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Redação Douranews

Redação Douranews

Sexta, 29 Abril 2011 11:27

A faxina ainda não acabou

A prisão, novamente, dos ex-vereadores Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior, que já estão se familiarizando com a cadeia depois que decidiram enveredar pelos caminhos "vorazes" da política, só reflete o estrago provocado pela geração "ariana" [de fazer inveja às pretensões do ex-ditador alemão] que foi colocada no poder, por obra e graça de uns espertalhões que queriam desviar o foco da roubalheira de outros centros para Dourados.

O que fica evidente, nesse momento, com a prisão de políticos e assessores, é que ainda há muita sujeira a ser varrida.

Independente de quem já tenha negociado a delação premiada, muito mais rapidamente do que aquele outro personagem, é certo, também, que a operação "Câmara secreta" deve se aprofundar muito mais além do que os limites do Legislativo.  

Trata-se de mais um capítulo, ainda, da operação "Owari" (ponto final, em japonês) que só agora estava começando a ouvir os envolvidos. Depois, ainda vamos chegar aos indiciados da "Uragano" (furacão, em italiano) e lá na frente, aos desdobramentos dessa operação que hoje (29) ocupa os noticiários.

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Quarta, 27 Abril 2011 07:52

Por isso que a Educação não avança

No mínimo estranha a postura dos trabalhadores da Educação de Dourados em reclamar diante da “exigência” feita pelo Estado para que os professores elaborem planejamento quinzenal de atividades.

A assembléia dos professores filiados ao Simted decidiu ontem (26) protestar junto ao Governo diante do que consideram “imposição” para entregar o planejamento a cada 15 dias. O argumento: muitos professores tem mais de uma turma.

Ora, senhores e senhoras, então que se danem os nossos filhos! Na hora de se lotarem de atividades, ninguém pensou nisso? É certo que falta mais estrutura para o funcionamento do sistema educacional público, mas daí a se recusarem em planejar minimamente o que vão desenvolver, já é demais.

A verdade é que hoje a preocupação maior é na relação custo/aluno. Por isso, as salas estão cheias, para garantir mais dinheiro da merenda que nunca chega na quantidade e qualidade certas.E os professores, “preocupados” em trabalhar cada vez menos. Como se não tivessem que desenvolver outras atividades, repetitiva e insistentemente, no cotidiano. Sem reclamar.

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Segunda, 18 Abril 2011 22:32

Hora de mostrar trabalho

Os vereadores de Dourados tiveram esta noite (18) a primeira chance de mostrar que, recomposta a casa após a prisão de mais de dois terços dos seus membros, o Poder Legislativo começou a discutir, com aparente vontade política, as matérias de interesse coletivo. Foi assim que esquentou o debate em torno do reajuste de 6,2% aprovado para a categoria dos servidores públicos municipais.

A maior bronca da oposição, que ameaçou retaliar a falta de diálogo ainda existente entre os dois Poderes, era porque o prefeito, ao enviar mensagem concedendo o reajuste, deixou de fora a parte do funcionalismo que havia sido contemplada pela ex-prefeita interina Délia Razuk, cujo assunto é alvo de demanda judicial hoje.

Ao final, depois de troca de farpas entre governo e oposição, predominou a vontade de parcela dos servidores que esperaram até quase 23 horas e o reajuste foi aprovado.

De qualquer maneira, ficou claro que as sessões da Câmara de agora em diante deverão ser mais interessantes, até porque os novos titulares experimentaram o gostinho do bom combate e a população quer vê-los, de fato e na prática, arregaçando as mangas. Igualmente em relação ao Poder Executivo.

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Terça, 12 Abril 2011 09:47

A cidade das ambulâncias

Município para onde convergem pacientes de pelo menos 40 municípios de Mato Grosso do Sul, fora alguns "importados" de outros estados e até de países limítrofes com o Brasil, Dourados já se transformou na cidade das ambulâncias. É comum ver os comboios de viaturas branquinhas rodando pela cidade logo nas primeiras horas de cada dia, como já mostrou o Douranews em reportagens.

Essa situação por enquanto só interessa a alguns prefeitos que são obrigados a praticarem a "ambulancioterapia" diante da crise para manter o sistema hospitalar local. Ao Governo do Estado fica a situação cômoda de, articulado com o governante da Capital, reforçar algumas unidades da rede pública em Campo Grande para absorver os casos de maior complexidade.

Nesse quadro, até que seria justificável o pedido de socorro apresentado pelo prefeito Murilo Zauith para que o governador André Puccinelli volte os olhos para a Saúde douradense, assim como já prometeu ajudar o governante local a tapar os buracos físicos, aqueles que insistem em permanecer de boca aberta ao longo das ruas.

