Timber by EMSIEN-3 LTD
Redação Douranews

Redação Douranews

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (14) que a redução de preços da Petrobras em suas refinarias é favorável do ponto de vista da inflação, mas que o reflexo no preço aos consumidores será decidido pela empresa, e não pelo governo.

Meirelles enfatizou que a estatal de petróleo brasileira é uma empresa autônoma.

“Os preços de gasolina, de óleo diesel etc deixaram de ser definidos pelo Executivo tendo em vista alguns objetivos outros de política econômica. O importante agora é que a Petrobras fixe seus preços e não há dúvida que, nesse caso específico, é favorável do ponto de vista da inflação. Mas isso é uma decisão clara da Petrobras, autônoma. É uma das características mais importantes agora dessa política econômica, que é respeitar a realidade”, disse Meirelles na saída de reunião com a presidente Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

O ministro da Fazenda disse ainda que Petrobras tem que seguir tendo responsabilidade com seus acionistas e com o país, no sentido de ser uma empresa viável, que cumpre com suas obrigações, entre elas a de exploração e refino de petróleo em circunstâncias adequadas.

Hoje, a Petrobras anunciou a redução do preço da gasolina em 3,2% em suas refinarias, a partir da zero hora de amanhã (15). Também haverá redução de 2,7% no preço do diesel. Os reajustes são reflexo da nova política de preços aprovada pela empresa.

A expectativa é que com a redução nos preços, haja impactos positivos nos índices de inflação e, consequentemente, nos juros. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir a tendência dos juros básicos da economia, um dos instrumentos do Banco Central para combater a alta dos preços.

Após a última reunião do comitê, em setembro, a autoridade monetária disse que só reduzirá os juros se sentir confiança de que a meta de inflação para 2017, de 4,5% mais 1,5% de tolerância, será cumprida.

Repatriação

Sobre o acordo para a votação de mudanças na Lei da Repatriação, Meirelles disse que, apesar da falta de acordo esta semana, o governo está discutindo a proposta com governadores, com as bancadas e os partidos políticos com grande possibilidade do assunto ser votado na semana que vem.

“O que temos dito é que respeitamos as decisões soberanas do Congresso Nacional. Se for votado, se for feito aperfeiçoamento, será muito bem-vindo. No entanto, caso não seja votado, está bem. A atual lei é adequada e existe um número substancial de contribuintes fazendo as declarações, o que garante a finalidade da lei”, afirmou.

Perguntado sobre a arrecadação com a repatriação de bens não-declarados no exterior, estimada inicialmente em R$ 12 bilhões pelo governo, o ministro disse que é possível chegar a esse valor, mas que, até agora, o total é de cerca de R$ 8 bilhões, conforme divulgado recentemente no Relatório de Receitas e Despesas.

“Temos possibilidade de mudanças no projeto, que pode ou não ser aprovado na próxima semana. Portanto, existe sim esse valor de declarações já apresentadas, como consequência existe essa arrecadação de mais de R$ 8 bilhões, mas é necessário dizer que caso haja mudança [na lei] haverá uma mudança nesse número. Vamos ver se é para menor ou para menor.”

Comentário

Cerca de R$ 24 bilhões poderão deixar de ser investidos por ano em educação, a partir da vigência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de acordo com a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof) da Câmara dos Deputados. A estimativa, a qual a Agência Brasil teve acesso, está em fase final de elaboração na Casa.

O número – R$ 24 bilhões – considera os orçamentos destinados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) e ao Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a União deve investir pelo menos 18% dos impostos em educação. Com a PEC, essa obrigatoriedade cai e o mínimo que deve ser investido passa a ser, a partir de 2018, o valor do ano anterior corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Procurado para responder a respeito do tema, o ministro da Educação, Mendonça Filho, diz, por meio de nota, que o estudo da Câmara parte de pressupostos equivocados, porque leva em consideração a manutenção do quadro econômico atual, “que é muito ruim, mas poderá ficar ainda pior se não houver equilíbrio das contas públicas”.

Os R$ 24 bilhões correspondem à diferença do mínimo constitucional para 2017, de 18% dos impostos arrecadados pela União, fixados pelo Projeto de Lei Orçamentária, e as aplicações totais previstas, observadas as regras impostas pela PEC 241/2016. Em 2017, a previsão é que o governo invista além do limite constitucional. De acordo com os cálculos da consultoria, cerca de R$ 24 bilhões representam o investimento extra, que fica descoberto com as regras da PEC. Esse investimento a mais não é obrigatório para a União e seguirá sendo opcional com a aprovação da PEC.

