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Sexta, 08 Fevereiro 2019 09:04

Amplavisão – Políticos novatos sob risco de contaminação?

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BOM NEGÓCIO! Existem excelentes nichos de se ganhar dinheiro fácil. Melhor que comércio e profissões liberais. Um deles é tomar conta de índio. Dica usual: crie uma Igreja ou Organização Não Governamental (ONG) para cuidar de índios, ‘molhe a mão’ de um cacique, arrume um padrinho político em Brasília para aprovação do pedido e o dinheiro será liberado. Aliás, os petistas são profissionais na matéria.

A JOGADA Manter a tutela dos indígenas tem sido um baita negócio aos longo da República, sob desculpas esfarrapadas do pessoal dos ‘direito$ humano$’ e das ONG$ ‘ambientalistas’ brasileiras ou não. Ora, emancipando o índio ele irá cuidar de sua própria vida e assim integrando-se à sociedade. O que tem de branco sabido mamando nas terras das reservas indígenas não é brincadeira, inclusive no MS.

1-CORPORATIVISMO Advogados criminalistas não podem reclamar. Ganham muito defendendo políticos e empresários corruptos. Agora, ancorados na OAB chiam contra o ‘pacote’ de mudanças do Governo Federal. A OAB perdeu o pudor! Precisa ouvir as ruas onde o povo aplaude o ministro Moro da Justiça e está puto com a violência e impunidade. A OAB, sob pretexto de defender a democracia virou sucursal do PT e da esquerda. Ela precisa respeitar os profissionais com outra tendência política e de outras áreas jurídicas. Ora, a OAB não é feita apenas de criminalistas!

2-CORPORATIVISMO Idêntico absurdo da OAB ocorre em relação a tão esperada (pela sociedade produtiva) reforma trabalhista. Alheia à opinião da grande maioria da população, o seu presidente (do atraso) Cláudio Lamachia investe numa aventura junto ao STF contestando a reforma. Evidente, advogado não gera emprego; a empregada doméstica e a secretária, talvez. Enfim, a OAB aposta na reserva de mercado dos criminalistas e joga contra a modernidade do país. Como diria o locutor Galvão Bueno: “pode isso Arnaldo!?”

 

mapa TRIPÉ Observadores apontam a importância estratégica de 3 secretários nesta segunda gestão do governador Reinaldo (PSDB): Eduardo Ridel no núcleo do governo ou seja na SEGOV; o economista Jaime Verruck (oriundo do sistema FIEMS) na SEMAGRO e o vice governador e engenheiro Murilo Zauith (DEM) pilotando a poderosa máquina da Secretaria de Infraestrutura. Todos conscientes das cobranças futuras. Outra aposta do Governo é na melhora da comunicação social com a presença de Sergio Luiz Carvalho na relação com a mídia.

COMPARANDO Um empresário que atua aqui e no Mato Grosso é otimista quanto ao Governo de Reinaldo lembrando: “Embora tenha 141 municípios e com área superior a 9 milhões de hectares plantados em soja, contra menos de 3 milhões de hectares de Mato Grosso do Sul, a situação financeira do Estado vizinho é surpreendentemente muito pior do que a nossa e sem esperança de se recuperar a curto prazo”.

AFINADA Existem coisas que dão certo. Outras não. Na primeira situação coloco a Cassems que, se superando ano a ano sob a batuta de Ricardo Ayache, candidato único na eleição de 1º março. São mais de 50 mil associados no Estado com uma estrutura sólida: 5 hospitais, 14 centros odontológicos, 7 centros de diagnósticos, 4 centros de prevenção, 4 academias com parceiros e um centro integrado de Atenção Psicossocial. Não será por acaso a terceira reeleição com chapa única.

FATOR RENAN Ele é do MDB (velho e novo) que manda no Senado desde 2001 e dividiu poderes com PSDB e PT. Quem está no partido é produto do esquema que mandou no país, inclusive aqui. Sem inocentes! Ele perdeu - mas tem o PT, PSOL e a Rede ao seu lado na oposição, além de eventuais senadores que votaram com o Governo e que podem não acompanhá-lo nas reformas. O vencedor no Senado obteve só 42 votos e isso pode ser pouco em algumas votações. Infelizmente ele ainda dará trabalho.

SURPRESA? A votação do capitão Contar (PSL) surpreendeu, mas na Assembleia Legislativa ele já mostra talento, embora iniciante. No embate com o deputado Pedro Kemp (PT), passou a impressão de preparado para debater e que os discursos contra o Governo Federal serão contestados. Aliás na legislatura passada os petistas usaram e abusaram da tribuna para criticas sem apartes. Essa polarização acabará com a mesmice letárgica das sessões. Aleluia!

‘PARLAMENTO’ Sua etimologia vem do francês ‘parlement’ (falar – dialogar) e do latim ‘parole’ – derivado de parábola. Portanto, é no parlamento onde devem ser tratados sim de todos os assuntos que dizem respeito à sociedade. Daí que a abordagem de temas nacionais ou internacionais em debates do Legislativo estadual deve ser considerada bem-vinda. É melhor falar e opinar do que se omitir. E mais: afere a cultura, o preparo dos parlamentares.

