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Lucas

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O juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados, que já havia decretado as prisões preventivas de João Fava Neto (ex-secretário municipal de Fazenda), Anilton Garcia de Souza (ex-diretor do Departamento Municipal de Licitação) e Denize Portolann (vereadora licenciada e ex-secretária municipal de Educação), também acatou a tese do MPE (Ministério Público Estadual) de que os vereadores Pedro Pepa (DEM), Cirilo Ramão (MDB) e Idenor Machado (PSDB), presos na operação 'Cifra Negra' deflagrada quinta-feira (6), comandavam uma organização criminosa na Câmara de Dourados.

O jornalista Marcos Santos revela, em reportagem especial para o Diário MS, teor do processo número 0810971-68.2018.8.12.0002 que tramita sob segredo de Justiça, e que determinou a prisão não apenas dos vereadores Pedro Pepa, Cirilo Ramão e Idenor Machado, mas também do ex-vereador Dirceu Longhi (PT), dos ex-servidores da Câmara, Amilton Salina e Alexandro Oliveira de Souza, além dos empresários Denis da Maia, Karina Alves de Almeida, Franciele Aparecida Vasun e Jailson Coutinho.

Os empresários presos são donos das empresas Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum, todas envolvidas com as fraudes nas licitações do setor de TI (Tecnologia da Informação) na Câmara de Dourados. O relatório que chegou ao juiz Luiz Alberto de Moura Filho aponta que as empresas denunciadas atuam em cerca de 30 Câmaras no Estado Municipais e que tinham o hábito de pagar propina a vereadores em Mato Grosso do Sul e outros Estados. Cerca de 100 vereadores estariam na lista dos beneficiados.

O delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire, do 2º Distrito Policial, que atuou em conjunto com o promotor Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Dourados, também pediu a prisão de Edna Lúcia Pereira Salina, esposa de Amilton, mas o juiz negou. No entanto, os pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal de todos os envolvidos, pessoas físicas e jurídicas, foram acatados pelo juiz Luiz Alberto de Moura Filho, revela o jornalista.

Em uma decisão interlocutória de 13 páginas, o magistrado entendeu que os vereadores Pedro Pepa, Cirilo Ramão e Idenor Machado deveriam ser presos "em razão da necessidade da garantia da ordem pública, da ordem econômica e da conveniência da instrução criminal, já que os acusados vinham destruindo provas e atrapalhando as investigações do Ministério Público Estadual".

O juiz entendeu que Pedro Pepa, Cirilo Ramão e Idenor Machado comandavam uma organização criminosa voltada à fraude em licitações mediante desvio de dinheiro público e recebimento de propinas, configurando crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva. Caso sejam condenados, as penas somadas ultrapassam 20 anos de cadeia para cada um dos acusados na operação Cifra Negra, conforme se apurou.

As investigações mostraram que os vereadores presos dividiam entre R$ 20.000 e R$ 23 mil todos os meses, fruto do rateio entre as empresas. De acordo com a ação, ainda durante a disputa pela presidência da Câmara de Vereadores, em 2015, Idenor Machado usou os contratos com a Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum para 'comprar votos' que lhe garantiram a presidência.

O Ministério Público e o relatório do delegado revelaram, também, que ao deixar a presidência o vereador Idenor Machado passou para os vereadores Pedro Pepa e Cirilo Ramão a missão de continuar atendendo aos interesses da Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum em troca da propina que era intermediada pelo então servidor da Câmara de Vereadores Alexsandro Oliveira de Souza.

Como funciona

As investigações da 16ª Promotoria de Justiça de Dourados tiveram início quando a então vereadora Virginia Magrini procurou o Ministério Público Estadual, ainda em 2014, para denunciar as fraudes em licitações na Câmara de Dourados e detalhar como funcionava o esquema de distribuição de propina envolvendo os vereadores Pedro Pepa, Cirilo Ramão e Idenor Machado com as empresas Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum.

