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Quinta, 28 Novembro 2019 15:50

Como usar o 13º de forma consciente

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É chegada a época do ano de muitas festas e confraternizações. Período em que muitos param para refletir e programar o próximo ano, momento de celebrar as conquistas e planejar os próximos desafios. É nesta época que, com a entrada do 13º salário, muitos brasileiros têm o mesmo desejo, o de fazer compras, mas antes é importante focar em uma tarefa nem tão prazerosa: quitar as dívidas!

De acordo com pesquisa realizada pela empresa de informações de crédito Boa Vista Serviços, mais de 70% da população brasileira estava com a renda comprometida para o pagamento de dívidas no primeiro semestre de 2019, número muito superior aos 56% no mesmo período de 2018. Nesse cenário, o 13º salário é um valioso aliado para quitar dívidas, principalmente no cartão de crédito e no cheque especial, que têm maiores taxas de juros. Nos casos em que o recurso não é suficiente para acertar as contas, é importante priorizar o pagamento das dívidas com a maior taxa, sendo fundamental renegociar as dívidas com parcelas que caibam no orçamento.

Para aqueles que não estão endividados, a recomendação é utilizar o dinheiro extra para começar uma reserva financeira ou reforçar seus investimentos, caso já possuam. Vale lembrar que o primeiro passo para poupar é viver dentro da sua realidade financeira, ou seja, seguir a premissa básica das finanças pessoais, gastando menos do que ganha e investindo com qualidade a diferença.

Guardar parte ou todo o 13º salário pode ser o pontapé inicial para se ter uma vida financeira saudável. E, para alcançar esse objetivo, existem muitas formas. As pessoas podem, por exemplo, estabelecer um percentual do salário mensal que ficará guardado todo o mês. É importante que essa quantia não comprometa as finanças do mês, para que fique confortável e seja um valor possível de guardar. Esse valor deve ser retirado logo ao receber o salário, antes mesmo de começar a pagar suas despesas, para garantir que o dinheiro seja poupado.

Existem também alternativas, como programar esse percentual de retirada do salário em débito em conta assim que for depositado, destinando para um investimento apropriado. Para ajudar quem não sabe identificar boas opções de investimentos, existem ferramentas gratuitas como o Investindo Juntos (www.investindojuntos.com.br), que desmistifica o mercado de investimentos e auxilia as pessoas a encontrar a opção mais indicada para o seu perfil.

Planejamento e organização são as chaves para tudo, inclusive para poupar. Por isso, este é o momento de pensar no 13º salário como um benefício, não só imediato, mas a longo prazo também.

* O autor é economista e especialista em Educação Financeira da Fundação Sicredi

Segunda, 25 Novembro 2019 15:03

Dourados e o lixo

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Hoje fui até a Coamo, localizada na rodovia do mini anel, retornei por uma estrada de chão, passando por várias chácaras, denominada Nelson de Matos, adentrando a Rua Ponta Porã, um lugar muito bonito, com várias casas e árvores.

O que me chamou atenção foi a exposição de muito lixo no trajeto, assisti até uma revoada de urubus, um mau sinal, porque onde ele freqüenta há algo que o atrai e não faz bem para o ser humano.

Uma moradora me informou que nos feriados e finais de semana muitas pessoas trazem lixos da cidade, de carroça, de carro e jogam descaradamente no trecho.

Está na hora de nossos vereadores, que são os fiscais dos atos do executivo, saírem dos gabinetes, percorrerem a cidade e exigirem providências para a resolução dessa situação.

Podemos já estar numa calamidade pública e para se evitar muitas doenças no futuro é uma ação rápida. Não adianta só audiências públicas.

Onde estão os fiscais de posturas, o Imam? Afinal, eles existem para atender a zona urbana e rural. Temos uma guarda municipal que poderia montar uma vigia e pegar os malfeitores.

Esta seria a solução, quem comete a infração prestaria serviços de limpeza para a comunidade, porque se não houver providência, logo estaremos vivendo no meio de mais um lixão ao céu aberto.

Estou fazendo a minha parte, agora quero providências por parte de quem tem a caneta e o poder de agir.

‘Sujismundo', povo limpo é povo desenvolvido!

" O autor é advogado e produtor rural

Além de exercer seu direito, ao recorrer de multa, o condutor tem a chance de cancelar uma penalidade aplicada, muitas vezes, de forma injusta. Os condutores brasileiros, ao cometerem infrações em relação às leis dispostas pelo Código de Trânsito Brasileiro, recebem como punição mais comum a multa. No entanto, a contestação dessa penalidade é garantida aos condutores no próprio Código de Trânsito, já que a Constituição, em seu art. 5º, garante a ampla defesa.

