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Redação Douranews

Redação Douranews

Quem mora nos bairros Paraíso IV e Vila Alta, em Naviraí, já vê asfalto no lugar das fendas que rasgaram ruas e avenidas no verão de 2015, devido as fortes chuvas que atingiram a região. Casas foram engolidas pelos buracos e famílias ficaram desabrigadas. Para conter a erosão, que chegou a 15 metros de profundidade, e prevenir novos estragos, o Governo de Mato Grosso do Sul investiu R$ 14 milhões (recursos próprios) em duas obras: de contenção e pavimentação asfáltica. A última, que iniciou em 12 de agosto, a menos de quatro meses, está a todo vapor e já revela transformação no local.

A enorme cratera que era sinônimo de ameaça e isolamento para cerca de seis mil famílias virou canteiro de obras, com projeção de desenvolvimento e segurança. Foram R$ 6 milhões do Governo Estadual investidos na contenção da erosão – implantação de barreiras para evitar o aumento do buraco, colocação de tubos de galerias pluviométricas para escoamento de água e aterramento total – obra iniciada e já concluída. Outros R$ 8,2 milhões estão sendo investidos na pavimentação de 87,5 m² de asfalto em diversas ruas e avenidas. O “chão preto” já está pronto nas avenidas Ipuitã e José Soares Limeira, por exemplo.

Padeiro comemora asfalto novo no bairro
Padeiro comemora asfalto novo no bairro

“Essa obra já melhorou bastante a vida do pessoal que mora aqui. Depois daquela chuvarada que estragou tudo ficamos um tempo convivendo com aquele buraco, até para secar a terra. Mas já tamparam e o asfalto está valorizando ainda mais”, disse o padeiro Sidney Souza Verrez, de 29 anos, que trabalha próximo a uma das avenidas asfaltadas. O aposentado Osvaldo Rodolfo, 69, que mora na última casa da Avenida Ipuitã, viu todo o estrago de perto, casas sendo levadas e a fenda crescendo a cada dia: “parecia um cânion”. Ele lembra da tragédia com detalhes e comemora o fato  de nenhuma pessoa ter morrido. “Agora damos graças por tudo estar sendo consertado. A obra está 100%”, avaliou.

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Aposentado lembra como fendas foram rasgando o chão

Iniciada em agosto de 2016, a obra de pavimentação asfáltica nos bairros Paraíso IV e Vila Alta tem prazo contratual de conclusão de 360 dias. Atualmente, os trabalhos estão 21% concluídos, conforme dados da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Dando sequência à política de redução de custos através do planejamento, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Administração e Desburocratização vem investindo em uma ferramenta bastante eficaz no controle de gastos com a manutenção da frota: o leilão reverso. Em 10 meses, a ferramenta produziu uma economia de R$ 1.402 milhões.

De janeiro a outubro deste ano, 6.739 processos de manutenção foram avaliados pela Coordenadoria de Transporte. A administração estadual mantém hoje uma média de quatro mil veículos oficiais, distribuídos nos 79 municípios. Na prática, de acordo com o Superintendente de Patrimônio e Transporte, José Alberto Furlan quando um veículo oficial quebra ou requer qualquer tipo de manutenção, o órgão responsável pela utilização daquele veículo, através do seu gestor de frota, abre um processo de manutenção e paralelo a isso já solicita um orçamento em uma das 300 oficinas cadastradas no sistema de gerenciamento de frota do Governo do Estado.

Com orçamento em mãos, o gestor do órgão confere a descrição do serviço que foi solicitado e, após aprovado, é encaminhado à coordenadoria de transporte para o início do leilão reverso. Antes, porém os peritos da SAD avaliam através de perícia técnica se o serviço solicitado é realmente necessário. Com a abertura do leilão reverso, que é totalmente monitorado, inclusive por auditores, por meio do sistema, as oficinas cadastradas tem acesso à descrição do serviço, incluindo peças e mão de obra para apresentarem suas propostas. O prazo limite para apresentação de propostas é de até cinco dias, segundo Furlan, mas em casos mais simples como por exemplo, a substituição de uma bateria, o leilão é finalizado no mesmo dia e devolvido via sistema com a empresa vencedora para que o órgão providencie o empenho.

