Timber by EMSIEN-3 LTD
  • cmd outubro rosa
Redação Douranews

Redação Douranews

A Aprefex-MS (Associação dos Prefeitos e Ex-prefeitos de Mato Grosso do Sul), fundada na tarde desta quarta-feira (16), durante assembleia-geral ocorrida no plenário da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, contou com a participação, inclusive, de deputados estaduais que já exerceram mandatos no Executivo. O ex-prefeito de Angélica, Luiz Antônio Melhorança, assumiu a presidência provisória da entidade, que terá um ano de mandato até a realização da eleição para composição da diretoria definitiva.

A diretoria terá a participação de seis prefeitos e igual número de ex-prefeitos. Também integram a diretoria o prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (vice-presidente); o ex-prefeito de Água Clara, Silas José da Silva (1º secretário); prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro (2º secretário); ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos (1º Tesoureiro); e prefeito de Ponta Porã, Hélio Pelufo (Ponta Porã).

Como titulares do Conselho Fiscal foram escolhidos os ex-prefeitos de Porto Murtinho, Nelson Cintra; e de Naviraí, Léo Matos, e o prefeito de Nioaque, Valdir Couto Filho, tendo como suplentes a ex-prefeita Márcia Moura (Três Lagoas), e os prefeitos Eder Uilson França Lima, o Tuta (Ivinhema), e Eraldo Jorge Leite (Jateí).

Ao abrir a assembleia-geral, Caravina foi enfático em destacar a importância da associação, a qual, diferentemente da Assomasul, que cuida dos interesses dos municípios, lutará pelos direitos e deveres dos atuais prefeitos e ex-prefeitos. Para ele, a criação da entidade, a qual destaca ser apartidária, é um momento histórico em Mato Grosso do Sul, por representar duas classes importantes para os anseios da população.

Idealizador da criação da entidade, Caravina foi alvo de elogios de todos, incluindo prefeitos, ex-prefeitos, parlamentares e representantes do governo que se fizeram presentes. Antes do início da reunião, o prefeito de Jateí e atual tesoureiro da Assomasul, Eraldo Jorge Leite, fez um importante apelo em favor da filiação, principalmente dos ex-gestores, na nova entidade. Ao ser empossado, Luiz Melhorança fez um discurso emocionado, conclamando a todos a ser unirem em torno do fortalecido da Aprefex-MS.

O presidente da Aprefex-MS lamentou o fato de muitos ex-prefeitos estarem passando por dificuldades devido a sanções que considera injustas, lembrando que ele mesmo foi punido por ceder servidores à Justiça. Melhorança prometeu caminhar para fortalecer a associação. “Eu saio daqui um pouco mais aliviado (...), a união é que faz a força, esse é o primeiro caminho”, acrescentou.

Deputados aliados

Os deputados estaduais Felipe Orro (PSDB), ex-prefeito de Aquidauana; José Carlos Barbosa, o Barbosinha, ex-prefeito de Angélica; e Renato Câmara (MDB), ex-prefeito de Ivinhema, fizeram discursos eloqüentes em apoio a nova entidade e assumiram o compromisso de fazerem parte.

Orro lembrou o saudoso prefeito de Anastácio e ex-presidente da Assomasul, Cláudio Valério, cujo desejo aquela época era fundar uma associação que cuidasse dos interesses dos ex-prefeitos, uma vez que ele sabia na pele como era ser um ex-gestor, que após o mandato era discriminado e até ignorado por muitos, inclusive por companheiros políticos.

“Então, essa experiência (de ex-prefeitos) não pode ficar vaga, tem que se somar a dos atuais”, continuou Orro, ao criticar decisões injustas dos órgãos de controle externo que continuam punindo ex-prefeitos, muitas vezes por mais de 10 anos, mesmo não tendo causado prejuízo ao erário. O deputado tucano se referiu ao excesso de multas aplicadas por atraso no envio de documentos ao TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).

“Essa criminalização da classe política não faz bem a ninguém. Não é possível que todo mundo esteja errado”, protestou o tucano, dizendo que também questiona até hoje multas recebidas a época em que era prefeito, sem ter cometido prejuízo ao erário.