Por isso, antes de realizar o pagamento de uma multa, o motorista possui prazo para envio de recurso. E caso haja o pagamento da multa, ainda assim é possível enviar recurso, desde que sejam respeitados os prazos concedidos pelos órgãos de trânsito responsáveis. O recurso de multa, quando aceito pelos órgãos avaliadores, não retira apenas a necessidade de pagamento do valor em multa.

Toda multa de trânsito vem acompanhada de uma quantidade de pontos que são adicionados à CNH. Por meio da aprovação do recurso da multa, os pontos também não são somados à carteira. Há limite de pontos que podem ser somados ao prontuário de um condutor, dentro de 12 meses, para que não haja a suspensão do direito de dirigir. Ao acumular 20 ou mais pontos decorrentes de infrações cometidas dentro de um ano, o motorista tem seu direito de dirigir suspenso.

Ao recorrer de uma multa, portanto, o condutor não só tem a chance de evitar ter de pagar um valor, muitas vezes, bastante elevado, como também, em caso de deferimento do recurso, pode impedir que os pontos sejam adicionados à CNH, diminuindo o risco de suspensão.

As multas podem assumir valores distintos, dependendo da gravidade da infração cometida, alterando também o número de pontos que as acompanha. Multas leves possuem o valor de R$ 88,38 e são acompanhadas de 3 pontos somados à CNH. Multas médias têm o valor de R$ 130,16, com 4 pontos a serem adicionados à carteira. Multas graves custam R$ 195,23 e acompanham 5 pontos na carteira de habilitação. Multas gravíssimas, que possuem o valor mais alto, custam R$ 293,47, com 7 pontos na CNH.

As multas gravíssimas ainda podem ter seu valor aumentado, no caso de infrações que, mesmo incluídas no grupo das gravíssimas, se destacam pelo perigo gerado à segurança no trânsito, quando cometidas. Nesses casos, pode ter o valor multiplicado por 3, 5, 10, 20 e até 60 vezes, em infração específica, ampliando muito o seu valor de base.

Contudo, independentemente do valor que uma multa pode assumir, sendo ela submetida ou não ao fator multiplicador, é possível recorrer, já que o recurso é válido em qualquer circunstância de penalização de condutor em âmbito administrativo, desde que enviado dentro do prazo.

Para recorrer de multas de trânsito, o condutor possui mais de uma oportunidade. A primeira delas é a defesa prévia, que pode ser enviada em um prazo não inferior a 15 dias, que estará escrito na notificação.
A defesa prévia é enviada para o órgão responsável pelo registro da infração.

Em caso de indeferimento, isto é, quando o recurso não é aceito, é possível recorrer na próxima etapa, que se constitui no recurso em primeira instância. Nessa etapa, o recurso deve ser enviado à JARI (Junta Administrativa de Recurso de Infração) em prazo também previsto na notificação. A notificação de imposição de penalidade é enviada ao motorista quando a defesa prévia não é aprovada ou quando o condutor não recorre em defesa prévia.

Se o recurso enviado à JARI também for indeferido, é possível recorrer em segunda instância, enviando o recurso ao CETRAN, CONTRAN ou CONTRANDIFE. O recurso em segunda instância é a última etapa de recurso administrativo com que o condutor pode contar. Se houver indeferimento também nesta etapa, o motorista tem de pagar o valor da multa e recebe os pontos em sua CNH.

Entretanto, o recurso de multa é direito de todo motorista brasileiro, e é uma responsabilidade das autoridades de trânsito do país avaliar os recursos toda vez que o condutor quiser contestar a multa que lhe estiver sendo aplicada.

Assim, não há perdas para o condutor que decide recorrer. Se o recurso for aprovado, haverá o cancelamento das penalidades. Caso não seja, o motorista só precisará cumprir com as mesmas penalidades que lhe foram impostas pela infração cometida, sem modificações no valor da multa e na pontuação antes previstas.

Quinta, 14 Novembro 2019 17:29

O pacote Mais Brasil

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Depois de forte disputa política e ideológica, foi concluída a Reforma da Previdência. Na discussão desse projeto, o Congresso mostrou forte protagonismo, diante da falta de base do Governo e de visível inapetência do Presidente pela política.

Apresenta agora o ministro Guedes, o seu Plano Mais Brasil de reformas do Estado. Compõe-se de três Projetos de Emendas Constitucionais: a do Pacto Federativo, a dos Fundos Constitucionais e a do Estado de Emergência; soma-se a isso um conjunto de projetos de lei e medidas provisórias.

Apesar das muitas e justas ressalvas quanto às medidas é inegável que os problemas identificados pelo governo são reais e teriam que ser enfrentados por qualquer governo responsável que estivesse no seu lugar.

