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Manoel Afonso

Manoel Afonso

O NÍVEL...Travestida de ‘paladina da moralidade’ - apontando o dedo contra terceiros, a Ordem dos Advogados do Brasil é alvo de críticas da opinião pública. No saguão da Assembleia Legislativa ironizaram: “com tantos advogados presos, a OAB-MS deveria disponibilizar uma urna exclusiva no xilindró, livrando-os da justificativa inédita e constrangedora pela ausência no pleito. Ah! Se Rui Barbosa estivesse vivo...

barbosinha

DOURADOS Analisando o cenário: o deputado José Carlos Barbosa (DEM) leva vantagem sobre a concorrência para 2020. Ágil, competente e em fase crescente na política. O deputado Geraldo Resende (PSDB) vem de duas derrotas, a prefeita Délia Razuk dependeria de seu desempenho até lá. O PT desgastado a exemplo do MDB do deputado Renato Câmara. Temos ainda o deputado Marçal Filho (PSDB), cujo crescimento dependeria de articulações.

A ESPERANÇA cedeu lugar à incerteza no meio dos órfãos do MDB. Neste dia 20 a prisão do ex-governador Puccinelli (MDB) chegará ao 4º mês, num processo de perdas políticas, traumas pessoais e familiares imensuráveis. Sem personagem substituto, há quem aposte na volta triunfal dele como os heróis de ficção do cinema. Mas Brasil mudou. Não custa lembrar né!

CILADAS Adverti lá atrás: o MDB tinha virado refém de Puccinelli que havia tomado o partido para si. Com Lula foi a mesma coisa, não abrindo mão da candidatura mesmo estando preso. A ânsia pelo poder não admitiu ser substituído. A pergunta serve tanto ao MDB local como ao PT nacional: seus partidos ficarão sem comando até quando à espera da libertação dos dois personagens?

SILÊNCIO A votação de Zeca do PT ao Senado ainda carece de respostas. O fator Delcídio do Amatal (PTC) acabou prejudicando-o? O desgaste do PT é fruto natural pelas suas lideranças envelhecidas ou seria reflexo do efeito Bolsonaro contra o PT no Brasil? Esse papo de que Zeca do PT seria candidato a prefeito seria apenas para manter a chama do partido acesa. Neste ritmo Zeca acabará disputando a presidência de associação de moradores de bairro.

DELCÍDIO A última vez que estive com o ex-senador (PTC) foi no velório do jornalista Cadu Bortolott. E aqui aproveito para indagar: qual será seu primeiro passo político? Ele irá liderar um novo grupo ou tentará se agregar ao MDB com Puccinelli fora de combate? E verifico: sua visibilidade nacional é proporcionalmente muito maior do que sua capacidade de articulação local.

SE LIGA! Mesmo nas cidades do interior as eleições de 2020 terão um processo diferente das anteriores, com novas forças políticas ganhando espaço. É a continuidade do processo que tivemos neste pleito recente, onde partidos e grupos tradicionais sucumbiram ao novo estilo de se comunicar com o eleitor através das mídias sociais. Insisto: as porteiras dos currais eleitorais literalmente abertas.

DUVIDOSO o poder de transferência de votos (de cabresto) de vereadores aos candidatos como ficou provado nestas eleições. Alguns candidatos bem votados em vários municípios não tinham relação com um vereador sequer. A mensagem ao eleitor não precisou passar pelas ‘bençãos’ da vereança ou de prefeitos como antigamente. Sem pagar ‘pedágio’, os candidatos pouparam gastos.

‘MAIS MÉDICOS’ Em dezembro de 2017 tínhamos 291 faculdades de medicina; 30% abertas a partir de 2013 formando 30 mil graduados por ano. Mas o aumento não é sustentável pela baixa qualidade do ensino. Em 2016, 56% dos novos médicos foram reprovados no Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Muitos não sabiam ler uma radiografia sequer. Um desastre.

FUNDAMENTAL para o governo substituir os médicos cubanos que devem deixar o país à partir de 2019, é repensar o vínculo dos profissionais com o serviço público. Hoje, só 21,9% dos médicos brasileiros tem vínculo exclusivo com o serviço público, enquanto 51% deles transitam entre os setores público e privado. Além do salário é preciso melhorar as condições dos hospitais e ambulatórios onde eles trabalham.

NO ESTADO são 114 médicos cubanos atualmente: Distrito Sanitário Indígena 11, Corumbá 10, Dourados 9, Costa Rica 5, Deodápolis e os restantes das 40 cidades contam entre 3 e 1 facultativos. Em Campo Grande os médicos (17) do programa Mais Médicos não são de origem cubana.

QUESTÕES Em 2020 teremos 530 mil médicos no país, média de 15 diplomados por 100 mil pessoas, índice próximo da Holanda em 2015. A questão dos médicos cubanos merece um repensar do futuro Governo. Será que os médicos brasileiros trabalharão nos locais onde os cubanos atuam e pelo mesmo ganho? Mas serão os cubanos médicos ou meros técnicos de saúde? Porque não se submetem a ‘Revalida’ como os argentinos e brasileiros formados no exterior são obrigados? No fundo, o Governo de Cuba aluga seus médicos ficando com 70% de seus salários. Uma escravidão da Ditadura Comunista.

ANOTEM: Na hipótese do novo Governo Federal acertar na maioria de seus ações, combatendo as irregularidades de seus antecessores e ganhar a confiança do povo, teremos um novo tempo. O otimismo voltará e com ele investimentos e empregos. Até aqui, o futuro presidente Bolsonaro (PSL) fala a língua que os brasileiros entendem. Bastar não roubar e não deixar roubar! É bem simples essa máxima.

PRIORIDADES Bolsonaro (PSL) agrada em redirecionar a política externa, onde nos últimos anos emprestamos dinheiro a juros de compadre a países de governos da esquerda e que apenas nos sugam. Agrada ao prometer investir na recuperação das ferrrovias. Pergunto: melhor para nós recuperar a antiga Estrada de Ferro Noroeste ou investir em rodovia, pontes e metrô na Venezuela e no porto de Cuba?

ROUBAR! Até os adversários de Bolsonaro admitiram – mas com outra linguagem – que o PT corrompeu. O ex-ministro Antonio Pallocci (PT) foi claro em sua delação já divulgada; o ex-ministro Zé Dirceu preferiu dizer que o partido se afastou do povo; o ex-candidato Ciro Gomes (PT) admitiu em discurso que o PT merecia perder; o ex-candidato Jorge Haddad (PT) criticou os dirigentes envolvidos em corrupção e as pesquisas após as eleições mostram: a corrupção afastou o eleitor pobre do PT.

O ELEITOR não precisa ter cultura para tirar conclusões ao assistir os depoimentos – por exemplo – de gente do calibre dos empresários das maiores empreiteiras do país – contando como eram as tratativas com o ex-presidente Lula e dirigentes do PT. Como acreditar na versão cínica de que Lula não era o dono do Sítio em Atibaia? E o que falar do Triplex e das fotos comprometedoras? O PT desrespeitou a inteligência dos brasileiros.

‘COINCIDÊNCIAS’ Se você pegar o depoimento do ex-ministro Antonio Pallocci (PT) em delação premiada e compará-lo com as delações dos empresários Léo Pinheiro (empreiteira OAS), Emílio Odebrecht e Marcelo Odebrecht (empreiteira Obebrecht), verá que destroem a tese da defesa do ex-presidente Lula (PT). Ora, Pallocci (O Italiano) era figura de peso no esquema do PT. Não foi ministro da Fazenda e Chefe da Casa Civil por acaso.

‘BAFÃO’ O ex-presidente Lula perdeu a fala e o rebolado com a juíza federal Gabriela Hardt que o enquadrou como mandava a ocasião. Seu discurso político não surtiu efeito e ele não conseguiu ser o ‘senhor da cena’. No frigir dos ovos a magistrada foi a grande protagonista com sua contundência colocando o depoente no seu devido lugar. Lula precisa entender que ele é passado, como as águas que tocam as pás do moinho.

EM TEMPO: Ao contrário do que espertamente Lula insistiu no início de seu depoimento, a denúncia não versa sobre a possibilidade dele ser ou não o proprietário do Sítio de Atibaia. A denuncia cinge-se ao uso da influência do cargo presidencial junto as empreiteiras para levar vantagens com as obras de reforma. Esse é o ponto crucial da questão.

EXPECTATIVA Não esperem boas notícias quando o futuro governo abrir as caixas pretas do BNDES, Petrobras, Caixa Econômica Federal, Cartões Corporativos, Banco do Brasil, ONGs, Lei Rouanet e Itaipu Binacional. É preciso mostrar ao povo brasileiro o que os Governos do PT fizeram com o dinheiro público, em proveito próprio e para alimentar a ideologia da esquerda aqui e em outros países da América Latina e África.

O PARCEIRO Compartilhou do governo horroroso da presidente Dilma Roussef (PT) e por isso seus candidatos – na grande maioria – foram surrados nas urnas. O MDB – antes de Ulysses Guimarães – é hoje do ex-deputado Eduardo Cunha, os senadores Roberto Requião (PR), Edson Lobão (MA), Eunício Oliveira (CE), Romero Jucá e Valdir Raupp (RO), Renan Caleiros (AL), os ex-governadores Sergio Cabral (RJ) e André Puccinelli (MS). Aliás, a vitória do candidato Zema (Novo) e ao Governo de Minas Gerais, desmoralizou o MDB, PSD e o PT, inclusive.

“Pagar imposto no Brasil é como comprar ingresso depois que o circo foi embora” (José Pires)

Comentário

ESTUDAR é preciso! A receita é extensiva aos detentores de mandato parlamentar. Sabedor disso o deputado eleito João Henrique Catan (PR), advogado, está lendo obras pertinentes à administração pública. A propósito, nesta semana, o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça ao projeto inconstitucional na Assembleia Legislativa provocou ‘chororô’ do autor e apoiadores. Despreparo ou populismo?

‘MICOS’ Um deles foi em 2.015. O deputado João Grandão (PT) e seu projeto que proibia a atividade do sistema UBER no Estado. Sob pressão dos taxistas em plenário e com o corporativismo na Casa a matéria foi aprovada. Mas o Governo vetou com o argumento legal: cabe a União legislar as diretrizes da política nacional de transportes. Aliás, mico similar ocorreu na Câmara Municipal da capital com o projeto de Alex do PT e Luiza Ribeiro (PPS), arquivado pela sua notória inconstitucionalidade.

APLAUSOS É preciso sim abrir a caixa preta do ‘generoso’ BNDES. Relações com Cuba pra que? Quando o Brasil receberá os 680 milhões de dólares investidos no Porto de Muriel em Cuba? O programa ‘Mais Médicos’ ajuda Cuba e prejudica os médicos brasileiros. ‘Engraçado’: os petistas e seus artistas falam em golpe, fascismo e apoiam as Ditaduras de Cuba e Venezuela. A TV Globo, a Folha de São Paulo, IBOPE e ‘Data Folha’ desmoralizados nas urnas. A desmama das tetas oficiais vem aí.

PERA LÁ!!! Ficou para traz o tempo em que artistas de novelas e cantores eram tidos como ícones, intocáveis, dotados de grandes poderes para influenciar o pessoal do sofá da sala e atingir até a opinião pública. As redes sociais vieram para desmascarar esses artistas (inclusive os beneficiados com a Lei Rouanet). E mais: a esquerda perdeu a exclusividade das ruas. Derrotados, petistas conhecidos foram pra casa! Aleluia!

BELEZA! Seu DNA é incrível: bisneta de Pedro Celestino que governou Mato Grosso nos anos 20 e neta do ex-governador Fernando Correa da Costa (1951/55 – 1961/66), a deputada Tereza Cristina ( DEM) comandará o Ministério da Agricultura uma das pastas mais importantes do Governo. Bom para todos nós; ela entende do riscado. Vamos ficar por cima da carne seca.

