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Sexta, 21 Setembro 2018 08:37

Amplavisão – Clamor público favorece Bolsonaro Destaque

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BOI VOADOR “Quem foi, quem foi/Que falou no boi voador/Manda prender esse boi/Seja esse o que for/ O boi ainda dá bode/Qual é a do boi que revoa/ Boi realmente não pode/Voar à toa/É fora, é fora/É fora da lei, é fora do ar/Segura esse/Proibido voar.” A letra de Chico Buarque e Ruy Guerra (1972) para a peça Calabar, atualíssima no cenário local. De leve...

‘EMBROMATION’ Beleza o foro privilegiado! Lá se foram 11 anos de tramitação no STF e o senador Renan Calheiros (MDB) - que responde outros 14 processos - se livrou da acusação de peculato. Daqui, o deputado federal Vander Loubet (PT) é o campeão: 4 inquéritos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica federal. Se reeleito levará de barriga até a prescrição. Depois reclamam que o presidenciável Bolsonaro (PSL) disparou.

ZÉ TEIXEIRA Aos 78 anos de idade – já na condição de bisavô como ele fez questão de frisar – o deputado estadual do DEM acabou preso pela Polícia Federal por 5 dias. Convenhamos – sem discutir o mérito da questão – irreparável sob o ponto de vista da honra para qualquer cidadão de bem. Embora tenha feito uma defesa interessante da tribuna da Assembleia Legislativa, sempre haverá questionamentos neste clima eleitoral em que vivemos. É o ônus que o homem público paga nestas circunstâncias.

SEM GRAÇA Eleições sem cartazes, comícios, faixas e barulho não passam entusiasmo ao eleitor. Já presenciei o trabalho de cabos eleitores para adesivar carros nas ruas da capital. Até fiquei com pena deles. Raramente os motoristas permitem – ainda assim exigindo um adesivo pequeno, discreto. Se o leitor prestar atenção vai verificar que os carros estão circulando sem ostentar propaganda. Sinal que os políticos estão em baixa e que pode vir vingança nas urnas.

DE NOVO Os marqueteiros copiam os modelos uns dos outros ou ainda repetem bordões e os famosos programas de governos estaduais dos mais diferentes Estados. No passado adotaram aqui aquele bordão do ‘Maluf faz!” trocando apenas o nome do candidato. Aliás, em vários Estados foi utilizada a mesma estratégia publicitária. Quanto mais promessa melhor, ainda que utópica. Tenta-se passar a ideia de planejamento. Tudo verdades de Primeiro de Abril.

JR. MOCHI Tentará eleger alguns deputados estaduais ou priorizar a salvação do senador Moka (MDB) da degola? A inquietação no palanque emedebista é visível. Pode haver briga de foice para as poucas cadeiras que restam na Assembleia Legislativa. Cada qual faz suas contas para a chegada. Pelo menos dinheiro do fundo partidário não deve estar faltando já que o partido recebe gorda fatia.

PETISTAS A candidatura de Zeca do PT ao senado ajuda um pouco os candidatos a deputado estadual, mas não consegue ter a força suficiente para garantir-lhes a eleição. Para piorar, o candidato Amaducci (PT) ao Governo continua patinando com um discurso desgastado e sem grandes atrativos. O deputado João Grandão (PT) condenado em segunda instância no episódio ‘Sanguessuga’ sonha em reverter o quadro.

NOVO PFL? O extinto PFL (Partido da Frente Liberal) já foi muito forte aqui no Estado. Gente com mandato, disputando eleições e com muitos prefeitos espalhados pelo interior. Mas as derrotas e as estratégias erradas de suas lideranças nacionais e regionais jogaram o partido no buraco. Já tem gente falando que o MDB – dependendo do resultado das urnas – pode seguir o mesmo caminho do PFL.

JUIZ ODILON As pesquisas recentes mostraram – apesar de sua pouca estrutura de campanha e do pouco tempo na televisão e rádio - o candidato pedetista logo atrás do candidato Reinaldo Azambuja (PSDB). Seus partidários apostam no seu crescimento nesta reta final de campanha em decorrência dos eventuais estragos da chamada Operação Vostok. Aliás, o candidato apresenta um desempenho melhor na telinha do que na fase inicial da propaganda. Isso conta.

TUCANOS O candidato Reinaldo (PSDB) demonstra fôlego nas andanças pelo interior, acompanhado por postulantes à Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Para seus assessores de campanha não há dúvida: o governador será beneficiado pela votação de seus companheiros nas eleições proporcionais. Mas ainda não se tem uma aferição exata das consequências eleitorais da Operação Vostok, embora ele tenha sido contundente e ágil na abordagem do fato junto à imprensa.

DELCÍDIO DO AMARAL A candidatura do ex-senador eleito pelo PT vai eventualmente beneficiá-lo em que? Essa fobia em recuperar o prestígio e participar destas eleições pode sim atrapalhar seus planos e até sepultar sua carreira. Perdendo agora seria Secretário de Estado do futuro Governo? De qual Governo? Como participaria das futuras eleições municipais? Como candidato a prefeito da capital?

