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Sexta, 25 Janeiro 2019 09:14

Amplavisão – Gestão melhor com menos política

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CASOS IGUAIS O senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL) e o vereador da capital Eduardo Romero vivem o drama de ‘fugitivos da imprensa’. O primeiro é suspeito de atos ilícitos amplamente divulgados na mídia. O segundo é suspeito de ter cometido estupro contra um menor de idade ainda no ano de 2017 com o processo correndo em segredo de justiça.

MEU GAROTO! Flavio Bolsonaro tenta um contorcionismo sem sucesso, colocando inclusive em risco o discurso de seu pai - de combater a corrupção sem tréguas e exceções.O vexame havido agora nesta recente viagem presidencial mostra o potencial da crise instalada que tende a crescer ainda mais nos próximos dias. Banquete para a oposição.

QUANTO ao vereador campo-grandense, parece não ter aferido corretamente a gravidade da suspeita que pode se transformar em denúncia pelo Ministério Público. O caso merece bem mais do que uma simples nota de defesa onde tentou politizar o fato estupidamente desproporcional aos riscos de ser condenado e ainda com reflexos em sua carreira política e mandato.

ENFIM... Tanto o senador eleito como o vereador suspeito poderão – usando de meios e artimanhas previsíveis – driblar os repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Mas pode-se afirmar com plena certeza de que ambos – na solidão frente ao espelho implacável – não conseguirão fugir da própria imagem de preocupação ou culpa refletida. Sem atropelos ou julgamentos precipitados, a opinião pública aguarda os próximos capítulos dos dois episódios.

PARA PENSAR Mesmo antes do novo Congresso se reunir o Palácio do Planalto não demonstra a articulação política necessária para enfrentar situações previsíveis. Vejam que o próprio PSL fala línguas diferentes nas bases para o desafio de aprovar as reformas prometidas em palanque. Ainda não há oposição definida ou estruturada, mas ela pode ganhar corpo e fôlego se as lideranças do Planalto se mostrarem frágeis ou dúbias. Vamos aguardar, pois faltam poucos dias.

ASSOMASSUL Na sede da entidade que congrega os prefeitos de nosso Estado conversamos com vários deles sobre política e administração, além das mudanças que tem havido no conceito de gestão pública junto a população. Todos eles entendem que a mídia tem exercido um papel influente para informar melhor a opinião pública sobre os parâmetros do binômio ‘política-gestão’.

PEDRO GARAVINA (PSDB) prefeito de Bataguassu e presidente reeleito da entidade inseriu o seu próprio exemplo para mostrar mudanças ou reações dos seus munícipes. Sem os vícios da velha política, optou pelos benefícios à sociedade e deixando a questão política em segundo plano, não se importando inclusive com eventuais desgastes pessoais que ele admite ter havido.

‘O DELEGADO’ Conta o prefeito – que antes era delegado de polícia da cidade, que o eleitorado sentia por ele – ao mesmo tempo – grande respeito e temor pela sua postura no exercício do cargo policial. Eleito, teve a coragem de impor um novo estilo de gestão com transparência total para convencimento geral de que as promessas de palanque estavam sendo materializadas. Garavina admite que políticos e eleitores ligados à velha política interiorana tentaram se aproveitar com críticas, mas sem sucesso.

TAMBÉM servem como exemplos bem atuais de nova visão administrativa os casos dos prefeitos do nosso interior que reavaliaram a conveniência de se gastar nos festejos de carnaval e priorizando gastos em outras áreas sensíveis como saúde. Sobre esses casos todos os prefeitos com quem conversei na Assomassul deram total apoio aos seus colegas. A maioria deles resumiu: ‘responsabilidade e maturidade administrativa’.

‘OUTROS OLHOS’ Um dos prefeitos (pediu para não se identificar) lembrou que além dos olhos da imprensa, existem os olhos da população cada vez mais vigilante e do Ministério Público (Federal e Estadual). Deu para concluir nesta rodada de opiniões de quem vive os problemas de gerenciamento, de que caminhamos para uma melhora de nível de gestão pública municipal. Bom assim!