Não dá para o governo continuar gastando mais do que arrecada, aumentando a dívida pública; não dá para continuar o descontrole das isenções fiscais, muitas concedidas sob a forma de privilégios inconfessáveis; não é aceitável a manutenção e a criação de novos e custosos municípios, no mais das vezes, criados por puros interesses eleitorais; é inaceitável a continuidade de orçamentos que se consomem em despesas obrigatórias, pouco ou nada deixando para investimentos no desenvolvimento para a geração de empregos; não é possível convivermos mais com estados e municípios quebrados, insolventes e sem responsabilidade fiscal.

É louvável que o Governo tenha colocado esses temas em discussão, superando o imobilismo de tantas décadas, mas é obrigação da sociedade e das forças políticas democráticas a análise acurada das propostas.

O Pacote de Guedes, sem proteção aos mais pobres, provoca resistência até em liberais do Congresso. Para o presidente Rodrigo Maia, “tudo leva a crer que essa iniciativa tem cheiro de jabuti em cima de uma árvore”.

Afinal o governo se orienta por uma visão liberal economicista, isenta de preocupações sociais, onde o povo é apenas um grande estorvo. Paulo Guedes segue mesma concepção dos anos da ditadura militar, quando se acreditava que bastava melhorar os índices econômicos para gerar mais empregos e retirar a população da pobreza.

O exemplo recente das revoltas no Chile, de cujas reformas Guedes participou, deve nos levar uma cuidadosa reflexão sobre essas idéias.

Diante de tudo isso, também se colocam algumas questões: como as forças democráticas, entre elas a esquerda, devem se comportar diante dessas iniciativas? Buscará apenas as ruas, ou também cumprirá seu papel no Congresso, como se faz em uma sociedade democrática?

Esta esconderá a cabeça na areia, como fazem os avestruzes, e como fizeram quando da Lei de Responsabilidade Fiscal ou irão para o tudo ou nada como fizeram na Reforma da Previdência. A esquerda cumprirá seu papel mudancista ou se transformará em ex-querda, como caracteriza o professor Cristovam Buarque? Em uma situação de grave crise econômica e social, como vivemos hoje, será inaceitável a omissão, ou a simples marcação de posição, com perspectiva eleitoral.

Há muito convivemos na sociedade com ideologias político-sociais conservadoras e reformistas. A primeira com a sua radicalização reacionária e a segunda com sua forma extrema, revolucionária. O caminho das reformas é o caminho responsável para enfrentar os enormes problemas do País. O exemplo da Reforma da Previdência mostra as possibilidades de melhorar as iniciativas do Governo, no Congresso, escoimando-as de formulações mais conservadoras e reacionárias.

Importante papel deverá ser jogado pelo ex-presidente Lula, pela sua incontestável liderança e carisma. Aí poderá ser, mais uma vez, julgado perante a história. Travará a batalha democrática e reformista, ou estará mais uma vez pavimentando o caminho de Bolsonaro para 2022?

* O autor é engenheiro e professor aposentado da UFMS

As queimadas na Amazônia, sazonais, que têm ocupado o noticiário nacional e internacional, são um problema grave e precisam ser mitigadas e combatidas preventivamente. Em paralelo, nosso país enfrenta outro dano ambiental muito grave, que prejudica número muito maior de cidades e habitantes o ano todo, ameaçando o habitat urbano e a saúde das pessoas. Trata-se dos lixões, cuja existência, à revelia das leis e sob a complacência do poder público, persiste em mais da metade dos municípios brasileiros.

O problema é dimensionado com clareza em estudo inédito que realizamos na Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos Sólidos e Efluentes (Abetre). Analisamos diversos bancos de dados públicos, como o Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), e cruzamos com informações próprias. Confirmou-se que o Brasil enfrenta sérias dificuldades para a destinação correta dos resíduos sólidos.

Cerca de 60% dos municípios utilizam lixões, o que impacta, aproximadamente, 42 milhões de pessoas. De 3.556 cidades que responderam a pesquisa do SNIS em 2017, estima-se que existam 2.307 unidades de disposição final, sendo 640 aterros e 1.667 lixões. Em cada 10 locais de destinação final, sete são lixões. Há evidências de que os 2.014 municípios que não declararam a destinação final de seus resíduos também utilizem lixões. Estes locais impróprios receberiam, por ano, mais de 70 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, sendo 78% recicláveis (dentre orgânicos e secos). Rejeitos e outros representam 22%.

A Abetre calcula que para resolver os problemas dos lixões no Brasil sejam necessários aproximadamente 500 aterros sanitários, que podem ser construídos com investimento de R$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 63,40 per capita). Não bastam, porém, os recursos para as obras. É fundamental, também, garantir a sustentabilidade econômica dos aterros sanitários e do sistema de coleta e destinação do lixo. A abordagem mais aprofundada do tema abrange pontos importantes: legislação; principais problemas dos serviços de limpeza urbana; e as peculiaridades do cenário nacional.