DELAÇÃO? O seu pesadelo equivale ao do diagnóstico de câncer. Ouvi no saguão da Assembleia Legislativa comentários de que o ex-deputado federal Edson Giroto (PR) estaria emitindo sinais de possível delação premiada. As informações da prisão onde está desde 8 de maio último preocuparia muita gente. Afinal, o jogo de cartas cansa, a saudade da liberdade aumenta e a proximidade do Natal fomenta a depressão. Não há ‘Jesús’ que aguente! Não é por acaso que o ex-ministro Pallocci (PT) abriu o bico. Ele também quer passar o Natal em casa.

EQUILÍBRIO Sensata a opinião do deputado federal Fabio Trad (PSD) sobre o estilo de Bolsonaro (PSL). Enxerga no futuro presidente muito mais o ‘impeto verbal’ do que propriamente a ‘tentação autoritária ou demonstração concreta antidemocrática’. O deputado apoia a luta contra a corrupção, o enxugamento da máquina pública e a redução dos impostos, mas na hora de votar, adotará o estilo ‘caso a caso’.

VERGONHOSA a postura do Senado em aprovar o aumento dos vencimentos dos ministros do STF – às vésperas do novo Governo e com 14 milhões de desempregados no país. Uma bomba relógio para explodir em 2019. A sensibilidade do pessoal do STF lembra o elefante caminhando no jardim. O que esperar do Senado de tantas figuras investigadas por corrupção? Nestas horas há de se perguntar: para que mesmo serve o Senado?

PEDRO DOBES Os mais velhos se lembram dele: vereador, deputado estadual (1987/91) MDB. Morreu no aconchego da família, longe dos holofotes com os quais conviveu como apresentador de TV. Foi em paz! Preparado, decente, cordial nas relações, impunha pelo estilo sóbrio. Como disse o grande Tristão de Atayde: “O passado não é aquilo que passa, mas o que fica do que passou”.

FORTALECIDO A ida da deputada Tereza Cristina para o Ministério da Agricultura beneficia o seu partido – DEM. Para melhorar ainda mais o astral partidário, o vice governador Murilo (DEM) decidiu pela participação pessoal no Governo, além de ser contemplado com outros cargos. No papo com os deputados Zé Teixeira (DEM) e José Carlos Barbosa (DEM) senti otimismo para 2019. Vida que segue.

BAZUCA Quando distantes, as eleições podem enganar como o fenômeno das ‘miragens’ no deserto. Aqui na capital – entre delírios e elucubrações – alguns nomes citados como possíveis pré-candidatos a prefeito, ganhando espaço na mídia - nem sempre compensador. Mas hoje a proximidade dos executivos municipal e estadual pode desembocar numa fortaleza eleitoral de grande poder de fogo.

CONCORRÊNCIA Em tese o PT teria o deputado Zeca (76.465 votos ao Senado na capital ) e o deputado Pedro Kemp (10.428 votos na capital em 2018). Outro pretendente seria o promotor de justiça Harfouche (PSC) com 163.314 votos ao Senado só na capital e Soraya Thronicke (PSL) com 156.697 votos ao Senado em Campo Grande. O Juiz Odilon (PDT) é outro ventilado. O MDB não quer ser esquecido e o deputado Marcio Fernandes (5.778 votos na capital) se coloca à disposição. É o jogo, onde o eleitor não foi ainda consultado.

O CAMPEÃO Dono de 78.390 votos; 39.896 na capital, o deputado eleito capitão Contar (PSL) é um bom papo. Preparadíssimo na Academia de Agulhas Negras, firme nas suas posições e oxigenado no papo político. Confessou-me que não teve cabos eleitorais e visitou todas as cidades falando diretamente com a população. Não caiu de paraquedas e tem uma visão responsável do contexto nacional.

POR ANALOGIA percebe-se: é maldosa a imagem que setores da esquerda fazem dos nossos oficiais do Exercito Brasileiro. Não estamos mais na época do Duque de Caxias. A presença de militares em alguns pontos chaves da administração federal vai estancar a roubalheira dos últimos anos e devolver a confiança à população. Só um exemplo de irresponsabilidade: o PT implodiu nossos Correios que foi partidarizado.

OLHO VIVO Durante a campanha eleitoral o eleitorado rejeitou a argumentação de que a vitória de Bolsonaro seria um retrocesso democrático e que cheirava Golpe Militar. Quanto mais o PT insistiu na tese, maior foi a comparação entre a lisura das gestões comandadas pelos militares e a corrupção patrocinada nos Governos do PT. O que é a política: os militares voltando ao poder pelo voto democrático. Quem diria!!!

ALELUIA! Com a decisão recente do STF, os Correios vão poder despedir empregados sem justa causa, sem processo administrativo, desde que apresente um motivo apenas. É como um empregado na iniciativa privada. Abriu-se a porteira para estatais e outros setores oficiais dispensarem esse pessoal excedente que incha a folha. São muitas diretorias criadas na ETBC exatamente para abrigar a ‘cumpanheirada ’.

PEDRO CHAVES O senador (PRB) aproveita e promove tratativas importantes ao MS e MT. Relator do projeto sobre a política de gestão e conservação do Pantanal, reabriu para discussão o projeto ao retirá-lo da pauta da Comissão de Meio Ambiente, dando assim espaço para novas colaborações de entidades e do setor produtivo. O resultado deste trabalho será a Lei do Pantanal e a criação do Fundo do Pantanal. A possível participação de Chaves no futuro governo estadual bem recebida pela opinião pública e setores da educação.

E AGORA? A OAB terá mesmo que prestar contas ao TCU - a exemplo de outros conselhos federais que congregam profissões diversas Os 1,1 milhão de advogados movimentam R$ 1,3 bilhão por ano com anuidades e taxas diversas. A entidade que posta-se como paladino da moralidade, vigilante do Estado e Constituição, cobrando postura correta de terceiros, terá que dar bom exemplo em termos de transparência.

PENSANDO BEM... A corrupção no Brasil é proporcional ao ambiente e interesses financeiros. Aqui em Campo Grande os fiscais da Prefeitura que atuam nos terminais de ônibus cobrando propina de R$ 150,00 mensais. Lá no Rio de Janeiro os deputados estaduais cobrando entre R$ 100 mil a R$ 900 mil para aprovação de projetos. Pô! To lembrando do ex-ministro Zé Dirceu dizendo: “acabou a roubalheira no Brasil”.

UMA FIGURA! Vereador mais votado nos últimos 20 anos em Goiânia (37.796 votos), o radialista Jorge Kajuru (PRP) (58) foi eleito senador por Goiás com 1.557.415 votos, derrotando o ex-governador Marconi Pirilo (PSDB). Ele promete encontrar um ‘Sergio Moro’ do futebol para moralizar o futebol brasileiro e derrotar a tal bancada da bola. Deus te ouça!

“O MDB sempre fica com o primeiro (governo) que aparece” (Ayrton Batista Jr.)

Comentário

OTIMISTA e responsável. Assim defino Sergio Longen, nosso presidente da FIEMS e que acaba de se eleger vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Ao adornar o prédio da sede da entidade com as cores verde e amarela, manifestou a preocupação e os anseios da classe nestas eleições – ponto de partida para as reformas inadiáveis e urgentes. Sua presença cada vez mais influente na CNI é o reconhecimento de seu trabalho no contexto econômico do Estado. Mérito para quem tem!

CIRO GOMES: “...O país precisa se renovar...O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje...E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa...Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista...Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele...Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui...A arrogância do Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira” (trechos da entrevista do candidato presidencial do PDT)

TIRO NO PÉ Enfraquecer os candidatos da chamada centro esquerda foi a tática do ex-presidente Lula (PT) no início da corrida eleitoral – para preservar o postulante Bolsonaro (PSL) que as pesquisas davam como galinha morta no ‘mano a mano’ num suposto 2º turno contra o atual presidiário em Curitiba. Continuar reinando absoluto era o sonho de Lula. Mas deu no que deu.

ANÁLISE Nesta sucessão presidencial o debate fugiu das questões econômicas e sociais que deu e manteve o PT no poder. A discussão bandeou-se para as questões culturais, a exemplo de países europeus e no último pleito dos Estados Unidos. A moralidade foi a senhora do cenário abrigando os valores da religiosidade e da família tradicional. Os grandes sociólogos e gurus mundiais das teorias socialistas sucumbiram aos apelos de lideranças evangélicas como o pastor Malafaia.

VAIDADE? Ao aceitar o convite para Ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro leva-nos a lembrar do filme ‘Advogado do Diabo’(1997), onde o ator Al Pacino no papel do advogado John Milton num diálogo com o advogado iniciante Kevin Lomax (ator Keanu Reeves) – diz: “Vaidade, definitivamente, o meu pecado favorito.” Em 2016 disse: “Jamais entraria para a política”. Aceitar o desafio foi tiro no pé? Só o tempo dirá. Até lá a oposição continuará barulhenta.

‘DAY AFTER’ Deputado Paulo Siufi (MDB) prometendo dedicação exclusiva ao consultório médico, além de cuidar da própria saúde. Política – nunca mais? A conferir até o pleito de 2.020. Já o seu colega Jr. Mochi (MDB) voltará à advocacia, ao lado do seu filho na capital. Disputar a prefeitura de Coxim fora de cogitação. Aliás, outros políticos reprovados nas urnas, com ou sem netinhos, devem irem para casa. O mundo mudou com as redes sociais. Acreditem nisso!!!

LAMENTAÇÕES Ninguém se expôs como os judeus no Muro das Lamentações que o general romano Tito preservou para mostrar a força de seu Império na antiga Judeia. Mas na Assembleia Legislativa, deputados derrotados e até reeleitos manifestavam discretamente a decepção com os seus votos – apesar das visitas as bases eleitorais e dos gastos. Ora! Não sabiam que a comunicação com o eleitor mudou? Essa foi apenas uma amostra do vai ocorrer na sucessão municipal. Quem viver verá!

A LIÇÃO do poder e influência das mídias digitais não pode ser esquecida pelos políticos com mandato ou não. Mas essa lição é extensiva para aqueles que pretendem expandir suas mensagens comerciais para seus seguidores, seus futuros clientes. Afinal, o comércio digital está acabando com as lojas físicas que conhecemos ainda crianças. E não esqueçam de agradecer ao Bolsonaro que inovou o setor de cativar eleitores.

MÉRITOS Questionado recentemente sobre suas relações com a imprensa, o próprio Bolsonaro ponderou: “A imprensa está muito diversificada. Eu chegue aqui graças as mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população. A imprensa que não entrega a verdade – vai ficar para traz”. Uma colocação muito interessante e que merece a reflexão necessária.

ALERTA: Somados os votos brancos (38.745), nulos 116.897) e as abstenções (427.646) nas eleições estaduais – temos 588.288 votos, o equivalente a 31,08% do eleitorado de 1.877.020 cidadãos aptos ao exercício do voto. Por consequência, Azambuja (PSDB) obteve apenas 36,08% dos votos e o Juiz Odilon (PDT) só 32,84%. Por analogia, como o fato se repetiu no país inteiro, explica-se talvez a votação abaixo do esperado por Bolsonaro (PSL) para a presidência do país.

CALMA... É bom esperar a definição do cenário nacional com o novo governo para se ter uma leitura mais precisa da equivalência das forças políticos no Estado. Nestas mudanças no 2º mandato de Azambuja poderemos ter novidades e até surpresas. Mas uma coisa é certa: Azambuja e o prefeito da capital Marcos Trad (PSD) continuarão em sintonia. O primeiro almeja o Senado e o outro o Governo.

A PROPÓSITO Seria negar o óbvio não admitir que a Família Trad emergiu ainda mais forte destas eleições e que não pode ser ignorada nos cenários futuros. Mas é aconselhável não deixar que esses fatores convergentes favoráveis passem uma imagem de caciquismo político – como ocorreu com lideranças que estiveram no poder e que naufragaram. Portanto – cuidado!