Na mesma linha de raciocínio, Barbosinha também condenou o que classificou de sanções injustas e colocou-se à disposição para trabalhar em favor de prefeitos e ex-prefeitos na Assembleia. “Estamos vivendo a era da criminalização dos gestores. Nós precisamos estabelecer um prazo de decadência para o Tribunal aplicar multas. É preciso dizer onde está o prejuízo, porque na falta de fundamentos, torna-se nulas”, colocou Barbosinha. Então, a Aprefex-MS será fundamental. A gente tem que andar em bloco. O somatório de prefeitos e ex-prefeitos vai ser muito importante”, elogiou sob aplausos.

Para Renato Câmara, a Aprefex-MS nasce forte com a certeza de que terá o papel institucional de defender os interesses de prefeitos e ex-prefeitos. Câmara também fez críticas a decisões dos órgãos de controle externo, lembrando que “ficam coisas que a gente não sabe o que fazer”. Segundo ele, “vem essas multas recorrentes que acabam no Fundo do TCE. Nós temos que nos orientar”, emendou, depois de relatar questões ocorridas à época do mandato em Ivinhema.

O deputado Herculano Borges (Solidariedade), o prefeito Odilon Ribeiro (Aquidauana), e os ex-prefeitos Paulo Duarte (Corumbá), e Roberto Hashioka (Nova Andradina), hoje secretário de Administração do Estado, também discursaram em favor da nova entidade.

Comentário

Os agricultores de Mato Grosso do Sul plantaram 167,6 mil hectares da safra de soja 2019/2020, segundo dados do Siga (o Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio) no Estado. Essa semeadura representa um atraso de 19,5% em relação a safra 218/2019, resultado influenciado pela estiagem que atingiu todo o Estado no mês de setembro e nos primeiros dias de outubro.

O percentual de plantio chegou a 5,3% no dia 11 de outubro, enquanto na mesma data do ano passado, alcançava 24,8%, porém, para o presidente da Aprosoja/MS (a Associação de Produtores de Soja e Milho de MS), André Dobashi, apesar do atraso, “o Estado continua na melhor época para o plantio e ainda não há expectativas de que esse atraso prejudique o andamento da safra”.

Conforme o boletim técnico publicado terça-feira (15), a região Sul está com o plantio mais avançado, em média 6%, do total previsto, enquanto a região Centro está com 4,2% e a região Norte com 4% de média.

A previsão para a safra 2019/2020 é de aumento de área plantada em aproximadamente 6,18%, chegando a 3,163 milhões de hectares. Além disso há expectativa de crescimento de 12,57% em relação ao volume de produção de grãos (de 8,800 milhões de toneladas na safra 2018/2019 para 9,906 milhões de toneladas na safra 2019/2020). A produtividade para a próxima safra está estimada em 52,19 sc/ha.

Comentário

A Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Suinocultura, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vai empossar nesta quinta-feira (17), às 13h30, os membros escolhidos para participar, em seguida, da primeira reunião da Frente que mobiliza cerca de 100 suinocultores e veterinários do Estado.

A Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Suinocultura foi uma demanda da classe produtora e o deputado estadual Renato Câmara é quem vai coordenar os trabalhos. “A Frente vai propor, acompanhar e discutir a cadeia produtiva de suínos em Mato Grosso do Sul, já que o Estado é conhecido com um dos melhores produtores de carnes do País, que exporta cerca de 800 milhões de dólares por ano, e tem na suinocultura um dos segmentos de maior expansão nos últimos dez anos”, afirma Renato Câmara.

“Devemos aproveitar este momento propício para criar uma frente que se proponha a atuar e lutar pelo desenvolvimento e fortalecimento da suinocultura em nosso Estado”, diz o deputado.

Segundo a Asumas (a Associação Sul-matogrossense de Suinocultores), em 2019 o Estado deve produzir cerca de 177 mil toneladas de carne suína, um aumento equivalente a 128% no período de 10 anos. “É um setor pujante e capaz de atender demandas internacionais. Temos escala, produtores empenhados na sustentabilidade, alto padrão de biosseguridade e gestão. Conjunto perfeito, que proporciona o crescimento da cadeia anualmente”, relata Alessandro Boigues, presidentes da Asumas, ao lembrar do apoio do Governo de MS.