Virgínia Magrini foi ouvida outras vezes pelo Ministério Público Estadual e em cada depoimento como colaboradora apontava novos detalhes do esquema criminoso, como por exemplo a presença do empresário Denis da Maia nas dependências da Câmara de Vereadores para pagar pessoalmente a propina ao então presidente Idenor Machado.

As denúncias feitas pela então vereadora - ela está presente em todas as sessões onde se tenta escolher a nova Mesa - foram confirmadas, mais tarde, ao Ministério Público Estadual pelo ex-servidor da Câmara de Vereadores, Rodrigo Ribas Terra, que relatou aos promotores de Justiça que somente a Quality repassava propina mensal de R$ 20 mil ao presidente Idenor Machado. A partir daí o MPE passou a monitorar os acusados, com filmagens e fotografias, colhendo as provas que motivaram e sustentaram as prisões dos 10 acusados de formação da organização criminosa, como descreve o jornalista.

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Um homem de 36 anos foi morto a facadas pelo cunhado na madrugada deste domingo (9), em Campo Grande, durante briga enquanto tomavam cerveja. O suspeito fugiu e ainda não tinha sido localizado, segundo o jornal Campo Grande News.

Conforme o boletim de ocorrência, a esposa de Eder Montania contou à polícia que ela, ele, a irmã dele e o marido dela tomavam cerveja na calçada de casa, no Jardim Aeroporto, quando se inciou uma discussão.

Eder e o cunhado então brigaram. O suspeito correu para dentro de casa, a vítima foi atrás, as esposas tentaram separar os dois, mas não conseguiram evitar o esfaqueamento, conforme a publicação.

De acordo com o registro policial, Eder foi atingido por quatro facadas no lado esquerdo do abdômen e morreu no local. O suspeito fugiu no próprio carro. A esposa da vítima disse que a discussão entre os envolvidos começou por motivo fútil.

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Dois homens integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) foram assassinados a tiros na noite deste sábado (8) no acampamento Dom José Maria Pires, na cidade de Alhandra, na Região Metropolitana de João Pessoa. José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, e Rodrigo Celestino foram mortos por homens encapuzados e armados, de acordo com informações repassadas pelo MST.

A PM (Polícia Militar) confirmou o duplo homicídio. De acordo com o major Lima, comandante da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar, que responde pela área onde ocorreu o crime, equipes da PM estão realizando buscas neste domingo (9) para localizar suspeitos de envolvimento com os homicídios.

Conforme nota oficial divulgada pelo MST da Paraíba, o crime ocorreu por volta da 19h30 no assentamento que fica na fazenda Garapu, ocupada pelas famílias desde julho de 2017. José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino estavam jantando no momento em que os homens encapuzados entraram no local atiraram várias vezes.

O major Lima explicou que segundo as testemunhas do crime, os homens tinham camisas amarradas na cabeça e estavam pelo menos com duas armas de calibres diferentes. “As armas usadas não eram automáticas ou semiautomáticas, provavelmente, de acordo com as cápsulas encontradas no local, usaram uma espingarda, calibres 12 ou 26, e um revólver calibre 38. Foram vários disparos”, relatou o comandante da Polícia Militar de Alhandra, conforme repercutiu o portal G1.

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São fortes os indícios de que o grupo de oito vereadores, que vem protelando as decisões na Câmara de Dourados desde sexta-feira (7), participe da sétima sessão extraordinária convocada pela presidente Daniela Hall (PSD) para a tarde deste domingo (9), quando, enfim, se tentará cumprir a pauta principal: eleição dos membros da futura Mesa diretora da Casa,

De acordo com rumores dos meios políticos, a orientação de articuladores da prefeita Délia Razuk (PR) é de que a situação deve ser resolvida logo, para evitar maior desgaste ainda. Isso porque a sociedade, representada por entidades sociais, clubes de serviços e lideranças políticas que comparecem todas as tardes na Câmara já identificou os interesses que existiriam por trás dessa manobra.

