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Sexta, 27 Julho 2018 08:24

Amplavisão – Corrupção alegra poucos, desgraça muitos Destaque

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SEMÁFORO Será que nossos políticos sabem o significado de seus sinais? Fico observando as suas manobras e planos antes da campanha começar e vem à cabeça a tese simples, verdadeira, do ex-boxeador Mike Tysson: “Todo mundo tem um plano até levar um soco na boca”. As lições do passado mostram o eleitor reticente, faca nos dentes, indignado calçando suas luvas. Aí o nocaute pode ocorrer bem antes.

CORRUPÇÃO Não respeita fronteiras, culturas, ideologias e religiões. Aqui na Europa ouvi relatos interessantes envolvendo a construção da auto estrada que corta as montanhas ao longo da Costa Italiana e da Riviera Francesa – num custo altíssimo por conta da topografia que exigiu a abertura de mais de 200 tuneis e pontes altíssimas com pilares portentosos.

O PROJETO foi pensado ainda pelo ditador italiano Benito Mussolini e a sua concretização muitos anos depois beneficiou políticos dos dois países. Pela grandiosidade da obra não é difícil avaliar as relações das empreiteiras com os governantes. ‘Alegria geral’, como no Mato Grosso do Sul e no resto do país. Não é?

FATURA O pedágio também aqui varia de acordo com o porte do veículo. Um ônibus paga o equivalente a R$ 1.300 só para atravessar o túnel de 12 kms que corta o Mont Blanc que divide França e Itália. Antes da travessia a temperatura do motor do veículo passa por aferição e se estiver além do limite ele é desligado até atingir o nível exigido. Tudo por conta da explosão do motor de um caminhão que incendiou 25 veículos no interior do túnel e matou 39 pessoas em 1999. Só foi reaberto após reforma que levou mais de dois anos, contou-me o nosso guia turístico.

GARRA Infelizmente não herdamos essa qualidade de nossos ancestrais que saíram daqui do velho continente. Fraquejamos com facilidade. Aqui as adversidades para sobreviver e superar os desafios diversos são muito maiores do que temos no Brasil. Numa feira livre em Rapallo – Itália - o feirante relatou-me das dificuldades para produzir, quer pelas temperaturas ou mesmo pelo terreno montanhoso transformado em tabuleiros como se faz na China e Nepal. Tal como na minha primeira viagem à Europa eles pouco sabem do Brasil.

CRÍTICAS Nesta viagem tenho convivido com mexicanos, colombianos, bolivianos angolanos, argentinos, peruanos e chilenos. Depois do futebol, a situação do ex-presidente Lula (PT) é o assunto mais abordado. Todos perguntam se efetivamente ele concorrerá às eleições presidenciais mesmo estando condenado e preso. Um engenheiro do Peru sabia com detalhes como funcionava o esquema de corrupção das empreiteiras e lembrou que a Odebrecht aplicou a mesma receita em seu país como mostrou a imprensa e que resultou na prisão de alguns envolvidos. Enfim, eles se mostravam decepcionados com o desmascaramento da quadrilha do PT no governo do Brasil.

RETALHOS Tenho encontrado alguns brasileiros. Nenhum deles de terno e gravata ao estilo executivo, Todos trabalhando em atividades que não exigem grande qualificação profissional. Eles tentam passar a imagem de que estão gostando ou que vale a pena essa experiência. Um deles trabalhando como vendedor de roupa numa feira em Firenze disse-me que chega a faturar o equivalente a R$ 5.000. Um pouco mais do salário mínimo na Itália. Enfim, cada qual com suas escolhas. Cada um se virando como pode e precisa. Se vale ou não a pena ser imigrante só o tempo dirá. Cada caso é um caso. Que sejam felizes.

IMAGEM RUIM Até um turista do Nepal em Florença criticou os excessos do jogador Neymar na Copa da Rússia. Os gestos e expressões faciais dele indicavam artifício buscando holofotes. Aliás, nas lojas da Europa poucas camisas do craque à venda. Um vendedor disse-me que as camisas deles – embora falsificadas e baratas – deixaram de ser procuradas.

EM FLORENÇA lembrei-me do saudoso Sócrates que saiu do Corinthians para a Fiorentina e não correspondeu às expectativas. De fato, pensando bem, a distância entre a Toscana e Ribeirão Preto não se mede apenas pelos 10 mil km. Há algo mais (cultura) que se deve ser levado em conta. Não podia se adaptar neste ambiente. Azar dele. Perdeu a grande chance de morar no Primeiro Mundo.