No tocante ao arcabouço legal, existem duas normas harmônicas e integradas que regem as atividades de coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos: Lei Federal de Saneamento Básico (LFSB -- nº 11.445/2007), que dispõe sobre a prestação dos serviços públicos de saneamento básico (água, esgoto, limpeza urbana e drenagem urbana) e é focada na promoção da saúde, melhoria da qualidade da vida, universalização e proteção ambiental; e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS -- nº 12.305/2010), que dispõe sobre a gestão e o gerenciamento de resíduos (públicos e privados) e é centrada no desenvolvimento sustentável e ecoeficiência. Dentre suas determinações, está a extinção dos lixões, que deveria ter ocorrido em agosto de 2014.

A Sustentabilidade Econômica é uma obrigatoriedade estabelecida na LFSB (art. 2º - VII e art. 29 -- II). Aliás, trata-se de um modelo consagrado internacionalmente, funcionando em países como Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, Finlândia, Inglaterra, Holanda e Nova Zelândia. No Brasil, a lógica que norteou a LFSB foi a de dotar os serviços de saneamento básico de recursos próprios e específicos, para minimizar a recorrente disputa anual pelas verbas do orçamento municipal.

Quanto aos problemas dos serviços de limpeza urbana, são os seguintes: municípios têm fragilidade orçamentária crescente; repasses de recursos federais e estaduais não podem ser feitos para custeio, apenas para investimento (restrição constitucional); demanda pelos serviços é crescente em quantidade e qualidade; modelo tradicional não educa os munícipes; cidades assumem e custeiam serviços de coleta e destinação que não são de sua responsabilidade, como resíduos de geradores não domésticos e sujeitos à responsabilidade pós-consumo (logística reversa); não cobrança pelos serviços; planejamento técnico-econômico aquém das diretrizes legais; e regulação frágil, com tendência à pulverização e pouca harmonização.

Em meio a todos esses problemas, a questão da sustentabilidade econômica é enfática. Dados mostram que quanto maior a autossuficiência financeira, menor a incidência de lixões. Dados do SNIS mostram que mais de 70% dos 901 municípios brasileiros cujos serviços de limpeza urbana têm autossuficiência financeira acima de 10% já conseguiram eliminar os lixões. Isso significa 630 cidades.

Outro estudo, realizado pela Abetre, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur), mostrou como os valores de investimento e custeio de aterros sanitários variam em função da população atendida. Nas cidades com menos de 100 mil habitantes, os aterros não têm economia de escala e ficam onerosos para a sociedade. Arranjos regionais para populações maiores, com logística de transbordo e transporte otimizada, resultam em menor custo.

Para áreas a partir de 300 mil pessoas, o investimento per capita para a construção de um aterro varia entre R$ 34,00 e R$ 64,00 por ano. O custo de manutenção per capita é de R$ 32,00 a R$ 58,00 por ano. Isso deixa evidente que o gargalo para a eliminação dos lixões não é a baixa capacidade de investimento, mas, sim, a falta de recursos para o custeio contínuo. Muitos aterros sanitários feitos com verbas federais já viraram lixões por falta de dinheiro para manutenção. Assim, é fundamental a sustentabilidade econômica para solução de um gravíssimo problema ambiental do País, que não pode continuar ignorado.

* O autor é presidente da Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes)

Sexta, 01 Novembro 2019 09:30

Paixão política e cegueira

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Ultimamente, tenho ficado surpreso e assustado com a radicalização das pessoas. Todas são donas da sua verdade e ficam cegas à complexidade do mundo e das situações. Nesse contexto a sociedade passa a ser dominada pela lógica amigo – inimigo.

Será que o brasileiro deixou de ser o “homem cordial” de que nos falava Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil?

A expressão “cordial” é comumente mal interpretada. Não significa, ao contrário do que se pensa, apenas bons modos e gentileza, virtudes muito elogiadas pelos estrangeiros. Cordial vem do radical latino “cordis” isto é, relativo a coração. Ou seja, somos pessoas que, de fato, se orientam mais pela paixão do que pela razão.

Talvez a palavra mais adequada, devesse ser sentimental e não cordial. O próprio Buarque chamava a atenção: “a inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, visto que uma e outra nascem do coração”.

A rapidez com que o brasileiro passa do caráter amável para a hostilidade seria uma das fortes características do nosso povo. As reações de amor e o ódio têm provocado nas ruas e nas redes, atitudes que desconhecem os limites do que é civilizado.