Na sessão deste sábado (8), prorrogada para hoje, o vereador Marçal Filho (PSDB) aproveitou a justificativa protocolada pelo sabatista Cido Medeiros (DEM) para pedir aos demais ausentes que também se justifiquem. Marçal disse que o argumento da 'obstrução parlamentar' apresentdo em nota distribuída à imprensa estaria sendo praticado de forma errada.

"O exercício da obstrução é um instrumento legal do Parlamento, mas para isso o próprio parlamentar comparece na sessão, assina o livro de presença e justifica que está impossibilitado de participar da votação de determinada matéria. Nesse caso, o que está ocorrendo é ausência injustificada", manifestou o vereador, eleito para assumir vaga na Assembleia Legislativa do Estado a partir de fevereiro.

Impasse

O impasse da eleição da nova Mesa ocorre porque, com a operação 'Cifra Negra' do Ministério Público Estadual, três dos 19 vereadores (Pedro Pepa, do DEM, Idenor Machado, do PSDB e Cirilo Ramão, do MDB) foram presos e a Câmara ficou divididsa entre oito vereadores que querem Alan Guedes como futuro presidente e os outros oito que defendem a candidatura de Pepa, mesmo preso, para comandar o Poder.

Segundo o Regimento Interno da Casa, o risco de empate levaria à realização de tantas sessões qwuantas forem necessárias; ocorre que está faltando quorum para começarem as deliberações. A presidente Daniela mandou convocar o suplente Mauricio Lemes para assumir a vaga de Idenor, que pediu licença por 32 dias, e, caso ainda neste domingo seja impossível chegar a um acordo, a decisão do imbroglio legislativo ficará para a tarde desta segunda-feira (10), quando se prevê a presença dos 17 na sessão.

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Lucas Gonçalez Alves, de 26 anos, morreu na noite deste sábado (8) após ser atropelado na BR 163, em Bandeirantes. Segundo o Campo Grande News, a vítima trabalhava em um canteiro de obras quando foi atropelada por um veículo desgovernado.

Conforme informações do boletim de ocorrência, Lucas, que era funcionário de uma empresa de transportes e reflorestamento, trabalhava em um canteiro às margens da rodovia, quando por volta das 11 horas foi atropelado por um veículo Chevrolet Montana.

O trabalhador foi socorrido e encaminhado à Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no final da tarde. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) esteve no local do acidente, mas não soube identificar as características do veículo e nem quem seria o motorista.

A SEcom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência da República deve ser vinculada à Secretaria de Governo na gestão de Jair Bolsonaro. Pela estrutura atual, é ligada diretamente à Secretaria-Geral da Presidência da República. À frente da Secom, ficará o publicitário Floriano Barbosa de Amorim Neto, assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, a ser anunciada esta semana.

Barbosa trabalha com a família há pelo menos três anos, no gerenciamento das redes sociais do deputado federal e do próprio presidente eleito. As informações foram confirmadas à Agência Brasil por assessores de Bolsonaro. A Secom será vinculada à Secretaria de Governo, cujo comando será entregue ao general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Transição

O general Floriano Peixoto, que atua na equipe de transição analisando os contratos de publicidade do governo federal, deverá ser nomeado secretário-executivo de Gustavo Bebianno, futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da Presidência, segundo apurou a reportagem da Agência Brasil.

Na semana passada, quando o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, apresentou a lista dos 22 ministérios do futuro governo, a Secom aparecia vinculada à Secretaria-Geral da Presidência, conforme divulga a Agência Brasil.

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Nenhuma aposta acertou o prêmio principal do concurso 2.105 da Mega-Sena, realizado na noite desse sábado (8) no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Santo Anastácio, no interior do estado de São Paulo. As dezenas sorteadas foram: 11 – 13 – 16 – 24 – 31 – 36.