Porém, conhecendo a realidade financeira do Estado e do Município, já é possível antever onde é que a "bomba" vai estourar: no colo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, obviamente via parlamentares e as famosas emendas que têm toda uma trajetória burocrática pelos corredores de Brasília. Enquanto isso, preparemos os corredores hospitalares das nossas unidades...

 

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A propósito do momento político atual, com projeções para 2012, encontro no estoque de “relíquias” dessas que só jornalistas costumam guardar, uma fotografia que mostra bem o quadro que já vem sendo desenhado há quase trinta anos.

Braz Melo, de um lado e André Puccinelli, no outro extremo, à época disputando a indicação para ser o candidato a vice-governador na chapa que seria encabeçada pelo então senador Wilson Martins [depois, na convenção de 1994, deu Braz] avalizam o ingresso do então deputado estadual Roberto Razuk no PMDB.

Preterido na chapa de vice, Puccinelli, que cumpria o primeiro mandato de deputado estadual, acabou sendo o deputado federal mais votado naquelas eleições e Razuk não disputou a reeleição para a Assembléia Legislativa. Dois anos depois, tanto André como Braz foram eleitos prefeitos, de Campo Grande e Dourados, respectivamente.

Nas eleições de 2000, Razuk emplaca a mulher, Délia, como candidata a vice-prefeita na chapa derrotada do médico George Takimoto, então no PDT, que embolou os votos com o empresário Mardônio Alencar, candidato do PSB e facilitou a chegada de Laerte Tetila, do PT, pela primeira vez à prefeitura de Dourados.

Na disputa de 2000, lembre-se, o atual prefeito Murilo Zauith, hoje no DEM, era o candidato oficial dos governistas, embora pelo PSDB, onde ingressou depois de atritar-se com Braz Melo, de quem queria ter sido o sucessor em 92, quando o então prefeito escolheu o “poste” Antonio Nogueira [Délia Razuk já debutava na política, como vice], derrotado nas eleições municipais vencidas por Humberto Teixeira, com apoio velado do magoado Murilo.

Zauith entrou oficialmente na política em 94, pelo PMDB, para eleger-se deputado estadual, se reelegeu em 98 já pelo PSDB, por onde perdeu a Prefeitura em 2000 e em 2002 virou deputado federal pelo PFL. Mais tarde, em 2006, chegou a vice-governador [de André] ainda pelo extinto PFL, e em 2008, agora no DEM, voltou a perder a Prefeitura, desta vez para Ari Artuzi, do PDT.

Recapitulando: Razuk, o homem paparicado na foto de 1994, continua agindo politicamente, desde 1982, atualmente muito mais nos bastidores, embora com trânsito pelo PMDB da mulher Délia, do ex-governador Wilson e do atual André. E, ufa!, de olho no calendário de 2012.

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Sábado, 02 Abril 2011 01:15

O buraco é mais embaixo

 

Ainda que fossem apenas os buracos das ruas de Dourados, o prefeito Murilo Zauith poderia se dar por satisfeito em ter tido as condições para retomar algumas iniciativas dos interinos Eduardo Rocha e Délia Razuk, e até de contratar empreiteiras ex-owari/uragano para tapar os buracos ditos “físicos” da cidade.

O problema, pelo que se percebe, são os outros buracos, envolvendo pessoal dos segundos e terceiros escalões da Administração direta, e até questões mal resolvidas herdadas da fracassada gestão Ari Artuzi, em que pesem os arroubos do dito-cujo, ex-prefeito e ex-presidiário e ex-(se Deus quiser) futuro pretendente a algum dos eventuais cargos em disputa no ano que vem.

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Sábado, 26 Março 2011 22:09

Com vocês, a “tal Goiaba”

Andréia Ferreira Vieira. Esse é o nome da poderosa assessora executiva escalada para cuidar detalhadamente do dia-a-dia do prefeito Murilo Zauith. Para alguns, simplesmente “Goiaba”.

Profissional de Educação Física, fidelidade canina ao novo prefeito a partir da campanha vitoriosa [embora não vencedora] ao Senado, é a “Goiaba” quem toma conta da agenda do prefeito, anota os recados, retorna aos encaminhamentos e, de quebra, ainda tira as fotos da participação do chefe em alguns eventos.

Dedicada, a assessora executiva poderia ter sido escalada, até, para a Chefia de Gabinete ou mesmo a voluptuosa Secretaria de Governo, funções para as quais ainda poderá ser convocada no decorrer do período [até 2012], muito embora já faça, nesse primeiro mês de gestão, os papéis de ambos os titulares.