Em outubro, por exemplo, um Fiat Doblo Attractive fabricado em 2011, utilizado pela Fundação de Saúde para transporte de bolsas sangue no município de Campo Grande deu entrada no leilão reverso com orçamento estimado em R$ 3.553, com serviço que incluía troca de correia dentada e manutenção de motor e após três dias, o processo foi finalizado no valor de R$1.456, contabilizando uma economia de R$2.097 aos cofres estaduais.

No início de novembro, uma Mistsubishi L200 fabricada em 2011, utilizada pela Iagro deu entrada no leilão reverso para manutenção de motor com serviço que incluia várias trocas de peças com orçamento inicial de R$ 19.776 e teve o processo finalizado em R$ 10.000, totalizando uma economia de R$ 9,7 mil. “O leilão reverso é uma ferramenta importante para o governo, porque através dessa ação, que é monitorada e acompanhada por todas as empresas que participam desse processo é que efetivamente conseguimos negociar nos preços de mão de obra, de peças e garantia no serviço oferecido”, garante o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis.

Mais além, Assis explica que o leque de fornecedores está aberto para qualquer empresa que queira participar. “Qualquer cidadão que seja proprietário de uma oficina, esteja apto e queira participar do processo de leilão reverso, pode se cadastrar em nosso sistema. Para o Governo quanto maior o leque de fornecedores, melhor, porque além de estimular a competitividade, a administração consegue promover de forma, mais ampla, a rotatividade nas oficinas”, explica.

Além dos veículos tradicionais como carros e motocicletas a Coordenadoria de transporte é responsável por gerenciar toda frota do Governo do Estado incluindo caminhões, carretas, motores de popa, embarcações, desencarceradores, escada magirus, motosserra e geradores.

Comentário

Os amantes da atividade física e empresários do setor estão em contagem regressiva para a Expo Fitness. Entre 9 e 11 de dezembro, a cidade abriga, no Albano Franco, o maior evento multiesportivo do Centro-Oeste. O Governo do Estado, por meio da Fundesporte, é parceiro da feira que inclui muito esporte, oportunidades de negócios, competições, palestras e apresentações.

“A iniciativa é inovadora e merece nosso apoio porque reúne esporte, lazer, qualificação profissional e oportunidades de negócio nas áreas de esporte e saúde. A Expo Fitness coloca o Estado em destaque no cenário nacional e Sul-americano. Além de ser a oportunidade de incentivar a prática e prestigiar nossos atletas, ajudamos a fomentar o turismo e a movimentar o comércio”, avaliou o diretor-presidente da Fundesporte Marcelo Miranda.

“Estamos organizando um grande evento, do porte que o segmento merece. O apoio da Fundesporte está sendo fundamental. Queremos todos que buscam melhorar seu estilo de vida, ter mais saúde e cuidar do corpo participando conosco. Vamos ter competições e apresentações, presença de celebridades do mundo fitness e palestras para orientar e estimular a aquisição de hábitos saudáveis”, disse o presidente da Expo Fitness MS, Val Franco.

A previsão é de que cerca de 600 atletas, do Brasil e de países vizinhos, participem de competições e apresentações em seis modalidades: strongman, luta de braço, powerlifting, pole dance, jiu-jitsu e fisiculturismo (Mr & Miss Fitness Bodybuilder). A última com premiação de R$ 40 mil aos vencedores.

A Expo Fitness ainda inclui palestras sobre temas como fisiculturismo, lesões na prática esportiva, nutrição esportiva e nutrição funcional. Entre os palestrantes, está o publicitário e pós-graduado em Marketing, Kleber Caramello que explana sobre “Marketing Esportivo e Arrecadação de Patrocínio”, orientando sobre a condução de carreiras no mundo fitness. Braulio Colmanetti, treinador de atletas campeões de Powerlifiting e Bodybuilding, e atual Diretor Executivo da Muscular Development Latino no Brasil fala sobre “Técnicas e Métodos de Treinamento e Suplementação no Bodybuilding”.