PERGUNTA-SE: Com a tendência da lei trabalhista ser mais enxuta com negociações entre patrão e empregado, qual a justificativa de se manter a onerosa máquina da justiça trabalhista? Ela conta com 1,5 mil varas, 24 tribunais regionais e tribunal superior com 27 ministros, tendo consumido em 2017 R$ 18,2 bilhões dos cofres públicos, dos quais 94% gastos com recursos humanos. Haja grana!

DE VOLTA O nosso comentário “De Leve” voltando a ser exibido no programa Balanço Geral da Televisão Record MS – comandado por Guto Dobes - que vai ao ar de segunda a sexta feira a partir das 11 horas. É a abordagem de temas políticos, econômicos e sociais, com seriedade e a sutileza habitual.

REPETECO? Em 2001 o senador Ramez Tebet (MDB) viabilizou sua candidatura dentro do partido e por uma série de circunstâncias favoráveis acabou eleito presidente do Senado. Agora a senadora Simone Tebet (MDB) pode estar caminhando para o êxito na mesma empreitada. Pode sim ser a vencedora, mas o fator Renan Calheiros (curiosamente poupado pela Globo) não pode ser menosprezado.

RENAN CALHEIROS Macaco velho do MDB que já foi presidente do Senado por 3 vezes, anda meio desgastado por ter o nome citado em várias fases da Operação Lava Jato. Mas nem por isso deixou de caprichar no próprio visual e cortejar companheiros e adversários com seu estilo nordestino. Hoje sua arma pode ser decisiva a seu favor: as críticas ao ministro Sergio Moro - visto como inimigo da classe política. Um discurso simpático aos políticos.

SALVAÇÃO? Nos bastidores políticos comenta-se que a eleição da senadora Simone para a presidência do Senado seria praticamente a salvação ou garantia de sua reeleição – até aqui ameaçada por vários fatores. Seu mandato não tem sido expressivo e poderá ter que enfrentar concorrentes de peso – entre eles o atual governador Reinaldo (PSDB). Portanto...

CICLISMO Quem viu o então prefeito Alcides Bernal (PP) praticando esse esporte na Av. Afonso Pena ou no Parque dos Poderes?. Mas, a conta continua chegando pela sua administração conturbada. A suplementação de recurso no valor de R$ 175 milhões sem autorização da Câmara (as ‘pedaladas’) é objeto de denúncia do Ministério Público Estadual e já aceita pela Justiça. Perderá o restante dos cabelos?

REGISTRO: O elogio deve ter a mesma proporção da crítica. Daí o reconhecimento público à Polícia Civil de MS que em 40 municípios mais de 60% dos homicídios foram elucidados em 2018. Em 32 municípios todos eles foram esclarecidos. Já na capital foi de 65%, Três Lagoas 94,1%, Dourados 71,7% e Corumbá 62,1%. Anote-se: em 2018 foram nomeados 72 novos Delegados e o Governo investiu R$ 120 milhões em viaturas e equipamentos diversos.

TUDO EM PAZ O grupo de 10 deputados estaduais jogou certo e no acerto final acabou mesmo levando a 2ª. Secretaria, além da 2ª. e 3ª. Vice Presidência. Com isso desistiu de tentar a 1ª. Secretaria que ficará mesmo com o deputado Zé Teixeira (DEM). Quem saiu sorrindo foi o deputado Paulo Correa (PSDB) que terá um ambiente favorável para comandar a Assembleia Legislativa. Segue a galopeira.

LIXO & LUXO Prefeitura, Câmara da capital e Ministério Público Estadual no centro da questão envolvendo os grandes geradores de lixo. São quase 400 deles além da cota diária permitida. A lei federal é de 2012, mas depois de regulamentada sua aplicação é imperiosa. Vai custar dinheiro ao pessoal dos supermercados, shoppings, hospitais e outros. E logo agora em tempos de vacas magras!

VERGONHA A recente operação pente fina mostrou a cara dura de dezenas de funcionários públicos municipais da capital recebendo dinheiro do ‘Bolsa Família’, além de mais de 100 de pessoas beneficiárias embora sendo proprietárias de veículos avaliados em mais de R$ 20 mil cada. Mas a sequência desta ação da CGU deve comprovar outras barbaridades no programa que o PT transformou em mero instrumento eleitoral. Imagine só pelo Brasil afora!

NA INTERNET: “Comparando os governos Temer e Bolsonaro vem a conclusão: o Michelzinho dava muito menos trabalho”

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