A quina registrou 106 apostas vencedoras; cada ganhador receberá R$ 22.882,49. A quadra teve 6.029 apostas ganhadoras, cabendo a cada um R$ 574,73.

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quarta-feira (12) e o prêmio estimado é R$ 36 milhões.

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Os torcedores de Boca Juniors e River Plate instalaram um clima de decisão que até então não havia na cidade, ao ocupar aeroporto, metrô, bairros sofisticados e a popular Plaza del Sol, marco zero da capital espanhola e palco das principais manifestações políticas do país, na chegada a Paris para a grande final da Taça Libertadores, a primeira da história disputada fora da América do Sul, após os confrontos entre torcidas dos dois times argentinos no país deles.

No início da noite deste sábado (8), a torcida do River lotou a Plaza del Sol, no centro de Madri. A árvore de natal gigante instalada no centro da praça foi tomada por faixas e "trapos" – bandeiras nas quais os torcedores identificam suas cidades de origem ou fazem homenagens. Várias delas, claro, tinham insultos ao Boca Juniors, rival na decisão da Libertadores.

Por causa de um feriado que caiu na quinta-feira (6), Madri está especialmente lotada. As sombrinhas em vermelho e branco e os sinalizadores acesos pela torcida do River viraram uma atração a mais para os visitantes, que se dividiam entre tirar fotos da árvore de natal e tentar entender o que aquele pessoal tanto cantava. Havia mais curiosidade e fascínio do que medo.

Roy Pearl, um empresário que nasceu em Israel e mora em Madri há dois anos, levou a mulher e a filha de três anos para passear na noite de sábado, se surpreendeu com a cantoria e disse que agora iria fazer de tudo para conseguir uma entrada para a final. De blusa vermelha, "uma coincidência", disse que iria torcer para o River na decisão. Com informações do Globoesporte

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Mais uma vez, a sessão extraordinária convocada pela Câmara de Dourados para a realização da eleição de escolha dos novos membros da Mesa diretora, que deveria ocorrer neste sábado (8) às 14 horas, depois de já adiada da tarde de sexta (7), terminou uma hora depois de iniciada, e, novamente, sem uma decisão. Outra sessão foi convocada para este domingo (9), no mesmo horário, a sétima extraordinária do ano.

Dos oito vereadores ausentes, em princípio todos apoiadores da chapa 1 inscrita para disputar o comando da Casa, cujos candidatos a presidente e primeiro secretário, Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB) encontram-se recolhidos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) em cumprimento a ação de investigação sobre pagamento de propinas e práticas de corrupção, do MPE (Ministério Público Estadual), apenas um justificou a ausência: Cido Medeiros (DEM), alegando exercício de consciência religiosa que o impede de realizar atividades aos sábados.

No plenário, manifestantes, portando faixas coloridas, pediam o afastamento dos três vereadores presos no meio da semana e vaiavam a citação dos nomes de qualquer dos ausentes. ACOMPANHE

Além desses, e de Idenor Machado (PSDB), ex-presidente da Câmara de 2011 a 2016, período que compreende a investigação policial, deixaram de comparecer à sessão os vereadores Janio Miguel, Alberto Alves dos Santos (Bebeto) e Junior Rodrigues, todos do PR, mais Juarez de Oliveira (MDB). Presentes, a atual presidente Daniela Hall (PSD), e ainda Marçal Filho e Sergio Nogueira (PSDB), Madson Valente e Alan Guedes (DEM), Lia Nogueira (PR), Elias Ishy (PT) e Olavo Sul (Partriota), em princípio, apoiadores da chapa 2, que é encabeçada por Alan Guedes.