A estrutura da feira ainda inclui uma praça de alimentação saudável, espaço para crianças brincarem e exposições com lançamento e demonstração de produtos nas áreas de academia, estética, nutrição, moda e demais setores do mundo fitness.

Outro atrativo é a participação de atletas, artistas e musas fitness como Gracyanne Barbosa, Felipe Franco, Juju Salimeni, Leo Stronda, Sheila Carvalho e Aline Mineiro.

Comentário

Na última semana, o vice-reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Laércio de Carvalho, apresentou as potencialidades da Universidade para os integrantes da Rede de Gestão Estratégica, com o objetivo de que o Governo do Estado possa utilizar a estrutura da UEMS para o desenvolvimento do plano estratégico que está em andamento.

Edemir Rodrigues
foto: Edemir Rodrigues

No evento, o vice-reitor expôs as ações da Universidade nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, além de mostrar os números e todas as parcerias existentes nas quais a Universidade vem atuando. Ele destacou que a UEMS atende atualmente 10 mil alunos, sendo que 20 mil profissionais passaram pela Instituição até o ano passado. Atualmente, mantém relação com 24 países e contabiliza 1 milhão de pessoas alcançadas com ações de extensão, com 79% dos nossos alunos são oriundos da rede pública de ensino.

“Discutimos sobre a possibilidade de expansão da educação a distância e temos uma grande expectativa de que essa parceria gere bons frutos para uma rápida ampliação da modalidade a distância na UEMS. Além disso, apresentamos os Centros de Pesquisa e solicitamos as demandas do Estado para que, em conjunto, Governo do Estado e UEMS, possamos elencar as principais demandas e que os Centros de Pesquisa trabalhem em prol da resolução de problemas imediatos da população de Mato Grosso do Sul”, enfatizou.

Laércio de Carvalho apresentou também o resultado da pesquisa online realizada pela Assessoria de Comunicação com 1050 egressos da Instituição, que mostrou que 79% dos profissionais trabalham em sua área de formação e a média salarial fica em R$ 4,2 mil mensais, bem acima da média do Estado e do País, que é de R$ 1.045 e R$ 1.113, respectivamente. “O que demonstra que estudar na UEMS é um bom negócio”, brincou o vice-diretor.

Com 66 cursos de graduação, 14 mestrados, dois doutorados e cerca de mil funcionários, a Universidade tem 11 Centros de Pesquisa, Ensino e Extensão espalhados pelo Estado. “A UEMS tem estrutura e muito conhecimento técnico em seu corpo docente e discente, o que pode contribuir em vários aspectos com o planejamento estadual”, avalia o superintendente de Planejamento e Gestão da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Thaner Nogueira.

Rede de Gestão

A Rede de Gestão do Estado de MS foi criada como forma de produzir mecanismos para a Gestão orientada para resultados. Esta Rede tem uma coordenação centralizada na Secretaria de Governo (SEGOV) com execução e suporte descentralizado em todas as secretarias. Na consolidação dessas ações foi elaborado o PPA 2016-2019.

Comentário

O Núcleo de Pesquisa em Quadrinhos (Nupeq) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Campo Grande ganhou destaque nas páginas do Caderno B, do Correio do Estado. Confira a reportagem de Cassia Modena.

Universo dos super-heróis motiva reflexões

A explosão dos super-heróis nos cinemas acompanha o crescimento de uma legião de adoradores a essas criações – misto de humanidade com fantasia – e atrai aos cinemas pessoas que nunca leram um exemplar de revista em quadrinhos, mas que certamente conhecem o Batman, o Super-Homem e o Homem Aranha, que de lá saíram. Fenômenos do passado, agora amplificados e disseminados em diversas plataformas, eles provavelmente continuarão fascinando antigos e novos seguidores por espelharem valores filosóficos, os vícios e virtudes, reconhecidos por qualquer ser de carne e osso.

“Acredito nos super-heróis como um reflexo do nosso tempo. Os personagens na minha juventude eram mais ingênuos e virtuosos, hoje eles têm defeitos, qualidades e vícios, falhas que todos temos. Convivem com vitórias e derrotas na mesma medida e nem sempre salvam o dia, algo muito parecido com o que vemos por aí”.