BOQUINHAS Os cargos do Governo Federal em MS já são cobiçados nestes tempos de mudanças. Mas não se sabe com certeza quem sai e quem entra. Mas é evidente que o Planalto deverá analisar cada caso e ouvir as lideranças que lhe foram fieis e decisivas em sua eleição no Estado. Resta saber se o critério também será técnico como o presidente eleito tem se manifestado para os ministérios. Será?

MARUN O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República (MDB) se diz livre em 2019. Irá advogar aos 58 anos de idade? Desafio para quem está vinculado a vida pública desde 2005 (vereança na capital). Além do vexame da cantoria em plenário, entrou para o folclore político com a frase lapidar: “Caixa 2 não é propina, não é corrupção... Político não gosta de caixa 2. Gosta de receber e botar na sua conta”.

DESAFIO Leal aos companheiros de MDB, Marun estará no time de sobreviventes para tentar reerguer o partido. Com uma senadora, 3 deputados estaduais, 2 vereadores na capital e prefeituras sem grande peso eleitoral, será tarefa hercúlea nestes tempos de mudanças. O MDB enfraqueceu, mas ainda tem a maior bancada no Senado: 14 senadores; caiu de 66 para 34 deputados federais e elegeu só 3 governadores (Alagoas, Distrito Federal e Pará). Claro, está aberto a negociações.

SENADOR Hoje cada um deles ganha R$ 33.763,00; R$ 44.276,00 de reembolso e R$ 5.500,00 de auxílio moradia. Pode nomear livremente 39 servidores, plano de saúde extensivo a família, aposentadoria e assistência médica a ex-senadores e esposa. Tem direito a transporte, passaporte diplomático, viagens nacionais e internacionais. Enfim, o custo mensal de um senador seria por volta de R$ 165 mil.

PROJETO Após passar com sucesso pela Sanesul, José Carlos Barbosinha (ex-PSB) se elegeu deputado estadual em 2014 e aceitou o desafio do comando da Secretaria de Justiça. Como parlamentar brilhou, intimo do Direito Público e Administrativo e ingressou no DEM. Reeleito, anunciou a candidatura a prefeito de Dourados. Ágil, ocupa os espaços disponíveis naquela cidade. Sem desgastes, tem futuro.

A GUERRA Nos bastidores trava-se uma batalha muito interessante mas repetida para a escolha da futura mesa da Assembleia Legislativa. Há os que têm votos nas urnas mas não agregam simpatizantes, outros tem vontade mas são neófitos e finalmente quem transita bem, conhece os meandros da casa e as relações com o Poder Executivo. Surpresas? Nem pensar. O que é combinado não é caro. De leve...

BOA TACADA Gostei da iniciativa do senador eleito Nelson Trad Filho (PTB) em prestigiar seus suplentes com a instalação de escritórios de representação em Três Lagoas (suplente Terezinha Bazé - DEM), Naviraí com o suplente José Chagas (DEM), Paranaiba e numa cidade da região do Pantanal. O mandato ganhará maior agilidade. A frase de Nelsinho: “Falei para eles não ficarem orando e nem rezando para eu morrer. Os dois irão trabalhar comigo agora”.

‘SAI DE BAIXO’ Mais uma polêmica com a declaração do futuro governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de que vai colocar atiradores de elite para abater traficantes nos morros cariocas. Claro, o pessoal dos Direitos Humanos deve condenar o anunciado em letras garrafais: “Prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto”. Guerra total.

“A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram” (W. Shakespeare)

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Comentário

ELEIÇÕES-1 A facada doeu mas fortaleceu a campanha de Bolsonaro (PSL) vitimizado. O discurso do PT sucumbiu as denúncias de corrupção. O apelo do resgate dos valores morais e do patriotismo caiu como uma luva, acendeu o rastilho da indignação. Acuados, os petistas trocaram as cores da campanha. Tarde demais! Os artistas globais tentaram ajudar, mas sem credibilidade e empatia até com a juventude. Chico Buarque e Cia superados.

ELEIÇÕES-2 Aqui no Estado um 2º turno eletrizante onde o governador Azambuja (PSDB) enfrenta o Juiz Odilon (PDT) reforçado por algumas lideranças que no lº turno eram adversários seus. Ambos tentam se identificar como candidatos de Jair Bolsonaro à presidência da República. Nos últimos dias o programa de Odilon mudou o foco para tentar reverter a desvantagem. Já Reinaldo exibindo fôlego: Mostra as obras e fala da decisão judicial que o inocentou.

EXEMPLO que deu certo: Chapadão do Sul. Percorro a região ainda na época da saga dos pioneiros irmãos Krug, antes dela existir. Segunda renda per capita e melhor índice de IDH de MS. Atento, o prefeito João Carlos Krug recupera e prepara a cidade de 30 mil habitantes para os novos desafios. Quem visita a cidade volta acreditando no futuro do país que trabalha, produz e só pode dar certo. 31anos de progresso. Valeu!

SENADO Todos os políticos sonham com esse lugar. A disputa nestas eleições foi incomparável com as anteriores, pela competitividade dos candidatos e pelo número dos concorrentes. Foram 7 os candidatos de maior musculatura eleitoral com desempenho nos 15 principais redutos eleitorais mostrados a seguir. Confira.

NELSON TRAD FILHO (PTB): 424.085 votos. Campo Grande 153.613, Dourados 25.914, Ponta Porã 14.832, Três Lagoas 11.591, Navirai 10.631, Corumbá 6.705, Rio Brilhante 6.251, Paranaíba 6.521. Aquidauana 6.402, Amambai 6.055, Bataguassu 5.239, Coxim 4.768, Caarapó 4.636, Cassilândia 4.599, Fátima do Sul 4.563, Bonito 4.306.

SORAYA THRONICKE (PSL): 373.712 votos. Campo Grande 156.697 (3.084 votos a mais que Nelsinho), Dourados 38.412 (mais votada), Ponta Porã 11.890, Corumbá 8.874, Maracaju 8.043, Nova Andradina 5846, Naviraí 5812, Aquidauana 5.700, Sidrolândia 5727, Paranaíba 4.789, Rio Brilhante 4.752, Caarapó 4523, Coxim 4.160, São Gabriel do Oeste 3758, Ivinhema 3640.

WALDEMIR MOKA (MDB): 357.427 votos. 187.506 votos a menos dos 544.933 votos de 2010. Campo Grande 99.239, Dourados 29.024, Ponta Porã 11.665, Três Lagoas 11.094, Maracaju 9.583, São Gabriel Do Oeste 8.013, Corumbá 7.820, Coxim 7.205. Costa Rica 7.205, Naviraí 6.937, Nova Andradina 6.19, Paranaíba 6.102, Rio Brilhante 5.657, Caarapó 6.525, Amambai 4.297.

EDNEI MIGLIOLI (PSDB): 347.861 votos. Campo Grande 96.483 (19.973 a mais que Zeca do PT), Dourados 24.329, Corumbá 14.104, Ponta Porã 13.677, Três Lagoas 1.036, Aquidauana 7.954, Amambai 7.663, Naviraí 6.786, Sidrolândia 5.766, Nova Andradina 4.798, Rio Brilhante 4.531, Cassilândia 4.430, Anastácio 4.350 São Gabriel do Oeste 3.238, Nioaque 3.338.

ZECA DO PT: 294.059 votos. Campo Grande 76.465, Dourados 21.622, Corumbá 17.946, Três Lagoas 8.816, Ponta Porã 8.162, Aquidauana 7.990, Sidrolândia 7.393, Miranda 6.269, Amambai 6.167, Bela Vista 4.417, Anastácio 4.312, Jardim 4.008, Maracaju 3.995, Naviraí 3.798, Paranaíba 3.745.

SERGIO HARFOUCHE (PSC) 292.301 votos (1.758 votos a menos que Zeca do PT). Capital 163.314 (o mais votado), Dourados 29.343 (2º mais votado), Três Lagoas 12.403, Ponta Porã 8.185, Corumbá 5.896, Aquidauana 3.631, Costa Rica 3.807, Chapadão do Sul 2.968, Sidrolândia 2.906, Nova Andradina 2.865, Naviraí 2.520, Rio Brilhante 2.238, Maracaju 2.195, São Gabriel do Oeste 1.918, Rio Verde de Mato Grosso 1627.

DELCÍDIO DO AMARAL (PTC) 109.927 votos. Campo Grande 23.979, Corumbá 17.885, Dourados 6.335, Nova Andradina 3.338, Três Lagoas 3.078, Paranaíba 2.541, Ponta Porã 2.526, Ladário 2.393, Sidrolândia 1.940, Rio Verde de Mato Grosso 1.720, Japorã 1.531, Jardim 1.272, Rio Brilhante 1.520, Maracaju 1.390.

CAPITAL Com um colégio eleitoral de 590.992 eleitores, apenas 518.464 (87,73%) foram às urnas neste lº turno. Anote-se que deste total 213.163 eleitores preferiram anular ou votar em branco. Harfouche obteve 20,17% dos votos, Soraya 19,35%, Nelsinho 18,97%, Moka 12,26%, Miglioli 11,92%, Zeca do PT 9,44%, Delcídio 2,96%.

CENÁRIO-2020 Candidatos de olho nas eleições municipais. No caso da capital é possível que Harfouche, Miglioli e Soraya, dependendo do quadro, sejam tentados a disputar a prefeitura. Além é claro do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), do deputado Zeca do PT e do ex-senador Delcídio do Amaral (PTC). Mas uma eleição é diferente da outra seguinte. O patrimônio eleitoral de cada um evapora no dia seguinte ao pleito.

POLÍTICA: Nela não há reserva de mercado. Em 1.998 Ben Hur (PT) beneficiado pela onda petista obteve 79.655 votos para deputado federal. Entusiasmado tentou ser prefeito da capital em 2.000 e obteve só 69.511 votos. Ainda em 1.998 Carmelino Resende (PPS) atropelou Juvêncio Cesar da Fonseca (PFL) ao Senado e em 2.000 tentou a prefeitura da capital. Ficou em 4º lugar com 13.925 votos. Cada eleição com seu roteiro.

OUTRO CASO Em 2012 Alcides Bernal (PP) se elegeu prefeito da capital obtendo nada menos que 270.927 votos (62,91%). Agora, candidato a deputado federal seu prestígio derreteu e obteve apenas 46.732 votos. Caso consiga reverter sua situação perante a justiça eleitoral ficará como 2º suplente. É outro que foi mandado de volta pra casa. Aleluia!

OS TEMPOS mudaram na política com o advento da internet. Eu venho dizendo há tempos que o celular acabou com a importância do cabo eleitoral, antes imprescindível em qualquer pleito. Lembra que eu dizia que currais eleitorais seriam arrombados pelo celular? A perpetuação de lideranças não existe mais. Os resultados deste primeiro turno já mostram a nova realidade. Quem não acreditou – dançou!

INEGÁVEL o mérito de quem vence uma eleição aproveitando-se de um momento econômico ou social. Não se pode minimizar o feito através da alegada sorte. Só o fato de colocar o nome para aferição do eleitorado já é um ato de coragem. Nestas eleições tivemos casos de beneficiados com o clima de indignação e o antipetismo. Agora terão que provar a que vieram. É a hora da verdade!

A PROPÓSITO Na fila do banco ouvi a comparação feita por um comerciante entre os perfis do atual senador Pedro Chaves (PSC) e da senadora eleita Soraya Thronicke (PSL). Colocados em dúvida o preparo, a estatura dela e predicados que o exercício do cargo naturalmente exige. Portanto, no imaginário popular há essa preocupação com aqueles que se elegeram nestas circunstâncias.