A DINÂMICA da política tirou-lhe o espaço e Delcídio (PTC) perdeu a identidade partidária e hoje não tem inclusive grupo político. Acreditar na gratidão dos prefeitos que ajudou como senador é ingenuidade. Os prefeitos não olham para traz. Focam as benesses de quem tem maiores chances de se eleger. Quanto a sucessão na capital o quadro futuro está delineado com os personagens já escalados.

ENFIM... Delcídio acabou estigmatizado como petista fazendo a defesa do Governo Dilma Roussef (PT) e pelo episódio de sua prisão. Retirar essa impressão ou imagem do imaginário popular é difícil ou demorado. Como se diz: nem sempre uma decisão judicial limpa a honra do cidadão. Por analogia pergunto: será que os políticos presos na ‘Operação Lama Asfaltica’ serão os mesmos ao recuperarem a liberdade?

ESQUECIDO Não vejo passeatas ou faixas nas ruas da capital pedindo sua libertação. Bastaram dois meses de prisão para que o ex-governador Puccinelli (MDB) sumisse do cenário eleitoral. O mito esvaiu-se. Deputados companheiros do MDB de saia justa - evitam abordar o episódio da sua prisão. A exceção nesta semana foi o deputado Paulo Siuffi (MDB) que na Assembleia Legislativa taxou o episódio de covarde. ‘Tá bom – entendi! Palavras ao vento.

EM ALTA Além de competência é preciso ter sorte na política. Esse binômio se encaixa no ‘Clã Trad’ nestas eleições. O deputado Fabio Trad (PSD) estourando nas pesquisas e seu irmão Nelsinho (PTB) liderando a corrida ao Senado. Ambos foram prejudicados nas eleições de 2014: Fábio pela estratégia de Puccinelli em eleger Carlos Marum (MDB) e Nelsinho pelo jogo que deveria favorecer por tabela Delcídio do Amaral.

À FORRA A classe média, que paga a conta, que os lulopetistas chamam de ‘coxinha’, saiu do comodismo. Com as instituições (Judiciário via STF) desacreditadas, corrupção consentida e generalizada, resolveu dar um basta no modelo social democrata. Azar de Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Amoedo (Novo) que não representam as mudanças que a população clama. Chutar literalmente o pau da barraca e votar em Jair Bolsonaro (PSL) tem sido a opção crescente como mostram as pesquisas. Impressiona a garra, a gana em derrotar Lula e Cia.

CLAMOR PÚBLICO É o fator que vai pesar nestas eleições. Esse descontentamento, indignação por cada decisão do Supremo Tribunal Federal colocando políticos e empresários safados em liberdade, fortalece a candidatura e o discurso de Bolsonaro em prol de mudanças radicais. Portanto, neste aspecto, o ministro Gilmar Mendes (STF) tem sido um cabo eleitoral de primeira hora em prol de Bolsonaro. Por analogia, quem não aderir ao discurso da moralidade nas eleições estaduais, pode pagar caro nas urnas.

DEMOCRACIA Todos querem, mas sem a corrupção deslavada que se instalou no país nos últimos anos. Essa é a realidade sem retoques mostrada no noticiário do dia a dia. Esse discurso de que Bolsonaro quer reimplantar o regime militar não passa de prosopopeia ‘esquerdopata’. Nunca se roubou tanto dos cofres públicos como agora. Indiretamente – como fez o ex-governador Sergio Cabral (MDB) – matou muita gente por falta de socorro médico.

ALERTAS Ao longo das colunas o cronista mostrou as possíveis mudanças comportamentais do eleitor: silencioso, faca nos dentes, raivoso, incrédulo e vingativo. Neste momento em que serventes de pedreiro nas obras ou empregadas domesticas dominam o celular, quebraram os grilhões, amarras do coronelismo ou voto de cabresto. Uma charge, mensagem, denúncia ou notícia sobre políticos corruptos alimenta a cabeça para a escolha do candidato. Tchau e benção!

EVANGÉLICOS A bancada evangélica no Congresso, nas Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais – somadas as lideranças das igrejas espalhadas pelo Brasil afora, constituem hoje uma força incontestável em prol de Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia por exemplo, está nas redes sociais fazendo pregação contra os ‘esquerdistas’ por defenderem teses contra a religião e os valores tradicionais da família. E como contesta-lo? Não é fácil. Até a ala progressista da Igreja Católica – aliada da esquerda – de saia justa.

BAÚ FORENSE: A comarca de Paranaíba foi criada na época do Império em 1873 e instalada em 1874 quando o Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso era composto por 4 desembargadores e possuía penas 5 comarcas: Cuiabá, Corumbá, Cáceres, Diamantino e Sant’Ana de Paranaíba. Sua jurisdição abrangia entre outros, os territórios atuais de Inocência, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso, Camapuã, Coxim, Aparecida do Tabuado, Três Lagoas, Selvíria, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita, Brasilândia, Bataguassu. O distrito de Paranaíba foi criado em 1838 e subordinado a Comarca de Mato Grosso com sede em Cuiabá. Em 1850 o distrito foi incorporado ao município de Corumbá e em 1857 elevado a município.

“A política ama a traição, mas abomina o traidor” (Leonel Brizola)

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