Para ampliar nosso entendimento, talvez devêssemos nos socorrer, também, de Zygmunt Bauman, especialmente em “O Mal-Estar da Pós-modernidade”. Segundo o sociólogo, vivemos com uma sensação de que algo está errado com a humanidade. O mal-estar social é resultado de algo instalado na consciência do homem atual como uma angústia, que o faz viver como um peregrino sem rumo histórico.

Assinala ainda que a sociedade contemporânea vive um sentimento de fracasso por não alcançar a tão almejada felicidade. As utopias se desmancharam no ar, as ideologias coletivas se fragmentaram em aspirações individuais.

As questões da nossa identidade enquanto povo, combinadas com os sinais dos novos tempos talvez expliquem os fenômenos políticos que temos assistido no Brasil.
Nos últimos anos, especialmente após a campanha presidencial, temos convivido com uma onda de ódio e discriminação jamais vistos em nossa história. Fake news, calúnias injúrias, e todo tipo de palavrões marcaram esse período. Esse tempo está mostrando os sentimentos “cordiais” de intolerância e de falta de polidez no nosso convívio social.

Quem seguiu as redes sociais, e os programas eleitorais se deu conta dos níveis baixíssimos de respeito mútuo e de falta de sentido democrático de convivência com as diferenças.

Após as eleições, o clima não se desanuviou, muito pelo contrário. O pior é que o próprio presidente, e seu entorno familiar e ideológico, milita diretamente nessa radicalização.

O reposicionamento internacional do Brasil tem sido feito de maneira desastrosa, implicando em potenciais prejuízos para a nossa economia. A questão ambiental das queimadas na Amazônia demonstrou a insensibilidade do Governo com a questão ambiental. A poluição das nossas praias mostrou um governo despreparado para lidar com crises. As reações quanto às mudanças políticas e eleitorais na América Latina tem sido desastrosas e apontam para o nosso isolamento.

As ações políticas do governo normalmente tem se processado fora da institucionalidade, com o uso irresponsável das redes sociais, que lhe conduziram, inclusive, a um vergonhoso puxão de orelha pelo Supremo.

Enquanto isso o país vive sobressaltado à espera do que pode vir a acontecer com a institucionalidade democrática. Essa preocupação parece se estender, também, à cúpula das Forças Armadas que aparentemente não estão seduzidas pelo entorno ideológico do presidente Jair Bolsonaro. Nesse clima, tem predominado a teoria da conspiração que tem induzido seus seguidores a posições extremadas e ingênuas.

Hoje cada um tem a sua própria narrativa, o que lhe é de direito, mas é impossível cada um ter seu próprio fato. A paixão política tem conduzido o brasileiro à cegueira e o país à incerteza.

* O autor é engenheiro civil, professor aposentado da UFMS

Nos últimos anos têm se popularizado cada vez mais opções de produtos financeiros, especialmente investimentos que prometem altas taxas de rentabilidade. Mas, muitas vezes, a realidade é um pouco diferente daquilo que é oferecido ou compreendido pelas pessoas. Isso porque junto a uma boa rentabilidade, é comum haver taxas de administração, incidência de impostos, baixa liquidez e outras características que devem ser sempre questionadas para que se avalie se o serviço atende realmente à necessidade e não haja surpresas no futuro.

Um dos investimentos mais simples e seguros até hoje é a poupança. Suas regras são definidas pelo Banco Central, sendo que somente instituições autorizadas e fiscalizadas pelo órgão podem oferecer o produto. A caderneta de poupança oferece remuneração garantida. Fora, ainda, que não há incidência de tributação para pessoa física e jurídica sem fins lucrativos.

Além dessas características, sobre os valores aplicados em poupança não há taxa de administração, que gera o mesmo efeito dos impostos de redução da remuneração bruta oferecida no produto. Considerando isso, a modalidade pode, atualmente, bater outros investimentos. É sempre fundamental levar em consideração todos os fatores que influenciam na escolha do investimento mais adequado. Nessa equação, o valor a ser investido e o tempo que você está disposto a esperar para o resgate também são muito importantes. No mercado há produtos, por exemplo, que só podem ser resgatados pelos clientes 45 dias após o pedido ser realizado junto ao banco e esse fator nem sempre é alertado.

Um levantamento divulgado em junho de 2019 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que a caderneta de poupança ainda é a escolha de 65% das pessoas que economizam dinheiro. O problema é que as mesmas entidades indicam que 67% dos brasileiros não guardam nenhuma parte dos seus rendimentos mensais. A educação financeira é fundamental para a mudança desse quadro e os números indicam que o cenário pode estar melhorando. Dados do Banco Central de 2018 apontam que, no ano, o volume de depósitos chegou a R$ 2,252 trilhões, o melhor resultado para a aplicação desde 2013.

No Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e presente em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, a poupança é um dos focos da instituição, tendo em vista que ela incrementa e fomenta o crédito rural, modalidade muito importante para parte dos associados que são produtores rurais. No ano passado, a carteira de poupança do Sicredi teve incremento de R$ 3,7 bilhões (crescimento de 38,7% em relação a 2017), alcançando o volume total de R$ 13,3 bilhões. Atualmente, já são mais de R$ 14,9 bilhões investidos por mais de dois milhões de poupadores do Sicredi.

Considerando tudo isso, a poupança continua sendo uma boa alternativa para quem deseja começar a investir, uma vez que é um produto cujo funcionamento é simples, a rentabilidade é garantida, o dinheiro aplicado fica disponível para resgate imediato e oferece a segurança de um produto regulado pelo Banco Central. Quem investe em poupança em uma cooperativa de crédito ainda conta com o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), com cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Isso sem contar que, quando você investe na poupança com o Sicredi, está colaborando com o desenvolvimento local, pois o dinheiro aplicado volta em forma de crédito rural para a sua região e ainda pode gerar uma renda extra na hora da distribuição dos resultados da sua cooperativa.

* A autora é Coordenadora de Produtos de Investimento do Banco Cooperativo Sicredi

Sexta, 25 Outubro 2019 14:31

Ufa, cheguei

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Bastou uma rápida greve dos motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo, para nos lembrar que, morar em uma cidade grande, onde o sistema de transporte coletivo não atende às necessidades dos habitantes é um ônus insuportável. Foi um movimento parcial, de apenas dois dias, mas o suficiente para causar grandes transtornos aos habitantes da maior cidade do País. A dependência de transportes sobre pneus e suas consequências para a sociedade, a economia, as metrópoles e a Nação ficaram ainda mais evidentes na paralisação dos caminhoneiros, em 2018, cujas graves sequelas ainda estão presentes.

Não existem soluções mágicas para o problema da mobilidade e dos transportes/logística, mas com certeza, o planejamento a longo prazo poderia fazer muita diferença. É impensável que um país de dimensões continentais como o nosso praticamente não invista em ferrovias e hidrovias. Privilegiou-se a construção de estradas e o transporte rodoviário por ônibus e caminhões. Mas, hoje, nem isso funciona, pois é grande a parcela da malha viária nacional em situação precária.

No tocante às grandes cidades, como São Paulo, as ruas foram planejadas há décadas, para o trânsito de uma quantidade determinada de carros por hora. Porém, em muitos momentos, recebem volume muito maior. Ou seja, não houve verdadeiramente um planejamento, que contemplasse projeções da expansão demográfica e da frota de veículos. Também sem estudos abalizados, implantaram-se recentemente os corredores de ônibus, que, de um lado, melhoraram o tempo médio dispendido em viagens coletivas, mas de outro, sufocaram o transporte individual ao longo destas vias e degradaram a paisagem urbana. Implementaram-se centenas de quilómetros de ciclofaixas que, passados alguns anos, estão deterioradas e não conseguem oferecer segurança. E, assim, vão-se realizando obras pontuais, sem estudos prévios aprofundados e eficazes. Não existe solução imediatista. Há alternativas viáveis, mas elas precisam ser baseadas no planejamento urbano, com uma visão de longo prazo, pois algumas delas são caras e podem demorar anos para serem concluídas.

Para cidades com forte adensamento urbano e recursos financeiros, o metrô é a melhor opção, justamente por ser rápido, seguro e eficiente. O problema é que é caro e leva anos para ser construído. Dependendo do tamanho e complexidade, o quilômetro construído pode custar milhares de dólares. Para se ter uma ideia, no caso da linha 4 do metrô paulistano, o valor médio foi de US$ 220 milhões.

Os corredores de ônibus são mais viáveis, mais rápidos para ser implementados e com menor custo (cerca de US$ 10 milhões por quilômetro, em média), mas precisam ser suficientemente eficazes e confortáveis para estimular os proprietários de automóveis a deixarem estes na garagem e optarem pelo coletivo. Há, ainda o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que enfrenta dificuldades de implantação por causa dos custos, mas que têm apresentado bons resultados para curtos deslocamentos.

Formas alternativas estão sendo adotadas pelas pessoas, como patinetes elétricos e bicicletas pay-per-use, mas que encontram limitações pela falta de segurança. Embora conceitos simpáticos e de apelo tecnológico-ambiental, são individuais e elitistas.

Em São Paulo, uma das cidades mais afetadas pela precariedade dos deslocamentos urbanos, teríamos, ainda, uma alternativa sequer cogitada: a navegabilidade dos rios Pinheiros e Tietê. O seu uso agregaria imenso potencial para desafogar o trânsito, proporcionando meio seguro, barato e rápido de transporte coletivo.

