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Domingo, 30 Janeiro 2011 10:05

João Carlos Torraca para o Douranews: "Nós temos uma história nessa cidade"

Escrito por Carlos Marinho
Jornalista lembra da juventude, inicio nas militâncias estudantil e política, e fala sobre a diferença de perfil entre os jovens dos anos 70 e da era pós-2000

Conversando com o Douranews, durante a festa de lançamento oficial do mais novo jornal de Dourados, o jornalista João Carlos Torraca relembrou a juventude, período que se envolveu nas militâncias estudantil e política, tendo como um dos grandes "camaradas" Clóvis de Oliveira. Torraca disse que "é uma satisfação muito grande; estou muito feliz aqui, com muita vontade de falar isso, porque o Clóvis, é um camarada... na verdade a gente tem uma amizade que remonta os anos oitenta... final dos anos 70... anos oitenta...  a gente era vizinho, morava no mesmo bairro, estudava na mesma escola, e tínhamos ideais iguais".

Ele destacou ainda o período em que, na clandestinidade, eles tiveram forte atuação na militância política. "O movimento era feito às escondidas e temos que dizer isso também. Para as pessoas que não sabiam, fiquem sabendo agora", brincou. Ele conta ainda que entrou para a militância estudantil a convite de Clóvis de Oliveira. "Ele me chamou para o Grêmio Estudantil da escola Reis Veloso, onde a gente estudava.. ele era presidente da UDE (União Douradense de Estudantes) e eu o acompanhei". Prosseguindo, com um ar misto de saudosismo, euforia, alegria e felicidade, Torraca explica que "depois eu vim a ser vice-presidente e presidente da UDE, sempre com o Clóvis. Nessa época ele foi trabalhar em um jornal, e eu fui junto com ele, no Panorama [empreendimento do ex-deputado Roberto Razuk]... um jornal que já não existe mais aqui na cidade", relembra.

Torraca continua contando: "Então, é uma amizade longa, que traz saudade...nós temos uma história nessa cidade... politicamente falando, nós aprontamos algumas aqui". Ficava tudo em segredo e muita gente até hoje não sabe porque algumas coisas aconteceram, é isso?, foi questionado, respondendo imediatamente: "É...muitas coisas muita gente não sabe até hoje quem articulou... quem organizou... e nós estávamos lá... É uma história boa... eu lembro disso aí como se fosse hoje... E várias pessoas que estão aqui são daquela época...", completou,

Jovens de hoje

Uma inevitável comparação acaba sendo feita. Ao falar sobre a juventude de hoje, que parece não ter o envolvimento e a militância dos jovens dos anos 60, 70 ou 80, Torraca desabafa: "É isso aí mesmo... eu converso isso em casa, com a família e falo que no meu tempo (e eles dizem, voce não é tão velho assim..rs..), mas há 20 anos, nenhum de nós ficava em frente a uma tela de computador o dia inteiro. A gente curtia de outro jeito... ia para um campo de futebol, para uma quadra, praticar volei, basquete, futebol de salão, tinha as festas dançantes durante a noite, com colegas, parentes, tinha cinema... e escola... e havia um desenvolvimento de idéias. Hoje não.. as crianças e os jovens de hoje têm acesso a coisas que a gente nem sonhava há 15, 20 anos...  a gente nem sonhava que estaria hoje, aqui com internet, iphone, ipad, e outros, conecatdos com o mundo.

Porém, ao ser colocado que hoje a facilidade de informação é muito maior, o que deixa a pergunta - os jovens daquele tempo não eram mais informados que os de hoje, mesmo com a juventude atual tendo muito maior acesso às informações -, o jornalista é firme ao dizer: "É um paradoxo isso aí.. porque há muito mais acesso à informação, mas os jovens de hoje são muito menos informados. Isso mostra que há desinteresse, ou coisa assim... não sou a pessoa mais indicada para fazer esse tipo de análise de comportamento humano, mas algo ocorre que não dirija para isso".

Para João Carlos Torraca, existe diferença entre as juventudes dos anos anteriores e a juventude pós-2000. "A diferença é enorme... um abismo entre a juventude rebelde e revolucionária dos anos 60 e 70, com objetivos e que surtiu efeito... construíram a história, fizeram valer a sua opinião,,, ajudando a construir o pais. Hoje, sinceramente, não vejo a juventude interessada em política, não vejo a juventude interessada em resolver problema social, pelo contrário, eles estão querendo mais distância desses problemas", finalizou.

Última modificação em Segunda, 31 Janeiro 2011 09:36
  • kikao professor

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