PUCCINELLI Mais de 90 dias na cadeia. Aos 70 anos de idade, ao lado do filho advogado, ele passa por uma provação que irá marcá-lo para o resto da vida. Valeu a pena? Repito: não há decisão judicial que apague essa nódoa contra a honra. Isso sem contar as dores e humilhação dos familiares. Esse é o lado o mais cruel que precisa ser olhado por outros políticos (fulanos e sicranos) e dele tirar a lição. Não é?

OUTRO ‘ITALIANO’ Também médico, ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), ex-Ministro da Fazenda, Antonio Palocci ‘comemorou’ na cadeia os 58 anos no dia 4 de outubro. Nos 2 anos de prisão refletiu sobre os valores da vida: o que vale pena? Aí soltou a língua. Ficará sem a grana que surrupiou para preservar a família. A cadeia amansou Pallocci: de herói do PT acabou vilão. A dúvida: terá coragem de encarar o público (vaias e chacotas) do Bar Pinguim (em Ribeirão Preto) para um chope, como fazia o ex-craque corintiano Sócrates?

“A ociosidade é a mãe de todos os vices” (Millôr Fernandes)

Comentário

ELEIÇÕES Vários fatores concorrem para o sucesso.São 24 vagas para a Assembleia Legislativa, início de carreira vitoriosa ou cemitério de sonhos. Os números retratam o desempenho dos eleitos nos 10 primeiros municípios de cada um. Ao eleitor cabe a reflexão sobre o que nos espera. Enfim, é o que teremos! ‘E siga la pelota’

CAPITÃO CONTAR (PSL) Campeão e recordista para a Assembleia Legislativa: 78.390 votos. Apenas as 10 maiores votações: capital 39.896 votos, Dourados 5.098, Maracaju 2.700, Três Lagoas 2.625, Corumbá 1.955, Coxim 1.611, Naviraí 1.465, Aquidauana 1.220, Ponta Porã 1.120, Sidrolândia 830. Enfim: O transporte de seus eleitores exigiria 15.678 ônibus com capacidade de 50 passageiros cada. É mole?

CORONEL DAVID (PSL): 45.903 votos e só na capital foram 24.218. Três Lagoas 3.091, Dourados 1.916, Paranaíba 1.358, Aparecida do Tabuado 1.168, Rio Brilhante 947, Amambai 867, Cassilândia 677, Ponta Porã 609, Jardim 569. Um crescimento de 28.168 votos contra os 17.735 votos obtidos em 2014. O maior índice de todos eles.

JAMILSON NAME (PDT): 33.870 votos. Na capital 13.064, Aquidauana 1.691, Miranda 1116, Aral Moreira 1.010, Anastácio 1.003, Água Clara 880, Terenos 846, Dourados 817, Angélica 777, Nova Alvorada do Sul 759. Uma incógnita política.

RENATO CÂMARA (MDB): 33.291 votos. Em Dourados 9.375, Ivinhema 3.974, Campo Grande 2.241, Nova Andradina 1.162, Juti 1.040, Miranda 810, Deodápolis 776, Glória de Dourados e Rio Brilhante 697, Jardim 653. Perdeu 3.090 votos dos 36.903 votos do pleito de 2014. Precisa entender o recado das urnas.

ONEVAN DE MATOS (PSDB): 30.813 votos. Em Naviraí 9.856, Campo Grande 1.331, Sete Quedas 1.169, Iguatemi 1.081, Selvíria 980, Itaquiraí 871, São Gabriel do Oeste 845, Cassilândia 844, Fátima do Sul832, Bela Vista 708. Superou em 5.991 votos o total de 24.822 votos obtidos no pleito de 2014. Deu a volta por cima.

ZÉ TEIXEIRA (DEM): 30.788 votos. Em Dourados 6.562, Caarapó 2.869, Campo Grande 2.196, Itaporã 1.903, Rio Brilhante 1.782, Deodápolis 805, Guia Lopes da Laguna 769, Jardim 724, Nova Alvorada do Sul 643, Bela Vista 549. Perdeu 1.281 votos do total de 32.069 votos das eleições de 2014.

LÍDIO LOPES (PATRI): 27.877 votos. Em Campo Grande 9.450, Iguatemi 1.573, Dourados 1.144, Douradina 962, Japorã 864, Paranaíba 562, Paranhos 491, Bodoquena 380, Antonio João 379, Aquidauna 372. Sua votação subiu 4.234 votos em relação aos 23.643 votos registrados em 2014.

PAULO CORRÊA (PSDB): 27.664 votos. Na capital 4.147, Chapadão do Sul 1.274, Aral Moreira 1.207, Inocência 1.121, Caracol 1.096, Paranaíba 986, Ponta Porã 911, Sidrolândia 898, Coronel Sapucaia 894, Sete Quedas 875. Foram 11.876 votos a menos da votação de 39.540 votos obtida em 2014. O maior índice negativo de perda. Fadiga?

FELIPE ORRO (PSDB): 27.661 votos. Em Aquidauana 7.056 votos, Campo Grande 3.449, Anastácio 2.032, Maracajú 1.610, Bonito 1.204, Miranda 995, Jardim 826, Chapadão do Sul 760, Dois Irmãos do Buriti 653, Rio Negro 599. Perdeu 910 votos dos 28.571 votos que conseguira em 2014. No sinal amarelo.

BARBOSINHA (PSDB): 27.492 votos. Em Dourados 7.455, Campo Grande 3.402, Angélica 1.317, Corumbá 959, Ponta Porã 732, Jardim 633, Rio Brilhante 632, Fátima do Sul 626, Anastácio 54, Ivinhema 531. Um crescimento de 5.938 votos comparados aos 21.554 votos de 2014.

MARÇAL FILHO (PSDB): 25.437 votos. Em Dourados 19.021, Rio Brilhante 972, Fátima do Sul 842, Itaporã 781, Campo Grande 596, Ribas do Rio Pardo 557, Maracaju 313, Vicentina 274, Ponta Porã 205, Laguna Carapã 176. O mais votado em Dourados. Vamos finalmente ver seu potencial de perto.

PROFESSOR RINALDO (PSDB): 24.593 votos. Em Campo Grande 11.225, Paranhos 1.077, Bataguassu 743, Rio Brilhante 725, Ponta Porã 696, Dourados 531, Chapadão do Sul 457, Ladário 372, Cassilândia 357, Batayporã 340. Perdeu, portanto, 4.793 dos 29.386 votos conseguidos em 2014. Excesso de exposição desgasta.

MARCIO FERNANDES (MDB): 23.296 votos. Na capital 5.778, Ponta Porã 1.335, Aquidauana 1.297, Miranda 1.222, Antonio João 992, Sonora 906, Camapuã 862, Maracaju 633, Coxim 631, Sidrolândia 609. Superou assim em 939 votos o total de 22.357 votos obtidos em 2014.

EDUARDO ROCHA (MDB): 22.347 votos. Em Três Lagoas 2.846, Campo Grande 1.935, Costa Rica 2.738, Coronel Sapucaia 1.555, Cassilândia 1.388, Vicentina 1.163, Aparecida do Tabuado 837, Coxim 787, Água Clara 650, Rio Brilhante 621. Perdeu 8.526 votos da votação de 30.873 votos do pleito de 2014. Começo do fim?

CABO ALMI (PT): 21.121 votos. Em Campo Grande 14.683, Glória de Dourados 646, Bonito 544, Sidrolândia 499, Deodápolis 433, Dourados 348, Costa Rica 199, Angélica 193, Nioaque 190, Bela Vista 186. Perdeu 74 votos em relação ao total de 21.195 votos em 2014. Mau sinal.

PEDRO KEMP (PT): 20.969 votos. Na capital 10.428, Caarapó 1.3248, Miranda 609, Três Lagoas 595, Jardim 466, Sidrolândia 458, Nova Andradina 426, Dourados 396, Paranaíba 308, Aquidauana 298. Cresceu só 795 votos em relação aos 20.174 votos de 2014. Limitado politicamente, não agregou novos apoiamentos.

LONDRES MACHADO (PSD): 20.782 votos. Em Fátima do Sul 4.394, Campo Grande 2.932, Vicentina 1.115, Japorã 1.029, Caarapó 560, Terenos 541, Deodápolis 497, Taquarussu 453, Jatei 404, Paranaíba 397. Sua volta bem recebida nos corredores da Assembleia Legislativa.

NENO RAZUK (PTB): 19.472 votos. Em Dourados 6.846, Campo Grande 1.501, Ponta Porã 992, Caarapó 877, Itaporã 833, Corumbá 783, Paranhos 777, Rio Brilhante 660, Miranda 522, Amambai 441, Maracaju 336, Aral Moreira 270. Mais um novato.

HERCULANO BORGES (Solidariedade): 17.731 votos. Na capital 9.480, Dourados 1.504, Aquidauana 582, Bodoquena 435, Três Lagoas 398, Corumbá 326, Maracaju 264, Bela Vista 243, Ribas do Rio Pardo 234, Jardim 227. Foram 918 votos a mais da votação de 16.813 votos do pleito de 2014. Discreto, mas eficiente politicamente.

GERSON CLARO (PP): 16.374 votos. Em Campo Grande 3.109, Sidrolândia 2.052, Água Clara 1.008, Aparecida do Tabuado 967, Paranaíba 810, Cassilândia 730, Selvíria 667, Ponta Porã 658, Itaporã 548, Terenos 540. Pelo movimento de campanha a votação deixou a desejar.

ANTONIO VAZ (PRB): 16.224 votos. Na capital 8.578, Corumbá 869, Dourados 810, Ponta Porã 539, Três Lagoas 444, Cassilândia 236, Chapadão do Sul 227, Paranaíba 227, Ladário 159, Navirai 155. Aí valeu a força religiosa e o estilo competente dele.

EVANDER VENDRAMINI (PP): 12.627 votos. Em Corumbá 10.086, Campo Grande 73’, Miranda 402, Aparecida do Tabuado 87, Aquidauana 26, Anastácio 21, Dourados 17, alcinópolis 17, Ponta Porã 15, Jardim 13.Aleluia: único representante de Corumbá.

LUCAS DE LIMA DO AMOR SEM FIM (Solidariedade): 12.391 votos. Em Campo Grande 9.974, Bonito 819, Três Lagoas 387, Sidrolândia 187, Terenos 183, Jardim 155, Dourados 101, Dois Irmãos do Buriti 81, Ribas do Rio Pardo 67, Bandeirantes 41.

JOÃO HENRIQUE (PR): 11.010 votos. Em Campo Grande 4.943, Paranaíba 4.172, São Gabriel do Oeste 221, Três Lagoas 153, Rio Verde de Mato Grosso 144, Sonora 126, Dois Irmãos do Buriti 82, Aparecida do Tabuado 66, Coxim 62, Maracajú 54. Aos 30 anos o neto do ex-governador Marcelo Mirada será o caçula da Assembleia. Quer mostrar que tem luz própria. Afinal é advogado e bem oxigenado intelectualmente.

“Lula o que? Ele está preso. Lula vai fazer o que? (-) Isso é o PT e o PT desse jeito merece perder” (senador eleito Cid Gomes - PDT)

Comentário

O TÍTULO da coluna anterior já advertia: o eleitor iria as urnas com a faca afiada. E não deu outra. Com os velhos discursos desconexos com suas praticas, os políticos tradicionais foram sumariamente demitidos. Prevaleceu a indignação da opinião pública ancorada no resgate dos valores morais, da família, da segurança e contra a corrupção em todos os níveis. O país mudou: as redes sociais esvaziaram a velha metodologia de se fazer campanha política.

OS NÚMEROS finais mudaram o quadro político estadual. Velhos paradigmas foram quebrados e junto com eles lideres e partidos saíram menores do que entraram. Dois casos emblemáticos: PT e PMDB – esvaziados e sem perspectivas de se renascerem das cinzas em face a nova realidade. Os políticos precisam se precaver para o pleito de 2020 que pode dar sequência ao festival de surpresas. É bom não brincar com o eleitor.

