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Terça, 26 Setembro 2017 09:32

Ao ver menino Kauan morto assassino debochou, diz denúncia feita à Justiça

Escrito por Guilherme Henri/CGNews
Daivid chegando à DEPCA logo depois que foi preso no 22 de julho, um mês após o desaparecimento Daivid chegando à DEPCA logo depois que foi preso no 22 de julho, um mês após o desaparecimento Yarima Mecchi/Arquivo

“E agora, aonde eu vou colocar esse corpo”, disse em tom de deboche, Deivid Almeida Lopes, 38 anos, que está preso por estuprar até a morte e depois esquartejar Kauan Andrade Soares dos Santos, 9 anos, em Campo Grande.

O crime aconteceu no dia 25 de junho deste ano, na casa do acusado, no bairro Coophavila 2, no entanto, as denúncias de estupro tem início em dezembro do ano passado.

A frase foi mencionada na denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, por meio do promotor Henrique Franco Cândia. No processo, Deivid desdenha depois de ver que o menino não estava respirando e mesmo assim obrigou três adolescentes a praticarem sexo com o cadáver de Kauan.

Deivid foi denunciado por 12 crimes cometidos contra oito crianças e adolescentes, incluindo Kauan sendo eles: três vezes por ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos; quatro vezes por constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça; submeter, induzir ou atrair à prostituição; exploração sexual de adolescentes; cometer um mesmo crime diversas vezes e mais dois crimes acrescentados pelo próprio MPE, sendo: destruição ou ocultação de cadáver e vilipendiar cadáver, que é desrespeitar cadáver.

O acréscimo de crimes foi feito pelo MPE na última sexta-feira (22). Além de Kauan, as vítimas mencionadas no processo tem entre 9 e 14 anos.

Ainda no processo, o promotor menciona que uma adolescente de 16 anos, que aparece em uma filmagem armazenada no computador do acusado foi identificada. E que, aguarda os laudos periciais dos celulares e CPU do computador de Deivid onde haviam imagens pornográficas e, inclusive, algumas de adolescentes, que eram exibidas às crianças e adolescentes, pelo réu, antes ou durante o abuso sexual das vítimas.

O processo tramita pela 7ª Vara Criminal Especializada de Campo Grande.

Histórico

O inquérito policial foi relatado ao MPE no dia 15 deste mês pelo delegado Paulo Sérgio Lauretto.

Conforme relato de quatro adolescentes, com idades entre 14 de 16 anos, o menino foi violentado, antes e depois da morte, e esquartejado por Deivid no dia 25 de junho.

Os garotos, que revelaram também serem estuprados com frequência pelo professor. Eles recebiam valores entre R$ 5 e R$ 15 para praticarem sexo com Deivid.

Os adolescentes contaram ainda à polícia que foram obrigados a praticar necrofilia (sexo com cadáver) e testemunharam o indiciado esquartejar o corpo de Kauan.

Os restos mortais teriam espalhados pelo rio Anhanduí. “Por isso, a possibilidade de encontrar alguma coisa é remota”, chegou a dizer o delegado.

Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Marcelo Pereira Oliveira, a aplicação de luminol revela vestígios de sangues nos locais citados pelos adolescentes.

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