Com a PEC 241/2016, o investimento total "vai depender de governo a governo, que poderá investir mais do que o mínimo", explica o consultor Cláudio Riyudi Tanno, responsável pela elaboração de estudo técnico que analisa os impactos do novo regime fiscal constante na PEC nas políticas educacionais.

Embora educação e saúde tenham sido liberadas de um teto específico, há um teto global de gastos do governo e é esse teto que preocupa as entidades do setor. Tanno avalia que esse teto fará com que as despesas obrigatórias acabem tomando grande espaço e, com isso, os novos investimentos fiquem de lado.

"Tem a possibilidade de aumentar [o investimento em educação], mas no cenário de compressão de despesas é difícil imaginar o crescimento em educação, que terá que ser em detrimento de outras áreas", afirmou.

Segundo Tanno, os R$ 24 bilhões descobertos calculados a partir do Projeto de Lei Orçamentária Anual são uma referência para os próximos 20 anos porque 2017 é a base para a correção das despesas em educação.

Equilíbrio fiscal

Principal estratégia do governo de Michel Temer para segurar o avanço da crise econômica no Brasil, a PEC 241/2016 fixa um teto para as despesas primárias do governo para os próximos 20 anos.

A proposta limita os gastos de todos os Poderes ao Orçamento do ano anterior, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo período de 20 anos, podendo ser alterado no 10º ano de vigência da regra. Apenas no primeiro ano (2017) desse ajuste, o limite será corrigido por 7,2%. Se órgãos e poderes não cumprirem a regra ficarão proibidos de conceder aumentos salariais, reajuste de benefícios e de realizarem concurso.

O diretor da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, Ricardo Volpe, que ajudou a elaborar a proposta, assegura que o ajuste fiscal é inevitável. “A gente criou a ilusão, pós-Constituição de 1988, que o Estado tem condições de dar tudo para a sociedade. Agora, a gente vai ter que priorizar. Se educação e saúde são prioridades, vamos tirar de outro lugar. Todas as áreas têm um teto e saúde e educação têm um piso, um mínimo. Quer gastar mais com isto? Basta gastar menos em outros”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Para áreas prioritárias, as regras são diferentes e valem como piso, mínimo de gastos. No caso da saúde, o mínimo a ser gasto em 2017 será equivalente a 15% da receita corrente líquida do exercício corrente e, na educação, 18% dos impostos. A partir de 2018 esses pisos serão calculados com base também no IPCA.

Segundo Volpe, mantida a atual trajetória, o país chegará ao ponto de desconfiança do ponto de vista do mercado, que pode deixar de comprar títulos públicos, usado para rolagem da dívida, ou vai querer comprar com valor muito baixo. “O que significa que terá de aumentar a taxa de juros. Não conseguindo financiar suas despesas, a União deixará de pagar mesmo e terá de emitir moedas para pagar seus compromissos, a inflação vai subir e os salários serão congelados”, projetou.

A saída, de acordo com o técnico legislativo, será a busca por maior eficiência dos gastos. “O Estado brasileiro gasta muito e gasta mal. O Estado terá de buscar eficiência". Especificamente sobre os gastos em educação, o técnico legislativo diz que o Estado gastou "uma montanha de dinheiro a mais. Gastou 4% a mais que o PIB [Produto Interno Bruto] nos últimos anos e o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] não sai do lugar. Nem sempre dar dinheiro a mais resolve o problema. Você tem de buscar qualidade, profissionalismo”.

Segundo o ministro Mendonça  Filho, o teto proposto pela PEC 241 é global e reforça o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas, além de garantir a governabilidade econômica. "O que retira dinheiro da educação é o Brasil em recessão, quebrado, sem espaço para crescimento e aumento de receita”. A nota acrescenta que o equilíbrio fiscal possibilita a retomada do crescimento, a geração de empregos e aumenta a arrecadação, inclusive o investimento em educação.

O ministro defende que, sem a PEC, “o governo quebra e inviabiliza todas as áreas, inclusive a educação”. De acordo com o Ministério da Educação, em 2016, a pasta conta com R$ 129,96 bilhões previstos para custear despesas e programas. No PLOA 2017, esse valor chega a R$ 138,97 bilhões, um crescimento de 7%, “o que mostra a prioridade com a área”.

Comentário

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, confirmou hoje (13) o envio de tropas federais e de militares para o estado do Rio de Janeiro, a pedido do governador, Francisco Dornelles. Os detalhes do início das atividades e o contingente que vai reforçar o patrulhamento da Polícia Militar ainda estão sendo definidos com as autoridades estaduais.