EM BAIXA, o MDB local resumiu-se agora a 3 deputados estaduais, uma senadora e prefeitos de 18 cidades de pequeno porte: Anaurilândia, Antônio João, Batayporã, Brasilândia, Costa Rica, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Juti, Laguna Caarapã, Maracajú, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Paraiso das Águas, Ribas do Rio Pardo, São Gabriel Do Oeste, Sonoro, Tacuru, Vicentina.

REFLEXOS O desgaste do MDB como sócio do PT no poder , além dos desempenhos eleitorais ruins do senador Moka (MDB) e do candidato Jr. Mochi (MDB), ficou visível nas votações de seus postulantes à Assembleia Legislativa – onde elegeu apenas 3. Renato Câmara (MDB) que em 2014 atingiu 36.903 votos – chegou agora a 33.291 (3.612 votos a menos); já Eduardo Rocha (MDB) que obteve 30.873 votos em 2014 não passou de 22.347 votos ( 8.526 votos a menos). O único que melhorou a votação foi Marcio Fernandes, pulando de 22.357 votos em 2014 para 23.296 votos ( 939 votos a mais).

MAIS DECEPÇÕES Os dois únicos vereadores do MDB na capital, Loester Nunes e Wilson Sami também não foram bem. O primeiro foi candidato a deputado estadual e chegou apenas aos 9.694 votos. Já o segundo, também médico, postulou a Câmara Federal e obteve só 7.529 votos. Ruins também as votações do ex-deputado e ex-prefeito de Corumbá – Paulo Duarte MDB) para o Legislativo Estadual - 17.343 votos e do deputado Paulo Siufi (MDB) à reeleição da Assembleia Legislativa: 8.649 votos.

‘SAYONARA’ Aos 77 anos de idade o deputado estadual George Takimoto dando adeus a política. Neste ano deixou o PDT seduzido pelas promessas do ex-governador Puccinelli e ingressou no MDB para chegar mais fácil a Câmara Federal e conquistou só 26.025 votos. Mas ele não pode reclamar da vida: foi vice prefeito de Dourados (1982), vice governador, deputado federal, e agora duas vezes deputado estadual.

DANÇOU O promotor de justiça Sergio Harfouche (PSC) fez tudo direito até o jogo começar. Deu palestras e lotou ginásios de esportes mesclando cidadania, política e religião. Mas errou feio a aceitar a candidatura a vice governador de Simone Tebet do MDB – sigla estigmatizada por acusações de corrupção e que levou o seu líder local (Puccinelli) para a cadeia. Essa incoerência, ainda que temporária decepcionou seu eleitorado. Os 292.301 votos recebidos ficaram de bom tamanho, mas ele perdeu uma boa chance. Quem sabe no futuro, desde que aceite bons conselhos. Um aprendizado.

AZAR & SORTE O quociente eleitoral fez estragos e 11 candidatos se deram bem embora tivessem menos votos para a Assembleia Legislativa. Azar da deputada Mara Caseiro (PSDB): obteve 23.813 votos – total superior a 11 concorrentes e ficou na 1ª. suplência. Sorte de João Henrique (PR): com apenas 11.010 votos garantiu a última vaga beneficiado pelas expressivas votações dos candidatos cel Davi e capitão Contar, ambos do PSL. Sorte também do candidato Lucas de Lima (Amor Sem Fim) do SD – apesar de votação inferior a 7 postulantes, foi beneficiado pelo quociente e se elegeu com 12.391 votos à Assembleia Legislativa.

EQUIVOCADO Faltou alguém para avisar Delcídio Amaral (PTC) que ele teria grandes chances de se eleger deputado federal e assim tocar em frente o seu projeto. Se tivesse sido, teria recebido mais dos que os 109.927 votos obtidos como postulante ao Senado. Havia uma espaço enorme do qual ele poderia ser beneficiado., ao contrário da eleição senatorial que estava congestionada com candidatos competitivos. O relógio não para! Qual seu futuro? Tentar a prefeitura da capital ou quem sabe de Corumbá?

MUSCULATURA Foram apenas 25.851 votos a menos do que a votação de Soraya Thronicke (PSL) e só 9.566 a menos da votação do candidato Moka (MDB). Portanto, os 347.861 votos do candidato ao senado Marcelo Miglioli (PSDB) mostraram seu excelente desempenho se levados em conta vários fatores. Mas como estreante fez bonito superando inclusive o candidato Zeca do PT em 53.802 votos. Miglioli saiu fortalecido do embate eleitoral.

ZECA DO PT Saiu mortalmente ferido desta guerra. Seu favoritismo nas pesquisas para a segunda vaga não se confirmou e amargou o 5º lugar com 294.059 votos – apenas 1.758 votos a mais do que Harfouche (292.301 votos). Embora aguerrido e pretendendo manter o comando da sigla, não se sabe qual caminho seguirá. Pode estar esperando o resultado da sucessão presidencial. Para piorar, apenas cabo Almi e Pedro Kemps se reelegeram a Assembleia Legislativa. Já Vander Loubet (PT) se reelegeu para a Câmara Federal com 59.970 votos contra 69.504 votos em 2014. Portanto 9.534 votos a menos.

SORAYA THRONICKE A grande estrela destas eleições sem nunca antes ter participado de qualquer pleito. A candidata ao Senado pelo PSL surpreendeu com 373.712 votos, contra 424.085 votos de Nelson Trad Filho (PTB). Uma diferença entre ambos de 50.373 votos. A votação aumenta a responsabilidade de Soraya no exercício do mandato. Ela precisa aproveitar esse perigo que antecede a posse para se aprofundar no conhecimento da vida política do Estado e sobre o exercício do mandato no Senado. Ela precisa descer do salto e ouvir conselhos de gente mais experiente. Certo?

NELSINHO TRAD (PTB) Estava no lugar certo e na hora certa, não teve dificuldades apesar de sua votação menor do que as projeções iniciais. Mas tem um mandato poderoso nas mãos para participar do jogo político exatamente quando algumas figuras da velha guarda do Estado estão saindo de cena por motivos diversos. Não deve deixar o partido para não ficar preso ou dependente como no passado quando que ficou subordinado a liderança do então governador Puccinelli (MDB).

FABIO TRAD Prejudicado em 2014 pelo esquema governista que priorizou as candidaturas de Carlos Marum MDB (91.816 votos) e Tereza Cristina PSDB (75.149 votos), quando obteve 67.508 votos, o deputado Fabio Trad (PSD) se reelegeu agora para a Câmara Federal com 89.385 votos, dos quais 57.020 votos na capital - onde foi o mais votado. Mesmo aqueles que não se identificam politicamente com ele reconhecem seu preparo para o exercício do mandato.

ROSE MODESTO Campeã de votos. Mais um desafio que ela enfrentou obtendo 120.901 votos. Essa vitória aumenta sua musculatura para futuros embates, colocando-a no seleto rol daqueles personagens com futuro na política local. Companheira do governador Reinaldo (PSDB) aumentou seu cacife para voos mais altos. Articulada e atenta é também cuidadosa para não atravessar o sinal. Vai se dar bem em Brasília.

BETO PEREIRA (PSDB) Foram 80.500 votos espalhados por todos os municípios e tornou possível seu sonho de integrar a cobiçada bancada federal. No café amigo que tivemos ele revelou com desenvoltura seu conhecimento sobre os desafios que considera uma espécie de incentivo para a superação. Beto quer aproveitar seu vigor físico e intelectual para mostrar serviço não só para trazer benefícios ao Estado e municípios, como também para participar ativamente dos embates em plenário. Está feliz e animado. Isso é bom!

A VOLTA No saguão da Assembleia Legislativa as chances da eleição do ex-deputado Londres Machado (PSD) sempre constaram da ‘pauta’ dos observadores de plantão. Alguns pessimistas, outros otimistas por várias razões que dispensam comentários. Mas o retorno dele, com seu senso de equilíbrio, dará uma contribuição impar ao Legislativo que ele conhece desde a criação do Estado. Foram 20.782 votos suficientes para seu retorno.

DOURADOS Desta vez ficou sem deputado federal mas tem o candidato a vice governador Murilo Zauith (DEM) e elegeu 6 deputados estaduais: Renato Câmara (MDB) 33.291 votos; Zé Teixeira (PSDB) 30.788 votos; Barbosinha (PSDB) 27.492 votos Marçal Filho (PSDB) 25.437 votos; Londres Machado (PSD) 2.782 votos e Neno Razuk (PTB) 19.472 votos. Desnecessário comentar a influência destes nomes na sucessão municipal.

NA ONDA Cerca de 20 autoridades tentaram vaga na Assembleia Legislativa: Bombeiro Mota, Bombeiro Quintana, Capitão Contar, Coronel David, Cabo Almi, cel Eziquiel, Cel Izaias Bitencourt, Cel Vilassanti, Delegado Cleverson, Delegada Sidneia, Delegado Bispo, Inspetor Sodré, Sargento Prates,, Sargento Betânia, Sargento Elmo, Sargento Edi Marco, Sub oficial Gerson, Sub Tenente Mota, Policial federal Jorge Caldas. Para a Câmara Federal tivemos Sub Oficial Mabel, Sub Oficial Maurício e Tenente Mônaco.

DE CARONA Paranaíba voltará a ter um representante na Assembleia Legislativa através dos laços afetivos que o deputado eleito João Henrique (PR) mantém com a cidade que lhe deu 4.172 votos. Por ser neto do ex-governador Marcelo Miranda, ele contou com o apoio de um tio vereador e alguns conhecidos da família. No fundo, as velhas lideranças de lá, devem ter torcido o nariz com a eleição dele que ocupa um espaço importante.

“Haddad é refém da alcateia que finge a voz da vovozinha” ( Rogério Distéfano)

Comentário

REINALDO A reeleição do governador (PSDB) pode ocorrer ainda no primeiro turno com base nas pesquisas. Mostrou as obras na capital e no interior, além de sobreviver sem perdas eleitorais ao episódio das prisões feitas pela Polícia Federal. A musculatura política dele e a força de seu grupo surpreenderam e inibiram o discurso dos adversários que se imaginava mais contundente.

JUIZ ODILON Ao longo da campanha seu desempenho ficou abaixo daquela figura maiúscula que pairava no imaginário popular pelo exercício do cargo. Não conseguiu impor um estilo forte no horário eleitoral e sua produção de estúdio deixou a desejar. Associando suas expressões faciais e gestuais ao tom do discurso repetitivo não atraiu o encanto do eleitor. Como candidato com a marca da oposição, faltou-lhe indignação e acabou desgastado pela tal denúncia de seu parente, ex-funcionário na Justiça Federal.

JR. MOCHI Dificuldades em convencer com seu discurso que lembrava o seu líder preso – ex-governador Puccinelli - também do MDB. Como pregar um novo tempo, um novo estilo, sem se referir as ações de seu partido marcado por denúncias de corrupção nas ações administrativas? A proximidade de Jr. Mochi – como presidente do Legislativo estadual – ao Governo estadual acabou prejudicando-o. Pode pagar caro com essa ousadia e fidelidade ao ‘italiano’.

SENADO Tivesse revertido sua situação bem antes, o ex-senador Delcídio do Amaral (PTC) teria grandes chances de vitória. Mas seu crescimento nas pesquisas surpreendeu, a exemplo de Soraya Thronicke (PSL) que com um discurso forte contra a corrupção superou nomes já conhecidos. Quanto à disputa da segunda vaga, está entre Zeca do PT e Moka (MDB).

E AGORA? Impetrar recurso extraordinário ao STF é um dos remédios prováveis de Alcides Bernal (PP) contra a decisão do TSE em barrar sua candidatura à Câmara Federal. Afinal ele já concorreu em duas eleições nas condições atuais e que o fato se repetiu com a ex presidente Dilma (PT) que, mesmo ‘impichada’, é candidata ao Senado Federal. Novos capítulos virão.