Se não planejarmos, continuaremos correndo atrás do crescimento demográfico, da expansão da frota de veículos e do crescimento desordenado, seguindo com obras improvisadas para atender precariamente ao crescimento urbano. O planejamento urbano com foco em cidades compactas, onde as distâncias entre os locais de moradia, trabalho, escolas, comércio e serviços são mais curtas, com adensamento populacional mais intenso e uso do solo mais diversificado, apresentam melhores condições de deslocamento e, por consequência, melhor saúde de seus moradores, que andam mais a pé e de bicicleta, vencendo o sedentarismo e causando menos poluição pelo não uso do automóvel.

Já vemos algumas consequências positivas da força do planejamento urbano, no novo Plano Diretor em São Paulo. Novos lançamentos de prédios residenciais e comerciais estão ocorrendo junto aos sistemas de transporte coletivo (metrôs e corredores de ônibus). Essa proximidade dos meios de transporte é essencial para facilitar a mobilidade dos moradores da cidade. Medidas como essa, com fulcro no planejamento urbano, devem ser multiplicadas e somadas a outros investimentos de longo prazo, para tornarmos as cidades, locais mais amigáveis e gostosas de viver.

* O autor é diretor da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária) e diretor de Marketing da Sobloco

O setor de transportes tem papel fundamental na economia brasileira. Em uma base comparativa, em conjunto com armazenagem e correio, movimentou R$ 256 bilhões, crescendo 2,2% no último ano, segundo dados do Boletim Economia em Foco divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) -- o aumento percentual é o dobro do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Dentro deste cenário, o transporte rodoviário é o mais utilizado do país e considerado ideal para distâncias que variam de curtas a médias para transportar diferentes tipos de mercadorias, em locais onde outros meios de transportes não chegam. No entanto, há um fator preocupante a ser considerado: a segurança. Em dez anos, a quantidade de notificações de acidentes de transporte relacionados ao trabalho aumentou quase seis vezes (de 2.798 em 2007 para 18.706 em 2016), sendo que os caminhoneiros são os que mais morrem em serviço, na comparação entre todos os modais. Ou seja, existem desafios com as questões dos custos com gestão de frotas em razão dos acidentes e das cargas que não chegam aos seus destinos, mas o ponto principal é a preservação de vidas.

São inúmeras as condutas diárias em vias e rodovias que trazem riscos a todos os envolvidos no trânsito. Desde ultrapassagens pela faixa contínua, passando pelo farol apagado e o excesso de velocidade, sempre há uma infração que vai além da multa. E sempre há uma atitude que pode machucar ou tirar vidas no trânsito. Neste sentido, no transporte de cargas é preciso enxergar e investir no componente central de todo esse processo: o condutor. E por quê? Quanto mais preparado e consciente sobre suas atitudes no trânsito, menos impactos negativos acontecerão no percurso. A partir de treinamentos para a frota de motoristas, eles estarão mais conscientes do seu papel e conseguirão proporcionar mais segurança a todos os envolvidos com o trânsito, melhorando não só a mobilidade, como também o orçamento das empresas.

Tecnologias potencializam eficiência e segurança

Treinar e capacitar é um desafio enorme, capaz de mudar a sociedade de uma maneira muito significativa. Assim, a tecnologia surge como forte aliada aos treinamentos, sendo que alternativas como aulas dinâmicas e conteúdos práticos, além da simulação por meio da realidade virtual, podem fazer a diferença na capacitação e no aprimoramento técnico e operacional.

E como isso se aplicaria? Na prática, com recursos que favoreçam a experiência para o colaborador e gestor. Por estarmos em plena era digital, oportunidades de aprendizado e de negócios se abrem com cursos online e até mesmo offline (aqueles explorados mesmo por pessoas que não têm conexão com a internet), com plataformas que contenham visuais simples e facilitem o acesso para quem tem pouca familiaridade com ambientes digitais. Para o motorista, a vantagem é a de adquirir e aprimorar conhecimentos. Do lado dos gestores, os recursos facilitariam o gerenciamento e monitoramento do desempenho das equipes.

Além disso, os simuladores educacionais de alta imersão para avaliações práticas de comportamento na condução de veículos também surgem como alternativa, pois são capazes de reproduzir diferentes tipos de frotas. Eles proporcionam experiência de aprendizagem imersiva por meio da simulação, com telas ou realidade virtual, onde o colaborador pratica, aprende e recicla conhecimentos em um ambiente controlado e seguro, com diversas opções de cenários e ambientes, possibilitando criar situações reais para o aprendizado dos colaboradores. Simulando condições adversas, por exemplo, eles estarão mais preparados para dirigir de maneira segura nas vias. De quebra, os equipamentos ajudam os gestores a reduzirem custos operacionais com combustível, riscos de acidentes e deslocamento de equipe.

