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Quarta, 29 Novembro 2017 12:45

Advogada ter avançado sinal vermelho foi decisivo, diz delegado

Escrito por Maressa Mendonça/CE
Diretor do Instituto de Criminalística e delegado responsáveis pelo caso Diretor do Instituto de Criminalística e delegado responsáveis pelo caso Valdenir Rezende

O delegado Geraldo Marim disse, em coletiva de imprensa realizada hoje, que o fato de Carolina Albuquerque Machado ter avançado o sinal vermelho foi fator decisivo para a morte dela. Isto quer dizer que, o estudante de Medicina envolvido no acidente, poderá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, ao invés de homicídio simples.

A declaração do delegado foi feita com base em laudos periciais do local do crime, do exame necroscópico e das imagens das câmeras de segurança dos estabelecimentos nas imediações.

O perito criminal Antônio César Moreira de Oliveira explicou que, o condutor da caminhonete trafegava a 115 km/h, enquanto o Fox estava a 30 km/h.

Eles chegaram a este resultado com base no ponto de impacto, marcas de frenagem e danos nos veículos. Dados como a distância e deslocamento também foram utilizados para o cálculo da velocidade em que os condutores estavam.

Samira Vieira Silva, a perita criminal responsável por avaliar as imagens das câmeras de segurança, pontuou que as gravações foram curtas e insuficientes para definir a velocidade exata dos veículos. Isto não quer dizer que não foi possível fazer estimativas.

De acordo com ela, é possível estimar velocidade mínima da caminhonete em 104 km/h e máxima em 130 km/h.

O diretor do Instituto de Criminalística, Marcelo Pereira de Oliveira e o delegado Geraldo Marim, comentaram que os laudos da gravação corroboram com os feitos no local do crime e apontam que, o estudante estava a mais de 100 km/h, quase o dobro permitido naquele ponto que é de 60 km/h.

Fator decisivo

Os laudos do vídeo mostraram ainda que Carolina avançou o sinal vermelho, o que foi decisivo neste caso. “O fator preponderante é o desrespeito da sinalização da via”, comentou o delegado.

Marim aguarda ainda o resultado da perícia feita no celular do estudante e já solicitou a quebra do sigilo bancário e informático dele em busca de provas sobre a embriaguez.

Imagens das câmeras de segurança de condomínio onde ele estava antes do acidente e comandas de quiosques da Afonso Pena por onde ele passou também foram solicitados.

Ao todo, 12 pessoas já prestaram depoimento e o delegado aguarda ainda o resultado desses laudos.

O caso

O acidente aconteceu na Avenida Afonso Pena, próximo ao Shopping Campo Grande, na madrugada de 2 de novembro. Conforme divulgado pelo Batalhão de Trânsito de Polícia Militar, a caminhonete Nissan Frontier conduzida por João Pedro trafegava em alta velocidade na avenida. Em razão da velocidade, não foi capaz de desviar do veículo Fox ocupado por Carolina e o filho de três anos. Já era mais de meia-noite e ela havia furado o sinal para acessar a Avenida Paulo Coelho Machado, no Bairro Chácara Cachoeira. Com o impacto, o Fox foi arremessado por cerca de 110 metros.

Carolina não resistiu e morreu no local. O filho dela e o irmão do condutor da caminhonete foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros, mas sem ferimentos graves. No local, testemunhas relataram que o autor desceu da caminhonete, embriagado, falou ao celular e disse que havia sido orientado pelo pai a fugir às pressas, para que não fosse autuado em flagrante. O irmão dele disse que ambos saíram na Frontier para passear nos Altos da Afonso Pena e encontrar amigos. Ele alegou que todos os sinais estavam verdes, mas que não tinha noção da velocidade em que estavam se deslocando. O estudante chegou a ser preso, mas responde em liberdade.

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