a estratégia de aumentar a bancada de vereadores na capital (hoje são 2) e do interior (14). Para evitar problemas jurídicos o partido agiliza a formatação dos diretórios municipais em substituição às comissões provisões. É a luta pelo espaço.

VERGONHA! Esse tem sido o principal motivo que leva os homens públicos ao suicídio. Aqui essa pratica é rara por motivos óbvios. O ex-presidente Getúlio Vargas (em 1954) e o ex-reitor da Universidade de Santa Catarina Luiz C. Cancelier (2016) preso por acusação de corrupção. Ficou famoso o caso de Budd Dwyer, governador da Pensilvânia (USA) em 1987 que cometeu suicídio frente as câmeras de TV antes da sentença final por corrupção e o episódio do ministro Toshikasu Matsuoka, da Pesca do Japão (2007) que se enforcou pela acusação da mesma pratica. Agora é vez do ex-presidente peruano Alan Garcia por envolvimento nas falcatruas da empreiteira Odebrecht. Imagine se todos os envolvidos na ‘Lava Jato’ tivessem a tempera de Garcia” Faltariam balas! Sem políticos ‘samurais’, jamais teremos o ‘Haraquiri’.

O RELÓGIO não para! Termina no dia 28 de junho próximo o prazo para os partidos em âmbito municipal e estadual formalizarem seus diretórios permanentes. A resolução do TSE de 2018 vale para todos os partidos. Quem dormir de touca e não cumprir com as exigências estará impedido de lançar candidatos à prefeito e vereador nas eleições de 2020. Tem um aspecto interessante: até aqui os partidos faziam o que bem entendiam com as comissões provisórias dos partidos nos municípios e estados. Era comum às vésperas de lançamento de candidaturas nos pleitos municipais os dirigentes negociarem destituindo toda a comissão provisória e nomeando outras pessoas estranhas ao partido e ao ambiente político da cidade. Enfim, acabou o ciclo das maldades partidárias.

SEM ILUSÕES Não custa pedir, mas para especialistas, não deve ter futuro a Proposta de Emenda a Constituição apresentada pelo deputado Peninha (MDB-PR) prorrogando o atual mandato de prefeitos e vereadores para 2022. Para o deputado Fabio Trad (PSD) ela seria inconstitucional por agredir o princípio republicano que prevê eleições periódicas no art. 60, parágrafo 4º, inciso II da Carta Magna, onde fica estabelecido mandato de 4 anos. Impera a velha máxima de que não se pode mudar as regras no meio do jogo, sob pena de se atentar contra o princípio democrático e a segurança jurídica.

DEPUTADOS e suas ações na Assembleia Legislativa: Deputado João Henrique (PR): Projeto dispondo sobre a proteção de dados pessoais dos consumidores e Projeto que altera a redação do art. 55 da Constituição Estadual. Deputado Jamilson Name (PDT): Projeto incluindo no Calendário Oficial de Eventos do Estado o Dia do Esporte Amador e o Projeto instituindo o Dia Estadual da Família na Escola. Deputado Marçal Filho (PSDB): Projeto incluindo Educação Financeira nos currículos escolares da rede estadual e o Projeto restringindo porte de armas aos ‘violentos domésticos’. Deputado José Carlos Barbosa (DEM): projeto pedindo maior divulgação da tarifa social de energia elétrica e na tribuna falou da sua lei, sancionada, que obriga o hospital a informar sobre a reconstrução da mama pelo SUS. Deputado Lucas de Lima (SD): apresentou proposição pedindo ao Governo Estadual a nomeação de mais médicos especialistas para atendimento em Dourados. Deputado Capitão Contar (PSL): fez a entrega de medalhas da ‘Comenda Guararapes’ a 4 personalidades militares na Sessão Solene que ele presidiu (por deferência do deputado Paulo Correia (PSDB) em homenagem ao Exército Brasileiro. Deputado Gerson Claro (PP): apresentou proposição no sentido de que o Tribunal de Contas autorize o Governo Estadual a prorrogar a data (vencida dia 15 último) para adesão do contribuinte ao programa Refis.

NA INTERNET: ‘Onde está a petezeda exigindo retratação do STF?”

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