Com mais consciência e preparo é possível que tenhamos profissionais capazes de fazer do trânsito um lugar mais seguro, resultando em menos acidentes e mortes (e os custos com indenizações), mais eficiência nos prazos de entrega, controle do mau uso dos veículos (gastos com manutenção ou combustível) e melhor fluidez. Consequentemente, haveria uma melhora que pode impactar a mobilidade e gerar mais economia às empresas.

*A autora é CEO da Younder

Sexta, 18 Outubro 2019 10:13

Nobel da Paz bem escolhido

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O primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed Ali agraciado com o Nobel da Paz vencendo a disputa com 301 candidatos sendo 223 personalidades e 78 organizações.

A lista completa dos candidatos é reservada, por 50 anos, mas entre as personalidades indicadas estavam a jovem ativista ambiental Greta Thunberg e dois brasileiros, o Cacique Raoni e o ex-presidente Lula.

Desde 1901, o Nobel da Paz tem sido atribuído, segundo o critério deixado no testamento do seu idealizador, às pessoas que "fizeram o melhor ou o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pela realização e promoção de congressos de paz”.

Atualmente se entende como Paz, não apenas a ausência da guerra, mas a existência de sociedades pacíficas e inclusivas (ODS-ONU). Desta forma, o prêmio tem sido atribuído também para ativistas, personalidades e instituições que se empenham pelos direitos humanos, contra a pobreza, pela defesa do meio ambiente, entre outros. Devido à sua natureza política, o Prêmio Nobel da Paz, tem sido sempre objeto de inúmeras controvérsias.

A Etiópia, país do último premiado compõe com a Eritreia, o Djibuti e a Somália a região chamada de Chifre da África, que margeia o Mar Vermelho pelo lado oeste. É, portanto, uma região estratégica por conta das rotas do petróleo e, por muitos anos, foi disputada por americanos e soviéticos, sendo palco de inúmeros conflitos armados locais.

A Etiópia de Abiy Ahmed é um dos sítios mais antigos da existência humana, sendo considerando, por cientistas, o lugar em que o Homo Sapiens se originou. Foi reino da Rainha de Sabá que, segundo passagens bíblicas, foi seduzida e engravidada pelo rei Salomão, iniciando assim a linhagem dos seus imperadores até Haile Selassie que reinou até 1974.

Tem uma tradição de independência. Quando o continente africano foi dividido entre as potências europeias na Conferência de Berlim (1885), a Etiópia foi um dos três países africanos que mantiveram sua independência. A nação foi membro da Liga das Nações após a Primeira Guerra, e após um breve período de ocupação italiana, tornou-se membro das Nações Unidas, após a Segunda Guerra.

Conhecida no Ocidente como Abissínia, com a separação da província da Eritréia, a Etiópia virou um país interior, sem saída para o mar, uma das razões da guerra entre os dois países.

É nesse contexto que surge o líder Abiy Ahmed Ali. Engenheiro de computação por formação, ingressou ainda jovem no grupo armado que forçou a queda do ditador Mengistu, que havia derrubado o Imperador Haile Selassie em 1974. Posteriormente, entrou no Exército, onde realizou tarefas de comunicação e inteligência cibernética.

Abiy Ahmed Ali, em abril de 2018 foi eleito primeiro-ministro da Etiópia, tendo se dedicado, desde então, à efetivação de um acordo de paz com a Eritreia, encerrando uma guerra de duas décadas. Notabilizou-se, também pela mediação no processo de transição no Sudão, que levou este ano a um acordo entre civis e militares.

Considerado um líder carismático e reformista, iniciou uma verdadeira revolução democrática em seu país. Concedeu anistia a dissidentes políticos, libertou jornalistas encarcerados, nomeou mulheres para 50% dos cargos de seu gabinete e encabeçou a campanha para o plantio de 350 milhões de árvores na Etiópia. Apoiou para a presidência do país Sahle-Work Zewde, a única mulher chefa de Estado na África.

A premiação de líder etíope é um forte incentivo para a pacificação dessa região da África.

A jovem ativista ambiental Greta Thunberg, com seus 16 anos, tem tempo para esperar. O Cacique Raoni, prestes a completar 90 anos, já teve a sua nova candidatura lançada para 2020, pela Fundação Darcy Ribeiro.

Quanto ao ex-presidente Lula, com inegáveis méritos relativos à inclusão social durante seu governo, não conseguiu repetir Mandela, prisioneiro político que emocionou o mundo.

* O autor é Engenheiro Civil, professor aposentado da UFMS

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