Entre os fatores primordiais que colocam a suinocultura como a bola da vez, está a segurança sanitária e o empenho do suinocultor sul-mato-grossense. “Nossas granjas são muito seguras, devido ao trabalho do suinocultor, junto aos profissionais habilitados. São 11 bases da Agência Estadual de Defesa Sanitária e Vegetal em MS, contribuindo com a manutenção de nosso elevado status sanitário e prevenindo a introdução de enfermidades”, relata o presidente da Associação Brasileira dos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves MS), Carlos Carrijo.

Comentário

O vereador Madson Valente (DEM) classificou as recentes declarações da gestão municipal, sobre a desabilitação plena da saúde, como algo que deva ser repensado. Esta gestão plena, de acordo com Madson, faz de Dourados uma referência para 34 municípios do Estado, sendo uma estrutura que foi construída ao longo da história, ao receber recursos maiores do SUS (Sistema Único de Saúde) para promover estes atendimentos.

“Se deixarmos de ser referência para os outros municípios, será um retrocesso enorme para Dourados, pois é engano imaginar que a nossa população será mais bem atendida, visto que deixaremos de receber recursos e submeteríamos a população a outra referência, que seria, no caso, Ponta Porã, Nova Andradina ou Campo Grande. Imaginem as situações que seriam criadas. Imagine a logística para isso”, comentou o vereador.

“Quantas ambulâncias ou outros tipos de transporte seriam necessários? Isso é inconcebível! Não podemos permitir tamanha perda para a nossa população. Verdade que precisamos melhorar nossa estrutura e nossa gestão, pois os recursos são escassos. Esperamos uma reavaliação deste propósito”, completou o Madson.

O parlamentar considera que a vinda do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a Dourados demonstra a gravidade da situação para a população. Ele ainda aponta que os problemas na saúde douradense são generalizados, indo desde a baixa complexidade até a alta, sendo um sistema em iminência de falência. “É preocupante. Faltam remédios, exames, há postos sem médicos, regiões inteiras sem cadastro, UPA (Unidade de Pronto Atendimento) superlotada, o Hospital da Vida possui inúmeros problemas. Esperamos que a vinda do ministro possa dar um alento para os douradenses e para os usuários do SUS de nossa região", finalizou Madson. (Da assessoria)

Comentário

Um encontro entre os árbitros que já atuaram, e de outros ainda em atividades, nos eventos esportivos que eram realizados em Dourados – hoje ainda ocorrem algumas poucas iniciativas – será realizado neste sábado (19), a partir das 19 horas, no Clube Indaiá.

Segundo um dos autores da proposta, o professor de Educação Física Amauri Tetila, ele próprio um dos remanescentes dessa época, o grupo ‘Árbitros da Saudade’ vai se reunir para lembrar dos bons momentos vividos “nos áureos tempos dos campeonatos de futsal que aconteciam em Dourados”.

Comentário

O deputado José Carlos Barbosinha (DEM-MS) preparou um dossiê, com informações, fotos e vídeos para ilustrar o pedido que vai apresentar, pessoalmente, ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), justificando a necessidade de reforma urgente das instalações que abrigam a agência do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), em Dourados. Segundo o líder do Governo, a situação atual do prédio é incompatível com a importância estratégica do Município no contexto desse serviço que o Departamento de Trânsito oferece, a partir de Dourados, para outras 18 cidades de Mato Grosso do Sul.

“Estive no local, conversei com os servidores, verifiquei ‘in loco’ a situação e tenho certeza de que, a partir desse dossiê, vamos conseguir sensibilizar o governador Reinaldo e o nosso diretor-geral do Detran, Luiz Rocha, no sentido de voltarem os olhos para a realidade do Detran em Dourados e das vantagens que trariam uma reestruturação completa do espaço’, disse Barbosinha. “Aquilo ali está em petição de miséria”, comparou o deputado, depois de ver portas escoradas, janelas caindo, condicionadores de ar com infiltrações e vazamentos, a total falta de acessibilidade e as condições de desconforto dos servidores e usuários dos serviços oferecidos pela agência.

Central de Leilões

Barbosinha disse ainda que Dourados já deveria concentrar uma Central de Leilões, unidade encarregada de coordenar o processo de pregões com o volume elevado de veículos que são apreendidos e, por conta da burocracia da tramitação processual, permanecem enchendo os pátios e onerando o Estado. “Além da perda econômica, porque o Governo deixa de arrecadar com os veículos fora de circulação, o acúmulo de carros e motos que viram sucata também contribui para a proliferação de doenças, como a dengue e outras derivadas dessa situação”, questionou o parlamentar.

