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Sexta, 10 Abril 2020 08:29

Aglomeração leva Ministério Público a mandar Prefeitura revogar decreto que abriu o comércio Destaque

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Fila em frente da agência da Caixa Econômica mostra que não houve controle das medidas de prevenção Fila em frente da agência da Caixa Econômica mostra que não houve controle das medidas de prevenção Douranews

O Ministério Público Estadual determinou, em despacho do final da noite desta quinta-feira (9) que a Prefeitura de Dourados suspenda, em 48 horas, os efeitos do Decreto 2511/2020, publicado terça-feira (7) e que flexibilizou a abertura do comércio. A medida é assinada pelos promotores Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior, Ricardo Rotunno e Luiz Gustavo Camacho Terçariol e recomenda que a Prefeitura volte a vigorar com o decreto anterior, o que fechou o comércio, até que essas medidas sejam submetidas a avaliação do Comitê de Enfrentamento da Crise, Núcleo Técnico e entidades civis interessadas, a fim de que toda decisão administrativa adotada se dê com base em fundamentos técnicos.

O MP também recomendou que eventuais atos permissivos futuros estejam alicerçados em parâmetros reais, com especificação das atividades autorizadas, bem como das condicionantes específicas para cada uma delas. A flexibilização também só deverá ocorrer após a elaboração de plano de trabalho de fiscalização, que possibilite a intensificação das medidas com demonstração da capacidade de pessoal e garantia de que lhes seja assegurado o fornecimento de EPI's necessários a atividade fiscalizatória.

De acordo com publicação do site do jornal OProgresso, as Promotorias foram acionadas por 41 entidades sindicais, associações da sociedade civil e outros, através de um documento em que requisitaram providências visando resguardar a saúde coletiva no Município de Dourados, tendo em vista situações de aglomeração que foram observadas no comércio como as filas de banco e no comércio, após a flexibilização. Para o MP não houve medidas de fiscalização suficientes, mesmo com a Guarda Municipal tendo realizado mais de 800 atendimentos durante os últimos dias para prevenir aglomeração.

Segundo o MP, o decreto de flexibilização se mostrou ‘completamente genérico’, sem base ou fundamento técnico, já que sequer houve consulta ao Comitê de Enfrentamento da Crise, nem ao menos ao Núcleo Técnico, instituídos pelo próprio Município. Além disso, teria ignorado nota técnica do Núcleo de Emergência Assistencial da Secretaria Municipal de Saúde de Dourados sobre recomendações das medidas em saúde para enfrentamento da emergência em saúde pública de importância nacional decorrente da Covid-19.

"O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul não fechou os olhos aos empresários e não olvida das dificuldades enfrentadas pelo setor. Pelo contrário, o que se busca é garantir o bem-estar coletivo, mediante a adoção de providências que lhes garanta segurança jurídica futura, além de resguardar a saúde dos próprios, seus colaboradores e clientes, de modo que a situação calamitosa cesse com a maior brevidade possível, garantindo-se a volta à normalidade e, quando de possível realização de suas atividades neste atual cenário, o façam atendendo critérios de segurança sanitária", diz trecho da recomendação.

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