REGISTRO Nas eleições presidenciais desde 1989 nunca houve a ‘virada’. O segundo turno acabou tendo como vencedor quem já liderava ainda no 1º turno. E mais: Vencedores das cinco disputas de segundo turno foram previstos acertadamente logo na primeira pesquisa após as votações do 1º turno. Claro que neste ano temos um cenário atípico que pode sofrer influências diversas na reta final.

O RETROVISOR mostra lições nem sempre aprendidas. Os partidos do chamado centro se dividiram e não conseguiram encantar o eleitor. Foi o que ocorreu em 1989: o centro se dividiu nas candidaturas de Aureliano Chaves (PFL), Ulysses Guimarães (PMDB), Mario Covas (PSDB) e Afif Domingos (PL), enquanto Collor de Mello (PRN) era visto com ‘rabo de olho’ por eles e que acabou vencendo Lula (PT), candidato da esquerda.

OS CANDIDATOS Álvaro Dias (Podemos), João Amoedo (Novo), cabo Daciolo (Patriota), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) não encantaram o eleitor. Com isso perderam votos para Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O PT ficou dependente de Lula e assumiu a ‘exclusividade’ de representar a esquerda, perdendo votos para Ciro Gomes e Marina Silva (ex-PT) e Vera Lúcia (PSTU) expulsa do PT.

MANCADA A demonstração de desespero dos partidos alinhados ao socialismo ficou patente naquele manifesto do ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB). O sociólogo perdeu uma grande chance de ficar calado e descambou num proselitismo sem fim para tentar defender o indefensável. Praticou o nhenhénhém que combateu no poder. Ora! O Brasil precisa virar a página, colocando tanto Fernando Henrique como o ex-presidente Lula (PT) no passado, sem volta.

INÉDITO Por culpa de alguns segmentos do PT e Cia, de artistas e intelectuais que atravessaram o sinal inclusive na internet, com a discussão de temas ligados à moral, sexualidade e valores da família, a campanha eleitoral para o Planalto desviou-se do rumo das propostas sociais e econômicas. |Assim conseguiu-se unir católicos e evangélicos numa cruzada moralista, somando-se aos questionamentos relativos a corrupção nos dois governos petistas.

AS PESQUISAS tem mostrado a evolução do candidato Bolsonaro que vem atraindo antecipadamente eleitores de Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Álvaro Dias, João Amoedo, cabo Daciolo e pasmem – de eleitores que no passado votaram em Lula e Dilma. Aliás, conversando nesta semana com a senadora Katia Abreu (PDT), vice de Ciro Gomes – ela admitiu que seu partido ficou espremido entre o discurso moralista de Bolsonaro e o discurso de Haddad prometendo a volta do passado dos tempos de Lula.

DONALD TRUMP É oportuno estabelecer a comparação em alguns pontos entre a candidatura do republicano – tida antes como mero blefe contra Hilary Clinton do partido Democrata. Tal como nos ‘States’, aqui Bolsonaro não era levado a sério pela maioria dos jornalistas dos grandes veículos de comunicação, notadamente da Rede Globo e Folha de São Paulo. Os discursos equivocados dos outros postulantes e o atentado contra o candidato do PSL acabaram fortalecendo a sua candidatura, a ponto de questionar as chances dele vencer já no primeiro turno.

MÉRITOS Com todos seus defeitos e equívocos na abordagem de alguns temas, o candidato Bolsonaro leva a grande vantagem de falar exatamente o que a grande maioria do povo brasileiro quer ouvir em tempos de corrupção e crise moral. Ele não usa de metáforas e nem acaricia as palavras. Com isso representa o sentimento de indignação do cidadão, tocando o dedo nas feridas. Evidente que comete excessos, mas que não tira o seu mérito de combater o sistema podre que aí está.

PT PELADO A situação do PT parece de alguma forma com o MDB aqui no Estado que falou em defender o ‘legado o ex-governador André Puccinelli’. Progresso (obras) com corrupção? As delações mostraram o esquema nos governos Lula e Dilma Roussef (PT) num desvio fabuloso de dinheiro para o partido, dirigentes e gente próxima. A prisão dos medalhões do PT mostrou a cara verdadeira do petismo. A delação recente do ex ministro Antonio Pallocci (PT) foi o tiro de misericórdia na imagem do PT.

LAVA JATO Um dia os brasileiros irão reconhecer os benefícios que ela trouxe ao país no combate da corrupção. Ela deixará um legado positivo que servirá de alerta para os políticos com tendências a levar vantagem na administração pública. Claro que não impedirá a ação de todos os espertos, mas a prisão de gente tida antes como intocável, servirá de aviso. Aqui em Mato Grosso do Sul – por exemplo - pouca gente admitia que o ex-governador Puccinelli (MDB) acabaria em cana – e assim por diante.

RENOVAÇÃO? Difícil, a começar pelas Assembleias Legislativas onde o índice de candidaturas a reeleição passa dos 8º%. O Rio de Janeiro tem o menor índice de postulantes a reeleição; 65.52% e o Amapá com 95,83% lidera o bloco da reeleição. Outra notícia interessante é que essas novas vagas tendem a ser ocupadas por pastores evangélicos, policiais de linha dura ou aqueles parentes de políticos tradicionais.

EXPLICANDO: Os votos nulos e brancos não são contabilizados como válidos e não são incluídos no resultado final das eleições. O artigo 224 do Código Eleitoral quando fala em nova eleição refere-se no caso de fraude nas eleições, por exemplo, na eventual cassação de candidato eleito – tendo obtido mais da metade dos votos e depois condenado por compra de votos. Basta apenas um voto válido para derrotar qualquer número superior de votos brancos ou nulos.

E MAIS... os votos brancos, ao contrário do que se propaga na internet, não são direcionados ao candidato que está à frente na votação. Confunde-se com o que rezava o antigo Código Eleitoral de 1965 que mandava contabilizar os votos em brancos para efeito do quociente eleitoral. A manobra visava elevar o quociente eleitoral, dificultando assim as legendas menores de alcançar o índice.

AINDA... A questão da abstenção é uma lenda que sobrevive por ignorância do eleitor e notícias infundadas. Na verdade a abstenção na votação não provoca a realização de um novo pleito. A ausência dos eleitores é um direito que perdem assim a chance de escolher seus representantes democraticamente. No arremate lembro que a primeira opção do eleitor neste domingo será para deputado federal, depois deputado estadual, senador 1, senador 2, governador e por último presidente da República.

BAÚ FORENSE A Comarca de Dourados foi criada em pelo Decreto Lei 9.055 de 12/03/1946 e instalada em 26/08/1946. O então Distrito de Dourados pertencente ao município de Ponta Porã foi criado em 1914 e sua emancipação política administrativa veio ocorrer somente em 20/12/1935, ficando portanto subordinada aquela Comarca por mais de 11 anos. Em 6 de janeiro de 1989 a Comarca foi elevada a entrância especial.

O PT criou tanto Bolsa disso, Bolsa daquilo... que acabou criando o Bolsonaro (Na internet)

Comentário

ASSUMIDO Temendo perder votos ou mesmo ficar antipatizados junto a opinião pública, muitos candidatos procuram evitar temas espinhosos e emitir opiniões. Esse não é o caso do jornalista Antonio João (PTC) que disputa vaga na Assembleia Legislativa. Na sua propaganda ele marca posição mandando o recado direto, sem subterfúgios: “Meninos em banheiros masculinos. Meninas em banheiros femininos. Cada um no seu quadrado”.

MANIPULAÇÃO? Os últimos números da pesquisa para o Palácio do Planalto provocam debates nas redes sociais. Não faltam críticas e denúncias contra institutos de pesquisas elevando a aceitação de Haddad (PT) e minimizando o avanço de Bolsonaro (PSL). Principalmente na TV Globo, Folha de São Paulo e O Globo a tendência é notória. Esse episódio envolvendo a ex-mulher de Bolsonaro mostrou essa verdade.

GRAVAÇÃO da atriz Luana Piovani no WhatsApp: “Por coincidência estou em turnê pelo Nordeste. Passei por Fortaleza, Juazeiro e agora Salvador. O bicho tá pegando aqui. Estou impressionada com o anti petismo. O discurso de todos meus amigos é o mesmo: Bolsonaro não é o ideal. A gente aguenta ele 4 anos só pra desfazer essa máquina do PT de roubar dinheiro. Aqui no Nordeste todos estão com ojeriza do PT. Só se fala em Bolsonaro e PT. Eu estou impressionada: a força dele é grande”.

FRANCAMENTE... Porque esses artistas que hoje são contra Bolsonaro se calaram diante da corrupção praticada nas gestões do PT no Brasil? Seria simplesmente porque receberam dinheiro fácil através do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) para fazer shows, lançar livros e produzir filmes de qualidade duvidosa? Essa visão esquerdopata é interessante. Pedem liberdade e democracia no Brasil - mas apoiam os regimes da Venezuela e Cuba?

ROUBOS A notícia recente de que a generosa Petrobras pagará R$ 3,4 bilhões para acabar com o processo de corrupção nos Estados Unidos mostra mais uma faceta do petismo. A gente fica ainda mais puto da vida quando o ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB) reaparece na mídia numa pregação pelo casamento entre o PT e o PSDB. Aí se justifica o desabafo que ouço: “finalmente o sociólogo tirou a máscara.”

MESMICE Acompanho campanhas políticas ainda de calças curtas lá no interior paulista onde UDN, PTB e PSD comandavam o processo. Tempos do Adhemar de Barros e Jânio Quadros. E desde aquela época mentiras e verdades andavam de mãos dadas nos palanques, entrevistas e nos cartazes que forravam os postes e muros. Agora com a onda do ‘Fake News’ tenta-se reinventar a roda, como se as mentiras fossem coisas recentes.

A CAMPANHA mudou nos últimos 10 anos. Nada pode! A tecnologia à serviço das comunicações tem importante espaço na fase que antecede os pleitos. Evidente que existem leis que tentam coibir ou amenizar os estragos das falsas notícias, mas a gente sabe como a justiça funciona no Brasil. Raramente as punições conseguem reparar os estragos à tempo. Quando menos se espera o fulano já está no final do mandato. Justiça tardia não vale!

PROMESSAS Mais intenções do que compromisso. O melhor produto do chamado marketing eleitoral. Se bem inseridas no contexto eleitoral funcionam porque fermentam a esperança. É bem assim: você promete a ponte no rio para quem precisa atravessá-lo e pronto. Ouvindo o candidato Jr. Mochi (MDB) prometer carteira de motorista pela metade do preço pensei com meus botões: ‘ele está certo – não custa prometer – acredite quem quiser’. Já dizia William Shakespeare: “Contrabalançar promessas com promessas é estar pesando o nada”.

MORDIDAS Ouvi relatos de casos de arrepiar no saguão da Assembleia Legislativa. Pedidos de eleitores que julgamos conscientes – acima de qualquer interesse financeiro para escolha de candidatos – surpreendem e decepcionam. Membros de comissões de universitários tentam o patrocínio dos gastos das festas da formatura, numa postura incoerente de quem se presume um dia irá dar as cartas na sociedade. Os diplomas pelo jeito, não mudarão o pensar deste pessoal. Barganhando o voto na cara dura? Vergonha!

NA TERRA A julgar pelas pesquisas que vem sendo divulgadas nos últimos dias a disputa eleitoral afunilou em dois nomes: Reinaldo (PSDB) e o Juiz Odilon (PDT). Reinaldo vem demonstrando fôlego, viajando e participando de debates e entrevistas na capital e no interior. Também suas obras realizadas estão sendo inseridas com maior destaque no horário eleitoral, fortalecendo seu discurso de administrador municipalista.