MANIFESTANDO Opresidente da OAB-MS Mansur Karmouche ligou-me sobre meu comentário e a postura da entidade neste episódio da prisão de dois advogados junto com o ex-governador Puccinelli. Ouvi seus argumentos e li as publicações feitas pela OAB. Contudo reafirmei que a entidade, nas matérias publicadas, deu maior ênfase a questão das prerrogativas profissionais do que aos seus deveres e do dever da própria OAB em exigir de seus inscritos comportamento que não deixe dúvidas em termos de probidade e quando for o caso punir como prevê o Código de Ética. A opinião pública de olho na entidade que se posta como a sentinela do direito e da moral da sociedade. Portanto - ela deve fazer também o dever de casa. Fiscalizar e punir, indiferentemente do status do profissional nela inscrito.

BARCELONA O seu povo – catalão – parece ligado a uma tomada elétrica de 220 volts. Sempre ‘elétrico’, ativo. O porto, a proximidade com a África, suas indústrias fantásticas. Preserva seu passado com obras de artes e arquitetura convivendo com a modernidade, apesar das intervenções físicas na sua paisagem urbana para as Olimpíadas de 1992 que sediou com sucesso. Andei no seu metrô com 13 linhas - inaugurado ainda em 1924. Lembro: o metrô de Madri inaugurado em 1919, de São Paulo em 1974 e de Buenos Aires em 1913. Nós, atrasados.

NAS JANELAS de Barcelona as bandeiras com as cores da Catalunha e cartazes pela independência. A grande Barcelona enlaça mais de 4 milhões de habitantes, orgulhosos do passado e confiantes no futuro. Faz justiça a fama. E ao contrário do Rio de Janeiro nas Olimpíadas; com obras superfaturadas e abandonadas, Barcelona após as Olimpíadas de 1992 ficou com o legado de todos os parques esportivos conservados e usados pela população. Estive no estádio olímpico que sediou a abertura memorável com apresentação do cantor Freddie Mercury. Impecável. Como eu digo: precisamos fazer mais, honestamente e bem feito. O ‘rouba mas faz’, do ex-governador Paulo Maluf (PP) e de outros precisa acabar!!!!!!!

FLORENÇA Firenze em italiano. Nenhuma outra cidade do mundo teve tantos personagens que influenciaram a humanidade como ela. Capital da região da Toscana às margens do rio Arno, é um museu a céu aberto com seus 380 mil habitantes. Terra de personagens notáveis como Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Boccacio, Nicolau Maquiavel (com discípulos no mundo), Michelângelo, Américo Vespuccio, dentre tantos outros gênios. Seu cenário cultural e artístico arranca suspiro até dos turistas coreanos e chineses.

PRA PENSAR: “Bolsonaro representa um risco? Sim, há risco em toda eleição presidencial. Viver sob esse modelo político é como rodar em estrada esburacada – anda-se devagar e aos solavancos. Pneus estouram. Há candidatos de risco e candidatos sabidamente catastróficos. Quem confia no centrão ou no Ciro “tarja preta” Gomes não deve atravessar a rua desacompanhado...”.

CONTINUANDO... “...Em política, muito do que se resulta é definido pelo que se combate. Reitero ser ainda cedo para opções eleitorais definitivas. Na minha planilha chegou a hora de marcar quem combate quem e o que combate. Isso tem seu lado divertido e seu lado desolador. É divertido observar o descaramento das negociações que distribuem terrenos na lua do poder. E desolador o confinamento da maioria do eleitorado”. (Percival Puggina)

VERDADES “A Rede Globo inventou uma pesquisa para saber o que o brasileiro quer para o futuro em seu país. Combate a corrupção é o tema mais apontado. Talvez não seja muito grande o número de pessoas que sabem exatamente quem foram ou são os responsáveis pelos altos índices de corrupção em nosso país.”

CONTINUANDO... “O Brasil chegou a figurar entre os 15 mais corruptos e a Petrobras esteve no pódio dos maiores escândalos de corrupção da história. Alguns dos responsáveis estão presos, outros estão na fila – e muito dos presos esperando uma chance para ganhar a rua e continuar...” (Mané Galo)

"A política é a arte de enfiar a mão na m...." (Otto Lara Resende)

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