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Segunda, 22 Fevereiro 2021 15:28

Agetran cumpre TAC e instala dispositivo sonoro em semáforo do centro da cidade

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Sistema inteligente de alerta para pedestre é acionado com toque em botão amarelo no painel Sistema inteligente de alerta para pedestre é acionado com toque em botão amarelo no painel Divulgação/Assessoria

Cumprindo a resolução do Contran, e um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) instalou o botão sonoro no cruzamento da avenida Marcelino Pires com a rua Hayel Bon Faker. A proposta é simples: dar mais segurança para pedestres e garantir que deficientes visuais se localizem ao atravessar a rua.

Uma botoeira foi colocada no semáforo para que o pedestre solicite a travessia. Apertando o botão por três segundos, o sistema entende que um pedestre está aguardando para atravessar a via. Em alguns segundos ele fecha todos os sinais e com um sinal sonoro, além do sinal verde, a passagem é liberada.

“São dois pontos, um deles é que a pessoa com deficiência visual consegue, através do som que é constantemente emitido, chegar até o semáforo, acima do botão há as instruções em braile, ele aperta e um novo som indica a abertura. O outro ponto é que qualquer pessoa consegue fazer a travessia com muito mais segurança, isso porque o trânsito é interrompido em todas as ruas e o pedestre pode atravessar sem riscos”, explicou a diretora da Agetran, Mariana de Souza Neto.

A vendedora Luciana de Lima testou o dispositivo. “É bem útil, principalmente para quem dificuldade de atravessar. Falta agora as pessoas usarem”, declarou. O técnico semafórico, Sigmar Gonçalves, explica que a ferramenta tem foco no pedestre. “Quando acionado o sistema para todo trânsito para que o pedestre possa atravessar. Levamos em consideração a legislação e a intensidade do fluxo de veículos nesse ponto”, frisa.

Para a presidente do CMDPD (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência), Gislaine Cristina Pinheiro de Lima, a ação é um avanço para acessibilidade e inclusão da população PDC de Dourados. “Essas tecnologias são fundamentais para garantir a segurança, boas condições de mobilidade urbana, e sobretudo o exercício pleno dos direitos das pessoas com deficiência”, destacou.

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, acessibilidade é um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas. “O CMDPD continuará exercendo sua função no acompanhamento, monitoramento e fiscalização das políticas destinadas à pessoa com deficiência no município de Dourados”, finalizou a presidente.

A Agetran realiza um estudo de fluxo para identificar outros pontos para instalação de mais botoeiras sonoras. “Fizemos um estudo no ano passado, mas com a pandemia o fluxo também mudou, por isso vamos reavaliar os levantamentos, para que os locais com maior número de pedestres sejam beneficiados com o dispositivo”, detalhou Mariana.

Som constante

O equipamento emite um som superior aos ruídos do ambiente para que a pessoa com deficiência visual, por exemplo, consiga entender que próximo dali existe uma faixa de pedestre. A resolução 704, de 10 de outubro de 2017 do Conselho Nacional de Trânsito, determina que o sinal sonoro deve ter intensidade de 10 dBA acima do ruído momentâneo mensurado no local pela própria botoeira, obedecendo aos limites máximos de emissão sonora, conforme a legislação vigente.

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