Pensa assim o funcionário público Daniel Rockenbach, 34 anos, que é leitor de histórias em quadrinhos desde criança. Na vida adulta, os super-heróis estão ainda presentes no imaginário e no consumo de objetos de decoração, filmes, livros e gibis, que continua fazendo. Só em revistas, ele tem uma coleção de mais de 5 mil, divididas entre as estantes de sua casa e da casa da mãe, em Campo Grande. O acervo acaba funcionando como uma linha do tempo da história dos quadrinhos e da vida do fã, e permite perceber a evolução de suas leituras, das simples às sofisticadas. “Algumas li pela primeira vez e achei ‘sem pé nem cabeça’. Mais tarde, consegui ‘pegar’ as referências históricas e a simbologias que elas traziam”.

MITOS DO PRESENTE

Segundo Joseph Campebell, um dos maiores estudiosos e intérpretes da mitologia universal, os mitos são formas de contar histórias sobre a realidade e a natureza humana, e são parte de todas as culturas.

No universo dos super-heróis, eles se fazem presentes se relacionando com acontecimentos da vida real, como guerras, questões religiosas, aumento da criminalidade nas cidades e experiências nucleares. Com essas referências, além de transmitirem valores, eles também estimulam a correlação com as “mitologias do nosso tempo”. 

Para o professor de Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e pesquisador de histórias em quadrinhos, Nataniel Gomes, essas produções atualizaram o conceito de mito e os super-heróis passaram a servir para manter as esperanças humanas vivas.

Ele dá o exemplo do Super-Homem, que surge depois da quebra da Bolsa de Nova York para servir de “modelo” à Terra, e do Hulk, que é uma versão do clássico “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson. “Temos também o Homem Aranha, um jovem nerd que sofre bullying, tem uma tia doente para sustentar, muitas dívidas, não consegue uma namorada e vira um herói. Esse tipo chama a atenção do público. O leitor se interessa por aqueles personagens que passam por dilemas semelhantes aos do seu dia a dia”.

Nataniel explica que os quadrinhos já apresentaram mais conteúdo, mas tiveram que se adaptar às mudanças de cada tempo. “Se nos anos 1960 havia uma série de tabus, nos anos 70, questões como religiões e drogas começaram a ser discutidas. Na década de 80, eles se tornaram mais pessimistas, em 90 muito visuais e com pouco conteúdo. Mais recentemente, por exemplo, retrataram o 11 de Setembro, mostrando que os heróis não puderam impedir a tragédia”. 

REPRESENTATIVIDADE

Apesar de as histórias dos personagens mais massificados se passarem no Primeiro Mundo e as produtoras e editoras mais bem-sucedidas serem norte-americanas, há heróis que se originam em outras regiões e viajam por todos os cantos, contemplando culturas distintas. Um exemplo é a heroína brasileira Fogo, que nasce na Amazônia com a ajuda de um índio parteiro que lhe confere poderes especiais.

Com o passar do tempo, surgiram também personagens com deficiência física e a representação das mulheres heroínas na ficção começou a mudar. Doutoranda em Química, Ana Paula Floriano, 28 anos, é fã de vários personagens, e tem notado diferenças especialmente em heroínas, até pela pressão que a luta por igualdade de gêneros tem exercido na cultura dos super-heróis. “Vejo uma melhora na aplicação de esteriótipos nas heroínas, Kamala Khan, que está no filme ‘Capitão Marvel’, é uma que em nenhum momento foi uma supermodelo letal como a maioria das heroínas eram desenhadas. Outras produções também estão trabalhando em desenvolver melhor o psicológico e a personalidade das heroínas no lugar de mostrar apenas corpos”.

Para Ana Paula, o que os super-heróis em geral representam é, antes de tudo, a persistência, a coragem e senso de moral. “Mesmo que a situação esteja incrivelmente ruim ou pareça impossível de resolver, o herói não desiste e mesmo com medo ele vai tentar ajudar e resolver os problemas”.

PROJETOS

Acusados de estimularem a deliquência – principalmente na era dos quadrinhos de terror e de sangue –, os super-heróis ainda carregam a fama de banalizar a violência. Muitos quadrinhos foram e ainda são censurados por conterem ilustrações e narrativas fortes. No entanto, a luta do bem contra o mal continua, e os heróis modernos estão conseguindo trazer de volta o encantamento por histórias que retratam um mundo melhor. 