“Nesse momento, estamos analisando com outros órgãos e ministérios a resposta a ser dada, mas o presidente [Michel] Temer nos permite antecipar que sim, vamos procurar, de alguma forma, apoiar os esforços do Rio de Janeiro, no que diz respeito à segurança”, afirmou o ministro, em entrevista, após a 13ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana.

Ontem (13), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, que está de saída do cargo, defendeu a ajuda de órgãos federais, citando as Forças Armadas, para estabelecer o controle em áreas hoje conflagradas. Depois de 10 anos no cargo, Beltrame deixa a secretaria reconhecendo limitações no projeto das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Diante das críticas de intervenção militar no Rio, por causa de outras atuações das forças armadas, como a controversa ocupação da Maré pelo Exército, por mais de um ano, para a Copa do Mundo em 2014, e as próprias UPPs, o ministro da Defesa não deu detalhes da atuação militar.

Plano de segurança

Dando destaque para a situação no Rio, que contou com tropas federais para conter onda de violência durante o primeiro turno das eleições, o ministro também revelou que o estado está no “topo das preocupações” do governo federal e terá destaque em um plano de segurança preparado sob coordenação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. “Dentre as preocupações nacionais, há uma preocupação, eu diria, pontual, que tem um grau de emergência e importância, com o Rio de Janeiro”, acrescentou, lembrando a solicitação de Dornelles.

Jungmann também adiantou que participará de um grupo, convocado pela presidenta do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, para discutir desafios na segurança pública do país. A primeira reunião será no dia 28 de outubro e contará com representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, do Gabinete de Segurança Institucional e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em um primeiro momento, antecipou.

“A ideia é discutir um plano de ação, atribuir responsabilidades e meta a cada um dos integrantes e, evidentemente, tornar público isso”, revelou. “Não me indaguem que plano será esse porque recebemos um convite e não é de bom tom já saber o que fazer, sem ser reunido pela anfitriã”, acrescentou sem dar detalhes da reunião. A convocação foi feita ontem durante almoço de Carmem Lúcia com o ministro, os comandantes das três Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior. O convite foi feito no âmbito do Conselho Nacional de Justiça, órgão do qual Carmem Lúcia também é presidenta.

Comentário

Uma equipe do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Dourados prendeu no final da manhã desta sexta-feira (14) Ana Flavia da Costa Pinto, de 29 anos, por tráfico de drogas. Ela foi abordada quando chegava à cidade em um ônibus intermunicipal que saiu de Coronel Sapucaia, município sul-mato-grossense na fronteira com o Paraguai, e iria para Campo Grande.

Moradora em Goiânia, capital de Goiás, Ana informou os militares que estava a passeio em Dourados. Contudo, não tinha consigo sequer bagagem no local em que foi abordada, a Avenida Hayel Bom Faker. Os policiais desconfiaram e ela mostrou estar transportando dois tabletes prensados na região da cintura, parte dentro das calças.

Segundo a PM, as substâncias são análogas ao haxixe e pesaram 1,040 kg. Com o flagrante, segundo os policiais, Ana relatou ter conhecido uma mulher na fila de visitas da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), onde seu irmão cumpre pena. Essa pessoa, que ela não soube informar o nome, a teria contratado para transportar a droga.

Ainda segundo a polícia, com a promessa do pagamento de R$ 2 mil, Ana foi até Coronel Sapucaia para pegar o haxixe e trazê-lo a Dourados, onde entregaria a um homem identificado apenas como "Barão". O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

Comentário

Os empresários sul-mato-grossenses, representados por federações e associações de classes, comemoraram o reajuste do teto do Super Simples no Estado. O aumento da faixa de atenção tributária diferenciada foi anunciado na manhã desta quinta-feira (13) pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Com a medida, a simplificação na cobrança de tributos que antes beneficiava empresas com faturamento de até R$ 2,5 milhões por ano, agora amplia a faixa para até R$ 3,6 milhões anuais.

O Super Simples é um sistema de tributação diferenciado, que consolida em um único recolhimento, diversos tributos federais (IRPJ, CSL, PIS, COFINS, IPI e contribuição previdenciária patronal), estaduais (ICMS) e municipais (ISS), facilitando a vida das microempresas e das empresas de pequeno porte. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 90% dos 600 mil trabalhadores com carteira assinada estão empregados nas micro e pequenas empresas.

O pedido para elevação do teto foi proposto sexta-feira (7) passada pelos representantes do setor produtivo. De acordo com a carta de intenções, o objetivo é criar uma política de estado para o fortalecimento das micro e pequenas empresas, dando a oportunidade de competirem de forma igualitária com as demais sediadas em outros estados, que já contam com a opção do simples.

