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Terça, 14 Novembro 2017 10:20

Julgamento de ex-dono da Gol por morte de motorista é retomado nesta terça no DF

Escrito por G1/DF
O empresário Nenê Constantino O empresário Nenê Constantino Reprodução/TV Globo

O Tribunal do Júri de Taguatinga, no Distrito Federal, retomou na manhã desta terça-feira (14) o julgamento do ex-dono da Gol Nenê Constantino, de 86 anos. A sessão começou nesta segunda (13). É a segunda vez em que ele vai a júri neste ano. Desta vez, ele responde pelo assassinato de um motorista de ônibus.

Até as 9h30, quando o júri foi retomado, o empresário não estava presente no plenário.

De acordo com a denúncia, Tarcísio Gomes Ferreira era motorista de ônibus da Planeta – empresa do grupo – e teria sido vítima de uma emboscada em fevereiro de 2001, em uma barraca de lanches, no terreno onde funcionava a garagem da antiga Viação Pioneira, que também pertencia a Constantino.

No primeiro dia de julgamento – que, até as 20h30, já ultrapassava dez horas de duração –, sete testemunhas foram ouvidas pelo juiz, em plenário. No fim da noite, os réus passaram a ser interrogados. A previsão, segundo o Tribunal de Justiça do DF, era de que a sessão fosse suspensa por volta da meia-noite.

Na terça, a audiência prevê o debate entre o Ministério Público e as defesas dos acusados. O G1 tentou, durante todo o dia, contato com o advogado do empresário, mas não recebeu retorno até 20h. O processo corre em segredo de Justiça.

Condenação anterior

Este é o segundo processo em que Constantino e mais três são citados como réus. Em maio, eles foram condenados por homicídio qualificado contra um líder comunitário.

Por causa do primeiro crime, Constantino foi sentenciado a 16 anos e seis meses de prisão (13 anos e 6 meses pelo homicídio e 3 anos pela corrupção de testemunha), a serem cumpridos em regime inicialmente fechado, além de multa de R$ 84 mil.

Também foram considerados culpados o ex-vereador de Amaralina (GO) Vanderlei Batista, que pegou 13 anos de prisão; o dono da arma usada no crime, João Alcides Miranda, com 17 anos e seis meses de prisão; e o ex-empregado de Nenê, João Marques, com 15 anos de prisão. Todos podem recorrer em liberdade.

Na época do primeiro júri, o promotor do Ministério Público responsável pelo caso, Bernardo Urbano Resende, adiantou que Nenê Constantino não devia ser levado à prisão em razão da idade avançada. Porém, ele considerou o resultado "plenamente justo".

"Constantino não vai ficar preso nem um dia, porque já tem 86 anos, está no final de vida. E não porque eu estou falando, mas porque é a lei," disse.

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