Essa busca inspirou a  criação da Liga do Bem, um grupo de voluntários que se fantasiam de super-heróis para levar atenção e carinho a hospitais, asilos, abrigos e comunidades carentes de Campo Grande.

Outra iniciativa do bem são as visitas a escolas públicas da Capital promovidas pelo Núcleo de Pesquisas em Quadrinhos da Uems. O objetivo é estimular o gosto pela leitura por meio das histórias em quadrinhos, apresentar produções menos conhecidas e proporcionar uma reflexão sobre a representação da atualidade.

O Núcleo de Pesquisa em Quadrinhos (Nupeq) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Campo Grande ganhou destaque nas páginas do Caderno B, do Correio do Estado. Confira a reportagem de Cassia Modena.

Universo dos super-heróis motiva reflexões

A explosão dos super-heróis nos cinemas acompanha o crescimento de uma legião de adoradores a essas criações – misto de humanidade com fantasia – e atrai aos cinemas pessoas que nunca leram um exemplar de revista em quadrinhos, mas que certamente conhecem o Batman, o Super-Homem e o Homem Aranha, que de lá saíram. Fenômenos do passado, agora amplificados e disseminados em diversas plataformas, eles provavelmente continuarão fascinando antigos e novos seguidores por espelharem valores filosóficos, os vícios e virtudes, reconhecidos por qualquer ser de carne e osso.

“Acredito nos super-heróis como um reflexo do nosso tempo. Os personagens na minha juventude eram mais ingênuos e virtuosos, hoje eles têm defeitos, qualidades e vícios, falhas que todos temos. Convivem com vitórias e derrotas na mesma medida e nem sempre salvam o dia, algo muito parecido com o que vemos por aí”.

Pensa assim o funcionário público Daniel Rockenbach, 34 anos, que é leitor de histórias em quadrinhos desde criança. Na vida adulta, os super-heróis estão ainda presentes no imaginário e no consumo de objetos de decoração, filmes, livros e gibis, que continua fazendo. Só em revistas, ele tem uma coleção de mais de 5 mil, divididas entre as estantes de sua casa e da casa da mãe, em Campo Grande. O acervo acaba funcionando como uma linha do tempo da história dos quadrinhos e da vida do fã, e permite perceber a evolução de suas leituras, das simples às sofisticadas. “Algumas li pela primeira vez e achei ‘sem pé nem cabeça’. Mais tarde, consegui ‘pegar’ as referências históricas e a simbologias que elas traziam”.

MITOS DO PRESENTE

Segundo Joseph Campebell, um dos maiores estudiosos e intérpretes da mitologia universal, os mitos são formas de contar histórias sobre a realidade e a natureza humana, e são parte de todas as culturas.

No universo dos super-heróis, eles se fazem presentes se relacionando com acontecimentos da vida real, como guerras, questões religiosas, aumento da criminalidade nas cidades e experiências nucleares. Com essas referências, além de transmitirem valores, eles também estimulam a correlação com as “mitologias do nosso tempo”. 

Para o professor de Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e pesquisador de histórias em quadrinhos, Nataniel Gomes, essas produções atualizaram o conceito de mito e os super-heróis passaram a servir para manter as esperanças humanas vivas.

Ele dá o exemplo do Super-Homem, que surge depois da quebra da Bolsa de Nova York para servir de “modelo” à Terra, e do Hulk, que é uma versão do clássico “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson. “Temos também o Homem Aranha, um jovem nerd que sofre bullying, tem uma tia doente para sustentar, muitas dívidas, não consegue uma namorada e vira um herói. Esse tipo chama a atenção do público. O leitor se interessa por aqueles personagens que passam por dilemas semelhantes aos do seu dia a dia”.

Nataniel explica que os quadrinhos já apresentaram mais conteúdo, mas tiveram que se adaptar às mudanças de cada tempo. “Se nos anos 1960 havia uma série de tabus, nos anos 70, questões como religiões e drogas começaram a ser discutidas. Na década de 80, eles se tornaram mais pessimistas, em 90 muito visuais e com pouco conteúdo. Mais recentemente, por exemplo, retrataram o 11 de Setembro, mostrando que os heróis não puderam impedir a tragédia”. 