“Infelizmente, o que vemos hoje é que esses mais de 4300 carros encostados nos pátios do Detran de Dourados só servem para aumentar despesas e proliferação de doenças. O Estado perde porque não conclui os processos, nem cobra a multa devida pela infração eventualmente cometida para que esses veículos viessem a lotar os pátios e o contribuinte perde porque vê o bem se deteriorar ante a morosidade do Poder Público em encontrar as soluções para o fator gerador dessa apreensão”, relata Barbosinha.

O diretor da agência local, Aparecido Dias Duarte, informou que a unidade chegou a contar com uma Central de Leilões que agilizava esses procedimentos, evitando a superlotação dos pátios e ainda proporcionando renda para os cofres do Estado. Atualmente, além da própria área onde funciona a agência do Detran, ocupada por motos e alguns veículos apreendidos, o Estado tem despesas com outros três imóveis locados para abrigar 731 automóveis, 2.723 motocicletas e mais 781 motonetas (pequenos veículos de duas rodas) apreendidos em operações policiais e de combate a infrações.

Comentário

A Câmara de Dourados, representada pelos vereadores Alan Guedes (DEM) e Braz Melo (PSC), visitou a Câmara Municipal de São Paulo, estreitando relações entre os Poderes e para conhecer fontes alternativas de se obter mais recursos à cidade. Os parlamentares participaram da 33ª sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Sonegação Tributária, que investiga possíveis fraudes e sonegações fiscais de empresas de leasing, factoring e franchising que atuam no financiamento comercial da capital paulistana.

Instaurada em março de 2018, a comissão se concentra na atuação das empresas comandadas a partir de São Paulo, entretanto, com CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) registrado em municípios com alíquota menor de ISS (Imposto Sobre Serviços). Conforme os vereadores da CPI, o expediente pode configurar simulação de sede.

“Fomos buscar informações sobre alguns projetos que estão em andamento na principal Câmara Municipal do país. A deferência foi feita para a Câmara e fomos conhecer o processo, acompanhar a 33ª sessão da CPI, em que foi ouvido o diretor estatutário responsável pela carta de crédito do Daycoval Leasing, Ricardo Máximo Fernandes. Vale ressaltar a presença do secretário municipal da Fazenda de SP, Philippe Duchateau e do secretário adjunto, Luis Felipe Vidal Arellano. Foi uma sessão bem consolidada”, destacou Alan Guedes.

O objetivo, segundo o presidente da Casa de Leis douradense, é tentar encontrar uma alternativa para melhorar a receita de Dourados, sem causar nenhum ônus ao contribuinte. “Em São Paulo, os vereadores estão trabalhando a questão do leasing [modalidade de locação financeira ou arrendamento mercantil] e nós queremos pegar esse ‘know how’ para tentar transferir para o município, principalmente nas operações com cartão de crédito, que acreditamos conseguir encaixar melhor”, mencionou.

Com apoio da assessoria da Casa e da presidência da CPI, serão colocados à disposição materiais para nortear o que será possível construir com relação às operações que podem ser cobradas. “Queremos encontrar novas formas de receita, sem aumentar alíquotas ou aumentar a cobrança para os cidadãos, a ideia é focar o trabalho nas operadoras de cartão de crédito e débito”, afirmou Guedes.

Para o vereador Braz Melo, é importante destacar que o valor não “sairá do bolso” do contribuinte. “Nós vamos cobrar das operadoras de cartão, pois hoje não está entrando em imposto nenhum. Toda as vezes que compra-se com cartão, gera ISS, e eles não estão pagando. Não temos noção do valor que deveria ser pago. Em São Paulo, conseguiram levantar R$ 800 milhões. Não podemos perder muito tempo, porque a cada cinco anos, isso prescreve, e nós já perdemos muito dinheiro nisso”, enfatizou.