DELCÍDIO Candidato ao senado pelo PTC surpreendeu nas pesquisas onde apareceu com destaque. A novidade foi o apoio do grupo do ex-governador Puccinelli (MDB) preso desde 20 de julho. Nas suas manifestações ele não esconde nas entrelinhas sua identificação com Puccinelli. Se isso vai funcionar bem e até onde não se sabe. Mas o eleitor brasileiro é infiel por excelência e Delcídio aprendeu isso naquela derrota em 2014 para Reinaldo.

REFORMAS Qual dos candidatos ao Palácio do Planalto está insistindo com fervor neste tema? São reformas para que o Estado possa garantir serviços de qualidade. Mas para isso, é preciso sim romper com o sistema de toma lá dá cá (Mensalão) praticado pelos governantes e empresários oportunistas sedentos pelo lucro fácil. A propósito: qual candidato dos partidos que desfrutam do poder defende o fim de privilégios para os congressistas? Lembrando Honoré de Balzac: “Preferiria um debate violento a uma conformidade silenciosa”.

‘LAVA JATO’ Petistas, emedebistas, petebistas, tucanos e republicanos principalmente evitam falar da necessidade de fortalecer as investigações contra a corrupção. Todos eles de rabo preso, de saia justa diante das denúncias e condenações havidas por força de decisões de tribunais confirmando sentenças de primeira instância. Ao que parece combater a corrupção não seria prioridade desse pessoal. Temas sexuais substituindo a ética, saúde, educação e o combate a corrupção nesta campanha presidencial.

JUNTOS? Evidente que sim: PT e MDB já estariam afinando a viola para ‘garantir a governabilidade’ do futuro Governo Petista. Com aquela tradicional bancada poderosa no Congresso nacional, o MDB através de suas lideranças nordestinas - onde o senador Renan Calheiros é um dos caciques – quer preservar suas conquistas e participação com ministérios, autarquias e outros órgãos importantes da administração federal. Enfim: o 2º turno das eleições já começou.

AS PROJEÇÕES indicam Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) protagonistas do 2º turno. Notícias apontam a existência de contatos de lideranças destes dois partidos com gente de partidos alinhados à esquerda, centro e direita. O oferecimento de cargos diversos em gestão futura tem sido a grande moeda de troca. O candidato do PDT Ciro Gomes ganharia um ministério importante numa eventual gestão petista. E há outros reflexos: o candidato ao governo paulista João Dória (PSDB) estaria alinhando-se a Bolsonaro que tem bom desempenho no Estado de São Paulo. Uma carona interessante.

REPETIÇÃO Entra eleição – sai eleição e as propagandas mudam muito pouco em relação ao potencial dos candidatos, seus projetos e a forma de se relacionar com o público. Essa mesmice de frases e bordões às vezes chega a provocar risos e irritação do eleitor mais sensato - disposto a aferir e comparar as propostas deste e daquele postulante. Com a palavra os marqueteiros – nem sempre zelosos neste item.

‘MILAGRES’ Pelas propagandas parece que os candidatos redescobrem a ‘Lâmpada de Aladim’ para apresentar soluções para os mais diferentes tipos de problemas. Como diria aquele apresentador de televisão: “Isso é incrível!” Primeiro esquecem de dizer de onde viriam os recursos financeiros para viabilizar as promessas, segundo simplesmente ignoram o aspecto jurídico – isto é – se a lei permite ou não. Enfim, o importante é prometer.

FRACA! Assim pode ser classificada a propaganda dos postulantes de oposição ao candidato do Partido dos Trabalhadores ao Palácio do Planalto. Não se fala, por exemplo, nos US$ 33 bilhões que os Governos Petistas enterraram em obras em Cuba, Venezuela, Nicarágua e Argentina. Sem contar a grana também emprestada via BNDES para o Panamá, Equador e Moçambique. Dinheiro que deveria ser investido em hospitais, escolas e obras que o Brasil precisa. Com essa estratégia tímida não se ganha eleição!

LEMBRANDO mais uma vez: eleição não é piquenique sem mosquitos, formigas ou restaurante onde o cliente come apenas o que gosta. Eleição não é baile onde você dança a música preferida com quem quiser. Eleição exige garra, disposição, tutano e gogó para ir de encontro ao eleitor para abraçá-lo e convencê-lo. Café frio e ovo cozido de bar não podem ser problemas.

BAÚ FORENSE A Comarca de Miranda foi instalada em 1878. Meses depois foi desativada e incorporada à Comarca de Corumbá, mas em 1903 a Comarca de Nioaque foi transferida para Miranda. Em 1906 perdeu o distrito de Aquidauana, elevada a município. Miranda foi o maior município do Estado abrangendo área ocupada hoje por Aquidauana, Rio Brilhante, Dourados, Ponta Porã, Nioaque, Amambai, Bela Vista, Porto Murtinho, Bonito, Paranaíba, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Três Lagoas. Em 1912 foram inaugurados o telégrafo e a estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

“A vocação do político profissional é fazer de cada solução um problema” (Woddy Allen)

Comentário

BOI VOADOR “Quem foi, quem foi/Que falou no boi voador/Manda prender esse boi/Seja esse o que for/ O boi ainda dá bode/Qual é a do boi que revoa/ Boi realmente não pode/Voar à toa/É fora, é fora/É fora da lei, é fora do ar/Segura esse/Proibido voar.” A letra de Chico Buarque e Ruy Guerra (1972) para a peça Calabar, atualíssima no cenário local. De leve...

‘EMBROMATION’ Beleza o foro privilegiado! Lá se foram 11 anos de tramitação no STF e o senador Renan Calheiros (MDB) - que responde outros 14 processos - se livrou da acusação de peculato. Daqui, o deputado federal Vander Loubet (PT) é o campeão: 4 inquéritos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica federal. Se reeleito levará de barriga até a prescrição. Depois reclamam que o presidenciável Bolsonaro (PSL) disparou.

ZÉ TEIXEIRA Aos 78 anos de idade – já na condição de bisavô como ele fez questão de frisar – o deputado estadual do DEM acabou preso pela Polícia Federal por 5 dias. Convenhamos – sem discutir o mérito da questão – irreparável sob o ponto de vista da honra para qualquer cidadão de bem. Embora tenha feito uma defesa interessante da tribuna da Assembleia Legislativa, sempre haverá questionamentos neste clima eleitoral em que vivemos. É o ônus que o homem público paga nestas circunstâncias.

SEM GRAÇA Eleições sem cartazes, comícios, faixas e barulho não passam entusiasmo ao eleitor. Já presenciei o trabalho de cabos eleitores para adesivar carros nas ruas da capital. Até fiquei com pena deles. Raramente os motoristas permitem – ainda assim exigindo um adesivo pequeno, discreto. Se o leitor prestar atenção vai verificar que os carros estão circulando sem ostentar propaganda. Sinal que os políticos estão em baixa e que pode vir vingança nas urnas.

DE NOVO Os marqueteiros copiam os modelos uns dos outros ou ainda repetem bordões e os famosos programas de governos estaduais dos mais diferentes Estados. No passado adotaram aqui aquele bordão do ‘Maluf faz!” trocando apenas o nome do candidato. Aliás, em vários Estados foi utilizada a mesma estratégia publicitária. Quanto mais promessa melhor, ainda que utópica. Tenta-se passar a ideia de planejamento. Tudo verdades de Primeiro de Abril.

JR. MOCHI Tentará eleger alguns deputados estaduais ou priorizar a salvação do senador Moka (MDB) da degola? A inquietação no palanque emedebista é visível. Pode haver briga de foice para as poucas cadeiras que restam na Assembleia Legislativa. Cada qual faz suas contas para a chegada. Pelo menos dinheiro do fundo partidário não deve estar faltando já que o partido recebe gorda fatia.

PETISTAS A candidatura de Zeca do PT ao senado ajuda um pouco os candidatos a deputado estadual, mas não consegue ter a força suficiente para garantir-lhes a eleição. Para piorar, o candidato Amaducci (PT) ao Governo continua patinando com um discurso desgastado e sem grandes atrativos. O deputado João Grandão (PT) condenado em segunda instância no episódio ‘Sanguessuga’ sonha em reverter o quadro.

NOVO PFL? O extinto PFL (Partido da Frente Liberal) já foi muito forte aqui no Estado. Gente com mandato, disputando eleições e com muitos prefeitos espalhados pelo interior. Mas as derrotas e as estratégias erradas de suas lideranças nacionais e regionais jogaram o partido no buraco. Já tem gente falando que o MDB – dependendo do resultado das urnas – pode seguir o mesmo caminho do PFL.

JUIZ ODILON As pesquisas recentes mostraram – apesar de sua pouca estrutura de campanha e do pouco tempo na televisão e rádio - o candidato pedetista logo atrás do candidato Reinaldo Azambuja (PSDB). Seus partidários apostam no seu crescimento nesta reta final de campanha em decorrência dos eventuais estragos da chamada Operação Vostok. Aliás, o candidato apresenta um desempenho melhor na telinha do que na fase inicial da propaganda. Isso conta.

TUCANOS O candidato Reinaldo (PSDB) demonstra fôlego nas andanças pelo interior, acompanhado por postulantes à Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Para seus assessores de campanha não há dúvida: o governador será beneficiado pela votação de seus companheiros nas eleições proporcionais. Mas ainda não se tem uma aferição exata das consequências eleitorais da Operação Vostok, embora ele tenha sido contundente e ágil na abordagem do fato junto à imprensa.

DELCÍDIO DO AMARAL A candidatura do ex-senador eleito pelo PT vai eventualmente beneficiá-lo em que? Essa fobia em recuperar o prestígio e participar destas eleições pode sim atrapalhar seus planos e até sepultar sua carreira. Perdendo agora seria Secretário de Estado do futuro Governo? De qual Governo? Como participaria das futuras eleições municipais? Como candidato a prefeito da capital?

A DINÂMICA da política tirou-lhe o espaço e Delcídio (PTC) perdeu a identidade partidária e hoje não tem inclusive grupo político. Acreditar na gratidão dos prefeitos que ajudou como senador é ingenuidade. Os prefeitos não olham para traz. Focam as benesses de quem tem maiores chances de se eleger. Quanto a sucessão na capital o quadro futuro está delineado com os personagens já escalados.

ENFIM... Delcídio acabou estigmatizado como petista fazendo a defesa do Governo Dilma Roussef (PT) e pelo episódio de sua prisão. Retirar essa impressão ou imagem do imaginário popular é difícil ou demorado. Como se diz: nem sempre uma decisão judicial limpa a honra do cidadão. Por analogia pergunto: será que os políticos presos na ‘Operação Lama Asfaltica’ serão os mesmos ao recuperarem a liberdade?

ESQUECIDO Não vejo passeatas ou faixas nas ruas da capital pedindo sua libertação. Bastaram dois meses de prisão para que o ex-governador Puccinelli (MDB) sumisse do cenário eleitoral. O mito esvaiu-se. Deputados companheiros do MDB de saia justa - evitam abordar o episódio da sua prisão. A exceção nesta semana foi o deputado Paulo Siuffi (MDB) que na Assembleia Legislativa taxou o episódio de covarde. ‘Tá bom – entendi! Palavras ao vento.

EM ALTA Além de competência é preciso ter sorte na política. Esse binômio se encaixa no ‘Clã Trad’ nestas eleições. O deputado Fabio Trad (PSD) estourando nas pesquisas e seu irmão Nelsinho (PTB) liderando a corrida ao Senado. Ambos foram prejudicados nas eleições de 2014: Fábio pela estratégia de Puccinelli em eleger Carlos Marum (MDB) e Nelsinho pelo jogo que deveria favorecer por tabela Delcídio do Amaral.

À FORRA A classe média, que paga a conta, que os lulopetistas chamam de ‘coxinha’, saiu do comodismo. Com as instituições (Judiciário via STF) desacreditadas, corrupção consentida e generalizada, resolveu dar um basta no modelo social democrata. Azar de Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Amoedo (Novo) que não representam as mudanças que a população clama. Chutar literalmente o pau da barraca e votar em Jair Bolsonaro (PSL) tem sido a opção crescente como mostram as pesquisas. Impressiona a garra, a gana em derrotar Lula e Cia.