REPRESENTATIVIDADE

Apesar de as histórias dos personagens mais massificados se passarem no Primeiro Mundo e as produtoras e editoras mais bem-sucedidas serem norte-americanas, há heróis que se originam em outras regiões e viajam por todos os cantos, contemplando culturas distintas. Um exemplo é a heroína brasileira Fogo, que nasce na Amazônia com a ajuda de um índio parteiro que lhe confere poderes especiais.

Com o passar do tempo, surgiram também personagens com deficiência física e a representação das mulheres heroínas na ficção começou a mudar. Doutoranda em Química, Ana Paula Floriano, 28 anos, é fã de vários personagens, e tem notado diferenças especialmente em heroínas, até pela pressão que a luta por igualdade de gêneros tem exercido na cultura dos super-heróis. “Vejo uma melhora na aplicação de esteriótipos nas heroínas, Kamala Khan, que está no filme ‘Capitão Marvel’, é uma que em nenhum momento foi uma supermodelo letal como a maioria das heroínas eram desenhadas. Outras produções também estão trabalhando em desenvolver melhor o psicológico e a personalidade das heroínas no lugar de mostrar apenas corpos”.

Para Ana Paula, o que os super-heróis em geral representam é, antes de tudo, a persistência, a coragem e senso de moral. “Mesmo que a situação esteja incrivelmente ruim ou pareça impossível de resolver, o herói não desiste e mesmo com medo ele vai tentar ajudar e resolver os problemas”.

PROJETOS

Acusados de estimularem a deliquência – principalmente na era dos quadrinhos de terror e de sangue –, os super-heróis ainda carregam a fama de banalizar a violência. Muitos quadrinhos foram e ainda são censurados por conterem ilustrações e narrativas fortes. No entanto, a luta do bem contra o mal continua, e os heróis modernos estão conseguindo trazer de volta o encantamento por histórias que retratam um mundo melhor. 

Essa busca inspirou a  criação da Liga do Bem, um grupo de voluntários que se fantasiam de super-heróis para levar atenção e carinho a hospitais, asilos, abrigos e comunidades carentes de Campo Grande.

Outra iniciativa do bem são as visitas a escolas públicas da Capital promovidas pelo Núcleo de Pesquisas em Quadrinhos da Uems. O objetivo é estimular o gosto pela leitura por meio das histórias em quadrinhos, apresentar produções menos conhecidas e proporcionar uma reflexão sobre a representação da atualidade.

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Um homem, de 41 anos, foi preso e dois adolescentes, de 16 e 17 anos, apreendidos com micropontos de LSD e produtos furtados de um Centro Comunitário do Bairro Caiçara em Campo Grande na tarde desta segunda-feira (28). Os autores relataram que o motorista do Uber estava trabalhando e não participou dos crimes.

Policiais militares do 1º BPM e da 5ª Companhia, abordaram o trio que estava dentro do Uber, na rotatória entre a Avenida Duque de Caxias e Afonso Pena.

De acordo com a polícia, o furto ao Centro Comunitário ocorreu no último sábado (26). Os policiais tiveram a informação de que os autores estariam embarcando no Uber,natarde desta segunda, com os produtos furtados, no Bairro Caiçara, na casa do autor de 41 anos. Os três disseram que levariam os produtos até a Vila Margarida.

Com o adolescente, de 16 anos, os policiais encontraram 40 micropontos de LSD. Os produtos furtados foram um computador, balança de precisão, caixas de som, impressora, botijões de gás, microfone e talheres. A PM retornou até a casa, do autor, de 41 anos, onde encontraram uma porção de maconha. Os três foram encaminhados a Depac Centro. Os dois menores responderão como menores infratores.

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Equipe da Polícia Militar Rodoviária apreendeu pistola, carregadores e munições escondidos em estepe de carro. Flagrante aconteceu por volta das 20h30 de ontem, durante fiscalização no km 146 da MS-276, município de Ivinhema.