Na avaliação do presidente da Fiems (a Federação das Indústrias de MS), Sérgio Longen, a ampliação do teto é um voto de confiança e mostra que o Estado acredita no setor empresarial. “Nós reconhecemos a dificuldade do Governo nesse momento de crise, mas temos certeza que muitas empresas serão atendidas. Com essa margem os empresários terão condições de lucratividade maior, de fazer novos investimentos e, principalmente, de gerar empregos”, declarou Longen.

Para o presidente do da Fecomércio (a federação do comércio no Estado), Edison Ferreira de Araújo, Mato Grosso do Sul hoje está ilhado ao lado de cinco estados em uma verdadeira guerra fiscal; contudo com essa ampliação do teto poderá competir mais vantajosamente. “Com esse reajuste conseguiremos gerar renda, empregos, melhorar o processo de trabalho. Pode ser que haja queda momentânea de tributos no início, mas há estados que comprovam o aumento na arrecadação com o reajuste do teto. Temos muito a comemorar com essa iniciativa do governador”, afirmou Araújo.

O presidente da Famasul (a Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Mauricio Saito, falou sobre a vocação agropecuária intensa no Estado e frisou que os incentivos no ambiente competitivo, como no caso da ampliação do teto do Simples, melhoram o ambiente econômico, cujos reflexos automaticamente recaem sobre o setor primário. “É de grande importância essa ação do Governo para fazer a equivalência ao teto federal. O trabalho conjunto das Federações e também das Associações e Sindicatos demonstra que essa união tem beneficiado toda a população”, afirmou Saito.

A Federação das CDLs de Mato Grosso do Sul, representada pelo empresário Ricardo Kuninari, também disse acreditar que o trabalho em conjunto com o Governo só tem a beneficiar a população. “O setor produtivo é o grande gerador de emprego, marca do empreendedorismo. Temos certeza que esse novo teto possibilitará aos empresários crescer cada vez mais”, disse Kurinari.

O diretor de Operações do Sebrae, Tito Estanqueiro, reforçou o cumprimento de mais um compromisso de campanha de Reinaldo com a categoria. “Vamos juntos contribuir para desenvolver MS. Nossas empresas precisam ser competitivas para sobreviver no mercado e grande parte dos empregos gerados no Estado estão na pequena empresa. Vamos superar desafios e trabalhar sem parar de crescer”, falou Estanqueiro.

Sobre as possíveis perdas na arrecadação com a implantação da medida, o secretário de Fazenda, Marcio Monteiro, declarou que o Estado tem como objetivo tornar as empresas mais competitivas, com geração de emprego e renda. “Não trabalhamos com a possibilidade de perdas na arrecadação com a elevação do teto. Queremos nossas micro e pequenas empresas mais competitivas, com oportunidade de novos negócios, faturando mais. Desta forma não haverá perda na arrecadação”, explicou Monteiro.

Conforme o presidente da Faems (a Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul), Alfredo Zamlutti Júnior, em 2014 os empresários receberam um pequeno alívio que será melhorado com esse novo teto. “Temos acompanhado o trabalho desse governo, a luta para que os empresários possam produzir mais. Mesmo que o setor produtivo discorde em alguns momentos de medidas como o aumento dos supérfluos, por exemplo, entendemos que somente juntos poderemos reverter esse quadro de crise que nosso país atravessa”, afirmou.

Comentário

A prefeitura de Sonora terá que suspender vários contratos que mantém com empresa que faz reparos e fornece peças para a frota e veículos da administração pública. A falta de controle e a suspeita de superfaturamento fez o Ministério Público investigar as contratações e recomendar melhor controle nos gastos.

A reportagem apurou que desde janeiro do ano passado a prefeitura contratou a Sarmento & CIA LTDA pelo menos sete vezes. Os contratos, de acordo com o site da transparência do município, somam R$ 2.637.349,95 milhões.

Para o promotor da cidade, Marcos André Sant'Ana Cardoso, não restam dúvidas de que há irregularidades nas contratações. O inquérito para apurar o caso foi aberto em dezembro do ano passado e a recomendação para suspender os pagamentos saiu hoje.

Com a apuração, o promotor afirma que “está demonstrado que o município não tem qualquer controle acerca da real prestação dos serviços de reparos mecânicos ou da entrega de peças automobilísticas supostamente adquiridas pela empresa”.