Os parlamentares douradenses foram à capital paulistana em agenda aberta pelo presidente da CPI vereador Ricardo Nunes (MDB) e do vereador Eduardo Tuma (PSDB), presidente da Câmara de São Paulo. “Fomos muito bem recebidos. Foi bem válida essa visita a SP”, disse Braz. O presidente Alan Guedes fez o uso da tribuna durante a sessão. “Tive a oportunidade de falar aos vereadores de São Paulo do potencial econômico da nossa cidade e da importância que possuímos para nossa região e todo o Estado. Destaquei que os municípios precisam de recursos, mas não dá para aumentar a conta para o contribuinte, nós temos que arrumar outras fontes alternativas, e a isso se prestou nosso trabalho lá”, finalizou.

Comentário

O BpChoque (Batalhão de Choque da Polícia Militar), com o apoio de cães farejadores da PM de Campo Grande, realiza na manhã desta quinta-feira (17) operação pente-fino no interior da PED, a Penitenciária Estadual de Dourados.

A operação, coordenada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), procura armas, celulares e drogas que estariam em poder dos presos, em mais uma tentativa de desarticular o esquema criminoso que funciona no interior dos presídios.

Celas são revistadas desde às 5 horas da madrugada.

Comentário

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, assinaram nesta quarta-feira (16) um acordo de cooperação técnica para criar canais por meio dos quais os produtores rurais possam denunciar eventuais práticas abusivas cometidas por bancos que ofertam crédito agrícola subsidiado pelo governo. Segundo Tereza Cristina, embora “simples”, a medida era aguardada há tempos pelos produtores rurais, que se sentem impelidos a contratar outros produtos financeiros para, assim, conseguirem um empréstimo com taxas de juros mais baixas, a chamada ‘venda casada’.

“A legislação, hoje, já tem meios de coibir esta venda casada, esta ilegalidade a que o produtor rural vem sendo submetido há anos. Mas o produtor se sente intimidado, pois se ele recusar [a oferta de contratação de serviços bancários] ou, depois, denunciar [tal prática], pode ter as portas fechadas para futuros créditos que são vitais a sua sobrevivência”, disse Tereza Cristina, durante a cerimônia que teve a presença de representantes das principais entidades do setor produtivo, além de parlamentares e do primeiro escalão do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O acordo possibilitará melhorias na plataforma eletrônica consumidor.gov.br, que é monitorada pela Secretaria Nacional do Consumidor, pelos Procons e pelos Ministérios Públicos. Além disso, o convênio prevê a criação de novos canais que permitem aos produtores fazer denúncias anônimas por meio das associações de classe, como a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que tem, em seu site, uma ferramenta semelhante.

Redução dos custos

Tereza Cristina acredita que a ação da Secretaria Nacional do Consumidor para coibir a eventual venda casada na concessão de crédito agrícola resultará em uma redução dos custos dos empréstimos não só para os produtores, mas também para a União. Só este ano, o governo federal destinou R$ 10 bilhões para subvencionar a diferença entre os juros de mercado e a taxa que é oferecida aos produtores rurais.

“Isto significará uma redução dos custos e dos constrangimentos para os produtores. Uma coisa é você comprar título de capitalização, seguros; outra é você tomar recursos que o Poder Público equaliza o valor para diminuir a taxa de juros e vem esta venda casada que aumenta os custos”, disse a ministra.

De acordo com o secretário nacional do Consumidor, Luciano Timm, além de oferecer uma possibilidade para o denunciante resolver seu problema individual, o portal consumidor.gov.br permite às autoridades conhecer as queixas mais frequentes e adotar soluções mais amplas para eventuais problemas. “Teremos base fática para fazer política pública”, disse o secretário. Caso fique caracterizada a venda casada, a instituição financeira pode receber multa de até R$ 9 milhões. “Não adianta só puxar a orelha. É preciso que, se for o caso, haja uma sanção.”

Antes de assinar o acordo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, declarou que a iniciativa abre uma porta para permitir que produtores rurais utilizem as ferramentas já existentes para tentar solucionar eventuais conflitos. "Recorrer à Justiça é sempre um mecanismo lento e custoso", disse o ministro, incentivando quem quer que se sinta prejudicado acesse o portal consumidor.gov.br e denuncie eventuais práticas ilegais. "Por mais que o produtor se sinta intimidado, é importante que ele vocalize a reclamação. Só assim os órgãos de governo poderão tomar medidas para solucionar os problemas".