Suplente é convocado

Durante a sessão, foi lido parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara ao pedido de substituição de nomes na chapa 1, conforme proposta do grupo, que sugeria a troca dos presos Pedro Pepa e Cirilo Ramão, respectivamente, por Alberto Alves dos Santos e Junior Rodrigues. A Procuradoria alegou que o pedido foi intempestivo, fora do prazo permitido para o registro de chapas, expirado às 13 horas de quarta-feira (5), ou seja, 48 horas antes do agendamento da eleição, para sexta-feira.

Daniela acatou o parecer da procuradora Tatiane Moreno e indeferiu o pedido da troca de nomes da chapa. Ao mesmo tempo, anunciou que o suplente do vereador Idenor Machado, professor Mauricio Lemes, está apto a assumir a vaga do titular a partir de segunda-feira (10), após cumpridas as exigências do Regimento Interno, em consequência do pedido de afastamento por 30 dias, solicitado por Machado.

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Estudo realizado pela Embrapa, no sul de Mato Grosso do Sul, demonstrou que controlar percevejos e lagartas da soja seguindo as orientações do MIP (o Manejo Integrado de Pragas) aumenta a margem de lucro do produtor ao promover uma economia de pouco mais de R$ 125 por hectare. A pesquisa estimou ainda que se a prática fosse adotada em todas as lavouras de soja do Brasil - uma área de aproximadamente 33.228.400 hectares - poderia gerar um benefício econômico da ordem de R$ 4 bilhões, devido à economia com inseticidas e gastos com a aplicação dos produtos.

O entomologista Crébio José Ávila, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste em Dourados, explica que apesar da eficiência do MIP-Soja na redução do uso de inseticidas nas lavouras, especialmente na última década, tem-se observado um retrocesso nos programas de manejo de pragas da soja. “Em alguns casos, houve um abandono dessa estratégia, que exige muita presença e atenção do produtor nos diversos estádios das lavouras, o que fez com que houvesse um aumento excessivo de aplicações de inseticidas nas plantações, com consequências indesejáveis do ponto de vista econômico, ecológico e ambiental”, explica.

Segundo o cientista, o uso do MIP pode contribuir indiretamente com melhorias na qualidade de vida da população, pois o emprego de estratégias limpas de manejo como o controle biológico natural no agroecossistema reduz a exposição ambiental aos químicos, uma vez que menos produtos são pulverizados anualmente. O pesquisador afirma que a prática contribui para a sustentabilidade social, econômica e ambiental.

A pesquisa realizou o monitoramento e o manejo integrado dos insetos-praga e de seus inimigos naturais nas lavouras do estudo, ao longo de duas safras consecutivas: em 2014/2015, no município de Caarapó; e na safra 2015/2016, em Dourados.

Em Caarapó, o trabalho foi conduzido em uma área de aproximadamente 70 hectares, enquanto em Dourados a área foi de 25 hectares. Duas áreas comparativas também serviram como referência para a pesquisa, ambas manejadas segundo as orientações do produtor, sem nenhuma interferência da equipe do MIP.

R$ 300 milhões de economia

Santos explica que a análise do custo das aplicações de inseticidas para o controle de lagartas e de percevejos, nos dois ambientes de controle de pragas, comprovou que na área do MIP conduzida em Dourados na safra 2015/2016, houve uma economia de R$ 125,58 por hectare. “Na área estudada, se o produtor tivesse seguido as orientações do MIP em todos os 360 hectares de soja de sua propriedade, ele teria uma economia total de cerca de R$ 45 mil. Extrapolando-se esse valor de redução de custo para todo o estado de Mato Grosso do Sul, que na safra 2015/2016 teve uma área cultivada com soja de 2.430.000 hectares, o benefício econômico seria de mais de R$ 300 milhões”, estima Viviane Santos, professora bolsita do programa nacional e que conduziu o MIP.

A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), em parceria com o CNPOq (o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e o MIP foi conduzido pela bolsista do Programa de Desenvolvimento Científico Nacional, Viviane Santos, professora do campus de Dourados do IFMS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul).

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