Policiais abordaram veículo Toyota Corolla, que trafegava em direção a Nova Andradina e, em meio a buscas no carro encontraram pistola modelo PT 738 calibre .380, com dois carregadores e 50 munições do mesmo calibre escondidos no estepe.

Corolla era conduzido por homem de 41 anos e ocupado pelo dono do automóvel, de 24 anos. Diante do flagrante, condutor confessou que comprou a arma no Paraguai por R$ 3,5 mil para uso pessoal. Já o dono disse que emprestou o carro para o condutor dar uma volta na região de fronteira do Brasil com Paraguai, enquanto ele ficou na casa de um amigo. Os dois foram encaminhados para a delegacia.

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Faltando um mês para o fim do mandato de Alcides Bernal (PP), a Prefeitura de Campo Grande empenhou R$ 2,9 milhões para compra de material hospitalar, laboratorial e farmacológico, relativo ao mês de outubro, conforme publicado na edição de ontem (28) do Diário Oficial do município.

O Correio do Estado publicou que mesmo com a falta de utensílios e reagentes, a realização de exames na atenção básica e de urgência segue suspensa nas 68 unidades de saúde de Campo Grande. 

A ausência dos insumos impede os testes na rede municipal pelo menos desde o início do mês, quando servidores indicaram que exames como de colesterol e glicose não estavam sendo feitos, assim como os procedimentos solicitados nos atendimentos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Os hemogramas também estavam interrompidos devido a falta de tubetes, equipamento utilizado para armazenamento do sangue coletado, desde o último dia 10.

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O presidente Michel Temer decretou nesta terça-feira (29) luto oficial de três dias pelo acidente envolvendo a equipe da Chapecoense, de Santa Catarina. Ele também determinou que a Aeronáutica disponibilize aeronaves para as famílias e para translado das vítimas. O avião que levava os jogadores, dirigentes esportivos e jornalistas caiu no município de La Ceja, nas proximidades de Medellín, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira (29), conforme agências oficiais.

Oitenta e uma pessoas estavam a bordo; 76 morreram, segundo as autoridades colombianas. A equipe viajava para Medellín, onde disputaria a primeira final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, amanhã (30) à noite. O segundo jogo seria em Curitiba. Temer manifestou solidariedade às famílias das vítimas e determinou ao Itamaraty que faça contato com governo colombiano e com a prefeitura de Medellín.

"Nesta hora triste que a tragédia se abate sobre dezenas de famílias brasileiras, expresso minha solidariedade. Estamos colocando todos os meios para auxiliar familiares e dar toda a assistência possível. A Aeronáutica e o Itamaraty já foram acionados. O governo fará todo o possível para aliviar a dor dos amigos e familiares do esporte e do jornalismo nacional”, disse Temer pelo Twitter.

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O vereador Madson Valente (DEM) ocupou a tribuna da Câmara, na sessão desta segunda-feira (28), para destacar que a nova feira livre de Dourados, além de garantir condições dignas de trabalho para os feirantes e seus colaboradores, faz com que a cidade tenha uma das melhores feiras do Brasil.

“Em qual lugar do Brasil há um bosque no espaço da feira? Em qual feira há espaço para caminhadas? Em qual projeto de feira consta creche para os filhos dos trabalhadores? Que feira tem um padrão e um visual tão bonito quanto a nossa?”, pergunta o vereador.

Para Madson, uma das grandes marcas do governo do prefeito Murilo é a construção do Espaço Feira João Totó Câmara, que ele classifica como adequado, contemplativo e confortável para todos. “No projeto da obra se pensou na natureza, preservando as árvores existentes e criando-se um espaço muito agradável de convivência para as pessoas”, ressalta.

Madson destaca ainda a ousadia do projeto, onde se criou um espaço de atendimento moderno ao consumidor, se melhorou a qualidade de vida dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, se criou um belo espaço de lazer para a população.
Para o vereador, a nova feira central de Dourados será um dos lugares públicos mais frequentados da cidade. Ele afirma que vai defender ainda que a feira seja permanente. “Dourados sem nenhuma dúvida irá valorizar tamanha conquista”, afirma.

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