O problema, de acordo com a investigação, é que os pagamentos dos serviços são feitos à vista com base nos orçamentos entregues pela Sarmento à prefeitura. As requisições de pagamento são expedidas pelo Departamento de Pagamento da administração sem nenhum detalhe sobre o serviço realizado. As notas fiscais emitidas pela empresa também não tem qualquer informação sobre os veículos reparados ou peças fornecidas.

As notas seguem para o Almoxarifado Central de Sonora e por lá os servidores escrevem no verso dos documentos que o serviço foi feito, sem saber realmente se algo foi executado. Para o promotor, isso representa crime de falsidade ideológica.

Para piorar a situação, depois dos pagamentos, o setor de Contabilidade da prefeitura destrói as requisições, dessa fora não é possível, segundo o MP, ter controle da execução dos contratos.

O prefeito Yuti Peixoto Barbosa (PR) tem prazo de cinco dias, contados a partir da notificação da recomendação, para responder se irá ou não rescindir os contratos e melhorar o controle dos pagamentos.

O portal Correio do Estado tentou contato com a assessoria de imprensa da prefeitura e com a empresa, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) decretou nesta sexta-feira nova lei que obriga empresas de segurança e vigilância que atuam no Estado a reservar 20% das vagas para mulheres. O projeto foi criado pelo deputado Felipe Orro (PSDB) e aprovado pela Assembleia Legislativa em junho.

Conforme o decreto do governador, a partir do dia 1º de janeiro de 2017 as empresas deverão ter no quadro de pessoal no mínimo 20% de mulheres.

Deverão cumprir a regra empresas que prestadores de serviços na área de segurança, viligância e transporte de valores, incluindo as contratadas por órgãos e entidades que integram a administração pública.

Comentário

O cruzamento das ruas Floriano Peixoto com a Joaquim Teixeira Alves continua sendo ‘ponto obrigatório’ de acidentes no centro de Dourados. Na manhã desta sexta-feira (14), mais uma vez, agora sob chuva, uma caminhonete e um automóvel se chocaram no trecho.

De acordo com comerciantes e servidores de empresas das imediações, a caminhonete cruzava a rua Floriano Peixoto no sentido centro-bairro quando invadiu a Joaquim Teixeira e colidiu com o veículo do tipo Ká que seguia na preferencial, também no sentido centro-bairro.

“Já passou da hora das autoridades tomarem alguma providência nesse cruzamento”, afirmou Ronaldo Lopes, um comerciante da esquina, cobrando da Agetran as melhorias reclamadas há muito tempo pelos usuários de tráfego nessa área.

Comentário

Neste sábado (15), o Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais vai realizar, das 8 às 16 horas, como forma de lembrar o Dia Nacional de Combate à Sífilis, instituído em 2006 pela Sociedade Brasileira de DST, testes rápidos de detecção da doença, na sede do Programa, que funciona na rua dos Missionários 420, no Jardim Caramuru.

A ação é uma realização da Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde, pelo crivo SUS (Sistema Único de Saúde) através do Departamento de Vigilância em Saúde e do Núcleo Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, com a finalidade de atender as diretrizes voltadas à Política de Saúde, em torno das doenças sexualmente transmissíveis.

O Dia Nacional de Combate à Sífilis é lembrado todo terceiro sábado do mês de outubro. O objetivo da data é aumentar o debate sobre o assunto, mobilizando a sociedade para o combate e prevenção à doença. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde), aproximadamente 12 milhões de novos casos ocorrem a cada ano no mundo.

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível ou congênita quando transmitida de mãe para filho, o que pode acontecer durante a gestação ou o parto. A infecção é grave e pode causar a má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente.

Berenice de Oliveira Machado Souza, coordenadora do programa em Dourados, disse que esse trabalho visa conscientizar e mobilizar a sociedade da importância do diagnóstico precoce e ampliar as informações sobre a infecção estimulando a testagem e, em caso positivo realizar o tratamento adequado, com a consequente redução de mortes causadas por essa infecção.

Comentário

O registro do caso é oficial e ocorreu durante as eleições municipais em 2012, no Rio de Janeiro

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

Fácil, fácil, diz o Hacker

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

Especialistas ficaram de boca aberta após demonstração

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades –  foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Sob proteção policial 24 horas por dia...

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Fraude em benefícios de políticos locais...

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário onde foi apresentado como foi burlada a eleição, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras –  mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque  ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Comentário

Página 1463 de 1685
  • coronagov
  • disk corona
  • unigran 150
  • Editais

O Tempo Agora

  • mascaras
  • unigran novo

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014

WhatsApp 9 9913 8196

Telefones Úteis