CAFÉ AMIGO Não conhecia pessoalmente o deputado Marçal Filho (PSDB). Ignorei os seus predicados vocais de sucesso no rádio para analisar sua personalidade e bagagem política. De visão equilibrada na política, avesso a espetacularização de fatos, ele admite que essa experiência no legislativo estadual será benéfica, já que até aqui sua atuação ficou centrada praticamente na região da ‘Grande Dourados’. Sinal verde!

BAGAGEM Na política também é a somatória de qualidades. Vai da formação moral passando pelo preparo no exercício de cargos. Aí gostei da escolha do advogado e deputado Lídio Lopes para presidir a CCJ da Assembleia Legislativa, por onde passam obrigatoriamente todos os projetos. Outra escolha elogiosa é a do deputado José Carlos Barbosa (DEM) para a liderança do Governo na Casa. Atento e preparado no parlamento, repetiu o desempenho na Sejusp. Dois bons nomes em missões estratégicas.

CALMA!!! Evidente que em todo início de legislatura, principalmente quando os novatos são em bom número, ocorram reclamações pontuais. Também sobre isso os experientes deputados Londres Machado (PSD) e Paulo Corrêa (PSDB) tem visões idênticas, equilibradas. Ambos enxergam isso como fato natural e passageiro com a tendência de acomodação destes ou daqueles interesses dos parlamentares. Vida que segue.

ESTREANTES Em qualquer parlamento eles almejam imediata visibilidade na mídia. Natural que queiram mostrar serviço. Aliás, com o advento do celular-câmera, isso virou obsessão, como ficou evidenciado na eleição do presidente do Senado. Sempre digo nestas ocasiões que eles não conseguirão reformar o mundo e acabar com os vícios da política. Deve-se primeiro observar para integrar a ‘grande família’.

EXEMPLO O radialista Jorge Kajuru (PRT) eleito senador por Goiás com mais de 1 milhão e meio de votos, derrotando inclusive o ex-governador Marconi Pirillo (PSDB), tentou fazer estreia emblemática na eleição para a presidência do Senado. Ora, não era o momento adequado! Inconveniente, insistiu em discursar frente a mesa. Parlamentar tem que manter o padrão. Tudo bem que havia senador até com calça jeans, mas isso é outro problema – é de falta de classe.

CARNAVAL E CIA Com tanta exigência do Ministério Público Estadual, já se fala que o carnaval na capital seria pelo sistema ‘libras’. Silêncio total, para surdos e mudos. Aqui nada pode! Mas seria oportuno que o MPE já tivesse se atentado para os perigos que possam representar as barragens de resíduos aqui no Estado. Até aqui o direito ao sono se sobrepõe ao direito a vida e ao meio ambiente nas regiões destas barragens. Inverte-se as preocupações.

O DEPUTADO Fábio Trad ( PSD) – há algum tempo – abordou com propriedade e sutileza essa polêmica sobre o que pode e não pode principalmente pelo comércio em Campo Grande. Lembrou do aspecto social através de empregos e renda com a venda de produtos diversos. E fica a pergunta: porque em Corumbá e Cuiabá as coisas funcionam sem problemas? Pô, estamos vivendo num sistema radical, onde nada é permitido!

LEMBRETE Erra o presidente Bolnaro (PSL) em atritar com o vice presidente Gal. Mourão de Melo (PRTB). Isso costuma dar um azar danado. Lembra de Collor de Melo (PTC) que brigou com Itamar Franco (PSDB)? Deu no que deu. Outro caso foi de Dilma Roussef (PT) rompendo com Michel Temer (MDB) e pagando caro por isso. Essas duas coincidências soam como alerta. Mourão fala muito, mas, para sorte do Planalto, ele não tem articulação política. Ficará só no nhenhenhém?

O MESMO O Conselheiro da Itaipu Binacional Carlos Marun não se atém nas entrevistas da sua condição de mero pretérito no quadro político. Para a opinião pública o exercício do cargo de ministro do Governo Federal não apagou da memória sua trajetória na Câmara Federal em defesa do deputado Eduardo Cunha (MDB) preso por corrupção e do próprio ex-presidente Temer (MDB). Essa fidelidade gerou uma espécie de estigma ao conselheiro. Conseguirá se livrar dela?

CIRO GOMES: “... O Lula está preso babaca... ele aceitou recursos de má origem... Eu avisei que, se a direita ganhasse as eleições, o Lula ia ficar encarcerado por muito tempo. Todo mundo pode vomitar a paixão que quiser, mas enquanto a gente ficar assim, acreditando em minorias ínfimas, esmagadoramente derrotados que fomos... Companheiros, nós fomos humilhantemente derrotados por essa estratégia. Insistir nela afunda o Brasil...” (trecho de discurso na última 4ª. feira em Salvador – Bahia)

“Os políticos que me perdoem, mas caixa 2 é trapaça” (ministro Sérgio Moro)

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