Com traquejo de quem aprendeu rápido o  “jeito Murilo de tocar as coisas”, Andréia, ou apenas “Goiaba”, vai superando desafios, ignorando pechas e seguindo a cartilha que o mestre ensinou... literalmente.

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Quarta, 23 Março 2011 20:27

Braz Melo e Zé Elias, juntos, com Murilo

O prefeito Murilo Zauith completa domingo (27) os primeiros trinta dias de mandato, depois da primeira tentativa, em outubro de 2000, de chegar ao comando do Município. E, antes mesmo de conseguir a proeza de tapar os milhares de buracos que insistem em desafiar a natureza, já conseguiu outra proeza: reunir os ex-prefeitos José Elias Moreira e Braz Melo, justamente para tentarem, agora, tapar outro buraco, o do caos viário da cidade.

Braz e Zé Elias, para quem não se recorda, travaram a maior batalha da história política recente de Dourados. Em 1982, aliás, Braz disputou e perdeu a prefeitura da cidade para Luiz Antonio Gonçalves, o protegido de Zé Elias, à época candidato a governador do Estado e derrotado por Wilson Martins.

Em 1988, Braz ganhou a prefeitura de Zé Elias por exatos 40 votos, discutidos e teimados nas barras dos tribunais por um bom tempo até que, conforme panfletagem dos brazistas, "a justiça foi feita". A urna 185, que ainda funciona no Parque das Nações, chegou a virar tema de um mapa animado pelos consagrados caricaturistas Jepp e Maia.

Murilo, aqui entra o nosso personagem do momento, entrou para a história da política douradense em 1994, pelas mãos do amigo Valdenir Machado e pouco tempo depois, isso mesmo, foi ele quem arquitetou a "tomada do PSDB", antes controlado localmente por Braz e, com o apoio de Lúdio Coelho, agora também ex-mortal, disputou a primeira eleição de prefeito, já em 2000, após um enfarto quase fulminante.

Talvez seja por isso que se diga, realmente, e eu concordo, que o que não serviu de exemplo lá atrás hoje serve perfeitamente de lição. Ainda bem!

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Sábado, 19 Março 2011 11:07

Jogo é jogo, treino é treino

Valho-me aqui de uma observação feita pelo jornalista Nicanor Coelho, ontem (18), durante a sessão da Câmara de Dourados que cassou o mandato do vereador Paulo Henrique Bambu, do DEM, acusado de integrar quadrilha que seria chefiada pelo ex-prefeito Ari Artuzi, por ter se beneficiado de propinas e benesses durante o desastrado mandato do ex-prefeito.

Como se sabe, a imagem de Bambu que rodou o mundo mostra o ex-vereador em uma partida de videogame, juntamente com o amigo Cemar Arnal, por sinal na casa de Cemar. E ontem, Bambu esperava contar, mais uma vez, com o amigo e companheiro de lazer, porque um voto o livraria da cassação.

Porém, aqui recorrendo ao comentário do Nicanor, acontece que Cemar ainda não é titular na Câmara, e como suplente estaria apenas em fase de treinamento para assumir a vaga, que só lhe será dada após o retorno à Casa e uma eventual cassação do mandato de outro suplente, atualmente também afastado, Edvaldo Moreira.

Então, se não estava em jogo como titular, Cemar não teria mesmo compromisso com o amigo. Resta saber se Marcelo Barros, o último a ser julgado, na sessão marcada para segunda-feira (21) às 14 horas, estaria contando com algum socorro desse tipo...

 

 

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Sexta, 18 Março 2011 08:33

Se todos fossem iguais a você

"Se todos fossem iguais a você" faz parte da série de músicas românticas dos anos 50, quando a refinada  musicalidade deTom Jobim e a letra de grande erudição de Vinícius de Moraes marcaram uma época.

Atualmente, o refrão se encaixa no discurso de "despedida" provisória, pelo menos por oito anos, do vereador cassado Humberto Teixeira Junior, que esperneou com gosto e finesse na sessão de quarta-feira (16) na Câmara de Dourados.

Por que os demais não aproveitam também esse momento para destilar algumas das "suas verdades"? Quem sabe, assim procedendo, estariam ajudando ao MP e à própria Justiça a concluirem a montagem do quebra-cabeças em que se transformaram os inquéritos abertos por conta das operações Owari e Uragano.

Fica a sugestão para os já quase ex-vereadores Bambu, Bonatto e Marcelo.

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