CLAMOR PÚBLICO É o fator que vai pesar nestas eleições. Esse descontentamento, indignação por cada decisão do Supremo Tribunal Federal colocando políticos e empresários safados em liberdade, fortalece a candidatura e o discurso de Bolsonaro em prol de mudanças radicais. Portanto, neste aspecto, o ministro Gilmar Mendes (STF) tem sido um cabo eleitoral de primeira hora em prol de Bolsonaro. Por analogia, quem não aderir ao discurso da moralidade nas eleições estaduais, pode pagar caro nas urnas.

DEMOCRACIA Todos querem, mas sem a corrupção deslavada que se instalou no país nos últimos anos. Essa é a realidade sem retoques mostrada no noticiário do dia a dia. Esse discurso de que Bolsonaro quer reimplantar o regime militar não passa de prosopopeia ‘esquerdopata’. Nunca se roubou tanto dos cofres públicos como agora. Indiretamente – como fez o ex-governador Sergio Cabral (MDB) – matou muita gente por falta de socorro médico.

ALERTAS Ao longo das colunas o cronista mostrou as possíveis mudanças comportamentais do eleitor: silencioso, faca nos dentes, raivoso, incrédulo e vingativo. Neste momento em que serventes de pedreiro nas obras ou empregadas domesticas dominam o celular, quebraram os grilhões, amarras do coronelismo ou voto de cabresto. Uma charge, mensagem, denúncia ou notícia sobre políticos corruptos alimenta a cabeça para a escolha do candidato. Tchau e benção!

EVANGÉLICOS A bancada evangélica no Congresso, nas Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais – somadas as lideranças das igrejas espalhadas pelo Brasil afora, constituem hoje uma força incontestável em prol de Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia por exemplo, está nas redes sociais fazendo pregação contra os ‘esquerdistas’ por defenderem teses contra a religião e os valores tradicionais da família. E como contesta-lo? Não é fácil. Até a ala progressista da Igreja Católica – aliada da esquerda – de saia justa.

BAÚ FORENSE: A comarca de Paranaíba foi criada na época do Império em 1873 e instalada em 1874 quando o Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso era composto por 4 desembargadores e possuía penas 5 comarcas: Cuiabá, Corumbá, Cáceres, Diamantino e Sant’Ana de Paranaíba. Sua jurisdição abrangia entre outros, os territórios atuais de Inocência, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso, Camapuã, Coxim, Aparecida do Tabuado, Três Lagoas, Selvíria, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita, Brasilândia, Bataguassu. O distrito de Paranaíba foi criado em 1838 e subordinado a Comarca de Mato Grosso com sede em Cuiabá. Em 1850 o distrito foi incorporado ao município de Corumbá e em 1857 elevado a município.

“A política ama a traição, mas abomina o traidor” (Leonel Brizola)

Comentário

POLÍTICA Ela sempre foi feita com meias verdades e mentiras inteiras. Mas com a tecnologia nas comunicações isso ficou latente. O papel do facebook, é forte para denunciar, mentir, agregar, propagar ideias irônicas e agressivas. A tal ‘margem de erro’ das pesquisas, por exemplo, ironizada numa postagem com a foto da cantora Gretchen, mas identificada como a atriz Angelina Jolie!

PESQUISAS Assunto batido mas atual. Quem está em desvantagem chia criticando critérios e incoerências nas comparações dos itens. Pergunta-se: pesquisas manipuladas decidem as eleições? Influenciam no eleitorado até então indeciso que não quer perder o voto? O pelotão de indecisos não seria muito maior nestas eleições do que nos pleitos anteriores? Mas as ‘surpresas’ havidas em outras eleições reforçam essa desconfiança.

ENFIM... É grande a possibilidade de termos um percentual recorde de votos brancos e nulos, além daqueles que simplesmente não se sentem motivados a sair de casa para votar. Claro que isso acabará favorecendo os candidatos estruturados, com mandato e que estão expostos na mídia, tendo, portanto, maior visibilidade. Essa diminuição do horário eleitoral houve só para proteger os políticos veteranos. O resto é conversa fiada.

A NOTÍCIA de que os medalhões do MDB já conversam com o pessoal do PT é uma prova da continuidade do sistema corrupto para derrotar a Lava Jato inclusive. Se você verificar a lista dos investigados e daqueles que poderão cair na malha da justiça, não terá dúvidas de que não há interesse em moralidade administrativa. Esse é o Brasil que você quer? Dane-se então!

E AGORA? É a pergunta inevitável após a operação Vostok da Polícia Federal que sacudiu o cenário eleitoral. As prisões – principalmente - do deputado Zé Teixeira (DEM), do conselheiro do Tribunal de Contas Marcio Monteiro, de Rodrigo Souza e Silva (filho do governador Reinaldo Azambuja) são as mais comentadas e fomentam especulações de toda espécie.

DESGASTES Para os observadores, após o ‘tsunami’ que invadiu a praia do MDB prendendo o ex-governador Puccinelli inclusive, o PSDB pode também sofrer efeitos devastadores se não reverter logo juridicamente a situação. O problema: a opinião pública tem a leitura pragmática dos termos que permeiam o universo ‘juridiquês’. Vai pesar também a postura do governador Reinaldo nesta prova de fogo.

COMPLICAÇÕES A primeira delas já deu as caras na Assembleia Legislativa onde foi apresentado pela candidata ao senado Soraya Thronicke (PSL) e seu suplente Danny Fabrício (PSL) – pedido de impeachment do governador Reinaldo. Evidente, o fato será explorado politicamente na tramitação, o que é próprio do legislativo. Mas o insucesso previsível do projeto não evitará os desgastes.

PREVISÕES O MDB aproveitará para endurecer o discurso ao estilo ‘Bolsonariano?’ As opiniões no saguão da Assembleia Legislativa são unânimes: não pode e nem deve fazer isso por razões políticas óbvias. MDB e PSDB são parceiros nos projetos administrativos, com os deputados emedebistas enaltecendo essa postura pela governabilidade. Aliás, ao visitar na Itália a igreja em Assis (terra de São Francisco de Assis), lembrei bem das relações políticas e de poder.

JUIZ ODILON O candidato ao Governo do PDT deve sim mudar o tom do discurso nas entrevistas e no horário eleitoral. Concorrente direto do candidato Reinaldo (PSDB) nas pesquisas – insistirá no mote do combate a corrupção para viabilizar educação, saúde e segurança. Aliás, isso já é feito de modo mais contundente pelos concorrentes Marcelo Bluma (PV) e João Alfredo (PSOL). Um filão que pode render votos.

‘ESCONDIDINHOS’ Aqui, dois partidos ‘esquecendo’ de seus respectivos candidatos a Presidente da República. A desculpa seria a regionalização do debate. Mas não é bem assim: o candidato Henrique Meirelles (MDB) pouco acrescenta ao partido no Estado e palidez do estilo de Alckmin (PSDB) não é aditivo energético de campanha. Na outra ponta o candidato Ciro Gomes (PDT) vem dando força notável à candidatura do Juiz Odilon (PDT) ao Governo. Combustível que vem de fora e que funciona bem.

LONDRES MACHADO No pleito de 2014 foi o cabo eleitoral dos 39.374 votos da filha Grazielle Machado (PSD) para a Assembleia Legislativa. Na capital foram 5.584 votos, Fátima do Sul 5.849 e Dourados 2.210. O tempo passou, mas o ‘Chinês’ – hoje no PSD – jamais perdeu o contato com suas bases onde tem bom trânsito, garantindo-lhe 12 mandatos. Ao Londres estaria reservado importante papel de articulador no futuro cenário eleitoral.

ESPERANÇOSO Estive com Dorival Betini (PMB) postulante ao Senado e que vem crescendo nas pesquisas. Aposta que possa continuar recebendo cada vez mais votos de eleitores ainda sem o 2º voto ao Senado definido ou sem identificação com seus candidatos ao Senado. Municipalista por excelência, ele transita bem em todos os segmentos da gestão pública. Sucesso.

ESTATURA O reconhecimento do fechado clube do Senado ao senador Pedro Chaves (PRB) mostra o seu preparo notadamente na área da educação. Após seu desempenho na relatoria da Reforma do Ensino Médio em 2017 e de projetos viabilizando recursos para implementação de escolas de tempo integral e elaboração do novo currículo escolar, foi guindado a presidência da Comissão de Educação. Anote: ele fará falta no Senado.

O PODER Gente poderosa nos camburões da polícia, exposição pública que denigre, a honra no lixo, a família em situação humilhante e o ressarcimento de dinheiro aos cofres públicos. Todos esses ingredientes compõem o quadro político brasileiro que mais parece um queijo tomado por ‘espertos’ sem limites, insaciáveis como mostram os casos de corrupção nos mais diferentes patamares da administração pública.

CORRUPÇAO Apesar de enraizada nos ‘negócios públicos’, só agora é vista com a grande praga a combater. Mas há fatores que favorecem a sua sobrevivência. É possível que os exemplos de punição rigorosa intimidem a sua prática, mas isso não será ‘vapt-vupt’. Exige sim a participação da população fiscalizando; do vereador que frauda as diárias de viagem à capital, ao empreiteiro da obra superfaturada ou de qualidade ruim.

RECLAMA-SE: ‘A justiça é lenta, acaba incentivando a corrupção’. Detalhe que precisa melhorar. Ainda agora tivemos o caso de Dourados, onde um episódio entre 1995 e 1997 naquela prefeitura municipal só agora foi resolvido - com os ex-prefeitos envolvidos, Braz Melo (PSC) e Humberto Teixeira (PV), condenados a ressarcir quantias consideráveis, além de pagamento de multa e perda de direitos políticos inclusive.

QUE SITUAÇÃO! Foram 23 anos com o processo se arrastando e causando aquela preocupação angustiante aos envolvidos. O desgaste emocional incomensurável e jamais recuperado mesmo se a condenação pecuniária envolvesse valor insignificante. Não é por acaso que os ex-prefeitos não escondem o temor pelas ‘pegadinhas’ que possam haver na futura apreciação das contas de suas gestões.

OUTRO CASO Só após 16 anos o TRE da 3ª. Região decidiu pela condenação do ex-prefeito Jr. Mochi (MDB) no caso da construção do aterro sanitário de Coxim (2.002), devendo pagar os valores referentes ao dinheiro da União gasto, com multa e correção. O total perto de R$ 2,5 milhões. Para observadores de plantão é estranha a decisão da corte justamente quando Mochi candidatou-se ao governo do Estado. Mero detalhe? Para pensar.

ATENTEM! O tempo em que os coronéis tocavam as prefeituras como se fossem suas propriedades é passado. A gestão pública tem suas regras que exigem conhecimento técnico. As verbas estaduais e federais oriundas de convênios por exemplo, precisam ser aplicadas com critério sob risco de incorrer em penalidades. Esse, apenas um ângulo da gestão pública, caracterizada pela burocracia, carimbos e prazos.

BAÚ FORENSE A Comarca de Sta Cruz de Corumbá, criada em 1873 e instalada em 19/02/1874, abrangendo Ladário e Albuquerque. A sua história inicia com a construção do Forte Coimbra em 1775 e a fundação do povoado de N. Senhora da Conceição de Albuquerque em 1778. Em 1862 foi elevado a Vila; em 1865 foi arrasada pelas tropas paraguaias e retomada em 1867 pelo cel Antonio M. Coelho. Em 1871 foi restaurado o município de Corumbá. O Juiz titular em 1964 era Antonio Luiz Fraga Moreira.

“A arrogância que vem do poder é a mais desagradável” (Cícero)

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// MANOEL AFONSO

Amplavisão - Otimismo & Patriotismo: o efeito Bolsonaro

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