Febraban

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que a entidade e os bancos que fazem parte do Sistema de Autorregulação Bancária "assumiram diversos compromissos públicos com os consumidores que vão além do estritamente legal". A representante dos bancos esclareceu que as taxas de juros cobradas pelos bancos variam entre as instituições financeiras conforme a avaliação de risco dos clientes, que leva em consideração um conjunto de fatores, "entre eles o histórico de relacionamento de cada banco com cada demandante de crédito".

A entidade e as instituições financeiras também informaram que têm atuado em sintonia com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e com a Secretaria Nacional do Consumidor "na defesa dos clientes e de seu direito a recorrer a outras instâncias, como os órgãos de defesa do consumidor ou plataformas como o site consumidor.gov.br, para avaliação e atendimento de queixas no relacionamento com o setor bancário".

Comentário

Resolução assinada pelo secretário estadual de Saúde Geraldo Resende e publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (16) solicita ao Ministério da Saúde aumento do repasse de recursos para o setor de saúde de Dourados em R$ 20.680 milhões anuais. A proposta foi elaborada conjuntamente pela equipe técnica da Secretaria de Estado e a secretária municipal de Saúde de Dourados, Berenice Machado.

O anúncio do valor que efetivamente será repassado a mais, além do que já é transferido pelo Ministério da Saúde atualmente, deverá ser feito oficialmente pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que juntamente com o secretário Geraldo Resende estará em Dourados nesta sexta-feira (18) para lançar um Plano Emergencial para a Saúde do Município.

A Resolução 100/CIB/SES, publicada na página 7 do Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira assinada no âmbito da CIB (a Comissão Intergestores Bipartite), é um dos requisitos para que o Ministério da Saúde possa fazer o aumento do Teto MAC (Média e Alta Complexidade) para o município e vinha sendo solicitada pelos técnicos da Secretaria municipal de Saúde de Dourados e por diversas lideranças políticas douradenses.

De acordo com a Resolução, fica aprovada “ad referendum” a solicitação de aumento do Teto MAC (Média e Alta Complexidade) pelo Município de Dourados junto ao Ministério da Saúde. Os recursos adicionais serão utilizados para custeio das ações de média e alta complexidade em saúde, tendo em vista Dourados ser sede de macrorregião, compreendida por 33 cidades.

“Por sabermos da importância estratégica de Dourados é que somamos esforços com o Ministério da Saúde, a fim de darmos suporte à administração douradense tanto no âmbito financeiro quanto no aspecto de gerenciamento, tendo como objetivo a melhoria do atendimento prestado pelo SUS (o Sistema Único de Saúde)”, salienta Geraldo. “Felizmente, temos a parceria do ministro Henrique Mandetta e da prefeita Délia Razuk para essa união de forças em favor da população”.

Municípios

O Diário Oficial do Estado também traz, nesta quarta-feira, outra resolução assinada pelo secretário Geraldo Resende e o presidente do Cosems (o Conselho estadual de secretários da área), Rogério Santos Leite, que aprova o pedido de aumento do teto para a saúde de outros treze municípios da região, totalizando R$ 2 milhões/ano a serem repassados pelo Ministério da Saúde. Esses recursos serão utilizados para pagamento de serviços ofertados pelas administrações municipais, cuja produção vinha extrapolando os valores custeados pelo Governo Federal.

De acordo com a publicação, serão beneficiados os seguintes municípios, com os respectivos valores anuais: Caarapó (R$ 524.708,09), Japorã (R$ 22.399,08); Iguatemi (R$ 257.862,07), Batayporã (R$ R$ 88.113,44), Tacuru (R$ 17.277,89), Taquarussu (R$ 16.572,62), Deodápolis (R$ 19.523,57), Vicentina (R$ 50.281,46), Antônio João (R$ 47.481,44), Douradina (R$ 11.060,14), Angélica (R$ 14.516,37), Rio Brilhante (R$ 359.459,77) e Nova Andradina (R$ 636.813,94).

O secretário Geraldo Resende explica que os valores que serão efetivamente habilitados pelo Ministério da Saúde para Dourados e os outros treze municípios vão constar de portarias que o Ministério da Saúde deverá publicar nos próximos dias.

Comentário

Página 3 de 1461
  • kikao professor

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014

WhatsApp 9 9913 8196

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus